Notas iniciais
Espero que gostem!

Mellyne Mizashi

One More Night — Maroon 5

Quando já era tarde, Denis finalmente apareceu. Ele estava com a visão discreta, e andava pelos corredores sem querer ser visto por ninguém. Denis estava com os cabelos castanhos sobre os olhos. Seu olho verde parecia querer brigar com o castanho. Enquanto suas mãos tremiam, tentando se controlar para não agarrar o pescoço do pai, ele tentava não encontrar Me...

- Ah, oi – arrumou a voz para o tom mais calmo possível.

- Oi – ela respondeu.

- Você... Saiu do 12.

- Claro. – ela o encarou – Eu ia morrer.

- Ah, morrer?! – ele pareceu pouco interessado.

- Sim, morrer, eu e o seu filho.

- Filho?

- É. – ela revirou os olhos – O nosso filho. Lembra?

- Ah... Sim... – ele parecia estar em outra órbita. – Acho que ele não é meu.

- V-Você o quê? – ela gritou.

- Eu tenho que ir. – Denis deu meia volta e saiu apressado.

º º º

André Vieira

André passou os dedos pelas pontas dos laços de sua blusa. Finalmente...

- Você acha que me colocando contra a parede vai conseguir algo? – ela o desafiou.

- Sim. – André deixou seu hálito quente tocar e acariciar o rosto de Giulia. – Eu acho que você vai ceder mais cedo ou mais tarde.

- E se for mais tarde – ela aprofundou seus olhos dentro dos olhos dele.

- Então eu irei fazer com que seja mais cedo.

Giulia estava gostando daquela brincadeira, tinha de admitir. André parecia ansiar por uma resposta positiva de sua parte. A questão era: dar ou não dar? Ela encarou o gatos, pegou as porcentagens e se perdeu nos cálculos. Alguma hora iria ceder era certo.

Não pensou duas vezes antes de tirar a conclusão e beijar André, para espanto do homem.

º º º

Mellyne Mizashi

Ela se sentou, puxando para perto o copo de café e bebericando, enquanto via os recrutas entrando na sala do Conselho. Deixou o café de lado e então se levantou, apertando a mão de todos, mas com a cabeça longe.

- Então, estes são os garotos que eu falei – Maju disse. – Vieram do Distrito 13, foram treinados o mais rápido para poderem nos ajudar. Por enquanto, são os únicos reforços que nos mandaram.

- Sim, sim – ela respondeu.

- O líder é o Mark Koori. – Maju o apresentou. – Está é a Aryia, Meera, Kora, e o Jean Rosseau. Todos prontos para ar ordens.

- Ahn... Veja com o André, se ele já fez a estratégia para o contra-ataque e... Me traga alguns remédios para dor de cabeça?

- Claro...

º º º

- Então este é o plano? – André perguntou.

- Sim. – Denis afirmou – A Capital quer fazer os Jogos desse ano mais rápido, para dar medo nos Distritos. Vamos selecionar dois tributos e mandá-los para a Capital, hackear computador e usá-los para receber informações.

- É um bom plano – concordou Maria Julia. – Será que vale a pena colocar em risco a vida de vinte e quatro meninos e meninas?

- Bom, já deixamos morrer muitos mais no Distrito 12, não? – Meell bateu a mão na mesa.

- Aquilo foi diferente. Eles tinham outras responsabilidades... E além do mais, cento e vinte pessoas foram resgatadas do Distrito 12 e estão agora no 13.

- Sim, cento e vinte dentre quinhentas feridas! Muitas delas nem tinham notícias de seus familiares! Muitas delas foram simplesmente abandonadas dentro do hospital! – Mellyne se recordou de acordar e não encontrar nenhum rosto familiar.

- Eles não podiam se mexer com facilidade, alguns nem respiravam mais por conta própria.

- Eu não consigo mexer o lado direito de meu corpo, e mesmo assim fui salva.

- É uma questão mais política do que generosa! – Maria respondeu rapidamente.

- Pois eu preferia... Nós! Nós preferíamos morrer e salvar vinte pessoas do que saber que eles morreram embora nós tenhamos sido salvos.

- Nós?

- Eu e meu filho. – Meell bateu novamente a mão na mesa. – Não vou mais cooperar com isso. Se querem fazer planinhos super complexos que podem deixar em risco milhões de pessoas, vão em frente, pois eu vou fazer o que meu pai queria desde o início! Vou conquistas pedacinhos da Capital, até obrigar todos á ficar dentro do Centro. Não irei matar todos. Assim que chegarem ao centro, irei mandar uma chance de acordo, para que pararem com os jogos e com todo o Absolutismo, e assim, se recusarem, eu deixo vocês atacar a pobre cidade. – Mellyne, desafiando qualquer um que quisesse se opuser contra ela.

- Você tem algum problema? – claro, como era de se esperar, a única pessoa que a desafiaria seria... – Está com crise de gravidez ou o que?

- Não, é você quem tem um problema! – ela disparou – Quando ficar melhor, venha falar comigo, mas se continuar se drogando com seu pai, bom proveito. Isso não te levará á nada!

- Olha como fala de meu pai! – ele revidou, cuspindo as palavras na mesa, enquanto todos os outros, até mesmo os recrutas, ficavam em silencio, de cabeça baixa.

- Aquele velho não manda mais em você! Você já saiu da casa dele, já se casou e já tem uma família, não precisa ficar obedecendo á tudo o que aquele velho fala!

- Cale a sua boca suja agora! E peça desculpes ao meu pai! – ele apontou o dedo na direção dela.

- Você acha que pode me agredir verbalmente? Acho que você ainda não conheceu a Mellyne que eu tento todos os dias segurar dentro de mim! Eu quero que você se dane longe de mim, ta legal? Vá se fuder em qualquer outro lugar!

A raiva possuía Denis. Ele não iria ser humilhado por aquela... Aquela indelicada ali, na frente do Conselho. E pior, na frente do pai. Denis não era de engolir sapo. Ele deu a volta na mesa e bastou um segundo para que a briga começasse de verdade. Aquilo era um barraco, só podia! Puxando o cabelo pra cá, chutando as partes íntimas pra cá... Até que André interveio, separando-os, com a ajuda de Giulia.

- Vão brigar longe daqui! – ela gritou. – Ou vocês já se esqueceram quem têm um bebê a caminho?

- Eu não tenho bebê nenhum! – Denis gritou, tentando se livrar das mãos de André – Essa vadia não é minha mulher!

- Olha quem fala, obeso! Bêbado! Vá encher de vinho o...

- Ei! – Travis exibiu sua voz grossa e predominante, que era sempre temida por quem a ouvia – Querem parar com isso agora? Espero que vocês não tragam suas brigas familiares e pessoais para o Conselho! Você é o filho que eu criei? – Travis virou os olhos para Denis – E você é a esposa que o meu filho escolheu? – ele virou os olhos heterocrômicos para Meell. – Que isso? Vamos, agora, sentem-se e peçam desculpas um para o outro.

- Eu não vou fazer... – Mellyne protestou.

- Então serei obrigado á te mandar para fora do Conselho! – Ah, aquela voz que arrepiava até a alma... Quem não poderia temê-la? Quem a desafiaria?

Mellyne sentou-se, comportada, e passou as mãos pelos cabelos. Denis foi para seu lugar, no outro lado da mesa, e evitou olhar para qualquer um ali na sala. Enquanto André e Travis prosseguiam com os planos, o resto continuava em um silêncio mortal.

º º º

Stronger — Kelly Clarkson

Darin Astaroth

Abriu seus olhos, já estranhando a sensação de viver.

Será que... Não, não era possível. Somente se... Darin olhou para suas mãos, e então se sentou. Observando seu corpo. Um novo corpo, na verdade. Parecia ter doze anos. Não sentia os cabelos nas orelhas, nem a firmeza nas mãos. Parecia... Fraco demais... Ele tentou entender, mas deveras não conseguiu. Ele queria, almejava, saber a resposta daquilo tudo.

Foi quando viu, com as mãos no vidros e a respiração embaçando o mesmo, ela parecia radiante. Com aquela mesma aparência de sempre, porém, agora mais crescida. Mais... Linda. Os cabelos longos e lisos, caindo por seus ombros, negros e brilhosos, como sempre. As sardas lhe afagavam o rosto e o resto do corpo. Darin se lembrou de quando dava banho nela. Sorriu, ela sempre tivera vergonha de suas inúmeras sardas... E os olhos, iguais aos seus, exibindo alguma curiosidade aparentemente nova para ela. De repente Darin seguiu seus olhos e notou que estava nu. Abriu u leve sorriso ao entender que curiosidade era aquela. Tampou com a mão e fez um aceno com a outra, fazendo-a corar e sair correndo do vidro.

- Ei, Gutinha. – sua voz estava tão diferente.

No vidro alguém apareceu, era um homem, de jaleco branco, de um e oitenta de altura, barba branca e óculos redondo. Ele bateu no vidro, e então apontou para dentro daquela sala. Darin seguiu seu dedo e encontrou ao seu lado roupas limpas. Assentiu para o velho e as vestiu. Eram bem maiores que ele, mas pouco se importou. Pelo menos eram pretas, como ele gostava.

Ele descobriu que havia algo de diferente nas roupas. Assim que as vestiu, sentiu-se mais poderoso. As roupas diminuíram, até ficarem perfeitas para ele. A porta da sala de vidro se abriu e então o velho e Guta entraram. O velho mexendo no óculos, Guta correndo.

A irmã foi até seus braços, e deu um salto enorme. Darin ficou surpreso. Tanto pela reação da irmã quanto por ela ser tão leve. Ele mal sentia seu peso. Será que Guta tinha emagrecido? Ou era só impressão dele? Não sabia. Mas quando ela o encarou no olhos, ele esqueceu isto e a abraçou carinhosamente, como sempre fazia quando ia pôr ela para dormir.

- Senti sua falta – a menina sussurrou em seu pescoço.

- Eu também senti a sua – Darin a colocou no chão, passando a mão por seus cabelos negros.

- Você... Está do meu tamanho, agora! – Augusta sorriu.

- Ah, sim... – Darin notou novamente que parecia ter doze anos.

O velho limpou a garganta, chamando a atenção de irmão e irmã. Darin se virou para ele e estendeu a mão. O velho cumprimentou e então pôs se a explicar.

- Sei que é um pouco demais pra você assimilar tudo tão rapidamente, mas essa é a sua alma. E esse corpo nós fizemos a partir de um óvulo de doado por sua irmã.

- Sim, eu entendo – Darin assentiu – Sei o que a Capital estava fazendo com as almas dos tributos.

Guta tocou seu rosto. Ela parecia tão crescida, e ele tão pequeno. Darin não estava habituado a ser do mesmo tamanho que ela. Augusta se aninhou em seu peito, e então disse com a voz suave, como a de um anjo.

- Eles encontraram a Bolina.

Darin sentiu algo mexer com sua coluna vertebral, e então ele quase desmoronou. Augusta o sustentou e o sentou na mesa onde ele acordara.

- Eles... Eles o que? – Darin perguntou.

- A Bolina. – Augusta disse, inocentemente – A sua namorada.

Darin colocou as mãos sobre os cabelos, e então a deslizou, sentindo-os pequenos e mais grossos do que o normal. Se olhou no vidro. E notou que tinha muitas sardas nas maçãs do rosto e no nariz. Ele sorriu. Sim, tinha sido feito através de sua irmã, era evidente. Mas por que... Por que iriam querer Bolina? O que ela tinha a oferecer, além de um sorriso somente para ele? Bolina... Nossa, aquele nome parecia ser de década atrás. Parecia ter sido esquecido, e no mesmo momento lembrado.

Parecia irreal.

- Ela... Ela está aqui?

- Ainda não – Augusta contou, triste – Eles estão procurando os pais dela, pelo que sobrou do Distrito 2.

- Sobrou?

- Sim. O Distrito 2 se tornou um campo de guerra entre a Capital e o próprio Distrito O único Distrito intacto até agora é o 13. Mas esse ninguém dá muita bola... – Guta se sentou na mesa, ao seu lado. – Se acharem os pais ou os irmãos da Lina, talvez possam trazê-la de volta, para você.

- Mas... Por que querem trazê-la de volta, somente para mim? O que eu fiz para vocês querem me agradar tanto?

- Bem, eles acham que você pode ajudá-los a hackear o computador da Capital, onde estão quase todos os arquivos e almas. Você é um gênio, Darin...

- Não, não sou um gênio. Gênio era os homens quem escreveram os livros que eu li...

-... E o único jeito de convencer você á nos ajudar é... Trazendo a Bolina de volta. Não?

- Mas a alma dela foi morta. Eu vi com meus próprios olhos. Os Idealizadores mataram-na, pois ela não servia mais para me deixar louco.

- Errado – Augusta sorriu, como se estivesse orgulhosa em ter razão e seu irmão mais velho não. – Eles fingiram matar a Bolina, pois você mesmo disse que, só ficaria louco se ela morresse para sempre.

Darin assimilou. Era verdade.

- A Bolina-Alma era muito boa em conseguir confundir os tributos, por isso eles resolveram guardá-la para usar mais tarde, e você também. Estou feliz por você ter voltado. Lá em casa está um inferno! – ela puxou sua manga. – O papai vai me matar quando souber o que eu fiz!

- Ele não sabe?

- É claro que não! – Augusta choramingou – E ele nunca mais vai me amar depois disso...

Atrás de seu ar de maturidade, Augusta continuava a mesma menininha, chorosa e dependente, de quem Darin tinha cuidado quando mais nova. Ele a envolveu com os braços. Tinha aprendido com Bolina que devia apoiar quem ele amava, e consolar, também. Augusta merecia isso. Ela tinha sido uma boa irmã durante todos esses anos, e agora Darin só podia protegê-la do pai.

- Eu queria conhecer a Lina.

- Você irá. E irá adorar ela – Darin beijou a testa da irmã – Ela é muito carinhosa, sabia?

- Eu gosto de carinho... – Guta apoiou a cabeça em seu peito, e fechou os olhos devagar, caindo no sono infantil, de uma menina-moça.

º º º

Conselho

- Então quem iremos escolher para comandar essa busca por tributos? Eles tem de ter ligação com a Revolta. E devem ser fortes, acima dos dezesseis. – Travis falou.

- Pode deixar comigo. – Giulia levantou a mão – Eu conheço bem os Distritos.

- Certo. Agora, quem irá ser mentor, para seguir os tributos até a Capital, e protegê-los e instruí-los?

- Aqui – André levantou a mão – Acho que dou conta do recado. É fácil cuidar de adolescentes na fase final.

- Correto. – Travis lançou um olhar meio hesitante para Mellyne, mas prosseguiu. – Quem se disponibiliza á... A liderar as linhas da frente, junto com os novatos?

Duas mãos se ergueram.

- Eu. – Mellyne disse.

- Eu, papai. – Denis interveio.

- Ahn... – Travis pensou – Que tal tirar no par ou impar?

- Não somos mais crianças. – Meell revirou os olhos – Eu vou, pois sei lidar com a maioria dos recrutas. São velhos amigos meus. Kennan, a Amandla e também o Noah. E os caras do 13, eu os conheci, já.

- Mas eu sou mais corajoso – Denis colocou suas cartas na mesa – Eu sei fazer rápidas escolhas e liderar muito bem! E além do mais, eu era o mentor do Noah, e ele é um cabeça dura se não tiver ninguém de confiança para falar o que fazer.

Os dois se fuzilaram com os olhos, enquanto Travis decidia.

- Então está combinado, os dois vão.

- O que? Não! – Mellyne reclamou – Não era você quem não me queria com... Com ele? – Meell apontou para a direção de Denis.

- Ei, pai, foi você quem disse para não me misturar com sangue ruim.

A raiva bateu nos ouvidos de Mellyne, a fúria lhe deu um tapa na cara. Sangue ruim? Desde quando ela e sua família eram sangue ruim? Cerrou os punhos, bufando e se preparando para matar, pai, ou filho, o que estivesse mais perto morria.

- Meu pai e minha família não são de sangue ruim! – sua raiva era evidente nos olhos cor de mel – Eles deram a vida para que um dia vocês pudessem estar aqui! Vivos e lutando.

- Eles poderiam ter feito mais. – Travis disse, coma voz grossa e calma – Eles poderiam ter salvado-nos á muito tempo, antes mesmo de completarem os cem anos de jogos.

- Eles... Eles tinham outras coisas em mente, também. – ela fraquejou.

- Outras coisas? O que seria mais importante do que isso? – Denis cutucou a raiva nela. Ele sabia que Meell era fácil de se irritar.

- O meu nascimento! E a saúde instável da minha mãe!

- Então quer dizer que seus pais esperavam um bebê, e por isso foram derrotados?

- Não... Bem... Meu pai, somente... Minha mãe morreu no parto... – ela tento coçar os olhos, para que não começasse a chorar.

- Então quer dizer que a sua família se desfez por sua causa?

- Não! Claro que não...

- Está vendo, meu filho? – Travis apontou para Meell – O mesmo que aconteceu com os pais dela está acontecendo com vocês. Você quer mesmo morrer por causa de uma coisinha pequenininha dessas? Você quer ter o mesmo destino que meu fiel amigo Klaudio?

- Ele não era seu amigo! – Meell gritou.

A sala estava em silêncio mortal. Silencio eterno...

- Não vê o nível dessa garota? – Travis gritou para Denis – Não vê o quão suja são suas mãos, e o quão infectada é sua língua? Ela só diz pragas por suas costas!

- É mentira! Cale a boca, velho sarnento!

- Está vendo, Denis, ela está me humilhando! Humilhando o semblante de nossa família.

Haveria uma morte ali. Uma morte bem lenta e duradoura.

- Não importa o que ela diga. – Denis respondeu – O filho que ela carrega é meu, e agora você não pode mais fazer nada.

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Darin Astaroth

Notas finais
Gente, to desanimaa... Esse capitulo deveria ter saído hoje a tarde, mas eu nem consegui ter vontade... Me ajudem! E o resultado foi:
Asukin
André Kun
Kaochi
Giuh Potter
Murilo de Lima
Misha
caiokndlokozito
Drugs For Lerman
Midnight
E só! Os próximos serão de vocês jujubas! E, somente para aquele que não estão entre esses nove, quero que me digam estratégias que o Conselho poderia usar! Mas somente os que não estão na lista acima! Me motivem Jujubas!