Your Hunger Games IV - Fanfic Interativa

15 Especial \"O que a Meell e o Denis estão fazendo\"


Notas iniciais
Este capítulo é um especial pedido pelo meu queridíssimo Asukin. Beijos e espero que gostem.

Denis Mizashi

Como se fosse fácil ficar mais de uma hora sem nenhuma briga. Por sorte não tinha sido com ele, mas com o jardineiro.

- Desde quando o senhor resolve “tirar férias” enquanto não estamos aqui? Nós te pagamos, sabia? – ela gritava, quase pulando em cima do pobre velho.

- Esquece isso, vamos ver um filme com as meninas. – ele tentou intervir.

- Se não quiser que sobre pra você é melhor sair daqui, ouviu? – ela colocou as mãos na cintura.

Denis suspirou. “Cão que ladra não morde”. Ele segurou seu pulso, a arrastando para dentro de casa, pedindo desculpas ao jardineiro pelo transtorno, ele fechou a porta atrás de si e se sentou no sofá com as sobrinhas, enquanto mergulhava a mão dentro do pote de pipoca que Juliana segurava.

Mellyne resmungou alguma coisa, porém se sentou no sofá, ao lado de Emanuella, colocando o braço sobre a sobrinha menor e a trazendo para seu colo.

O filme era muito violento, na opinião de Denis, quer dizer, muito violento para crianças. Era uma trama fascinante em que o pai perdia o filho para a rebeldia, e então eles sofriam um seqüestro relâmpago, o pai desesperado parte para uma busca voraz pelo filho, enfrentando assassinos em todos os lugares, junto com a ajuda de uma fêmea com sérios problemas mentais. Procurando o Nemo, nossa, e isso ainda era desenho animado... Uma criança poderia ficar traumatizada assistindo a isso, ele concluiu.

Quando o filme terminou, Juliana dormia babando no braço de Denis, porém ele pouco se importou, colocando-a delicadamente deitada em uma almofada. Mellyne levou Emanuella para o quarto, para ir trocar a fralda da menina, e ele ficou sozinho. O que fazer agora... Finalmente tinha sossego, porém não sabia o que fazer com tanto tempo livre.

Quando Meell voltou do andar de cima, com Emanuella nos braços, ele por um momento pensou se não seria assim quando tivessem o bebê. Logo sorriu e decidiu que seria exatamente assim, dias calmos em que o Sol não atrapalhava, e que as nuvens faziam sombras e desenho no céu. Um ligeiro cheiro o atingiu e ele olhou para a mulher e meia (sua esposa e a sobrinha).

- Isso é talco?

- Sim. – Mellyne sorriu – É cheiroso...

- Sim, sim.

- Bem, vou devolver a Manu para minha cunhada e então dizer que a Juli vai dormir aqui, tudo bem?

- Claro, pode ser. – ele assentiu – Vou ver como anda a Academia.

- Oh, me espere lá, eu também quero treinar um pouco.

Denis saiu logo atrás de Mellyne, ele indo para um lado e ela para o outro. A mansão de seu irmão ficava no final da Vila dos Vitoriosos, mais afastada das outras casas, já a Academia ficava no centro da Vila, para que todos tivessem acesso igual. Ele chegou lá mais rápido do que se lembrava. Ele entrou no lugar, sentindo os anos de idade se dissolvendo. Ah, a Academia... Ele gostava tanto deste lugar... Era onde podia se expressar, soltar sua raiva, cortando bonecos e acertando alvos com arco e flecha. Sua paixão, claro, arco e flecha... Ele logo foi para o local onde eram guardados os equipamentos. A senha da porta estava sendo cantarolada em sua mente. 22110. Ele abriu a porta e pegou o arco premiado, seu arco preferido. Pegou também uma aljava com flechas normais e então saiu, indo em direção aos alvos. Alguns deles se mexiam, outros era fixos, porém em lugares estratégicos. Ele colocou a aljava ao seu lado, no chão, pegou cinco flechas e as segurou com a mesma mão que segurava o arco, pego uma das flechas e a atirou. Que falta de sorte! Mais um centímetro par ao lado e ele acertava o centro...

Pegou novamente uma flecha e a colocou na corda, com os dedos da mão esquerda colocou outra flecha ao lado, segurando o “rabo” das outras duas flechas. Ele esticou e direcionou para um alvo com formato de ser humano. A flecha Um atingiu o crânio, e a flecha dois o coração. Ele ficou satisfeito, abaixou o alvo e então aprofundou os óculos no rosto. Alvo passou zunindo por seus ouvidos, e ele rapidamente colocou outra flecha no arco (a última), ficando esperto para qualquer movimento suspeito. Então outra coisa passou zunindo por seus ouvidos, desta vez do outro lado da cabeça. Ele mirou, apertou os olhos, tentando ver quem era. Não havia ninguém na Academia, e se tivesse, essa pessoa sabia se esconder. Não haviam muitos lugares para ficar oculto, somente os alvos e a porta de ferro da Academia. Ele sorriu, andando calmamente em direção a porta. Ele olhou para baixo até em cima, e nenhum movimento suspeito apareceu. Então ele viu a maçaneta da porta se mexer sozinha, indo para baixo e lá ficando. Alguém estava se apoiando na maçaneta, talvez querendo ficar na parte de cima da porta, para assim poder atirar as facas de maneira que ele não visse. Denis sorriu.

- Eu sei o que você está fazendo. Sei o que você quer. Quer dizer, pelo menos até agora você quer me vencer. – ele comentou, com a voz alta, ecoando pela Academia. – Anda, porque não atira outra faca?

Nada. Silêncio absoluto. Então uma faca saiu voando por cima da porta e caiu na frente de seus pés. Ela foi somente jogada, e não atirada de forma mortal. Ele sorriu, convicto de que a pessoa já havia se rendido, porém a maçaneta não desceu, e por isso ele resolver usar o mesmo esquema da outra pessoa. Quando ela aparecesse no alto da porta, ele já a estaria esperando. Denis se apoiou e colocou uma flecha na corda, novamente. Ele ficou esperando, até que perdeu a paciência e deu uma olhada do outro da porta. Não havia nada, ninguém. A maçaneta estava intacta. Ele ergueu ma sobracelha, quando sentiu alguém puxá-lo e levá-lo ao chão. O arco com a flecha voaram longe, enquanto ele ouvia o riso contagiante do homem.

- Ei, não está tão em forma como eu pensei. – Ethan riu – Normalmente você não iria fazer tanto barulho ao subir na porta.

- Pare de rir e me ajude a levantar... Acho que você quebrou uma costela minha... Seu gordo.

- Gordo eu até posso ser mas... Você sabia que gordos tem sentimento? – ele ergueu uma sobrancelha ruiva.

- Não.

- Exatamente, eles não tem. Vamos logo com isso, levante você sozinho. Não tenho o dever de te ajudar em tudo.

Denis revirou os olhos, se levantando e pegando o arco com delicadeza.

- Olha o que você fez com meu filhote! – ele reclamou.

- Tem sorte de eu não tê-lo quebrado. Ah, e sabia que este não é o melhor arco para você? Seus braços não são tão longos assim, e ele é leve demais. Mas você tem força, então pode carregar um arco mais pesado, que pode ser automático, sabia? É, sim, eu sei exatamente as melhores armas para qualquer um. – Ethan rodou uma faca nos dedos – A propósito, a sua namorada veio também, não?

- Minha esposa, você quis dizer.

- Ah, já se casaram? Que pena... Eu ainda tinha esperança de que ela fosse te dar um pé na bunda...

- Ahn, este não é um assunto muito legal para dois amigos, como nós. Que tal você me contar sobre a sua vida, hein?

- Anda na mesma. Bar, baralho, aulas com pirralhos ansiando por ir para a Arena, noites sem fim, bar, baralho...

- E a sua coleção?

- Anda bem... A Mary está muito feliz, hoje.

- Oh, que bom – Denis tentou esconder o sorriso – E ela anda afiada?

- Como nunca! Você acha que eu vou deixar a Mary uma noite sem cuidados nenhum? JAMAIS! Ela é a mais leal e fiel companheira! Queria que me amasse... Mas ela diz que somos de espécies diferentes...

- Bem, é ma pena, eu sei...

- Sim... Meu amor por ela só cresce a cada dia e...

- Olá, meninos. – Meell parou ao lado de Ethan.

O rosto do ruivo que tinha trancinhas na barba se tornou pedra. Ele se virou na direção dela e sorriu, meio torto.

- Como vai, hein? – ele perguntou.

- Estou bem, Ethan, e você?

- Estou muito bem. – ele ironizou. – Sexta-feira e nenhum aluno veio para a aula...

- Ora mas isso é bom! – ela sorriu. – E a Mary?

- Oh, você lembrou dela... – os olhos de Ethan brilharam por alguns segundos, depois o brilho desapareceu e desconfiança tomou conta deles. – Está muito bem... Por quê? Esta querem roubar ela de mim, não é? Pois eu vou arrancar suas tripas e enfiar na figa da minha mãe, enquanto a sua cabeça...

- Ah, não, não... Não vou roubá-la. – Meell deu um passo para trás.

- Eu fico de olho nela, Ethan, pode ter certeza, amigão.

- Há, amigão...- Ethan jogou a faca paras as mãos de Meell. – Que tal você me mostrar sua pontaria, hein?

- Bem, faz tempo que eu não treino e...

- LANÇA ESSA POHA AGORA! – ele exigiu.

- Claro, claro. – ela escolheu um dos alvos do arco e flecha, indo em direção a ele e parando quando percebeu que estava a uma distância razoável. Virou o cabo da faca e a lançou. Errou feio.

- Há-há! E você é a melhor nas facas, não é...

- E-Eu estou sem prática. – ela tentou se defender.

Ethan sorriu e foi para um lado. Tirou uma faca do bolso e a lançou para o mesmo alvo que Meell havia usado, só que ele estava bem amsi longe. A faca foi atirada tão fortemente que atravessou o alvo e somente seu cabo ficou para fora. A faca atingiu em cheio o coração.

- É assim que se faz, queridinha.

Notas finais
Quem tiver um pedido (que não seja "Vc pode fazer um capítulo do meu tributo") pode pedir! Coisas do tipo: Como o Darin e o D. Saturn estão? Faz uma reunião do conselho? Coloca meu tributo no Conselho? Etc serão atendidas. Já as que es tiverem com "faz um capitulo com meu tributo" nem serão respondidas. Um coisa que odeio é isso. Bom, façam seus pedidos, hoje estou de bom humor, embora muitas coisas péssmas tenham acontecido.