Your Hunger Games IV - Fanfic Interativa
16 Cama de Gato
Notas iniciais
Conselho
Embora fosse fácil administrar as coisas, André ainda se sentia incomodado, pois estava servindo de “improviso” para mascarar a falta de Denis e Meell. Finalmente ele tinha conseguido ensaiar seu discurso e já estava com a lista dos tributos que iriam ser convocados para a missão em mãos. Giulia entrou no quarto batendo na porta e o cumprimentou, apertou sua gravata e o encarou.
- Pronto para seu primeiro discurso? – ela perguntou.
- Quase – ele respondeu.
- Você vai se sair bem, tenho certeza – ela o abraçou forte – Eu confio em você, André.
- O-Obrigado, Giu...
Giulia sorriu para ele e o beijou calmamente na bochecha. André corou.
- Vamos. – ela disse e os dois seguiram juntos para o corredor da Prefeitura que os levaria até a sala do Conselho.
Claro, isso era bem comum. Caio estava de braços cruzados, ouvindo Maju falando e falando que ela também tinha direito de sair do Conselho. Maria sabia como irritar alguém. Era tagarela e vivia ignorando as outras pessoas se caso elas demonstrassem que não estavam afim de ouvir sua fala incessante. Caio, por fim, colocou as mãos na cabeça.
- Cala a boca! – ele exclamou.
- Ah, não precisa dar uma de machinho, ok? Homens são todos uns machistas! – ela se sentou no seu lugar na mesa do Conselho.
Travis suspirou. Agora que aqueles dois tinham saído, o Conselho tinha virado festinha... Ele pressionou as têmporas, enquanto esperava pacientemente pela chegada do orador. Quando André se sentou ao seu lado, na cadeira de costume, todos foram para seus lugares e os novatos chamados para substituírem as cadeiras vazias no Conselho também ficaram atentos. Hensel Malfoy e Gabriel Lopes. Os dois muito ansiosos para saber do que se tratava realmente estar no Conselho.
Todos estavam esperando quando André iria começar a falar. Porém ele estava paralisado, olhando para baixo, em silêncio. Suando frio. Giulia deu uma cotovelada em sua costela, e ele voltou a realidade.
- Bem, como todos sabem, nós temos de planejar a missão antes que a Capital anuncie a data da Colheita. Como nós, do Conselho Antigo, já tínhamos feito uma seleção dos melhores tributos para participarem do Massacre, nós já sabemos quais serão convocados este ano. Só quero esclarecer para os novatos qual é a missão: A Capital quer fazer uma continuação do Massacre Quaternário dos Cem Anos, e isso por causa das Revoltas que estão por vir. Eles querem pôr medo de novo nos Distritos. Pois nós iremos aproveitar isso e enviaremos os tributos deste ano pré-selecionados. Eles irão agir passando informações sigilosas para nós, enquanto hackeamos os computadores centrais da Capital. Para isso contaremos com nosso aliado D. Saturn, ele irá programar tudo. Quando os tributos estiverem lá tudo já terá sido bloqueado para os computadores, e então iremos agir, atacando o lado leste até o oeste, já que nós conseguimos controlar o lado norte e sul da Capital. O centro será o lugar mais perigoso, porém depois dele tudo estará garantido.
Gabriel e Hensel assentiram, com os olhos brilhando de empolgação.
- Certo. Agora que todos já sabem, irei passar a lista dos convocados. No Distrito 1, temos Louise Hills e Peter Harrison. No Distrito 2, Valery Miller e Leonard Bloon. No Distrito 3, Jee Lúcio e Rebecca Shea. No Distrito 4, Eva Steendert e Ivan Steendert. No Distrito 5, Philipe Pires e Thara Shea. No Distrito 6, James Candor e Caroline Manshester. No Distrito 7, Teodoro Mustarella e Calla Mclion. No Distrito 8, Ivanildo Gentúlino e Elena Delavine. No Distrito 9, Gentúlio Vargas e Camila Crowell. No Distrito 10, Jacques Rosseau e Sarah Golt. No Distrito 11, Murilo Rodriguez e Marie Julie McCartney. No Distrito 12, por fim, William Becker e Drew Carpenter-White.
Todos estavam ainda olhando para ele.
- Pode falar agora, Travis. – ele se sentou.
- Obrigado, André. – Travis agradeceu – Agora o que devemos fazer é chamar os tributos e passar as coordenadas. Assim que todo o plano for colocado em ação teremos de ser cuidadosos. A Capital tem muitas armadilhas. Algumas delas já nos fizeram perder muitas pessoas importantes. Por sorte tínhamos Caio salvo e agora conseguimos comprar a segurança da Nathália por cem mil tésseras. Porém não podemos ficar nos joguinhos da Capital, temos de ser mais inteligentes que eles. Enquanto Nathália ainda se recupera do trauma, Caio se estabiliza em seu corpo novo, nós temos de prosseguir. E não quero mais saber de abandonar tudo no meio do caminho. Quem fizer isso de agora em diante será considerado um traidor. E o Conselho não irá poupar traidores.
º º º
Capital
Snow se arrumou na cadeira do Conselho. Agora que todos seus homens de maior confiança estavam presentes, ele deu o sinal para que todas as portas e janelas fossem fechadas e que Pacificadores se posicionassem em cada porta do ambiente. Ele, quando viu que tudo estava certo, se virou para seus amigos de confiança e melhores soldados, passando os olhos escuros em cada um, até sorrir e beber um gole de sua bebida preferida: Vinho.
- Bem vindos, amigos, colegas, soldados. – ele disse, com sua voz de presidente – Agradeço a vinda de cada um aqui, e prometo que não irão perder seus preciosos tempos comigo. O assunto de agora é a Revolta e os Jogos. Como todos sabem, este ano os Jogos irão ser uma continuação do Massacre, ou seja, tudo pode acontecer. Sei que devem estar pensando que arrumar isso é dever dos Idealizadores, porém temos de usar todas as cartas que temos para não permitir a Revolta, e isso quer dizer que os Jogos não serão poupados. Minha idéia é usar o Massacre como fachada para matar o máximo de representantes da Revolta nos Distritos, ou seja, iremos trazer não os tributos normais, mas sim os vitoriosos. Aqueles que mais são suspeitos, e, é claro, os que ganharam de vinte anos para cá, que são os que nós temos rastreado continuamente. Embora pudermos matar todos eles normalmente, quero que isso seja assistido por todos os outros revoltados, e quero que seja mais doloroso, e isso então irá sair de vocês, meus aliados. Proponho que vocês formulem as regras desta arena, e ela mesma. Façam do jeito que preferirem. Mas se eu descobrir que algum de vocês está se passando por aliado mas é um espião, só tenho uma coisa para falar a você, meu caro – Snow olhou para todos os homens na sala, até mesmo para os Pacificadores – Vocês irão apodrecer dentro da Arena, junto com os vitoriosos e com os meus brinquedos. Agora estão dispensados. Durmam bem está noite, dêem adeus a suas esposas e filhos, pois a partir de amanhã irão passar vinte e quatro horas junto com os Idealizadores para formularem a Arena. Estou confiando em vocês.
Snow esperou que todos assimilasse suas ordens e então saiu da sala, sendo acompanhado por mais dois Pacificadores. Os chefes de batalhão, chefes de treinamento e até mesmo políticos se entreolharam e tentaram parecer calmos, pois sabiam que qualquer vacilo lhes custaria a vida.
º º º
Acacia Carter
Coisas do Brasil — Guilherme Arantes [http://www.youtube.com/watch?v=8m90T9sviAg]
Acacia tomou os lábios que agora estavam na carne quase viva. Ela então encarou TJ, o filho mais velho do Presidente Snow. TJ (ou Tylor Justino) estava encarregado de arrancar todas as palavras de Acacia e Edmundo. Porém tudo que tinha conseguido agora era somente que eles não sabiam de nada sobre a Revolta. Edmundo até contou que eles estavam se reunindo em forma de Conselhos, como o próprio Snow fazia, porém TJ não estava contente com somente aquilo. Ele queria saber mais, queria que todos ali soubesse que ele seria o próximo presidente de Panem, e que seria ainda pior que seu pai.
TJ puxou os braços de Acacia, levantando-a no chão e então jogando-a contra a parede. Ela já estava fraca, não comia nem dormia há dias. Seu sangue estava sendo extraído de pouquinho em pouquinho, e ela já tinha perdido as contas de quantas vezes TJ já tentara abusar dela. Por fim, o homem agarrou suas pernas e a arrastou até um canto, onde Edmundo estava acorrentado e ainda mais apodrecido do que Acacia. Ele não bebia nada, ao contrário dela, que recebia uma garrafa e água por dia, e estava proibida de dividir com o namorado. TJ imobilizou as pernas de Acacia, subindo em cima delas com os joelhos, e então, dando um tapa violento em Ed, para que ele despertasse, fez com que o homem assistisse a tudo. Edmundo estava muito debilitado. Mal conseguia mexer os membros. Seus pulsos estavam tão finos quanto suas canecas. Seus cabelos precisavam ser cortados e ele quase não conseguia manter as pálpebras abertas. Acacia tentava se debater, embora estivesse bem mais fraca do que nunca. Quando seu corpo foi deixado por TJ, subitamente excitado, ela se aproximou de Edmundo e se enroscou em seu corpo semi-morto. Ela se colocou embaixo dele. Os dois fediam. Os dois morriam de fome, porém continuavam se amando, como se nada tivesse acontecido. Edmundo a abraçou forte e seus corpos se mantiveram colados um no outro. TJ, excitado por ter acariciado Acacia, a tirou a força dos braços de Ed. Puxou seu sutiã com toda a força que tinha, porém Acacia não permitiu que ele o fizesse.
TJ ficou irado. A segurou as mãos tremendo e, enquanto a esmurrava, gritava insultos e coisas sedutoras para ela. Quando Acacia, por fim, não resistiu e desmaiou, já cuspindo sangue, ele tirou suas roupas e então tomou conta dela, deixando Ed assistir a tudo. Maldito será este filho de uma figa [N.A: Figa em italiano quer fizer vagina, de uma maneira vulgar], praguejou Edmundo, reunindo as forças para defender Acacia.
º º º
Lipe Kawaii
Lipe sentiu a barriga de Meell e logo percebeu uma leve elevação no lugar onde ficava o útero. Ele simplesmente adorava crianças... Quando o bebê nascesse queria ser o primeiro a pegá-lo! Lipe olhou de relance para Denis, que estava escorado no batente da porta.
- Você já sentiu?
- Ahn? Ah, não. – ele se mexeu, desconfortável.
- Venha cá, você é o pai, não é?
- Sim, sim.
Denis colocou a mão, porém olhou para outro lado. Era como se estivesse com vergonha, ou então, tímido. Lipe sorriu e pegou a mão de Denis a forçando contra a pele da barriga da esposa.
- Sente o bebê?
- S-Sim... Mas não vai machucar? Você está fazendo muito forte... – Denis disse.
- Você parece ser bem estranho – Lipe riu – É bem durão e tudo mais, mas é tão delicado algumas horas...
- Oh, meninos, eu estou com fome, vamos logo com isso? – Meell pediu.
- Claro, já terminei. Você deve ter tido uma reação alérgica, só isso. Seu quadro de gravidez está no verde escuro, o que quer dizer que está ótimo, normal.
- Que bom. – Mellyne se sentou. – Eu fico bonita grávida? As mulheres parecem mas bonitas quando ficam grávidas, não?
- Ah, sim, isso é verdade. – os olhos de Lipe brilharam – As mulheres tem um dom divino da gravidez, algo tão surpreendente e fascinante...
Denis deu de ombros – Tanto faz, eu acho que você está gorda, só isso.
- Seu grosso – ela fechou a cara, que antes exibia um sorris alegre. – Pelo menos algum dia na vida fique feliz pelo Kido!
- Eu estou feliz!
- E quando ele nascer, será um bebê lindo! – Lipe sorriu.
- Não. – Denis disse – Bebês quando nascem são todos iguais. Magricelas e feios que dói.
Mellyne cerrou os punhos.
- Você não está ajudando muito...
Denis deu de ombros e se sentou na cama. Lipe saiu do quarto, pronto para guardar seu equipamento. Enquanto isso, dona Mizashi estava a preparar o almoço no fogão. Cantarolando e feliz da vida! Denis passou o braço sobre os ombros da esposa.
- Ah, agora eu não sou a gorda, não é? – ela cruzou os braços sobre os seios.
- Sabe, eu sempre tive uma queda por gordinhas...
- Essa fala é minha – ela se aninhou. – Por que não consigo ficar brava com você?
- Porque você me ama.
- Ah, é verdade, tinha me esquecido...
- Boba.
- Idiota.
Ele a abraçou mais forte. Ela não estava gorda, era mentira. Só um pouquinho inchada nos pés e nas mãos, mas isso não era nada. Ele sentira Kido pela primeira vez, e isso tinha feito alvo viver em seu coração com uma força anormal.
Ele estava apaixonado mais uma vez.
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