Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
108 Vulnerável... Nem Tanto
Notas iniciais
Aliança da Força
Carter colocou uma pedra no caminho. Eles tinham de marcar por onde iam para depois saberem por onde voltar. Ele cutucou o ombro da garota e indicou que estavam ficando sem pedras. Ela somente suspirou e deu a ordem de descansar. Acacia respirou fundo e então mudou de posição nos pés. Ela e quase todos estavam quase mortos de cansaço. Matar zumbis é muito difícil, realmente. Mas Raquel tinha conseguido decifrar o código:
- Fogo – ela disse – Vamos riscar as lâminas nas paredes e vamos fazer fogo!
Certo, eles conseguiram. Era uma das únicas vezes em que Raquel não era a durona. Ela tinha assumido um semblante duro e frio na Arena, o que a deixava como uma espécie de líder, ali. Lilith estava sentada no chão, com sua adaga em mãos. Como sempre ela não era de falar muito. Era bem teimosa, na opinião de Carter. Ela tinha se recusado á fazer patrulha com ele pois achava que “ele vai me estuprar!”.
- Ei! Gente, animação! – Pediu Raquel. – Eu sei que é difícil, mas nós já matamos mais de treze monstros!
- Somente hoje... – completou Lily. – Treze zumbis... Ah, que dor de cabeça...
Zoe tirava os dardos da zarabatana. Ela e Carter faziam uma ótima dupla, na opinião dele. Não tão boa quanto ele e o garoto do Distrito 2, mas quase lá. Zoe era determinada e aventureira, e Carter gostava disso. Ela também adorava fazer novos estilos de luta, o que ele não achava ruim.
Tabatha lançou um olhar fulminante para Lily. Ah, aquelas duas... Viviam em pé de guerra por causa de Carter. Às vezes era meio ruim ser o único homem no meio de cinco mulheres. Mas era bom, na maioria das vezes. Tirando o fato de cada uma ter uma personalidade mais diferente que a da outra.
- Quer saber – Raquel se levantou – Não vou ficar aqui parada. Lilith, Zoe, venham comigo.
- O que? E deixar ela e o Carter sozinhos? – Zoe apontou com o dedo para Tabatha.
- Ok. Fique com eles. – Quel deu de ombros, indo para o corredor.
Lily a seguiu, enquanto Zoe se sentava ao lado de Carter. “Isso vai dar merda...”, ele pensou.
Raquel Michalek
Raquel era uma menina legal e sincera. Porém era muito chato ter de tomar conta de quatro pessoas. Claro, Carter conseguia tomar conta de si mesmo, mas Lily, Zoe e Tabatha não eram esse tipo de pessoa. Tinham sempre de estar sendo guiadas. E vamos dizer que Raquel também não gostava de se aturar...
- Eu fico na frente, Zoe dá cobertura com a zarabatana e Lily você ataca nas brechas que eu abrir. Vamos treinar um pouquinho – ela informou.
- A Zoe não está mais aqui, lembra? – Lilith informou.
Quel colocou a mão na testa.
- É mesmo... Eu estou ficando maluca... – ela culpou-a.
Lilith explicou que estava cansada e que também não queria lutar, e por isso voltou. Raquel suspirou. Otimo, estava sozinha. Tanto faz, também. Ela não precisava de ninguém. Era suficientemente boa sozinha. Ela seguiu a trilha que fizeram e então saiu no salão dos zumbis, onde só restava as cinzas dos mesmos. Ela andou cautelosamente, até encontrar seu alvo: Um urso de três metros de cumprimento e dois de largura. Ele estava dormindo, e uma coleia em seu pescoço dizia que seu nome era Ted.
- Ei, Ted, vamos brincar! Isso não é hora para embernar... – ela se aproximou, girando a espada e a lança. – Eu só quero te... Matar...
O urso abriu os olhos miúdos e negros como duas bolas de boliche. Ele se ergueu, mostrando seu cumprimento e rugindo (se é que ursos rugem) para ela, querendo-a intimidar. Mas vamos dizer que Raquel não é a pessoa certa para isto. Ela bradou a lança e a atirou contra a barriga peluda do bicho, que desviou a arma, porém ela aproveitou a distração para saltar com sua lança e lhe cortar no tronco. Ele urrou de dor e bateu com a pata em seu peito, rasgando sua roupa com as garras. Aquilo doeu como o demônio! Mas ela não era de desistir. Agarrou a lança com as duas mãos e a jogou contra o monstro novamente, porém a lâmina quicou contra seu focinho molhado e caiu no chão. Ela se encheu de raiva. Ele iria ver só...
Raquel pisou em sua pata, subindo sua perna e então cortou sua garganta com a espada. O urso parecia não sentir nada, e então segurou-a pela cintura. Raquel sentia o sangue escorrer seu corpo, mas não parava. Enfiou a espada na mão do urso, que a solou rapidamente. Desarmada, agora, ela só podia desviar.
Raquel estava cansada, estava suando, e estava machucada. Seu suor invadia a região da pele rasgada e isso fazia-a gemer de dor. Ela estava quase desmaiando, mas não podia, tinha de continuar á lutar. Ela conseguiu apalpar o chão até encontrar a lança. Mas era tarde demais, o urso tinha se jogado sobre ela, esmagando-a. E então... Ela se arrastou para fora dele. A lança havia atravessado-o. ele resmungou algum xingamento e então quase caiu. Cambaleou até cair.
º º º
Acordou enquanto alguém abanava seu rosto. Ela deu um salto. Se sentia suja e melada. Sua pele estava totalmente pegajosa, e o menino que a abanava segurava uma espada, pronto para atacá-la á qualquer momento. Raquel procurou sua espada ou sua lança, mas as duas não estavam por lá.
Ela encarou então o menino.
- Nome? – pediu.
- Iago. – ele respondeu.
- Hum... Quer entrar pra Aliança?
- Que Aliança? – ele riu.
- A minha aliança – ela ergueu uma sobrancelha.
- Certo. – ele concordou, sarcástico.
- Onde estão minhas armas?
- Não sei. Te achei desmaiada no chão, do lado de um ursão grande.
- Sei... – ela se levantou, ainda zonza, mas não iria demonstrar isso para aquele idiota.
- Onde você vai? – ele perguntou, seguindo-a.
- Vou para a minha aliança – respondeu, fria.
Os dois caminhavam pelo corredor, enquanto Raquel tentava encontrar a trilha das pedras, porém pareci que Iago tinha levado-a para um outro lugar do Labirinto, um lugar que ela desconhecia. Ela viu a luz no céu, e então o rosto de Anne Agron, Samanta Giggins e Esmeria Thompson, e os quatro tributos do 8 aparecerem. Iago parecia nem se importar com isso. Ela colocou as mãos na parede de pedra e então começou a escalar.
- O que você está fazendo? – Iago perguntou.
Ela chegou até o final da parede e se sentou lá em cima.
- CARTEEER! – gritou. Esperou alguns segundos e uma voz respondeu, chamando-a de Quel.
Ela viu ao longe uma mão aparecer no muro, e então Carter se sentou e os dois se encararam por alguns minutos. Aquele era o truque de como se encontrarem no Labirinto.
- Já estou indo! – ela gritou para ele, e Carter fez um positivo com o dedo.
Raquel se virou para descer, quando Iago a segurou pela camiseta e a puxou par abaixo, jogando-a no chão e imobilizando seus braços com os joelhos.
- Você é mesmo ingênua – ele riu, tirando uma adaga do meio da calça – Acredita em tudo...
Raquel forçou para se levantar, porém era quase inútil tentar. Ela então usou o joelho e nocauteou na nuca (como se fosse possível) e agarrou sua traquéia, agarrando-o com força e esmagando seus anéis.
Ela o jogou de lado e saiu correndo em busca de sua Aliança.
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