Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
109 Arrebatado Amante
Notas iniciais
Aliança da Força
Noites de Um Verão Qualquer — Skank
Se fosse tão fácil assim, Lily já teria levantado sua bunda e dado um beijo estalado em Carter. Ela suspirou. Tabatha era uma concorrente forte, tinha de concordar. Elas estavam lutando por Carter fazia umas semanas, e até agora Tabatha tinha se mostrado uma oponente digna.
Embora ela sempre conseguisse conquistar o garoto que quisesse, esse era diferente. Poderia ser o último... Ela pensou melhor, e então encolheu seus ombros. Tabatha pensava o mesmo. Carter era a última possibilidade das duas, e fora isso que tinha atraído-as para ele. Certo, talvez não devessem ter matado aqueles garotos. Mas antes era somente ela e Raquel, não havia Tabatha, Zoe ou Acacia para meter o nariz no meio... Ah, que confusão!
- Você está com frio, Lily? – Caret perguntou. Ela suspirou.
- Não. Não muito.
- Vem, pegue meu casaco. – ele tirou a camisa de frio e entregou para ela. Lilith afastou a camisa, e por isso Carter a abraçou, e amarrou a camisa á força em seu busto. – Prontinho, teimosinha.
Ela sorriu, corada. Sentia-se ruborizada... Tinha vontade de passar os braços em torno da Carter, porém não tinha coragem suficiente para fazer isso. Ela sabia. Então apenas se conteve em aceitar o abraço, e se sentir aquecida e excitada.
- Ei, eu também estou com frio. – resmungou Tabatha, sonolenta.
Carter a encarou por alguns instantes e então indicou suas pernas com o dedo.
- Se quiser usar como travesseiro...
Isso bastou para Tabatha dar um pulo e se ajuntar para perto dele. Agarrando-se á perna magrela. Lilith sorriu. Em tempos desesperados temos de fazer medidas desesperadas... Carter não tinha falado por mal, ele só havia se preocupado com a saúde de Lily, e ela sabia porquê: Porque eram uma aliança, e para Carter uma aliança é muito mais do que uma união. É uma...
- Seu corpo está quente, agora. – ele disse encostando a cabeça na sua, e então bocejando.
- Sim... – concordou Lily.
Havia um ar de paternidade no ambiente que nauseava Raquel. Ela olhava de longe, tentando dormir em paz e parar de pensar que era a vez de Acacia ficar na vigia. Ela ainda não confiava naquela menina. Parecia que ela ainda se achava uma Carreirista. Raquel se aproximou de Zoe, que dormia, e então inspecionou seu mantimento para a arma.
- Treze dardos... – disse, com a voz baixa.
- É pouco, se ela quer matar o resto dos tributos – Acacia disse.
Raquel recuou, e então se deitou entre Tabatha e Zoe. Ela não queria ficar perto de Acacia, não queria nem conversar com a menina. Raquel finalmente tinha conseguido reunir um grande número de sobreviventes, e detestaria que alguém estragasse isso.
Zoe sonhava com um paraíso, onde ela poderia viver em paz e com seu príncipe encantado, que ela ainda não havia encontrado. Zoe sonhava com um amanhecer infinito, um vale de orquídeas que exalavam um perfume doce, e uma barriga de grávida embaixo de seu nariz. Um sonho pequeno, porém impossível de se realizar.
Carter não tinha dito por mal. Ele percebeu o jeito como Lily havia encolhido seus ombros, e por isso ofereceu a blusa, e no mesmo momento em que ela recusou, teve o desejo de pular no pescoço dela e vestir aquela maldita blusa em seu corpo, porém não conseguiu o que queria, mas ela estava aquecida, ele conseguia sentir.
O que não entendia era porque Tabatha tinha que ficar com tanto ciúmes, sendo que ele havia dormido com ela na noite passada. Claro, ela havia reclamado que estava sonhando com monstros e tal, e que ele deveria ficar com ela para espantar os monstros, o que ele não acreditava ser verdade, porém Lilith não reclamou disso. Pelo contrário, ela havia virado as costas e dormido. Será isso que chamava a atenção de Carter? Ele balançou a cabeça, chamar atenção? Que atenção? Ele não estava interessado em Lilith, disso estava certo. Mas então por quê...? Seria uma pergunta para a qual jamais daria uma resposta. Tanto porque não queria, tanto porque não sabia.
Acacia percebeu o jeito que Raquel recuou dela. Ela tinha de aceitar. Nos treinos tinha assumido uma postura de Carreirista, e não podia culpar os outros tributos de terem medo dela. Aliás, eles tinham mesmo que ter medo, pois assim ela estaria segura. Segura pois eles jamais iriam atacar seu leito. Ela rodava a faca entre os dedos. Havia perdido a mochila de Ed com as facas extras e só havia conseguido salvar a carta e uma faca. Aquela que havia sido a primeira com que ela havia praticado... A faca que tinha atravessado o peito de Ed quando ele a tentou beijar e ela estava distraída. Acacia sorriu para a lâmina. No dia tinha pensado que iria matar Ed, mas ele apenas sorriu para ela e disse que era apenas um cortezinho leve. Nenhum problema. Acacia sentia sua falta. Ela queria que ele passasse os dedos por seus cabelos, e que beijasse seus dedos. Que sussurrasse seu nome, enquanto se enrolavam em um cobertor, com a chuva batendo na janela e o frio tentando assustá-los. Ela queria estar com ele. Não importando se papai ou mamãe iriam ficar chateados com ela. O importante era que ela sim era a mulher perfeita para Ed, e ele era o cara perfeito para ela. Não queria saber se ele tinha mais de trinta anos, quase quarenta. Ele a tratava como se ela já fosse uma adulta, o que papai teria feito somente em seus sessenta anos, ou pior...
Ela enxugou uma lágrima. Não conseguia parar de pensar em Ed, não conseguia parar de desejá-lo ali. Se pelo menos pudesse... Ouvi-lo... Tocá-lo... Senti-lo. Isso bastaria. Ela enxugou uma segunda lágrima. A carta estava roçando em sua pele, por dentro da camisa, e isso fazia ela querer coçar lugar, porém jamais o faria. Quando ela pensou e chamar o próximo vigia, que seria Zoe, ela viu um pedaço de papel caindo do nada do concreto. Ela o pegou no ar e então abriu a aba, tirando a carta e a abrindo. Desta vez haviam duas folhas.
Para minha querida Acacia Carter.
Adorável e doce Acacia,
Hoje acordei com a certeza de que teria de contar algo á você. Algo que poderia causar minha morte, mas algo também que poderia causar sua sobrevivência. Você só precisa ler e acreditar em minhas palavras.
Panem está um caos! Às vezes eu dou graças á Deus por ter te tirado daqui antes de toda essa confusão... O mundo está de cabeça para o ar, embora ele já seja desse jeito por natureza. Minha mão soa frio somente de pensar que você poderia morrer em um campo de bombas... Vou contar desde o começo.
Acho que você e seu amiguinho Jason já tinham visto na TV os noticiários anunciando o bombardeamento no Distrito 4, e isso sem a menor explicação. Mas eu tenho uma explicação: O Distrito 4 estava servindo como armazém de armas e pessoas. Era lá que havia o maior centro de treinamento entre os Distritos, e por isso era usado por profissionais do Distrito 2 para treinar pessoas comuns e capacitá-las para a guerra. Neste instante o lugar de treinamento mudou, porém somente os integrantes do Conselho sabem onde é. Oh, me perdoe, estou me precipitando.
Após destruírem o Distrito 4, a Capital pensou que tudo voltaria ao normal, porém no Distrito 1 já estavam sendo debatidos os lugares onde os Rebeldes iriam dominar. O Distrito 2, 1 e 3 uniram forças e estão neste momento se preparando para atacar a Capital. Eu estou no 12, o Distrito-Hospital. Eu era deste grupo de pessoas do Distrito 2 que foram para o 4 treinar. E estou em estado deplorável, lamento te informar. Mas lutarei para sair da cadeira de rodas. Em outros aspectos, isso é um inferno na terra.
Se eu pudesse te falar alguma coisa, seria “Você tem sorte”. E não só porque está ai, mas porque não precisa se preocupar com o bombardeamento dos Distritos, nem com a possibilidade de morrer por infecção, pois, é verdade, o hospital do Distrito 12 é... Lamentável, em poucas palavras.
Não sei de nada, por enquanto. Porém estou gastando minha fortuna acumulada com você. É muito caro mandar mensagens holográficas na Arena, mas as cartas são mais baratas. E eu posso mandar fotos ou coisas pequenas, como pingentes. E você já sabe o que estou enviando dentro deste envelope. Sim, minha flor, é a nossa aliança. Lembro-me de quando você era menor, e apareceu na minha casa pulando e cantado “Com quem será”. Era seu aniversário, e você me fez lembrar dele o mês inteiro. Quando fui entregar seu presente, você me perguntou se era uma aliança de casamento. Confesso que me senti muito confuso, pois na época você tinha uns dez ou onze anos. Eu acho que ainda não éramos os mesmos de hoje. Porém você já pensava em se casar comigo, e isso alegrava meu coração. Quando você abriu o papel de embrulho e encontrou esta faca... Quase quis me atingir com ela, dizendo que queria uma aliança e não isso “essa coisa que pode enferrujar!”. Me doeu você chamar a faca deste jeito, mas, você logo se apegou á isto, e fico muito contente por você ter conseguido salvar este objeto de valor inestimável.
Como não pude dar antes, te dou agora. Eu tenho uma igual á sua, porém contém seu nome, não o inverso. Prometo tentar te ajudar o quanto mais eu puder. Eu te amo, Caci, você sabe disso. E eu sei que você me ama. Sorrio quando escrevo estas palavras. Eu queria era ouvir da tua boca, isto. Mas me reservou á apenas lamentar o mais provável...
Mesmo que eu ou você morra, estaremos ligados. Eu acredito que nossas almas estão trilhadas e irão estar para sempre. Eu creio que em vidas passadas tenhamos tentado ficar juntos, mas nunca conseguimos. Eu anseio por ti. E a cada vida que se passa, conseguimos ficar mais pertos. E eu sei que, se não for nessa, na próxima eu irei te encontrar, novamente. E iremos nos amar. Para a eternidade eu irei te seguir. E nós lutaremos contra tudo e contra todos. A morte é somente um sinal vermelho que me faz perder algum tempinho, mas eu sempre irei voltar para você. Para os teus braços. Para nós.
De seu orgulhoso mestre e arrebatado amante, Edmundo Edwiges.
Eu a amo com todo meu coração.
Acacia não conseguiu segurar. Agora é que não conseguiria parar de chorar.
Notas finais
Raquel
Lilith
Carter
Acacia
Noah
Lucy
Lola
Zoe
Tabatha
Heikki
Simbad
Kaya
Mandy
May
Quero que voces façam uma... Um evento que pudesse acontecer. Escolham um dos tributos e façam uma breve narrativa. Ou somente diga a ideia. Por exemplo: Ah, faz fulano beijar cicrano. Faz um monstro assim e assim e depois poe o N1 e o N2 pra lutar com ele e no fim um dos dois morre e pá. Mas sejam criativos! Mandem músicas que combinem e as que vocês mais gostam, e entõa eu irei escolher a melhor ideia e irei colocar, de alguma forma, na Fanfic. E usarei a música, e, claro, darei os devidos créditos! Beijos e espero vocês! Ah, e queria cobrar uma mcoisa: Midnight, envie a foto da Lucy!! Estou doida pra ver ela!
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