Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
86 Um Rio de Lava (Parte Um)
Notas iniciais
Lucy Sant’Dio
Party In The USA — Miley Cyrus
O impacto na água fez com que ela perdesse a consciência. Acordou quando Noah a arrastou na relva, para fora do rio.
- Lucy! Respire! – ele mandou.
Ela abriu a boca, porém cuspiu a água da garganta. Encheu os pulmões de ar e tossiu até toda a água tivesse saído. Noah estava com ela. Isso era bom sinal, Noah nunca deixaria Lucy morrer.
- Estou bem. – ela tentou tranqüilizá-lo, porém Noah apenas lhe puxou os cabelos louros.
- Você... Nuna mais faça isso! – Noah gritou.
- Me desculpe. – ela pediu.
Noah revirou os olhos e olhou em volta.
- Estamos em uma... Uma nascente. – ele se espantou.- Mas não há céu, nem sol, nem nada!
Lucy olhou para cima, e notou o que Noah queria dizer. Eles estavam diante de um lago, com uma cachoeira mais distante. Porém, não havia céu. O teto era cinza, e a luz das lâmpadas fosforescentes ofuscantes. Ela tentou entender, mas não conseguiu. Haviam árvores frutíferas plantadas na terra. Perto de seus pés, Lucy viu um arbusto com morangos. Ela riu e colheu um. O decorou com vontade.
- Não, Lucy! – Noah disse tarde demais. – Você não sabe se é venenoso.
Lucy o encarou, e os dois ficaram em silêncio, como se esperassem algo. E logo veio. TUM.
- Lucy! – Noah deu um pulo, abraçando seu corpo tremulo.
Os dois tremiam. Noah não a soltou. Não queria vê-la morta... Ele sentia as lágrimas quentes de Lucy atravessarem sua camisa.
- Eu morri? – sua voz era fina.
- Não. Ainda não. – Noah a segurou pelos braços e olhou dentro de seus olhos azuis. – Alarme falso. Coincidência.
Ela concordou com um aceno de cabeça, porém ainda estava assustada.
- Eles só estão querendo brincar conosco. Venha, acho que devemos procurar outras árvores comestíveis.
A partir daí, Noah mostrou toda a sua inteligência, dando a idéia de usar animais como cobaias. Eles caçavam esquilos e colhiam frutas de determinada árvore e o alimentavam dos mesmos, assim iam marcando com a pequena faca de Lucy as árvores com frutos comestíveis ou não.
No total somente duas das dezessetes árvores estavam envenenadas. Noah ficou orgulhoso de si mesmo, e quando caiu a noite recebeu um presente dos Patrocinadores, uma camisa de frio. E não foi à toa. Logo o vento cortou o lugar atingiu os dois. Os cabelos de Lucy esvoaçaram.
- Que frio. – ela tremeu.
- Vamos fazer uma fogueira. – Noah sugeriu, muito empolgado.
- Desse jeito todos saberão que estamos aqui. – Lucy o encarou.
- Ahn... – Noah cerrou os dentes. Aquela menina estava fazendo-o perder os créditos... – Duvido que alguém possa nos achar. Ninguém pode achar ninguém, somente se tiver muita sorte, ou muita falta dela.
O hino da Capital tocou. A insígnia e logo depois “A Baixada”. O rosto de Giovanna Sae brilhou e desapareceu.
- Não foi você. – Noah sussurrou, de modo que não deixou que Lucy ouvisse.
A fogueira queimada impiedosamente. Lucy se abrigava o frio e assava um esquilo no espeto, enquanto Noah aproveitava sua blusa nova e cozinhava um javali selvagem com a água do rio e a aljava de Lucy. Ela ainda tinha três flechas.
Noah se aconchegou, deitando em uma tora de madeira e devorando seu cozido. Lucy também comeu seu esquilo e deitou, se encolhendo. Noah a observou, antes de chamá-la.
- Ei, Lucy, deite aqui.
Ela se levantou e se deitou no braço de Noah. Ele, por sua vez, a trouxe para perto, como um pai que quer proteger seu filhotinho da chuva. Suspirou e então beijou seus cabelos louros. Lucy abriu um pequeno sorriso e disse:
- Logo iremos encontar os outros, tenho certeza, Noah. Todos iremos nos ver novamente.
- Outros?
- Mandy, May, Heikki, Lola, Simbad e Kaya. Nossa família.
- Sim. Nós iremos achá-los. – concordou ele. – Os que sobreviverem, pelo menos.
Lucy adormeceu antes de ouvir a última parte da frase de Noah. Ele também logo dormiu.
º º º
Acordou e olhou para Lucy. Ela estava esperando-o abrir os olhos. Noah viu como ela se divertia. Ainda estava escuro.
- Por que está rindo? – perguntou.
- Você ronca – ela respondeu. – E fala enquanto dorme!
- Ah... – Noah ficou vermelho.
- Quem é Talullah?
- T-Talullah? Talu é uma cadela vira-lata que eu tive com dezessete anos. Ela era malhada e tinha uma mancha branca nas costas, parecia um coração e isso chamava a atenção das mulheres.
- E você gostava de chamar a atenção das mulheres?
- Desde que eu as comece depois. – Noah riu.
Lucy continuou sem expressão.
- Você sabe. – Noah tentou explicar. – Comer, transar...
- Não.
- Ahn... Como as pessoas fazem bebês...
- Como as pessoas fazem bebês?
- Ahhh... – Noah colocou as mãos na cabeça – Por que eu fui falar disso? Lucy, não acredito que você ainda não sabe!
- Ninguém nunca me conta nada... – ela abaixou a cabeça, tristonha.
- Bem... Sabe, quando sua mãe e seu pai estavam deitado naquela cama, dentro da caverna.
- Sim.
- Eles não estava fazendo coisas debaixo daquela coberta?
- Sim.
- Então, eles estavam transando. Eu prefiro chamar de “Fazer Amor”.
- Amor é bom...
- Ahn, sim, Lucy, o amor é bom. Mas não nesse sentido...
- E o que é “Fazer Amor” ?
- Eu já disse, é como os pais fazem um bebê.
- Mas COMO os pais FAZEM um bebê? Como se faz amor?
- Isso não é uma pergunta que eu estou acostumado á responder. Nem sei como eu mesmo fiquei sabendo disso... Bem, Lucy, é simples. Sabe... Essa coisa... Que você tem... Ah, no meio das pernas?
- Sim, por onde eu faço xixi.
- Isso! Por onde você faz xixi. Então, sabe o do homem... – Noah fechou os olhos, sentindo suas bochechas arderem.
- Sim. – Lucy disse.
- Então, o fazedor de xixi do homem é diferente do da mulher...
- Verdade?
- Sim, é por isso que homem faz xixi em pé e mulher não.
- Entendi. – ela sorriu. – É simples? Você faz xixi?
- Não! Não... Você... Une essas duas partes...
- Tipo... Faz xixi dentro do outro?
- Ah, Lucy, esqueça a parte do xixi!
- Certo. Então é só as partes juntas.
- Sim. – Noah concordou. — Entendeu?
- AH! QUE NOJO!
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