Notas iniciais
Bom, irei agora fazer capítulos contínuos de determinadas alianças. Por enquanto é a do Noah, a próxima é a do Heikki e da Lola, junto com a Esmeria, Samanta e Susan

Noah Christhurt

Moves Like Jagger — Marooh 5 feat, Christina Aguilera

Lucy mirou sua flecha. Ela estava confiante. O porco selvagem estava muito longe, seu arco era pequeno, as flechas menores ainda, e seu braço não esticava tanto a corda assim. Porém ela implorou para matar aquele animal, e como sempre, Noah cedeu. Ela respirou fundo e soltou a flecha, que fincou na parte de trás da orelha do bicho, matando-o instantaneamente.

- Como sabia onde atirar? – ele perguntou.

- A Rubi me ensinou outras coisas além de arco e flecha! – ela saiu correndo de trás da árvore e tirou sua flecha do animal. – Eu sei que não deveria ter te matado mais... Vou te comer com frutas e morangos!

- Eu também! – Noah vibrou. – Temos um porco selvagem inteiro só pra nós!

- Sim!

Os dois pularam de alegria, afinal não era todo dia que encontravam carne de tão boa qualidade. Noah se encarregou de limpar o porco e cozinhá-lo, enquanto Lucy colhia as frutas das árvores não envenenadas. Quando teve a ótima idéia.

- Noah, quando tivermos de matar os outros da Aliança dos Livres...

- Bom, isso é um tema que temos de discutir depois...

- Não quero que seja doloroso para eles. Não quero que sofram. – Lucy disse, vindo com duas maçãs nas mãos. – Pensei em... Levar algumas das frutas envenenadas, assim seria mais rápido e indolor. Mesmo que tenhamos de enganá-los... Ah, nem quero pensar nisso!

- É uma boa idéia, Lucy. – Noah a apoiou.

- Queria não ter de matá-los...

- Pelo menos você não abomina tanto assim mais a morte.

Ela apenas olhou para o lado.

- Então vamos colher algumas. Podemos colocá-las na sua camisa de frio. Vou colher as frutas comestíveis e guardá-las na minha aljava, quando sairmos daqui e...

Lucy olhou para a cachoeira.

- Um pouco de água, também.

Noah concordou com um aceno, mas notou o jeito monótono que Lucy olhava para a água caindo no lago. Ela parecia enfeitiçada em uma paranóia. Ele até se assustou, e então Lucy saiu correndo para dentro do lago, nadando o máximo que podia, mesmo sem nunca ter aprendido á fazê-lo. Quando ela desapareceu na água da cachoeira, Noah ficou com medo. Ele a seguiu e adentrou na cachoeira. Quando se deu de frente com uma caverna. Lucy chorava como se estivesse sendo morta e torturada. Porém ela estava somente olhando para a mobília. Noah seguiu seu olhar. Havia um berço, um troca-fraldas. Guarda-roupas, uma cama de casal, mamadeiras... E o nome “Lunna” escrito no tecido da decoração do berço.

Noah reconheceu o local, tinha visto ele no vídeo que Rubi tinha passado no Distrito 1 e no Programa Especial de 100 Anos de Jogos Vorazes. Era a caverna de Lucca e Selene. Ele observou como aquele lugar trazia tantas emoções, mesmo sem nem ter conhecido os moradores de lá. Ele podia ver miragens de Lucca e Selene. Até mesmo do bebê Lunna. O cheiro de agradável, e parecia ser uma casa.

- Mamãe... – Lucy caiu de joelhos, diante daquele cenário. – Papai...

Noah não sabia o que fazer. Desde pequeno sempre odiara os pais, e os pais adotivos. Nunca tinha tido nenhum pensamento de amá-los, por mínimo possível. Porém Lucy era totalmente diferente. Ela amava seus pais, mesmo depois da morte deles. Ela queria tanto que eles estivessem lá que até imaginava conversar com eles. Noah sentiu algo como se devesse protegê-la. Agora ela era sua filha, não? Mandy era a mamãe, e May a titia... Noah colocou as mãos na cabeça. O que estava pensando? Ele não poderia deixar Lucy nas mãos dos outros, mesmo que fossem da Aliança dos Livres. Ele não poderia arriscar, não poderia confiar assim. Lucy não poderia sair de perto, se não ele nunca mais conseguiria protegê-la. Noah, por fim, apenas observou Lucy se quebrantar em lágrimas e seus cabelos louros curtos grudarem em seu rosto.

Lucy, por fim, se deitou no chão. E lá dormiu. Noah a pegou e a colocou na cama. Passeou pelo lugar, sentindo o jeito como aquilo o incomodava. Aquilo era real, tinha acontecido á muito tempo atrás, mas é real...

- Sou seu único pai, Lucy. – ele disse, tirando as mechas louras da testa dela. – Não existe mais Lucca Sant’Dio, existe eu. A reconheço. Você é minha, agora.

Noah sabia que aquilo era mais do que ele realmente estava dizendo, porém somente disse aquilo, e logo depois se deitou, dormindo junto.

- Noaaaaaaah! – ele acordou sobressaltado. – Tem uma aranha enorme no chão!

- Calma, vou matá-la.

Lucy estava pulando na cama. Ele pegou seu sapato e o jogou na aranha, errando. Pegou o outro e jogou novamente, acertou por pouco. Ele suspirou. Era uma aranha marrom. Poderia picá-los, mas não seria assim tão grave. Noah se deitou novamente, parecia ainda mais cansado do que antes. Como se não tivesse dormido nada.

- Noah... – Lucy hesitou – Você me ama?

- Sim, Lucy. Somos uma família, não? – ele perguntou, bagunçando seu cabelo.

- Bom, então...

- Então...

- Então...

- Sim, Lucy, o que foi?

- Nós vamos fazer amor?

Os olhos de Noah quase saltaram para fora das órbitas.

- Não! Claro que não, Lucy! Está doida?

- Ah, desculpe. Não deveria ter dito nada... Eu pensei que... Se você me ama... Então...

- Fazer amor não é de fato fazer amor, Lucy. É só um termo usado.

- Mas... Meus pais...

- Lucy, pare com este assunto, é constrangedor.

- Eu também amo você, Noah.

- Sim, eu percebi isso.

- E... Sou sua filha, não?

- Claro.

- E-Eu... Eu sonhei com me pai, hoje. Ele disse que não era mais meu pai...

- Como?

- Ele disse que eu tinha encontrado alguém que iria cuidar de mim com sua própria vida, e que ele não precisava mais ficar comigo, que ele iria embora... Mamãe não estava mais... Eles... Me abandonaram. – os olhos dela se encheram de lágrimas.

- Não, Lucy, você entendeu errado... Seus pais queriam dizer que eu sou seu pai aqui, vivo. Eles não abandonaram você, você apenas cresceu. Não precisa mais ser cuidada por eles, pois não é mais um bebezinho. Eles não te abandonaram, Lucy, acredite em mim.

- S-Sim, eu acredito.

- Você é realmente irritante, menina, me fazendo falar coisas constrangedoras, e assumi-la...

Notem o cabelo...

Notas finais
Hoje tem mais! Vou escrever até onde der!