Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
85 Um Perigo de Três Vidas
Notas iniciais
Denis L. Mizashi
Ele se sentou na ponta da cama e tocou sua testa.
- Parece que são... 38 graus. – deduziu.
- Me sinto fria. – Meell respondeu.
- Você está com febre, não fria. Vou pegar um pano molhado para pra por na sua testa...
- Fique. – Meell olhou para a televisão. – Preciso de contar uma coisa...
º º º
- Mas é muito arriscado!
- Eu sei! Por que só te contei isso duas semanas depois de descobrir?
- Duas semanas? – Denis a encarou com raiva. – Duas semanas atrás nós poderíamos ter saído fora disso tudo! Estaríamos seguros! Você sabe disso.
- Não importa, agora. – Mellyne disse. – E se quiser, pode ir embora. Volte para o Distrito 1, lá você poderá ficar com sua mãe e seu pai. Até com o Totó.
- O nome dele é Happy!
- Ah, tanto faz. – ela deu de ombros.
- Você está fria demais para ser a Meell que eu conheço...
- Sabe, a gravidez muda as mulheres. Para o lado bom, ou para o lado ruim. Você tem de escolher qual o meu lado.
- Não tem como... Fazermos algo para evitar? Dá pra ter um filho depois da Revolta, mas durante...? Não. Me recuso.
- Não. Você não está querendo... Denis!
- O que?
- Não vou abortar!
- Não, nunca! Você acha que eu seria capaz de te pedir pra matar um bebê?
- Não sei, é o que parecia.
Denis segurou a cabeça com as mãos.
- Isso está ficando muito confuso... Eu preciso de vinho, por favor!
- Só desta vez.
- Obrigado! – ele se levantou e pediu para uma avox trazer uma garrafa de vinho suave.
º º º
- Ouvi dizer que a Capital está lançando ataque contra o Distrito 4. – Caio comentou.
- Minha mãe morreu neste ataque. – Natália estava sombria.
- Sim. — concordou Giulia. — os ataques estão destruindo os Distritos que estão abrigando os sem casa.
Caio engasgou — Eu... Não sabia — Tentou-se desculpar, Natália olhou para ele com raiva.
— Você nunca sabe de nada, afinal. — Ela disse, irritada. Denis entrou pela porta, um pouco apressado. — E o quê ele tá fazendo aqui, afinal? — Giulia perguntou, olhando para Natália.
-Substituindo a Meell. Ela está... — A garota olhou para Denis, que completou — A Meell está grávida. Enjoos, sabem como é. — Se sentou, logo uma Avox de cabelos castanhos curtos trouxe-lhe uma taça, com vinho tinto. O homem girava a taça lentamente, observando seu líquido — Interrompi alguma coisa? — Perguntou, indiferente, dando um gole em seu vinho.
- G-grávida? — Natália balbuciou. — Mas como pode...?
- Vai lá saber, né. — Denis deu de ombros. — De repente você tá bebendo vinho e alguém do nada te conta isso...
- Vamos continuar com a reunião. — André pediu. — Maju, quer falar algo?
- Ahn, eu? — suas bochechas ficaram coradas — Não, claro que não... Por mim está tudo certo..
- Então a divisão será feita. — André prosseguiu. — Distritos 1, 2 e 3 irão dar partida na linha de frente. Distritos 5 e 6 serão a base onde iremos esconder armas, munição e alimentos. Distritos 7, 8 e 9 forneceram materiais para construção de abrigo e armas, e alimentos, também. Distrito 10 é o maior, por isso lá iremos fazer a concentração de desabrigados. Distrito 11 é o treinamento e o Distrito 12 o nosso centro de hospitais. Distrito 13 que se dane sozinho.
- Certo. — Denis concordou. — Enviarei Meell para o Distrito 12, Natália, se quiser fazer seus lutos á sua mãe, está liberada para ir ao Distrito 4. André, Caio e eu vamos para o Distrito 2 buscar munição e levar ao 1. Maju, vá ao Distrito 3 é verifique a produção das armas e o envio dos equipamentos ao Distrito 7. Giulia, fique aqui e vigie os tributos. Em especial a Lola. — ele ergueu uma sobrancelha para Natália, que suspirou, aliviada. — E o Noah, Lucy, Darin e Simbad, por favor.
- Por que? Tem alguma quedinha por esses tributos? — Giu levantou a sobrancelha.
- São escolhidos de todos que estamos aqui. — Ele a encarou. — Se quiser pode salvar o Carter, também. Tenho de conversar com a Meell sobre resgatar os tributos. Até lá, fique atenta. Já voltamos.
Giulia revirou os olhos e cruzou os braços sobre os seios.
- Sou sempre eu quem sobre, não? Sou sempre eu que fico sozinha...
- Ei, a Giu pode ir comigo ao Distrito 2 e eu volto com ela e nós dois ficamos de olho nos Tributos! — propôs Caio.
- Tem certeza? — Denis perguntou, encarando-o.
- Ei, não vou demorar muito lá, mesmo.
- Então está certo. — André encerrou a reunião. — Iremos todos planejar a Revolta quando voltarmos. Fui, meu aerodeslizador está esperando...
Denis acabou por ficar sozinho com Natália, na sala, ao final de tudo, ainda nem havia tocado em seu vinho, apenas observado.
— Hey... Uhm, quer dizer que a Meell está grávida mesmo? — Ela perguntou, recebendo um olhar pesado do outro, como resposta. — Eu mentiria sobre isso? — Perguntou, ríspido, fazendo Natália encolher os ombros. — É verdade. E ela não quer nem me deixar saber o sexo... — Denis suspirou — Paciência.
— Mas... Qual... Bem, você quer o quê?
— Um menino. — Simplesmente falou, dando de ombros e saindo da sala, deixando sua taça intacta em cima da mesa.
Natália remoeu sua vontade de pular dali e ir correndo fazer o chá de bebê. Por outro lado, ficou na sala até se cansar. Saiu e foi se deitar. A única coisa que poderia deixar seu astral ainda pior era...
- John?
º º º
Meell se sentou, com o gosto do antibiótico estava em sua língua.
Coçou os olhos e viu o homem sentado ao pé da cama.
- E...? — pediu.
- Eu to com um mês de gravidez, como quer que e saiba o sexo do bebê AGORA?
Denis deu de ombros.
- Mães tem intuição, não? Se fosse uma menina você...
- É uma menina. — ela disse, e pronto.
- M-Menina? Tem certeza?
- Tenho. Por que? Se for menina, o que que tem?
- Nada. — ele respondeu. — Só... Queria um menino.
- Se for menina, você vai deixar de amá-la só por isso?
- Não, claro que não.
- Então o sexo não importa.
Denis concordou com um meneio de cabeça e suspirou. Se deitou na cama e pediu para que Meell enrolasse seus dedos em seus cabelos.
Para as meninas,um recadinho da Meell: Furem seus olhos.
Notas finais
Beijos.
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