Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
42 Sua Bunda é Branca
Notas iniciais
Darin Astaroth
Darin levantou, e logo sentiu o corpo escorregar por seu colo.
- Ahn? – ele olhou para a garota, de rosto redondo e cabelos cacheados. Sardas e uma pinta na bochecha. – B-Bolina?
- Que f-f-frio. – Bolina se levantou e coçou os olhos. – Ah! Eu estou pelada! E você...! Não olhe para mim! – Darin recebeu um tapa de Bolina. – Seu tarado, pervertido...
- Ei! Não fui eu que...- Darin estreitou os olhos. – Ei! Eu também estou nu! O que é isso? ?
- Alguma coisa feita pelos Idealizadores. – Bolina cerrou os dentes. – Eu PRECISO de uma roupa agora.
- Venha, eu vou tentar pensar em algo. – Darin se levantou e estendeu a mão á Bolina.
- M-Mas, você... Você vai me olhar! – ela tentava se cobrir com as mãos.
- Bolina, não sei se você percebeu, mas eu não estou nem ai para o que você tem ou deixa de ter. Eu não quero saber de você nem do seu corpo, se você quiser morrer congelada, o problema é seu. – ele deu as costas. E escutou o riso da menina. – O que foi? – se virou.
- A sua bunda é branca!
º º º
Darin pensou em algo um tanto estranho para se esconderem do frio: Passar lama no corpo. Havia um pequeno riacho, onde a água fria estava penetrando a terra por baixo da neve, e lá saia lama. Ele a usou para se aquecer, e funcionou, por incrível que pareça. Bolina não gostou da idéia, mas não podia fazer nada. Eles se cobriram e então encontraram duas armas no leito do lago: Uma katana e uma besta.
Darin preferiu ficar com a besta, e Bolina pegou a katana.
Eles começaram uma pequena caçada por presas fáceis, mas nada que os surpreendesse. Bolina sempre tentando ser o mais discreta possível, Darin sempre se perguntando que pecado tinha cometido para ter de aturá-la ao seu lado. Assim que cruzaram o Grande Pinheiro, eles deram de cara com uma figura um tanto cômica. Nicholas Howard, Lyra Vancooper e Joshua Wainwright se enfrentando somente com as mãos. Os três estavam nus, penos Lyra, que tinha um escudo preso á seu corpo, escondendo-o de todos. Eles se batiam e davam tapas um no outro, até que Darin usou a besta e matou Joshua. Lyra e Nicholas voltaram suas atenções para os dois recém-chegados, e partiram para cima deles. Bolina fez um corte no peito de Nicholas, e ele caiu, se contorcendo. Lyra atingiu Darin com um soco, e ele andou para trás, Bolina se enraiveceu, e quase acerto o rosto de Lyra, a menina se recuperava do ataque quando Lyra lhe apunhalou o estômago, e a fez cair de joelhos. Lyra sentiu mãos a pegando pelos cabelos, e deu uma cotovelada na barriga de quem estivesse tentando pegá-la, mas não acertou direito, e foi arremessada para trás. Ela tentou se mover, mas o escudo a prendeu ás raízes da árvore. Ela viu Darin e Bolina se aproximando, tentou correr, mas nada. Tentou pular, mas nada. Tentou se proteger com o escudo, mas a katana á pegou no pescoço, e não teve quem pudesse salvá-la.
- Bom trabalho. – Darin disse á Bolina. – Agora vamos logo.
Bolina sorriu. Ele estava gostando de seu trabalho!
Continuaram a caminhar, até chegar á uma pequena cabana de madeira, no meio de algumas árvores grandes, escondendo-a de quase tudo. Bolina apontou para a casa, e Darin ergueu uma sobrancelha. Era uma armadilha. Mas eles tinham de ver aquilo. Darin sabia que iria usá-la contra alguma coisa, mas primeiro tinha de saber qual o potencial daquilo, por isso, disse á Bolina que o lugar era seguro, e que ela poderia entrar, e que ele iria ver o que tinha atrás da casa. A menina nem desconfiou de nada. Darin pensou: Se ela morrer, será melhor para mim.
- DARIN! – Bolina voltou correndo. – Tem um guarda-roupa cheio de casacos grandões! Vem ver. – ela pegou o punho de Darin e o levou correndo para dentro da casa.
Darin quis gritar para ela que ali não era seguro, mas Bolina iria descobrir que ele havia mentido, e então iria parar de confiar nele. E isso quer dizer que ela não iria servir como isca ou teste. Então ele apenas concordou e entrou.
No interior da cabana tudo era mais quente. A lareira estava acesa e havia muita lenha ao lado da mesma. As cortinas estavam fechadas, e a mesa tinha uma linda flor em um vaso de barro. Bolina o levou até o quarto, onde havia uma cama de casal, com colcha limpa e fina. Os travesseiros eram duros, porém, muito casuais. O guarda roupa e praticamente toda a mobília era feita de madeira velha, e cheirava á mofo e umidade. Bolina abriu o guarda-roupa, e lá havia inúmeros casacos e botas de todos os tamanhos e cores. Ela pegou um azul escuro, e o entregou á Darin, e pegou um cinza, colocando-o e sorrindo ao se sentir aquecida. Darin colocou seu casaco e sentiu o mesmo prazer de quente.
- Que maravilha. – ela riu e se jogou na cama.
- Não, Bolina! – Darin interrompeu o sossego da menina. – Pode ser perigoso.
- Não, venha, deite comigo! – ela chamou, passando a mão pela colcha macia. – Anda, Darin! Aproveite um pouquinho, por favor.
O garoto revirou os olhos e ajustou os óculos. Espera, ele tinha ido para aquele lugar sem as roupas mas com os óculos? Que estranho, mas não reclamou, na verdade deu graças á Deus, e se sentou na cama. E viu que ela era bem confortável, e se deitou. Ficou imóvel, enquanto Bolina pulava de um lado para o outro até cair, sem energia. Ela se deitou ao lado dele, e então suspirou. Paz. Darin não encontrava isso á muito tempo.
- Está ouvindo? – Bolina perguntou.
- Não. O que?
- O silêncio.
- Ah, sim, o silêncio é muito bom.
- O silêncio é perfeito. – ela sorriu para o teto. – Me dá paz.
- Sim. – Darin concordou.
Ela se virou para o lado e se aconchegou no ombro de Darin. Ele se sentiu desconfortável no começo, mas descobriu que os cabelos de Bolina eram muito cheirosos, e até se permitiu apoiar a cabeça na dela.
- Eu queria morar em um lugar como esse. – Bolina comentou, cortando o silêncio.
- Eu também. – concordou Darin.
- Você moraria aqui comigo?
- Bom, eu até poderia morar, mas teria muito menos paz e sossego.
- Eu tenho certeza que sim. – Bolina riu. – Mas talvez comigo aqui você não se sentisse tão sozinho.
- Eu gosto de me sentir sozinho.
- Você é sozinho.
- Exatamente.
Eles ficaram em silêncio.
Darin abriu a boca para falar algo, mas foi cortado.
- Ora, ora, que belo casalzinho nós temos aqui?
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