Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
49 Seu Encanto
Notas iniciais
Simbad Somma
Kaya segurou sua mão.
- Você... – ela sussurrou quando Simbad chegou ao 3º andar a abaixo do solo.
- Kaya? – Simbad não tinha visto-a quando acordou na cadeira do 1º treinamento.
- Você sabe meu nome...
- Claro que sei, você salvou minha vida de uma hipotermia...
- Salvei? Quando?
Simbad notou que ela estava falando sério. Kaya não se lembrava de nada. Nada. Nem do...
- Você me beijou, lembra?
- Eu beijei você?!
- Sim. Ontem. Kaya, o que você tem?
- Eu não sei. Qual o seu nome?
- Simbad. Meu nome é Simbad, Kaya.
- Sim-bad... – ela repetiu – Esse nome, ele é bonito.
- Kaya o que houve com você?
Kaya o olhou fixamente, até os homens de branco mandarem-nos para as cadeiras brancas, onde caíram no sono.
º º º
Simbad poderia ter visto o nascer-do-Sol quanas vezes fosse possível, mas nunca nenhum deles se compararia com aquele que estava presenciando. Ele estava em pé, com armadura e escudo, um soldado. Ao seu lado inúmeros outros soldados, todos rindo ao ver a cena no centro do círculo formado por eles: Uma garota, coberta por um véu negro, vestida em farrapos e pés com as solas sangrando. Ela gritava enquanto um homem maior e mais velho que os outros soldados a queimava com brasas de uma fogueira recém apagada. Simbad não entendeu nada, mas algo lhe despertou. Seria o IC no pulso dela, ou o número 3, tatuado nela?
- Kaya! – Simbad gritou chamando a atenção de todos, que não ficaram muito contentes. – Parem! Kaya!
- Soldado? – o homem alto, machucando Kaya, voltou sua atenção á Simbad. – Foi você quem encontrou a feiticeira tentando roubar nosso equipamento?
- Ahn... Sim. – ele respondeu, sem saber ao certo o que isso significava.
O soldado maior sorriu.
- Ora, por que não nos disse antes? Venha cá, você tem direitos sobre ela, sabe, é comum isso. Antes da gente poder pegar nela, você tem que ser o primeiro, é uma tradição. Vamos rapazes, dêem privacidade ao soldado Somma enquanto ele... Administra seus itens de prazer.
Os outros soldados soltaram risadas e deram tapinhas camaradas no ombro de Simbad, deixando-o á sós com Kaya. Ele tirou sue véu.
Santo Júpiter! Ela era maravilhosa, ainda mais do que normalmente. Kaya estava com os olhos pintados com tinta negra, seus lábios com grossas camadas de vermelho-sangue. Simbad tirou o véu de seus cabelos, mostrando a trança mal-feita com pedaços de pedras e prata entre eles, por causa das agressões que sofrera. As roupas dela estavam sujas, esfarrapadas e deixando á mostra parte de seus seios. Simbad admitiu que já tinha visto maiores, mas para a idade de Kaya, estavam de bom tamanho. Ele só achou estranho não ficar tentado á agarrá-los, agora que ela estava seminua, e indefesa. Kaya cuspiu poeira, e chorava seco.
- Simbad. – ela sussurra nos braços do garoto.
- Eu estou aqui, Kaya, aqui...
- Sim. – ela sussurra de volta. – Fugir.
- Isso, nós vamos fugir.
- Floresta. Escuro. Segurança. Fugir.
- Floresta?
- Floresta negra. Magia. Fugir.
- Certo, nós vamos para a floresta. – Simbad pegou Kaya nos braços, carregando-a para a floresta de névoa e negra á frente deles. Simbad não sentiu medo, pois estava com ela.
Assim que entrou na floresta, uma nova Kaya surgiu, com a energia de sempre, e a positividade, claro. Ela saltou de seus braços e enfiou os braços entre os dele, abraçando-o e beijando seu peito. – Você me salvou – ela coloca a testa contra a de Simbad. – Eu iria morrer em uma fogueira, mas você me salvou.
- Não salvei, eu só... Ei! Você se lembra de mim!
- Claro que lembro! – Kaya sorriu sarcástica. – Como eu iria me esquecer de você, e... Oh! Não! – o rosto de Kaya atingiu um vermelho tomate. – Eu te beijei! Ah, que vergonha! Você... Ahh!
Simbad sorriu, mas logo voltou á questionar.
- Você, hoje, não lembrava d emim.
- Eu não... Ah!, droga! – ela praguejou.
- O que foi?
- Quando eu tenho um excesso de informação ou um tumulto de sentimentos, meu cérebro deleta as lembranças mais recentes. É tipo aquela doença que te faz esquecer as coisas, Alzheimer.
Simbad pensou por alguns segundos.
- Então como você lembra de mim, aqui? E como você sabe do nosso beijo?
- Os fios estão no nosso corpo, e isso liga ao total controle cerebral, com um fio único as coisas podem se conectar, tipo a raiz maior de uma árvore... – Kaya começa á explicar coisas complexas demais para Simbad entender, mas por fim ela diz: — Acho que meu cérebro não te deletou. Mas eu não sei o que fizemos, o porque matamos e pegamos peles de coelhos, e... Mais... Nada. – Kaya parecia perturbada.
- Era frio, e você usou a pele dos coelhos para nos aquecer. – respondeu Simbad.
Kaya sorriu. – Que nem eu fazia com meus irmãos no Distrito 3, quando...
- Era inverno, e vocês tinha de fazer por si próprios os materiais domésticos, pois não havia comércio.
- Exata... Exatamente. Como você sabe tanto sobre o Distrito 3?
- Você me contou. Mas então por que seu cérebro não apagou suas lembranças sobre mim?
- Não sei. – dava para ver a frustração estampada no rosto de Kaya. Ela odiava não saber as coisas, deveria ser algo típico do Distrito 3.
- E o que era aquilo? Por que queriam te matar?
- Eram soldados romanos, eles adoram brincar com feiticeiras da floresta negra. Eu sou uma, mas não pratico magia negra, somente o poder dos elementos. Você é um deles. Da Infantaria. Deveria estar brincando comigo, agora.
- Isso é um treino! ?
- Sim. E nós somos inimigos. – o rosto de Kaya ficou duro.
- Ei, porque você ficou forte na floresta?
- Meus poderes estão ligados á ela.
- Então eu sou um soldado?
- Um recruta, na verdade, você está em treinamento com Sir Helmans. Eles só pouparam minha vida e me deram á você pois é muito raro um soldado recruta capturar uma “praticante de magia negra”. Você merece recompensa.
Kaya abaixou a manga de seu vestido, escorregando-a por seu ombro. Ela olhava para Simbad com força.
- Não. – Simbad virou o rosto. – Não mereço nada, agora vamos sair daqui.
Kaya sorriu.
- Esse é um dos seus muitos encantos, Simbad.
Kaya Morgan
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