Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
50 Um Fogo Que Constrói
Notas iniciais
Jason Hadley
Jason sorriu enquanto via todos dançando e rindo, enquanto a música tipicamente camponesa tocava, com algumas intervenções de um harpeiro jovem, de no máximo 18 anos. Jason levantou sua taça de prata e então tomou outro gole de seu vinho. Ele já estava embriagado, e quando Acacia o chamou para dançar, não recusou, um erro. Jason não sabia nada de dança, mas ignorava os outros que riam dele e da Rainha. Todos estavam muito felizes, e a Cerimônia de Casamento tinha saído perfeitamente. Hera os abençoou e seriam felizes até o fim dos deuses.
- Viva o Rei e a Rainha da Grécia! – alguém gritou.
- Viva! – todos repetiram.
Jason não conseguia esconder sua alegria, era coisa demais para um dia só. Acacia então estava com um sorriso tão grande que fazia sua boca ficar dormente. Eles estavam o tempo todo abraçados, e não desgrudavam suas mãos nem uma vez. Quando as crianças se cansaram de cantar, elas foram dançar em círculo, deixando Jas e Acacia no meio delas. Elas a abraçavam e pediam para que Acacia dançasse junto á elas. Jason voltou para a mesa, e apreciou a Lua, e pegou mais uma taça de prata com vinho. Acacia voltou segurando uma criança de sete anos no colo.
- Olha que fofa, Jas! – ela mostra a criança sorridente.
- Hum, muito lindinha. – Jas concordou.
- Os pais dela morreram quando foram saquear o sítio dela... Ela era filha de Barões amigos de meu pai, Jas... Ela está em minha responsabilidade. – Acacia a abraçou.
- Como assim, Acacia, nós nem a conhecemos...
- Meu pai prometeu um lar á ela antes de ir á guerra, mas morreu lutando contra os romanos. Aquele povo sarnento... Minha mãe está velha, e é a Sacerdotisa do Templo á Hades, ela não pode governar, pois Hades é o deus da morte, e ela quer ficar no templo pedindo o perdão dos pecados de meu pai. Então o trono é meu. E agora que me casei, é seu. É de nossa responsabilidade cuidar da Marina.
- Marina... Isso quer dizer “Aquela que vem do mar”, igual a música do Distrito 4, que tocava naquela novela lá da Capital... A... Canoas do Distrito 4.
- Isso. – Acacia sorriu.
Marina tinha cabelos louros e cacheados, e olhos azuis impressionantes. Ela sorriu tímida, e Jaso deu de ombros, tudo bem, então. Acacia sorriu radiante, e voltou para junto ás crianças. Em quinze minutos eles estavam dando adeus aos camponeses, que já estavam indo embora. Acacia pediu licença, e os dois também foram para o castelo. Sempre de mãos dadas e trocando sorrisos. Os guardas do portão do Castelo não gostaram muito daquilo, mas eles não sabiam que Jason era o novo Rei. Eles entraram no Castelo e logo Jason puxou Acacia para si. Agora ela era sua. Ele a beijou com vontade, intensidade, com desejo. Ela retribuiu com todos os adjetivos inseridos ali na outra linha. Eles se consumiam com poder e fúria.
- Jas... – Jason puxou Acacia enquanto a levava para uma porta. Quando a abriu, encontrou uma cama, uma vassoura e dois baldes. Ele não entendeu muito bem, mas beijou Acacia assim mesmo, retirando os braceletes de seus braços.
- Rainha...- alguém entrou, deixando cair um pano no chão.
Jason soltou Acacia rapidamente, e viu uma mulher com rugas e linhas de expressão pelo rosto, e tentando não olhar para os dois.
- Me perdoe, Milady.
- Ahn... – Acacia emitiu.
- A Senhora está com o cavalheiro...
- Jason. Rei Jason, serva.
- Oh, o Rei! – a mulher se curvou desajeitadamente. – Me perdoe novamente, eu não sabia.
- Ahn... Serva, me leve até meu quarto.
- Ainda se perdendo pelo Castelo, Princes... Quer dizer, Rainha Nastiáh. Sou Brela, sua serviçal. Seu quarto é no terceiro andar, na 306ª porta.
- Ok. Obrigada, Brela. – Acacia segurou o punho de Jason e o puxou. Subiram as escadas correndo e então olharam pelos corredores, em busca da porta 306. Encontraram-na e entraram.
Era o quarto que Acacia merecia ter suas núpcias, pensou Jason. A cama era extremamente confortável, e ele nem se deu ao luxo de apreciar a continuação do cômodo, pegou Acacia e a despiu, despindo-se junto, e os dois pularam na cama. Novamente se consumindo com fúria, sem dó nem piedade ás molas do colchão.
Jason nunca pensou que um dia poderia perder sua virgindade em sua mente, ou que iria se casar com uma Rainha como Acacia. Nunca nem imaginou sua vida fora do Distrito 2, e lá estava ele, com uma mulher maravilhosa, ao seu lado. Nua, esboçando prazer, e com os lábios em seu peito. Ele suava, e Acacia também. Eles queimavam como o fogo mais ardente da face da terra. Era como um só.
Acacia segurava os braços de Jason fortemente, e ele investia sem dó. Ela só tinha um pensamento na mente: Quero um filho. Quero um filho. E ela sabia que Jason iria concordar. Ela nem queria saber se teriam guerras á travar, se aquele Sacerdote estava certo quando contou da milenar guerra com os Romanos, um povo ladrão, que roubava os deuses e as artes da Grécia Antiga. Ela se remoia, tentando achar um pensamento são, mas não conseguiu. Jason lhe queimava, e ela aceitava o fogo e o calor.
Por fim, os dois ficaram quietos, sem dizer palavras, nem pensar frases. Eles precisavam daquilo. No silêncio, seus corpos se roçavam, enquanto um ficava sobre o outro. Acacia se virou de costas, e Jason a abraçou. Demorou horas, mas dormiram livremente.
O que Acacia sentia talvez tivesse sido liberado pelo Casamento, ou mesmo pelas Núpcias, mas ela se sentia feliz consigo mesma. De bem. Nem se lembrava da Arena, admitia. Em algum canto daquele quarto, quando o fogo ainda queimava em chamas vívidas e consumidoras, ela se apaixonou perdida, e desorientada, em Jason. Ele, por sua vez, a acolheu, e a amou de volta. Acacia nunca sentira isso antes, era uma espécie de paz que fazia com que ela só desejasse uma coisa: Mais. Mais daquela paz, mais de Jason, mais daquele mundo tão bom e perfeito, onde a guerra não existia. Uma guerra a fez nascer em Panem. E agora ela desfrutava do bom de uma vida de milênios atrás.
- Onde está a Marina... – Jason sussurrou.
- Oh, não!
Marina Oceânus
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