Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
76 Seremos Assados Vivos
Notas iniciais
Noah Christhurt
Noah abriu os olhos. Ele estava olhando diretamente para uma... Uma menina, de cabelos louros curtos, uma saia picotada azul-mar que fazia suas pernas aparecerem demais, uma saia curta. Uma blusa curta, também. Com o umbigo para fora, porém sem decote e branca, com babado.
- Lucy? – ele coçou os olhos. Sim, era ela...
- Ah, oi, Noah. – ela disse, ainda de costas para ele.
Noah não podia acreditar que Lucy estava vestida daquele jeito...
- É você?
A menina se virou, fazendo a saia esvoaçar e parte de sua calcinha aparecer, um sorriso lhe brincava os lábios e ela tinha os olhos azuis decorados com desenhos prateados. Ela sabia que estava linda.
- Sim, Noah, não sabe quem sou eu, mais? – ela perguntou, com a voz doce.
- Você... Está seduzindo? – ele perguntou.
Lucy piscou inúmeras vezes antes de indagar:
- O que é seduzindo?
- Ah... Querer chamar a atenção dos homens, não sei, algo assim. – Noah sentiu as bochechas e a barba arderem.
- Acho que sim. – ela riu fraquinho. – Eu estou seduzindo, Noah?
- Não sei, acho que está tentando não conseguindo. – ele deu de ombros.
Noah ouviu o som de correntes sendo arrastadas. Lucy correu para seus braços. O som de passos irrompeu, e então a imagem irreal de um pirata arrastando correntes apareceu, e logo desapareceu.
- Um pirata fantasma... – Noah disse entre os dentes.
- F-F-Fantasma? – Lucy engoliu em seco.
- Sim. Fique aqui.
Em menos de um segundo o fantasma apareceu novamente, e lançou suas correntes em direção á Noah, que desviou e saltou para a mesa onde havia uma espada. Quando se virou novamente, não havia mais fantasma algum. Ele ficou atento, e quando viu, o fantasma enforcava Lucy com suas correntes. A menina era tirada do chão. Seu rosto ficava roxo, e os olhos quase explodiam. Ela tentava se desvencilhar, em vão.
Noah foi com toda a sua fúria e raiva, e não se sabe como, conseguiu cortar a cabeça do fantasma. Porém, ele continuou á tentar atacá-lo. Lucy estava caída, seu peito não se mexia.
º º º
Noah conseguiu cortar o fantasma em pedaços pequenos, e quando saiu correndo para ver Lucy, sentiu todas as suas forças se indo pelo chão. Ela não tinha sinais de vida. Ele começou á fazer massagem cardíaca sobre seu coração, tentou respiração boca-a-boca, mas nada parecia resolver... Por fim, desisitiu. Ele sentia suas mãos tremerem, e então...
- VOCÊ ME BEIJOU! – ela gritou.
Noah abriu os olhos, desesperado. Lucy limpava sua língua com as mãos. Mas por outro lado, estava eufórica.
- Você me beijou! – ela pulou e então começou á dar gritinhos e pulinhos. – Ninguém nunca fez isso!
Noah deu um riso de lado e então sentiu o alívio. Por um momento pensou que Lucy tinha morrido. Mas felizmente não. Então Noah pensou: Ela irá morrer. Era melhor que tivesse morrido agora, pois depois será muito mais difícil para ele. Noah respirou fundo e então ajudou-a á amarrar o cinto de facas que tinha na mesa para ela. Lucy também tinha um arco e uma aljava com cinco flechas comuns. Ela adorava ter mais armas que Noah, porém a espada de Noah era muito mais poderosa e firme.
- Vamos, Lucy, vamos embora daqui. – Noah indicou a porta e os dois saíram.
O corredor estava vazio, e os dois foram cuidadosamente por ele. Quando chegaram á metade, viram duas aberturas na parede da direita. Um dos corredores era claro e visível, o outro era estreito. Lucy sorriu e entrou no iluminado. A parede se fechou no mesmo instante, deixando uma tela transparente impedindo o contato entre Noah e ela.
- Lucy! Lucy! – Noah gritou.
A menina gritou algo, porém ele não conseguiu entender. A sala onde ela estava ficou escura, e Noah voltou á gritar por ela, mas logo a luz começou á piscar inúmeras vezes, e quando ela piscava Noah conseguiu ver guerreiros saindo da parede. Inúmeros.
- Lucy! Atrás de você! – ele gritou, enquanto a menina se debatia contra o vidro. – Atrás de você, Lucy!
A menina parou e então prestou atenção no que Noah fazia. Ele gritou novamente, fazendo gestou com a mão e indicando as costas dela. Quando Lucy se virou e viu os guerreiros, ela ficou ainda mais desesperada. A luz se apagou e então Noah pode ouvir o que Lucy falava.
- Ahhh! Noah! Me ajuda! – ela clamava, porém Noah não conseguia ver nada que acontecia lá.
Os gritos e o jeito como ela pedia fazia com que Noah pensasse que ela estava morrendo, que os guerreiros estavam torturando-a. A luz voltou e então ele pode ver Lucy no meio da sala, o número de guerreiros tinha diminuído significativamente. Ela não gritava mais, lançava as facas de seu cinto e usava as flechas só quando era necessário. A luz voltou á escurecer, e então o vidro de abriu. Noah pulou lá dentro, já com a espada em mão. Mas a luz que invadiu a sala mostrou que Lucy não precisava de nada. Ela estava sentada sobre o peito do último guerreiro, chamando-o de lesma mole e fincando sua pequena faca de caça no peito dele.
Noah sorriu. Afinal sua pequena Lucy não era assim tão inofensiva. Os treinos antes e depois da Colheita tinham tido efeito. E Lucy ainda tinha sete facas no cinto e três flechas na aljava.
- Vejo que não precisou de mim. – Noah pegou Lucy no colo, bagunçando seus cabelos.
- Não. – a menina concordou, rindo e tentando fazer com que ele parasse.
Noah disse que deveriam sair daquele lugar, e Lucy somente concordou. Porém, quando saíram da sala, não estavam mais no corredor onde tinham sido atacados na armadilha. Eles estavam diante de um corredor que ia diminuindo a medida que ia ficando mais longe. Noah ouvia o som do corredor sendo expandido, e então ergueu sua espada. Com certeza os piores caminhos eram os que não tinham tanto perigo assim. Ele se lembrava que em sua entrevista eles haviam ouvido Meell dizer alguma coisa sobre uma saída. Uma única saída. Então era isso. Todos estavam dentro de um labirinto, em busca de uma saída. Não havia água, não havia alimento. O perigo corria solta por todos os lugares. O que era aquilo? Noah veio preparado para ter de matar seus companheiros e vencer, não para correr atrás de uma porta que o tiraria daquele lugar. Lucy segurou sua mão.
- Está ficando calor. – ela disse.
- É só sua impressão. – Noah negou.
Continuara á andar, e quanto mais adentravam, mais Noah percebia que realmente estava esquentando. Quando chegaram na metade do corredor, os dois suavam e estavam sem fôlego.
- Eu... Preciso de água... – Lucy disse, se apoiando na parede com a mão. – AH!
- O que foi, Lucy? – Noah perguntou.
- A parede! Parece um forno! – então os olhos de Lucy brilharam, e ela se virou de costas. – Noah!
- O que foi?
- Isso é um forno! – ela gritou. – vamos morrer assados!
Noah se virou, e então viu o que Lucy queria dizer: Uma parede tinha sido construída atrás deles, impossibilitando a volta. Isso os obrigava á ir para frente. E quanto mais a frente eles fossem, mais quente ficaria. Noah sentiu seus poros vivos. O sangue fazendo pressão, o coração batendo forte. E a mão de Lucy apertando-o ainda mais. Ele não sabia o que fazer, não sabia o que pensar. Estavam presos em mais uma armadilha em menos de uma hora. Ou será que já havia passado uma hora? Noah não sabia, não tinha como contar o tempo ali.
- Lucy, venha. – ele a pegou no colo e saiu correndo.
O corredor ficava estreito, e de pouquinho em pouquinho seus braços iam roçando contra as paredes que ferviam em calor. Até que ele deu de cara com um túnel, Lucy conseguiria passar facilmente, porém ele não queria se arriscar. Virou de costas e viu a parede á menos de cinco metros. Quanto mais além eles fossem, mais a parede os seguia. Noah colocou Lucy no chão, e os dois ficaram olhando a parede fervente se aproximar. Era impossível ficar um do lado do outro com o estreito lugar.
- Noah. – Lucy disse, antes de se agachar e ir engatinhando para o túnel. – O chão não está quente.
Isso despertou em Noah uma idéia. Ele segurou o braço de Lucy e a puxou para fora do túnel, se sentou no chão e pediu para que Lucy não mexesse um músculo, se não iria relar na parede quente. Ele se deitou no chão e então se empurrou com os braços e pés para dentro do túnel, no exato momento em que a parede fechava o caminho. Ele sentiu tudo ficar muito mais quente, tudo passava dos cinqüenta graus. Ele sabia que nenhum ser humano agüentava aquilo. Até que sentiu seu corpo escorregar, e ele ser levado por um escorregador turbo fervente. Suas costas não queimavam, mas seus braços relavam na parede, e sua camiseta levantava sempre. Ele não podia se mover, por isso teve de agüentar as queimaduras. Abriu os olhos, e viu o jeito como Lucy estava chorando. Suas lágrimas evaporavam assim que saiam dos olhos. O suor dela pingava em sua testa.
- Minhas costas. – ela sussurrou.
Noah se lembrou que Lucy estava por cima, e que as costas dela deveriam estar nuas, por conta da extravagante roupa que usava. Ele tomou coragem e então tirou as mãos do lado do corpo e as colocou nas costas de Lucy. A menina reprimiu um grito de dor. Enquanto isso os dois continuavam a escorregar pelo lugar, até Noah não sentir mais o peso de seu corpo. Será que teriam sido cozinhados, já? Suas peles teriam desgrudado do corpo e toda a água teria evaporado de seus tecidos?
- Aaaahhh! – Ele ouviu Lucy gritar, e então percebeu que ela não estava mais com ele.
E logo depois veio o impacto.
Num preciso nem dizer quem é...
Notas finais
Meell (o começo da Revolta [fora dos Jogos])
Asukin (um perigo entre três vidas [fora dos Jogos])
Heikki (Lola é a feiticeira [Dentro dos Jogos])
Darin (Uma vida sem luz [Dentro dos Jogos])
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