Your Hunger Games III - Fanfic Interativa

77 A Revolta É Mais Dura Quando Nos Revoltamos...


Notas iniciais
Título original: A Revolta é Mais Dura Quando Nos Revoltamos Contra Nós Mesmos.

Conselho

- Não podemos deixar isso acontecer! – Natalia explodiu. – É minha filha que está lá dentro!

- Todos temos afinidades com os tributos. – Denis disse, empurrando o óculos – Mas não podemos proteger uns, e deixar outros á mercê de monstros.

- O que?? – Natalia gritou. – Tire minha filha de lá!

Mellyne revirou os olhos. Natalia era legal, seus surtos psicológicos que não eram tanto assim. Ela viu André se remexer do outro lado da Mesa do Conselho. Ela ergueu os olhos e o viu tentando parecer atento.

- Quer dizer algo, André?

- No Distrito 5 nós conhecemos muito bem cada pessoa que lá mora. É um dos menores Distritos, por isso todos se conhecem e sabem da vida dos outros. Sempre sofremos quando um amigo ou até conhecido vai para os Jogos. Mas não costumamos fazer escândalo.

- ISSO É PORQUE NÃO É SUA FILHA QUE ESTÁ DENTRO DAQUELA CARNIFICINA! EU JÁ ESTIVE LÁ!

- Não precisa gritar comigo. – André estava calmo.

- Me recuso á ficar aqui enquanto a Lola está lá! – ela implorou, fazendo manha para o meu lado.

Dei de ombros.

- O que? Você não vai fazer nada? – eu podia sentir que ela segurava um soco.

- Como o Asukin disse...

- AHHHHHH! – ela socou a parede.

º º º

Giulia estava tomando um ar na sacada, enquanto ouvia o barulho dos membros do Conselho dentro da sala. Natalia as vezes passava dos limites...

- Giu? – ela se virou.

- Maju. – ela respondeu, observando a menina parar ao seu lado da sacada e sentir o ar fresco lhe bater nos cabelos castanhos.

- Sabe. – ela disse, sem abrir os olhos. – Muitos lá dentro não irão nunca mais ver a luz do dia.

- Lá dentro?

- Da Arena. – ela olhou para Giulia. – E nós, o que fazemos? Brigamos. Brigamos pois queremos dar benefícios á certos tributos.

- Não a culpe, Maria, você não está na pele dela...

- Não estou culpando-a. Só... Acho que, se todos pudéssemos, já teríamos salvo um tributo, pelo menos.

- O Carter... – Giulia enrolou os dedos no cabelo.

- Exatamente. Ou a Anne. – Maria Julia sorriu, frouxo – Sabe, cada um aqui teve como missão ver a vida de todos os adolescentes dos Distritos designados. E porque escolhemos o Carter, a Anne, o Heikki ou... Qualquer outro?

- Pois... Gostamos deles.

- Sim. Está certo. Pois nós gostamos deles.

Giulia ficou em silêncio, tentando entender ode Maju queria chegar.

- Mas fomos burros. – a garota continuou. – Deveríamos ter escolhidos os piores para estes Jogos. Mas não, escolhemos as pessoas mais humildes, os que mais sofriam. Para quê? Para sofrerem mais. Não acha que foi muita burrice nossa?

- De certa forma....

- De certa forma...? Nem se passou pela nossa cabeça que eles iriam morrer. Que fomos nós os responsáveis pela... Pela morte deles. Você consegue me entender?

- Sim. – Giulia sentiu o jorro de ar tomá-la, e abraçá-la.

º º º

- Você é a líder! Você deve fazer algo! – Natalia explodiu novamente, após uma crise de choro.

- Não posso fazer nada, você sabe! – Meell se defendeu.

Denis colocou uma mão na sua frente.

- Parem de brigar como duas... Meninas mimadas.

- Ela começou! – Mellyne se defendeu, novamente.

- Não quero saber quem começou. Aliás, onde está o vinho...

- Você está proibido de tomar vinho, esqueceu?

- AH... Bem... Não encarei aquela noite como...

- Assuntos íntimos vocês resolvam dentro de quatro paredes. – Natalia chiou, com o nariz trancado. – Agora... RESOLVAM LOGO A SITUAÇÃO DA MINHA FILHA!

- Não posso fazer nada! – Mellyne voltou a falar.

Então André se lembrou, e teve uma brilhante idéia.

- EI! E sobre... Resgatar os tributos? Lembram? Tínhamos comentado sobre isso. Podemos fazer a Aliança dos Livres se encontrarem “eventualmente” e regatá-los todos juntos.

- E o Darin? – Mellyne se virou em sua direção – E a Anne? E o Nicholas? E a Melissa?

- Não são... Favoráveis. – André limpou a garganta.

- Está dizendo que iremos deixar todos os outros morrerem somente por não terem se unido á... Uma aliança mesquinha? – Natalia perguntou.

- É isso o que você está sugerindo ao pedir para salvarmos a Lola, protegendo-a.

- Não! Eu não disse nada em matar os tributos! Só pedi para... Para...

- Para protegermos a Lola e matarmos o que for que ameace-a. Ou seja: Os tributos. – André levantou uma sobrancelha.

- O Conselho não está completo. Ainda falta o...

- Mentor do Carter. – Denis deu de ombros. – Não importa se ele está aqui ou não. Não conseguimos nem nos dar bem, como iremos salvar Panem?

- Não seja pessimista. – Mellyne pediu.

- Não estou sendo. Mas se vocês duas pararem de brigar e...

Natasha entrou arrombando a porta.

- Rápido! Meell! É a Lucy!

º º º

Como? Como aquela menina tinha entrado naquela armadilha?

- Não! Não! – Mellyne gritou vendo a tela do monitor. – Malditos Idealizadores, malditos idealizadores...

- E agora? Vai dizer que não sente o mesmo que eu? – Natalia abriu um sorriso de sarcasmo.

- Se ela entrou lá, sabe sair. – Mellyne tentou se controlar. – Os monstros foram equipados para rastrearem a força física e mental dos tributos. Eles ficam mais fortes ou mais fracos dependendo. Ela conseguirá sair...

- Ou não. – Natalia continuou á pressioná-la.

Mellyne colocou as mãos no rosto e saiu correndo do lugar.

- Onde ela vai? – Natalia perguntou. Embora estivesse irritada, gostava da amiga.

- Banheiro. – Denis respondeu, indo atrás.

- Por que?

- Vômito.

- Mas o que eu fiz... ?

- Deu ânsias nela. – ele revirou os olhos.

º º º

Distrito 4

Jardins do Éden.

Estado: Bombardeado.

- Lola! – sua avó gritou. – Vença!

A bomba caiu, fazendo a casa se despedaçar em ruínas.

º º º

- Distrito 4 foi bombardeado. – André disse, lentamente, enquanto Natalia tomava eu café.

- Certo. – ela disse. – Não é o fim do mundo, ainda.

- Sua mãe estava lá...

Natalia soltou a xícara, que quicou no chão e explodiu em pedaços.

- Infelizmente ela não sobreviveu...

Notas finais
Próximo capítulo é do Heikki! Em homenagem á linda e diva Midnight! (Natalia PolÔnia)