Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
90 Rio de Lava (Parte Extra)
Notas iniciais
Lucy Sant’Dio
Lucy abriu os olhos. Lola estava enfaixando sua testa. Ela tinha riscos de sangue no rosto, como se fosse uma... Uma...
- Curandeira. – ela sorriu. – Bem vinda de volta, Lucy.
Lucy olhou em volta e depois para suas mãos. Ela estava desorientada. Olhou para o rosto de May, Kaya e Simbad. Onde estaria o...
- NOAH! – ela se levantou de repente e cambaleou até ele, que estava sentado no chão, com os olhos pousados em um ferimento na panturrilha.
- Oh, Lucy, você acordou. – ela o pegou de surpresa.
- Sim! – estava empolgada.
- Você conseguiu! Eu sabia que você me tiraria de lá! Eu sabia! Você matou o Jason, a Acacia e o Felippe, não?
- Ah-Ahn... – Noah limpou a garganta. – Tecnicamente não.
- Não? M-Mas...
- Lucy, era eu contra três. Tudo bem, o Jas estava inconsciente, porém...
- O que aconteceu...?
- Acacia me liberou você, desde que eu não matasse o Jason. E o Felippe... Bem, ele era do nosso Distrito, não? Dei essa chance para ele.
- O que? Mas depois de tudo o que ele fez... ?
- Tudo o que ele fez? O que ele fez?
- Ele... Ele fez amor comigo...
- O QUE? – Noah sobressaltou.
- AH, eu estava amarrada! E dormindo! Não sabia!
- E-e... – Noah deu um tapa em si mesmo. – E eu ainda deixei ele escapar! Ah, eu o mato! Mato e faço suas tripas como tempero para a minha vitória!
- E-Eu deixei...
- Você o que?
- É amor, Noah, é bom.
- Não! Não esse tipo de amor! Lucy, ele não estava “fazendo amor” com você, ele estava te abusando! Estupro!
- V-Você não me disse nada disso...
- Por que eu não julguei necessário! Ah, você ainda é um bebezão, Lucy.
Enquanto os dois discutiam, o resto da Aliança dos Livres somente observava, como uma disputa de tênis. Até que Simbad soltou um longo e alto suspiro. Todas as cabeças se voltaram para sua direção. Até agora Simbad não tinha dito nada.
- Bum. Bum.
- Como? – Kaya perguntou.
- Tic Tac Bum.
- Ele está cantando? – Heikki perguntou.
- Callie e Ruan. Bum.
- Ele está dizendo que Callie e Ruan morreram. – Lucy revirou os azulados olhos. – Não é óbvio?
- Para alguém como você deve ser – Noah revidou.
- Ei – a voz de Lola era suave e firme, graciosa. – quantos dias?
- Quatro, eu acho. – Kaya respondeu. – Somente... Quatro...
- Melissa, Luke, Callie, Ruan, Giovanna, Bolina, Lyra e os caras do oito... – May sussurrou. – Nove mortos, em quatro dias. Restam apenas... Trinta e Nove restam.
- Todos estamos vivos. Sorte ou... ?
- Não pensaremos no pior. – Lola tentou amenizar. Eu tenho o Heikki, Kaya tem o Simbad, Lucy tem o Noah, May tem a Mandy... Pronto.
- Eu não to “com” a Mandy. – May se protegeu,
- Nem eu com a May! – Mandy revidou.
- É força de expressão. – Lola revirou os olhos. – Quero dizer que todos temos com quem buscar ajudar.
Lucy olhou para Noah e bufou.
- É, eu tenho esse idiota.
- E infelizmente só me sobrou essa bebezona. – Noah sorriu.
- Parem de cutucar um ao outro! – Lola pediu. – Já chega.
- Certo, mamaezona! – Noah riu.
- Olha como fala com ela. – Heikki abraçou a cintura de Lola.
- E o que você vai fazer?
- Eu vou socar sua cara até você ficar que nem o Simbad.
- Ei! O que é isso? O Simbad ta lindo, ele tem mais cara de macho desse jeito. – Kaya defendeu seu namoradinho.
- Oh, te chamou de viado, Simbad. – Noah e Heikki riram.
- O que? – exclamou Kaya. – Não é nada disso seus... Toras de árvores!
- O que você chamou o MEU Heikki? – Lola se colocou na frente.
- De tora de árvore. É grande, grosso e áspero.
- E você sua... Loirinha burra.
- Meu QI é em muito mais alto que o seu, indiazinha de araque.
- Pra sua informação é hippie, loirinha.
- Meninas, chega... – Smbad pediu. – Estou cansado e preciso de... Conforto. Não de um lugar onde só tem brigas. Se for assim eu vou embora.
- Não! Simbazinho, lindo, meu amor... – Kaya o abraçou com força – Eu vou te dar todo o conforto do mundo. – ela disse, e beijou o corte de seu olho.
- A-ai. – Simbad reclamou.
- Me perdoe... – ela sussurrou.
Lola revirou os olhos e pulou nos braços de Heikki, que a rodou.
- Ei, eu vou dormir com a Mandy lá na cachoeira, se não se importam. – May disse.
- O que vocês vão fazer lá, pervertidas? – Noah perguntou.
- Hein? E eu sou a pervertida? – May cruzou os braço
Noah riu e deu de ombros.
Todos estavam unidos, como uma família. A fogueira estava acesa, enquanto Lola e Heikki se amavam, Simbad reclamava que Kaya estava sufocando-o, e Lucy penteava os cabelos ruivos de Noah com as mãos, enquanto ele deitava sua cabeça em seus joelhos.
- Nossa família. – ela sussurrou para ele.
- Sim. Nossa família. – Noah concordou. – Vamos dormir um pouco, Lucy.
Ela apenas concordou e deitou perto da fogueira, sendo aquecida pelo fogo que já se apagava.
º º º
Lucy adormeceu.
- Minha amada... – ela a chamou.
- Mãe... – Lucy desceu as escadas daquela escuridão correndo. Ela queria pular nos braços de mamãe, pois assim saberia que estava segura.
Porém, quando chegou no último degrau e viu sua mãe, parou.
- Pensei que tinha me abandonado. – Lucy sussurrou.
— Abandonar você? Jamais, Lucy. — V-Você promete? — Prometo. — Eu amo você. — Também te amo. — Por que o papai disse aquilo, então? — Pois você não é mais nossa menininha. Seus cabelos crescem tão rapidamente... Lembro-m de quando eram curtinhos... — Se a senhora quiser eu corto. — Não, não é isso. Você fica linda de qualquer modo. – Selene sorriu. – Quero que prometa algo para mim. — Claro, mamãe. — Que vai confiar em Noah, e vai protegê-lo. — Não tenho força para protegê-lo, mãe... — Sim, Lucy, você... Você... Tem. – Selene disse aquilo como se fossem as palavras mais furas de sua vida. – Você tem, minha pequena amada. Uma força que pode salvar vidas... — Eu sou tão pequena. — Não aos meus olhos. — Somente nos seus olhos... — Queria tocá-la. Porém é impossível. Queria vê-la, mas é impossível. Queria falar com você e ouvir sua voz, mas... – ela perdeu a fala. — Você é minha imaginação, não é?
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