Notas iniciais
Acabou!

Noah Christhurt

Lola estava se banhando na água do lago da cachoeira, enquanto era de manhã e todos estavam dormindo. Mas ela não sabia que Noah estava acordado. De seu canto, ao lado de Lucy, embalando a menina para dormir, ele observava Lola se banhar nas águas. Seus olhos a seguiam. Sem hesitar, ele sorriu. Lucy segurou seu rosto.

- Não olhe para ela. – pediu.

Noah a encarou, meio bravo, meio feliz.

- Eu olho quem quiser. – Noah voltou a atenção para Lola.

- Ela é do Heikki, não sua.

- Ninguém é de ninguém.

- Não vou deixar você trair o Heikki com os olhos. – Lucy negou, se levantando. – Será eu e ele contra você.

- Lucy, ela só está tomando banho...

- Nua. Tomando banho nua. Aprenda as leis da sociedade, Noah. Não seja um canalha para sempre.

- C-Canalha? – Noah repetiu. – Eu não sou um canalha.

- É, Noah, você é.

Noah sentiu o rosto vermelho, queria discutir com Lucy, porém algo lhe chamou a atenção, o jeito desesperado como Lola saia da água. De repente a água que caia da cachoeira era vermelha sangue. E o ar quente chegava até eles. Aquela maré sangrenta vinha caminhando lentamente pela água. Lola acordou Heikki, Simbad e Kaya. Noah se levantou, assustado, e ia para lá, quando Lucy segurou-o pela manga.

- Fique.

- Vou ajudá-los.

- Não.

- Lucy, tenho que fazer isso.

- Eles não precisam de você.

- Precisam sim, Lucy.

- Não! Noah! – ela tentou segurá-lo, porém era quase ridículo tentar fazê-lo. Foi ao chão, engolindo terra.

Noah correu até os olhos, ajudando á acordá-los e pegando as coisas espalhadas. A lava trilha chegado á margem e começado á subir pela relva, enquanto eles reunião todos para iremos embora.

- Esperem! E a Mandy e a May? Elas foram dormir na caverna! – Lola exclamou, vestindo sua saia.

- Sim. – Kaya concordou. – Oh, elas estão presas lá! Será que sobreviverão?

- Ainda não estão mortas, não há canhão – Simbad concordou.

- Vou até lá. –Heikki se ofereceu.

- Eu também. – Noah concordou.

- Esperem! E se vocês...

- Fique tranqüila, Lola, vou voltar para você. – Heikki a beijou e correu pela relva. Ao lado da cachoeira havia um tronco. Talvez colocado ali pelos próprios Lucca e Selene Sant’Dio.

Heikki e Noah foram por ele. Conseguiram entrar na caverna. Acordaram Mandy e May, que dormiam na cama de casal. Elas entraram em desespero, porém seguiram os comandos de Heikki e Noah. No tronco, as duas tremiam. Mandy conseguiu sem problemas, indo com Heikki na frente, porém May estava com as pernas bambas. Quando ela escorregou e foi em direção á lava, Noah a segurou e a trouxe para junto de si, a segurou com os braços e saiu de lá, correndo, e a levando no colo. Heikki e os outros já o esperavam, e assim que chegaram, eles partiram.

- Espere, e a Lucy? – Kaya disse. – temos de levá-la! Alguém, volte!

- Eu volto. – Noah revirou os olhos. Ele tinha uma menina muito mimada para toma conta. Não podia nem se envolver com ninguém que ela já virava uma ciumenta.

Lucy estava vendo a lava tomar conta das árvores, próximas a ela. Quando a lava tocou seus sapatos, ela nada fez, e Noah pôde ver os pés de Lucy se tornarem carne, e da carne se tornarem sangue e... Ele correu com mais força e pisou sobre a lava, tirou Lucy de lá e saiu correndo. Seus sapatos derretiam, porém, ele não parava. Lucy soltou um gemido de dor. O estado de seus pés estava horrível. Ele sabia que ela queria era gritar, porém, não o faria na sua frente.

- Você é uma teimosa, Lucy. – ele disse e seguiu os olhos que já começavam á correr para dentro do corredor.

- O paraíso... O paraíso de papai está... Destruído... – os olhos de Lucy estavam molhados. Noah não entendeu. – Eu deveria morrer junto...

- Cale sua boca, pequena. – ele resmungou.

º º º

Enfaixou seu pé esquerdo e olhou o estrago. Ainda eram pés, porém, boa parte deles tinha sido destruído. A pele iria crescer novamente, mas e a carne destruída? Lucy voltaria á andar? Noah torceu para que sim, não conseguia agüentar a idéia de ter de carregá-la para cima e para baixo.

- Noah! – May correu e abraçou Noah com força, esfregando de propósito seus seios em seu peito. – Obrigada, Noah! Muito obrigada... Você salvou minha vida.

- Somos uma Aliança. – Noah deu de ombros.

- Muito obrigada! Eu o servirei quando e onde quiser! – May se curvou diante dele.

Noah ergueu uma sobrancelha.

- Até de noite?

May o observou e abriu um sorriso sapeca.

- De noite ele é meu. – foram interrompidos, novamente, por Lucy. – Meus pesadelos são constantes ultimamente. Desculpe, May. – ela sorriu forçadamente. – Não queria deixá-la triste. Agora vaza, piranha.

Ela ergueu uma sobrancelha e foi para perto de Mandy.

- Lucy, não se fala deste jeito com as pessoas. – Noah a repreendeu.

- Mas ela estava se jogando para cima de você!

- Isso é coisa de gente adulta, não de criança como você!

- Pare de me tratar como se eu fosse sua bebêzinha. Eu não sou! Nunca fui.

- Você ainda é uma criança que nem sabe direito o que é beijar.

- Eu sei sim! Já vi papai e mamãe fazerem isso, vovó e vovô também. E-Eu e você também. – ela acrescentou, hesitante.

Noah a mediu de cima embaixo e suspirou.

- Me perdoe, Lucy, sei que o que eu fiz ficará marcado para sempre em suas memórias. Sou um pedófilo, não sou? – ele perguntou, com um sorriso frouxo.

- Não se eu deixar. – ela deu de ombros. – Me beija de novo. Foi legal daquela vez! É diferente!

Noah riu do jeito empolgado de Lucy. Talvez, só talvez, ela tivesse mesmo deixando de ser sua bebêzinha. Somente talvez... Noah se inclinou e chegou bem pertinho dela. Lucy fechou os olhos e esperou, esperou e esperou.

- Pode vir. – ela disse, por fim, abrindo um olho.

- Não na frente dos outros. – Noah riu.

Notas finais
Na verdade não ia ter mais um hoje, porém eu comecei áescrever e, enquato o anime carregava, deu nisso! Beijos, lindos! O próximo não vai ser mais do heikki e da Lola, já que eu já falei sobre a Aliança dos Livres e voces sabem que eles estão bem, até agora. O próximo é do Darin! E depois da Esmeria e da Samanta (com participação da Susan!)