Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
92 Rio de Lava (Final)
Notas iniciais
Noah Christhurt
Lola estava se banhando na água do lago da cachoeira, enquanto era de manhã e todos estavam dormindo. Mas ela não sabia que Noah estava acordado. De seu canto, ao lado de Lucy, embalando a menina para dormir, ele observava Lola se banhar nas águas. Seus olhos a seguiam. Sem hesitar, ele sorriu. Lucy segurou seu rosto.
- Não olhe para ela. – pediu.
Noah a encarou, meio bravo, meio feliz.
- Eu olho quem quiser. – Noah voltou a atenção para Lola.
- Ela é do Heikki, não sua.
- Ninguém é de ninguém.
- Não vou deixar você trair o Heikki com os olhos. – Lucy negou, se levantando. – Será eu e ele contra você.
- Lucy, ela só está tomando banho...
- Nua. Tomando banho nua. Aprenda as leis da sociedade, Noah. Não seja um canalha para sempre.
- C-Canalha? – Noah repetiu. – Eu não sou um canalha.
- É, Noah, você é.
Noah sentiu o rosto vermelho, queria discutir com Lucy, porém algo lhe chamou a atenção, o jeito desesperado como Lola saia da água. De repente a água que caia da cachoeira era vermelha sangue. E o ar quente chegava até eles. Aquela maré sangrenta vinha caminhando lentamente pela água. Lola acordou Heikki, Simbad e Kaya. Noah se levantou, assustado, e ia para lá, quando Lucy segurou-o pela manga.
- Fique.
- Vou ajudá-los.
- Não.
- Lucy, tenho que fazer isso.
- Eles não precisam de você.
- Precisam sim, Lucy.
- Não! Noah! – ela tentou segurá-lo, porém era quase ridículo tentar fazê-lo. Foi ao chão, engolindo terra.
Noah correu até os olhos, ajudando á acordá-los e pegando as coisas espalhadas. A lava trilha chegado á margem e começado á subir pela relva, enquanto eles reunião todos para iremos embora.
- Esperem! E a Mandy e a May? Elas foram dormir na caverna! – Lola exclamou, vestindo sua saia.
- Sim. – Kaya concordou. – Oh, elas estão presas lá! Será que sobreviverão?
- Ainda não estão mortas, não há canhão – Simbad concordou.
- Vou até lá. –Heikki se ofereceu.
- Eu também. – Noah concordou.
- Esperem! E se vocês...
- Fique tranqüila, Lola, vou voltar para você. – Heikki a beijou e correu pela relva. Ao lado da cachoeira havia um tronco. Talvez colocado ali pelos próprios Lucca e Selene Sant’Dio.
Heikki e Noah foram por ele. Conseguiram entrar na caverna. Acordaram Mandy e May, que dormiam na cama de casal. Elas entraram em desespero, porém seguiram os comandos de Heikki e Noah. No tronco, as duas tremiam. Mandy conseguiu sem problemas, indo com Heikki na frente, porém May estava com as pernas bambas. Quando ela escorregou e foi em direção á lava, Noah a segurou e a trouxe para junto de si, a segurou com os braços e saiu de lá, correndo, e a levando no colo. Heikki e os outros já o esperavam, e assim que chegaram, eles partiram.
- Espere, e a Lucy? – Kaya disse. – temos de levá-la! Alguém, volte!
- Eu volto. – Noah revirou os olhos. Ele tinha uma menina muito mimada para toma conta. Não podia nem se envolver com ninguém que ela já virava uma ciumenta.
Lucy estava vendo a lava tomar conta das árvores, próximas a ela. Quando a lava tocou seus sapatos, ela nada fez, e Noah pôde ver os pés de Lucy se tornarem carne, e da carne se tornarem sangue e... Ele correu com mais força e pisou sobre a lava, tirou Lucy de lá e saiu correndo. Seus sapatos derretiam, porém, ele não parava. Lucy soltou um gemido de dor. O estado de seus pés estava horrível. Ele sabia que ela queria era gritar, porém, não o faria na sua frente.
- Você é uma teimosa, Lucy. – ele disse e seguiu os olhos que já começavam á correr para dentro do corredor.
- O paraíso... O paraíso de papai está... Destruído... – os olhos de Lucy estavam molhados. Noah não entendeu. – Eu deveria morrer junto...
- Cale sua boca, pequena. – ele resmungou.
º º º
Enfaixou seu pé esquerdo e olhou o estrago. Ainda eram pés, porém, boa parte deles tinha sido destruído. A pele iria crescer novamente, mas e a carne destruída? Lucy voltaria á andar? Noah torceu para que sim, não conseguia agüentar a idéia de ter de carregá-la para cima e para baixo.
- Noah! – May correu e abraçou Noah com força, esfregando de propósito seus seios em seu peito. – Obrigada, Noah! Muito obrigada... Você salvou minha vida.
- Somos uma Aliança. – Noah deu de ombros.
- Muito obrigada! Eu o servirei quando e onde quiser! – May se curvou diante dele.
Noah ergueu uma sobrancelha.
- Até de noite?
May o observou e abriu um sorriso sapeca.
- De noite ele é meu. – foram interrompidos, novamente, por Lucy. – Meus pesadelos são constantes ultimamente. Desculpe, May. – ela sorriu forçadamente. – Não queria deixá-la triste. Agora vaza, piranha.
Ela ergueu uma sobrancelha e foi para perto de Mandy.
- Lucy, não se fala deste jeito com as pessoas. – Noah a repreendeu.
- Mas ela estava se jogando para cima de você!
- Isso é coisa de gente adulta, não de criança como você!
- Pare de me tratar como se eu fosse sua bebêzinha. Eu não sou! Nunca fui.
- Você ainda é uma criança que nem sabe direito o que é beijar.
- Eu sei sim! Já vi papai e mamãe fazerem isso, vovó e vovô também. E-Eu e você também. – ela acrescentou, hesitante.
Noah a mediu de cima embaixo e suspirou.
- Me perdoe, Lucy, sei que o que eu fiz ficará marcado para sempre em suas memórias. Sou um pedófilo, não sou? – ele perguntou, com um sorriso frouxo.
- Não se eu deixar. – ela deu de ombros. – Me beija de novo. Foi legal daquela vez! É diferente!
Noah riu do jeito empolgado de Lucy. Talvez, só talvez, ela tivesse mesmo deixando de ser sua bebêzinha. Somente talvez... Noah se inclinou e chegou bem pertinho dela. Lucy fechou os olhos e esperou, esperou e esperou.
- Pode vir. – ela disse, por fim, abrindo um olho.
- Não na frente dos outros. – Noah riu.
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