Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
93 O Corpo Que o Atormenta
Notas iniciais
Enquanto a Aliança da Força está atrás de Lucy...
Darin Astaroth
Darin se levantou, olhando para os lados e procurando por algo que fosse o barulho que ele tinha ouvido. Porém não avistou nada, e por isso voltou á deitar a cabeça na mochila. Ele olhou para o céu e viu o rosto de Giovanna. Sorriu. Um a menos. Darin ouviu novamente aquele ruído tão perturbador. Se levantou depressa, mas não viu nada, novamente. Desta vez ele não se deu por vencido, ficou observando o corredor, enquanto guardava suas coisas para sair dali. Quando tudo estava guardado, ele a viu.
- Ei, saia daí. – ele mandou, apontando para o pneu de caminhão, onde alguém se escondia.
Ela saiu, amedrontada, procurando ajuda.
- Nome.- Darin pediu.
- C-C-Callie. – a menina respondeu. – Distrito 1.
- Hum, Callie, é... – ele pensou. – Te dou três segundos para sair daqui antes que eu a atinja com minha espada. Um... Dois...
Os olhos da menina se abriram como nunca e ela saiu correndo, porém Darin já tinha saltado de seu forte e fincado sua espada em suas costas. Ela caiu de lado, e viu cuspindo sangue no chão, tentando se afastar de Darin, indo para a parede.
- Sabe o que é mais legal? – ele perguntou. – Nos livros de ciências diz que o cérebro consegue sobreviver uma hora sem irrigação de sangue. – ele sorriu. – Então mesmo que seu coração pare, você vai sentir a sua morte chegar devagarzinho, junto comigo. – ele se sentou na outra parede do corredor e ficou observando Callie vomitar seu estômago, seu esôfago e sua faringe. Não conseguia nem respirar. – Ora, respire, quero que dure uma hora! – Darin pediu. A menina o encarou duramente e de seu bolso tirou uma faca pequena, e a fincou em sua cabeça, se matando, e diminuindo sua dor. Darin revirou os olhos, afinal, queria ação!
Ele se levantou e olhou para sua espada ensangüentada. Preta com carvão. Depois olhou com o canto do olho para a espada branca que levava em suas costas. Mesmo que quisesse, não conseguiria abandonar aquela espada. Era como se a sua Noite Negra, como tinha nomeado, só conseguia funcionar com a Ninfa Branca, o nome que tinha dado á espada de Bolina. Ele colocou a espada no estojo das costas, fazendo um X com as duas. Ele pegou a mochila e a colocou em um dos ombros. E assim, partiu, deixando de lado seu forte. Se ele queria sobreviver, tinha de achar aquela maldita porta que levaria ele para fora do Labirinto, e para fazer isso ele precisava se movimentar. Darin levantou os olhos e seguiu a diante.
Já haviam passado dois dias desde que ele havia abandonado de vez Bolina. Ela não fazia mais parte de sua vida, não fazia mais parte dele. Porém, como qualquer ferida, tinha deixado uma cicatriz pequena, na qual ele se pegava observando enquanto refletia sobre si mesmo. Ela tinha entrado tão de repente e saído na mesma rapidez... e tinha tocado seu coração intensamente. Darin olhou para dentro de si, onde só conseguia enxergar escuridão. Ele não possuía sentimentos, porém, com Bolian era diferente. Tinha gostado de estar com ela, tinha se sentido feliz em conversar, e triste ao vê-la partir. Porém, agora, ele é que nunca mais deixaria os sentimentos voltarem para sua vida. Darin já tinha esquecido á muito tempo como sofrera com os sentimentos e por isso deve ter permitido Bolina vir, entretanto ele nunca mais cometeria este erro.
De algum modo estranho, ele ainda a sentia viva. Como se aquele escorpião não tivesse matado-a, e ela ainda ficasse irritando-o enquanto ele tentava viver sem prestar atenção nela. Se lembrou de quando dormir ao lado dela, e de como tinha acordado no meio da noite, e escutado ela dizer que ele tinha sido a melhor coisa que havia vindo em sua vida. Naquele momento Darin sorriu para si, e se sentiu satisfeito por ser amado. Mas agora só conseguia sentir nojo das palavras ditas por Bolina. Como podia sentir tantas coisas diferentes em relação á uma única pessoa? Ele nunca saberia.
- Vou vencer e esquecer disso para sempre. – disse a si mesmo.
Darin era uma pessoa. Uma pessoa que evitava humanos.
Ele fatiou ao meio o monstro de cara de cachorro que veio atacá-lo, isso não foi nem um pouco difícil. Ainda com a espada na mão, saltou e a fincou na cabeça do anjo que cantava canções de amor numa melodia melancólica. Quebrou em pedaços a estátua de medusa, e enfiou a espada no estômago de Bolina. Bolina? Seus olhos se abriram. Era ela... com as roupas gregas, adornada em ouro, os cabelos encaracolados e castanhos soltos e os olhos azuis vívidos, as bochechas gordas e as sardas no nariz. Ela caiu para frente, em seus braços. Ele ainda não conseguia acreditar que era ela. Não conseguia acreditar que ela estava viva!
- Darin. – ela gemeu, colocando as mãos na espada e a tirando de seu corpo. – Não... Me mate...
- Bolina... – sua voz saiu abafada. – Você... Está aqui?
- Você guardou minha espada... – ela sorriu. – Guarde-a para si, e eu sempre estarei com você.
E com isso, ela se dissolveu. Não houve som de canhão, e por isso Darin entendeu que aquela não era a Bolina de verdade, era somente um... Uma cópia? Uma cópia muito, muito, MUITO boa. Ele tinha ouvido suas palavras naquele mesmo jeito que ela dizia. Será que a Capital tinha usado algum momento dos treinos para deixá-lo atordoado? Ou será que eles tinham feito uma cópia dela para assombrá-lo? Um robô? Ou um... Não, Darin riu, isso era arriscado demais... E a Capital não seria tão idiota assim... Ou seria? Ele pensou melhor... Será? Ele tinha lido em um livro do Distrito 3 que, por volta do Século Vinte e Três eles tinham conseguido armazenar o espírito e a alma de uma pessoa em lugares que ninguém sabia onde era, somente os gênios, lá eles faziam um novo corpo igual ao do falecido dono, e assim a pessoa podia viver outra vida, como se não tivesse morrido. Ele apertou o cabo da espada. Será que Bolina tinha passado por esse processo? Ela poderia estar viva! Ela poderia estar...
- Deixe-a morrer em paz. – ele resmungou para si mesmo. Fungou. Afinal, ele tinha de abandonar aquela menina logo... Mesmo que parecesse impossível.
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