Notas iniciais
O presidente Snow gosta de um Yuri...

Esmeria Thompson

Esmeria estava carregando sua mochila com os alimentos quando ouviu o som tão agradável á seus ouvidos. Ela procurou pelo lugar de onde o som vinha, porém, era impossível saber ao certo. Ela deu de ombros e voltou á guardar suas coisas, quando ouviu novamente aquela voz suave e melancólica, chamando por seu nome.

- Samanta, você está ai? – ela perguntou. Ninguém respondeu, por isso ela continuou á juntar as coisas. Susan e Samanta voltaram quase que no mesmo instante.

- Prontinho. – Sam sorriu. – O caminho está livre.

- É, eu dei um jeitinho naquele dinossauro. – Susan piscou.

- As coisas também estão guardadas. – Esmeria entregou a mochila á Samanta, fazendo suas mãos roçarem, e a menina corar. Esmeria sorriu e se voltou para Susan. – Suas garras estão prontas?

- Protíssimas! – Susan exclamou.

- Ótimo, nós vamos ser as primeiras a achar aquela porta, e iremos vencer os Jogos!

- Uma de nós, pelo menos. – Susan jogou o cabelo curto para trás das orelhas. – E com certeza será eu.

- Não se ache tanto assim. – Sam disse cuidadosamente. – Se tivermos de lutar contra nós mesmas, eu irei defender a Esme.

- Você é fraca, Sam, nem faz diferença. – Susan deu de ombros. – Agora vamos, antes que uma briga comece.

Esmeria respirou fundo e tomou partido, indo na frente. Elas fizeram uma fila, onde Esmeria cuidava do caminho, Sam ia supervisionando e Susan era a guarda-costas. Elas não encontraram nenhum bicho, e por isso ficaram confiantes. Elas sentiam que estavam próximas daquela porta, e sabiam que iriam conseguir! Sam até cerrou os punhos e ia dizer isso, mas Susan foi mais rápida.

- Nós iremos vencer. – ela disse.

- Sim. – Esme riu.

Samanta suspirou e continuou á andar cautelosamente. Esmeria virou os corredores que julgou ser os melhores, e subiu três escadas, até ela dizer:

- Se estamos tão perto, não precisamos descansar. – porém estava ofegante do esforço.

- Sim, ela tem razão. – Samanta concordou, se apoiando nos joelhos e se curvando, fazendo sua saia levantar na frente de Esmeria, de propósito.

- Ah, eu não agüento mais! – Susan desabou no chão. – Vou dormir. – anunciou já fechando os olhos.

Samanta olhou para Esmeria, que apenas deu de ombros.

- Ela é teimosa. – Sam suspirou.

- Sim. – concordou Esme. – Mas é muito agradável que ela durma como uma pedra. Sabe, ficar sozinha as vezes é bom, com uma companhia tão adorável. – ela sorriu.

- Ora, pare de me deixar acanhada. – Samanta se afastou.

- O que será que a Capital pensa sobre duas lésbicas na Arena? – Esmeria prendeu Samanta contra a parede.

- Eles devem estar se divertindo muito. – Samanta provocou Esme, pegando sua mão e a colocando em seu seio esquerdo. – E nós também.

Esmeria foi feroz, e isso deixou Samanta atordoada. Não era todo dia que alguém apertava seus seios...

- Sabe, fazer isso com uma mulher é bem mais excitante. – Sam suspirou, por fim.

- Haha, verdade... ? – Esmeria beijou seu pescoço. – É por isso que eu às vezes gosto de ser mulher...

Samanta soltou um gemido, enquanto Esmeria passava sua língua pela pele dela. Suas mãos adentravam sua roupa e ela se contorcia enquanto sua pele se arrepiava. Por fim, abriu a blusa, e deixou tudo nas mãos de Esmeria. Ela beijou as bochechas e os lábios de Esmeria, enquanto a puxava contra si, na parede. O corpo das duas se espremiam enquanto elas se devoravam literalmente. Samanta beijava a boca de Esmeria, chupando sua língua e mordendo os lábios, Esmeria tirava a roupa de Samanta, enquanto ela estava distraída.

Venha... Venha...

Elas ouviram e se desgrudaram rapidamente, porém não havia ninguém, somente Susan roncando como um porco.

- Está é a voz que eu ouvi. – Esmeria cerrou os punhos.

- Q-Que voz? – Samanta perguntou.

- Eu não sei.

Uma luz percorria o corredor, deixando tudo como uma cena de filme de terror. Esmeria pegou sua espada, enquanto Samanta corria para trás da parceira. A luz se transformou em algo sedutor e poético: uma ninfa. Era uma menina transparente mas que possuía um corpo. Não era apalpável, e estava semi-nua, com um tecido rasgado cobrindo parte de seu corpo. Ela era uma diva... Esmeria observou atentamente o TAMANHO daquelas formas... Ela se impressionou... A menina pálida não olhou um instante para Sam ou Esme, somente para Susan. Olhava fixamente. Quando por fim, estendeu as mãos, abraçou os corpo de Susan, e dormiu junto com ela. As duas fundaram no chão, até estar somente a mão de Susan para fora. A menina saiu da terra e olhou para Samanta e Esmeria, desaparecendo por fim.

Samanta ficou olhando para aquela mão. Até que dez segundos depois o canhão soou anunciando a morte de Susan. Ela soltou um gritinho assustado, a abraçou as costas de Esmeria, chorando e não acreditando no que viram.

Esmeria estava feliz. Assim elas não seriam mais interrompidas. Se virou e abraçou a inconsolável Samanta. Ela pegou a camiseta da amiga e a vestiu, assim, dizendo que tudo ficaria melhor agora, sem Susan. As duas continuaram á andar, assim como queriam fazer. Elas não conseguiram chegar á lugar nenhum, porém, estavam felizes por estarem juntas, sozinhas. Assim poderiam dar as mãos sem ninguém para se preocupar.

- Eu gosto de ficar com você, Esme. – Samanta disse, enquanto comia sua pêra.

- Eu também gosto de ficar com você. – Esmeria afagou os cabelos de Samanta, dando uma mordida na maçã. – Nós iremos conseguir, eu tenho certeza.

Um canhão soou ao longe. Elas se entreolharam e sorriram.

- Menos um. – Samanta disse.

Esmeria concordou com um aceno e disse para a amiga ir dormir, que ela ficaria de guarda aquela noite. Samanta não recusou, estava mesmo cansada e indisposta para ficar acordada por mas algumas horas. Ela assentiu e se deitou. Esmeria ficou olhando para o corredor, em busca de algum sinal de vida, porém não existia nenhum. Por fim, ela suspirou e ficou vendo o paraquedas cair até seus pés. O pegou e o abriu. Dentro havia uma rosa perfumada. E um bilhete:

Inofensivo ao toque feminino, mortal á indelicadeza masculina.

Ela sorriu. Uma arma quase que impressionante. Uma rosa vinda direta do Presidente Snow. Uma rosa que seria cheirosa eternamente. Um venenoso poderoso somente contra os homens. Esmeria gostava daquilo. Olhou para as marcas em seu braço. As letras PS. Ela sorriu. O próprio Snow estava ao seu lado naquele momento, e isso só a encheu de esperança.

Notas finais
Quando a Fanfic chegar aos 900º reviws eu irei fazer um sorteio entre todas as Jujubas! *o* Mas para isso acontecer vocês tem de mandar no reviw o nome de vocês e a reposta: Quem será que a Esmeria vai matar com a rosa.
Boa sorte, Jujubas!