Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
103 Real ou Não Real? (Parte Dois)
Notas iniciais
Darin Astaroth & Bolina Montenegro
Ele ainda não conseguia entender se Bolina estava ou não ali. Aquela menina era igual Bolina, e falava como ela, também. Ele estava assustado e feliz. Com medo e esperançoso. Ele queria sua Bolina, mas não queria ser enganado.
A menina estava observando a sua espada branca. Pela primeira vez lhe veio a cabeça: Seria isso que estaríamos fazendo se a Bolina não tivesse morrido na Caixa? Ele tinha a estranha sensação de que não. Bolina estaria tentando beijá-lo, isso sim.
- Darin, você ainda não acredita em mim, não é?
- Sim. – ele respondeu, sincero.
- Tudo bem... – ela abaixou a cabeça, triste. A menina o olhou. Darin queria passar o braço sobre seus ombros, mas ainda estava descondiado.
Ele a amava, admitia isso. Não tinha mais porque desmentir isto. Bolina era seu ponto fraco, afinal de contar. Darin não queria dormir, também não queria ficar acordado. Estava indeciso. Ele só queria saber se era real ou não. Se tivesse alguma forma de saber isso...
- Lembra de quando você dormiu comigo? Eu fiquei implorando, e por isso você aceitou... – ela sorriu frouxo. – Dorme comigo de novo?
Darin olhou para ela, desconfiado, mas não resistiu. Ele tinha ficado uma vez com ela, e isso o balançou. Agora era a segunda vez, e isso o amolecia. Passou o braço sobre seus ombros, e Bolina deitou sua cabeça em seu ombro. Antes que pudesse tomar qualquer decisão por si mesmo, ele já tinha falado que sim.
Sabe, às vezes não é preciso você estar com certo alguém para se apaixonar, e isso aconteceu com Darin. Bolina tinha ido embora, e só quando isso aconteceu, ele pôde enxergar o buraco que havia dentro de si. Mesmo que ela não fosse a verdadeira, ele ainda se sentia laçado á ela.
- O que você pensou quando se jogou na minha frente? – ele fez a pergunta que mais o intrigava.
- Eu pensei que... Que por você eu faria mil vezes, se fosse preciso.
Ele não respondeu. Bolina não estava querendo beijá-lo, como faria normalmente, mas seus sentimentos iam além dos de um robô poderia demonstrar. Real ou não real estavam empatados.
Darin poderia ficar mil anos tentando entender aquilo, mas nunca conseguiria. Ele estava incomodado por causa disso. Ele queria saber, não conseguia tirar a idéia de que Bolina sabia mais que ele. Era como se ele quisesse beijá-la, e ela o achasse idiota por causa de sua burrice. Os papeis estavam invertidos! Ele queria ser o intelectual ele gostava de contar as coisas para ela, e de tomar conta das coisas importantes. Quando ele tinha virado aquele burrinho?
- Você se importaria se eu te contasse um sonho que a Bolina teve? – ela sussurrou, tirando-o de seus devaneios.
- Sim. – Darin respondeu, intrigado com a colocação “um sonho que a Bolina teve”, como se ela não fosse a Bolina.
- Ela sonho com um jardim de céu branco. Bem branco. Estava geando, o vento corria e soprava sobre a relva. A relva era negra, negra como carvão. O Sol não existia e não havia nuvens no céu. A casa era de barro, os pássaros estava mortos no chão, e somente um cantava. Era um bem-te-vi. Ele conversava com você. Como se os dois pudessem se comunicar. Então ela correu até você. E você se levantou assustado, tentando correr dela. Bolina chorou. E você a consolou, e a beijou. Ela acordou na Aldeia de Gales. E então foi estuprada. E ai foi buscar água num poço para ajudar os outros, e você apareceu. – a menina contou. – Você deve estar se perguntando por que eu falo de mim na terceira pessoa, mas mesmo que eu pudesse, seria complicado dizer.
- Sim, é exatamente isso que estou me perguntando. – Darin a encarou. – Me diga, se você realmente é a Bolina.
- Eu sou a Bolina, Darin, eu sou ela! Pelo menos parte dela... Mas o importante é que sou real. Eu existo. – Bolina se inclinou sobre seu peito, colocando a mão no peito da camisa e quase que implorando por confiança. – Não... Acredite em mim, por favor...
Darin a beijou levemente. E então mais intensamente, até que a beijava loucamente. E muitos outros mentes. Ele ansiava pela boca dela, por passar as mãos em seu corpo concreto, e por segurá-la com força. Aquilo não era um sonho. Não era. Seus beijos desceram para seu pescoço, e ela gemia á medida que ele descia mais, até o ombro e então subindo até as bochechas gordas. Ele estava fazendo aquilo pela Bolina que ele conhecia, e pela Bolina que ele desconhecia.
- Por favor, pare... – ela pediu em seu ouvido.
Darin concedeu seu pedido.
- A Bolina verdadeira nunca pediria para eu parar. – ele ergueu uma sobrancelha. 2 á 1 para a Não Real.
- Eu não posso beijar como ela beijava...
Três á Um.
- Então você admite não ser a Bolina...?
- Eu sou ela, Darin. É confuso demais até para mim. – Bolina tocou seu rosto com a mão.
- Me explique, então! – ele pediu enfurecido. – Estou cansado de não saber do que você está falando! Quero entender isso direito! Por favor, se você é a Bolina, me conte!
- Eu... Morreria sete contasse. – ela abaixou os olhos. – Eu nunca senti algo assim, mas dói. Eu não fui feita para sentir e chorar. Eu fui feita somente para auxiliar. A Bolina nunca me usou, para falar a verdade.
- Ela nunca te usou? – Darin ergueu uma sobrancelha.
- Darin, em algum tempo, eu irei te contar. Mas olhe, minha hora acabou. – ela abriu um meio-sorriso. – Só posso ficar durante a noite, não é mesmo! ?
- M-Mas, você acabou de chegar!
- Sim, um dia desse mundo se resulta em duas horas no mundo real. E eu só tenho uma hora com você. Pelos meus cálculos você está aqui á seis ou sete meses.
- Muito tempo. – Darin concordou. – Mas como podem ser mundos diferentes?
- Bem, eu tenho que ir. Mas daqui uma hora estarei de volta, meu Darin. Não morra. Por favor.
E então desapareceu em luz e poeira.
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