Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
104 Real ou Não Real? (Parte Três)
Notas iniciais
Darin Astaroth & Bolina Montenegro
– Darin! Darin! Não! – ela correu pelo corredor do lado, mas nada do menino. – Eu mandei você ficar vivo! – Ela tinha que continuar á procurá-lo. Sentia que algum monstro de nível avançado havia encontrado-o, e agora ela tinha de protegê-lo.
Não conseguia entender o que sentia. Nunca havia sentido isso antes. Ela tinha sido feita para auxiliar a mente de Bolina, não para sentir e sofrer, rir e ficar feliz. Ela era movida pela razão, não pelo coração. Ela nem tinha um coração, afinal. Mas Darin... Eita menino ruim, viu?! Até então ela estava ótima sem ele... Darin estava brincando com a capacidade dela. Ela continuou vagando pelos corredores, até encontrar Ted, o urso grande. Um dos piores monstros do Labirinto.
– Onde está o Darin? – perguntou para ele.
“Ala dos Zumbis” Ted respondeu. Não, essa não! Os Zumbis eram os monstros que guardavam a Sereia Negla, e se Darin estava lá é porque estava perto da Chave... Ela tinha de salvá-lo! Os Zumbis nunca morriam, e a Sereia era perigosa demais, além de poder mexer com os sentimentos do menino... Ela não deixaria Negla encostar um dedo em Darin, ela corria como Bolina nunca tinha corrido antes. Tinha uma determinação de ouro.
– Não! – ela gritou, enquanto corria para o final do corredor, onde Darin se encolhia no chão, e os zumbis tentavam arrancar pedaços dele. – Parem com isso! Parem!
Ela tropeçou e caiu sobre ele, ficando por cima e impedindo que os outros tentassem matá-lo.
– Eu estou cuidando dele! Eu vou matá-lo. Não vocês! – ela gritou alto. – Saiam daqui agora!
Os zumbis a olharam e deram de ombros, indo embora. Algo que Bolina apreciava naquele Labirinto era que os monstros se respeitavam, e sempre aceitavam suas caças.
– Você está bem? – ela perguntou, se levantando e olhando para ele.
Darin recuou, agitado. Seu rosto estava pálido e ele estava sem as duas espadas. Bolina pode sentir a presença de Ninfa Branca no final do corredor, e de Noite Negra ao seu lado, enterrada no chão.
– O que foi? – perguntou, tentando se aproximar, porém Darin quase acertou um chute em seu rosto. – O que foi, Darin?
– Você disse que ia me matar! – ele recuou novamente, engatinhando para longe dela.
– Eu menti. – disse – Só estava despistando-os para que não acabassem com você.
– Não parecia isso. – ele comentou, com arrogância.
– Não vou te matar. Se eu fosse te matar teria deixado o trabalho sujo com eles. – ela ergueu uma sobrancelha. – Você ia morrer, sabia disso, não? Ninguém conseguiu até agora passar deste ponto.
– Deste ponto?
– Sim. Quanto mais perto da Chave, mais perigoso.
– Não entendo. – ele disse.
– A Chave é que abre a Porta do Labirinto. – ela contou – Você precisa dela, se não irá morrer, é certo.
Darin a estudou de cima embaixo.
Ele tinha passado o dia novamente sem ela, e isso o fez pensar em como Bolina agia. Ela não estava doce e meiga com ele, estava mais... Bruta? Arrogante? Ela parecia mais inteligente, e não tinha nenhum ar de burra. Ela não o enchia de perguntas, e também não estava querendo beijá-lo. Ela não parecia estar apaixonada. Ela simplesmente não se parecia em nada com Bolina. Somente fisicamente.
– Você não é a Bolina – ele quase cuspiu as palavras nela. – Você está tentando me enganar, me matar. Como os Idealizadores querem. Não tem como a Bolina estar viva, ela... Ela morreu. Isso já aconteceu á muito tempo, eu... não sei como pude pensar que talvez você dissesse a verdade...
– Darin, por favor... – ela tentou se aproximar, mas ele pegou a espada na terra e a apontou para seu pescoço.
– Não se mova! – ele mandou. – Vou matá-la se você tentar correr atrás de mim.
Dito isso ele virou as costas e começou á correr, deixando somente a poeira e uma mensagem bem arrogante para ela: Eu não confio em você, e nunca vou confiar. Bolina olhou para o final do corredor, e começou á caminhar calmamente até ele. Encontrou Ninfa Branca caída e cuidadosamente colocada para que a poeira não a cobrisse. Bolina olhou para seu reflexo. Por quê? Ora, por que justo ela tinha de ter saído viva? Qualquer outra parte... Talvez a Mente poderia ter se saído melhor! Mas ela fracassara... Agora Darin poderia morrer á qualquer momento, a mercê dos Idealizadores. Ela não poderia mais protegê-lo.
Onde ela tinha errado? Tinha dito toda a verdade para ele...
Era isso. Bolina tinha escondido a principal verdade. Ela tinha de contar á Darin, só assim ele entenderia e deixaria que ela cuidasse dele... Ela tinha de achá-lo! Conseguiu rastreá-lo na zona neutra do Labirinto, e então entrou por um atalho que conhecia. Encontrou-o chutando a parede, e fazendo faíscas saírem da lâmina negra enquanto lutava contra o concreto.
Ela segurou seu braço, e com a outra mão tirou a espada dele. Jogou-a longe. Darin empurrou Bolina com toda sua força, jogando-a no chão.
– Eu disse para não me seguir! – ele pulou em seu pescoço, enforcando-a no chão.
Por cima dela, Darin conseguia sentir que estava se vingando dos Idealizadores. Eles tinham criado uma máquina perfeita de matar, enganado-o, e agora ele iria matar o possível melhor monstro dos Idealizadores. Ele estava sorrindo de sarcasmo, enquanto tentava amassar a garganta de Bolina.
– Darin! Por favor, me escuta! – ela pediu, tentando tirar suas mãos de seu pescoço. – Eu não sou a Bolina, você tem razão! ... Mas... Mas eu sou parte dela! Eu sou a alma da Bolina. – ela puxou todo o ar que conseguiu – Não posso agir como ela agiria, nem pensar como ela pensava, pois eu não sou ela, eu sou somente uma parte dela... Uma parte que ela nunca chegou á usar. Por favor, me escute... Eu não quero o seu mal, eu quero protegê-lo! Darin... Quando a Bolina estava morrendo dentro da Caixa os Idealizadores guardaram a alma dela em um computador, e agora estão me usando para... Para matá-lo... Mas eu não quero matá-lo! Eu não vou te matar! Vou te proteger... Até onde eu puder. Eu não fui feita para agir com os sentimentos, e sim com a razão. Eu auxilio a mente, eu só faço isso. A mente de Bolina é que dava á ela a personalidade que fez você se apaixonar, não eu... Você a conhecia bem, deve ter percebido que eu não sou como ela... Normalmente as almas são bondosas e gentis, mas eu sou uma exceção... Darin... Eu estive com você por três dias, mas já me sinto diferente. Agora entendo porque ela se apaixonou por você... – Aos poucos as mãos de Darin iam perdendo a força – E o mesmo aconteceu comigo... Somos duas coisas diferentes, mas ao mesmo tempo somos as mesmas coisas. Eu sou a Bolina e também não sou.
Darin refletia sobre suas palavras, e demorava á digeri-las.
– Eu te amo, Darin Astaroth, e a Bolina também. Eu não entendia porque ela gostava de você, mas agora entendo.
– V-Você é a alma dela?
– Sim. – concordou Bolina, com uma lágrima escorrendo o canto do olho. – Sou a alma, não ela.
– Eles a guardaram dentro de um computador... Eles guardaram a essência da Bolina... – ele dizia, quase que falando consigo mesmo.
– Sim, Darin. Eu sei que é confuso, você pode não querer acreditar, mas essa é a verdade. Não há outro jeito de te provar que sou a Bolina se não te contar isso!
Ele ainda assimilava todas aqueles informações.
– Alma... – dizia baixo.
– Darin, acredite em mim, por favor.
Bolina esperou de tudo. Um soco no rosto, uma espada na barriga, um “eu confio em você” ou até somente o silêncio, porém ele a surpreendeu, dando-lhe um beijo. Seus dentes se chocara com um erro de ângulo de Darin, porém ele não parou, a beijava inúmeras vezes, até que sua língua procurou pela língua dela. Bolina o aceitou, e acompanhou o ritmo de como ele a beijava. Estava desesperado. Aflito. Um arrepio lhe causou intriga logo abaixo do ventre. Algo lhe incomodava. Enquanto ela prestava atenção na língua de Darin em sua boca, ele acariciava seu corpo, passando os dedos levemente por seus braços, e a arrepiando. Ela então se lembrou de que aquele era seu primeiro beijo verdadeiro com ele. Suas mãos começaram á suar frio e ela tremia.
– Me apaixonei por você e pela Bolina. – ele disse, ofegante, enquanto tirava sua camisa. – Mas nunca tive a chance de reconhecer isso perto dela. – ele disse, enquanto abria o fecho de sua calça – Vocês me enfeitiçam. – ele disse, enquanto os sapatos jogava pelos ares. – Você irá morrer por ter e contado isso?
– Provavelmente. – ela respondeu, hipnotizada.
– Então seja minha até o provável se tornar real...
Não teve como não cair em seus braços.
Notas finais
Votem #QueroCapítuloExtraDeDarina
#NãoQueroBostaNenhuma
Hoje tem mais capítulo!! Aguardarei a resposta de vocês.
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