Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
102 Real ou Não Real?
Notas iniciais
Darin Astaroth
Darin Astaroth
- Bolina... – ele disse, ainda em choque.
A menina sorriu, e deu mais três passos em sua direção.
- Oi, Darin. – ela riu. – Tudo bem com você?
- Sim. – ele respondeu dado um passo para trás. – Você é... Real?
- Sim. Eu sou real, Darin. – Bolina corou. – E você?
- Eu sou real.
- Não isso, eu sei que você é real, mas... Você ficou feliz em me ver?
- Eu não sei.
Ela se aproximou mais, e novamente o menino regrediu.
- Ei, não tenha medo de mim. – Bolina avançou mais rápido.
Darin começou á correr, e então deu de cara com uma parede.
- AI! – exclamou, caindo para trás.
Bolina o sustentou antes que ele caísse no chão. Ela era real? Ela estava mesmo ali? Darin não conseguia acreditar... Ele vinha tento sonhos contínuos com ela, mas... Agora ele sentia-a. Ele falava com ela. Ele ouvia sua voz. E Darin sabia que era real. Ele tentou se encolher para longe dela, porém o que mais queria era ficar perto, bem pertinho. Para ela não ir de novo.
- Não corra de mim, seu... Idiota. – ela riu.
- V-Você...!
- Sim, eu. – ela o encarou, com aqueles olhos amendoados tão impressionantes.
Bolina estava com a pele alva, os cabelos cacheados na altura dos ombros. Estavam curtos demais, Darin observou. Ela vestia um vestido vermelho intenso, com mangas sobrepostas, um decote não tão extravagante, na opinião de Darin, uma capa marrom. Bota marrom e uma espada branca na mão. Um lenço amarrado no braço, e...
- Ninfa Branca... – Darin sussurrou.
- Como?
Ele colocou a mão para trás, e não sentiu a presença da espada branca que fazia companhia para Noite Negra. Ele cravou os olhos em Bolina, como ela tinha pego a sua...
- Bem... Ela na verdade é minha. – Bolina piscou para ela, fazendo-o enrubescer.
- Me devolva.
- Claro. – Bolina deu pequenos passos até ele, e entregou a espada.
Darin a segurou com força e tirou Noite Negra das costas com a mesma habilidade de quando matou aquele monstro-morcego. Ele entrou em estado de ataque, demonstrando á Bolina que ele não confiava nela.
- Tudo bem, Darin. – ela disse. – Se eu fosse você não iria acreditar, mesmo. Mas é verdade, eu morri. Pelo menos para o mundo eu morri.
- Fale algo que só a minha Bolina sabe.
- Seria impossível, os Idealizadores observaram tudo, até nossos banhos, para saberem nossas fraquezas e como nos irritar. Bem, tudo o que você disse á mim, eles sabem. Mas tem uma coisa que eles não poderiam saber.
- O que?
- Os nomes dos meus irmãos. Bryan e Gao.
- Mas eu também não sabia disso.
- Bem... Não há nada que eu possa dizer que faça você acreditar em mim, mas... Quero que saiba que eu fui enviada até aqui para te... Para te deixar louco. Os Idealizadores sabem do seu potencial, do seu crânio. Eles entendem que você pode manipular o Labirinto facilmente, pois, mesmo que não pareça, este Labirinto é bem vulnerável. Eu mesma já sei decifrá-lo. Darin, você pode vencer. Você tem esse poder. Mas os Idealizadores querem fazer a vontade do Snow, e assim vão fazer-me deixá-lo louco, para que você morra logo. Não permita isso, por favor. Os Idealizadores podem me usar... Eles podem fazer-me falar qualquer coisa, ou agir de forma horrível... Eles sabem que você é forte, e se você chegar até o final, sendo o último vivo, irão matá-lo mesmo assim. E eles irão me usar para te matar. Pois eles sabem que seu ponto fraco sou eu.
- Você não é meu ponto fraco. – Darin falhou. – Não tenho ponto fraco.
- Tudo bem, Darin. – Bolina sorriu. – Não admita isso.
- Mas o que você quer dizer com: Morri para o mundo?
- Ah... Eu não posso contar. Eu adoraria te falar, mas não posso. Se não eles... Me tirariam daqui. E iriam me matar de vez... Os Idealizadores querem me usar de forma positiva, mas se eu for contra, eles irão te machucar e me machucar. Só posso obedecer. Acho que sempre foi assim, não? Você mandava eu fazer alguma coisa, eu obedecia. Você me usava de isca, e eu não estava nem ai.
- Se você fosse a Bolina de verdade não estaria falando isso. Eu conheço a minha Bolina, ela estaria me enchendo de perguntar bobas e óbvias.
- Já percebeu que quem está me fazendo perguntar é você?
Darin a encarou. Ela estava certa. Ele não sabia se acreditava naquilo, ou não. Darin nunca tinha pensado que poderia ver Bolina novamente. Ela tinha... Expirado do mundo. Não existia mais. Seu ser não existia. Mas ela estava ali. Com ele, neste exato momento. Sorrindo com ar de felicidade.
- Você disse que iria me matar.
- Sim. E vou. – ela se encolheu. – Um dia. Mas não agora. Não pense nisso, por favor. Não será eu, mas sim os Idealizadores.
- Você disse que eu tenho potencial para vencer.
- E tem, mesmo, mas tendo ou não você irá morrer.
- Eu venço você facilmente. – ele sorriu, com ar de poucos amigos.
- Não se você fosse me matar... Me matar para sempre...
- Eu ainda não entendi como você está e não está aqui.
- Eu estou aqui, isso é fato. Mas não meu corpo. Eu sou classificada como um monstro psicológico neste Labirinto. Eu mexo com o emocional dos outros. Ou o seu, particularmente. Os monstros não me atacam. Eu sempre fico caminhando pelo Labirinto, tentando te evitar. Pois nem eu sei quando irei ser forçada á te matar. Eu tento te evitar por isso. Mas hoje os Idealizadores me forçaram á te ver. E cá estou. – ela disse. – Você cuidou da minha espada, pelo que vejo.
Darin olhou rapidamente para Ninfa Branca e então voltou a atenção para a possível Bolina. Ele ainda não acreditava totalmente naquilo.
- Eu a nomeei de Ninfa Branca. – ele guardou a espada. – E essa aqui – mostrou a negra com um rápido giro – é a Noite Negra.
- Nomes bons... Combinam com elas... – Bolina estava interessada na espada preta. – Você evoluiu muito nas habilidades de espada. Principalmente com as duas juntas. Consigo ver seu nível. Eu nunca te alcançaria, se estivesse aqui. Você aprende as coisas rápido.
- Como assim “consigo ver seu nível” ?
- Eu vejo sua alma, Darin. Você saberá quando eu te contar sobre mim. Mas agora tudo o que você tem de saber é que me agrada ver que você não é totalmente aquele menino frio e afogado em trevas.
- Sua luz ainda me guia – Darin não queria ter dito nada, mas antes que fosse possível as palavras já tinham saído de sua boca.
Bolina corou, encolhendo os ombros. As bochechas gordas e as covinhas... Darin adorava aquilo, dava vontade de apertá-la inteira. Como um bebê gordo. E de certa forma, Bolina sempre fora um bebê, para ele. Uma criancinha com quem ele teve de conviver.
- Eu vi quando... Você... – Bolina colocou uma mecha para trás da orelha – Obrigada por ter chorado.
- Como?
- Obrigada. Eu nunca pensei que alguém choraria se eu morresse, mas... Você chorou. Isso... Me deixou feliz. Eu não sei... Eu só consigo pensar que você gostava de mim á ponto de chorar, só isso. Mina morte significou algo para alguém. Obrigada, Darin.
- Você tinha dito que não queria que ninguém chorasse com sua morte.
- Eu ainda não sabia que você se importava comigo... – ela evitou seus olhos heterocrômicos. – Vamos dormir aqui. Não há monstros num raio de onze quilômetros.
- Tudo isso?
- Eu os afastei... Disse para eles que por aqui não haviam tributos.
- Você disse?
- Sim, mentalmente. Eu posso me comunicar com eles...
- O.K., informação demais... Você está aqui, parcialmente viva, está tentando me proteger sendo que vai me matar?
- Em parte, você está correto. E esqueceu que eu só posso aparecer á noite.
- O.K, só de noite... Tem algo mais que eu tenho que anotar?
Bolina sorriu e se aproximou.
- O gosto – ela o beijou – dos meus lábios.
Darin recuou, assustado. Ele bateu contra a parede, e caiu sentado. Seu rosto estava pálido. E Bolina sorria como se ele fosse uma criancinha assustada.
- Eu não vou te morder, Darin. – ela riu e se sentou ao seu lado, encostando a cabeça em seu ombro. – Só quero aproveitar meu tempo com você...
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