Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
60 Porque me odeiam.
Notas iniciais
Acacia Carter
Acacia recomeçou a chorar, enquanto ninguém entrava pela porta. Um dia. Um dia inteiro e nada...
- Acacia. – ela ergueu os olhos e pulou num abraço apertado em volta do corpulento corpo de Jas.
- Que bom que morreu! Eu não queria ficar aqui sozinha! – ela exclamou.
- O Logan me matou. Mas eu enfiei minha espada nele, e digamos que não foi um ferimento que alguém pudesse impedir de matá-lo.
- Quanto?
- Dezenove.
- Só?
- Sim. Quando você recebeu?
- Quatro... Porque “morreu numa banheira” – Acacia imitou a voz da mulher que estava entregando as notas de cada um.
Jason riu. Era igualzinha a voz da mulher. Ele a abraçou novamente, e a beijou. Sua Acacia estava querendo atenção, ela tinha ficado muito tempo esperando por ele.
- E os outros? – ela por fim perguntou.
- Ainda estão lá. Quem saiu foi eu, o Logan, você e dois do cinco.
- Certo. – ela disse e se deitou na cama. – Vem cá, fica do meu lado. – ela pediu.
Jason, que de bobo nunca teve nada, se deitou ao lado de sua companheira de Distrito, e a abraçou, enquanto Acacia deitava sua cabeça em seu peito. Finalmente ele tinha conseguido fazer o gelo dela se quebrar.
- Nos odeiam.
- O que? – Jason perguntou.
- Todos nos odeiam. – Acacia deu de ombros.
- Por que?
- Pensam que somos cruéis, sanguinários... Somos como qualquer outro!
- Não, você está se equivocando, eles nos tem como heróis.
- Não, Jas, o nosso povo deixou subir a cabeça essa coisa de treinar pros Jogos. Nós não somos heróis, nós somos inimigos para os outros. Eles nos odeiam. Só temos nós, e nós mesmos. – Acacia enrolou seus dedos no pingente de sua camiseta.
- Não... – Jas tentou dizer.
- Se morrermos, eles irão sorrir.
- Não, Acacia.
- Sim, Jas, você não vê?
- Vamos deixar essa coisa de Carreirista de lado, e vamos nos focar em trabalhar com os outros. – Jason disse.
- Os outros nos odeiam.
- Vamos fazer com que gostem de nós.
- Não, eles não irão... Ah, Jas, o que eu fiz pra que todos me odiassem?
- Acacia, eu não te odeio. Eu amo você, sabe disso. – Jason a abraçou com mais força. – Não importa o que os outros pensam a seu respeito. Nós vamos ganhar.
- Nós?
- Você. Você vai ganhar. – Jason disse, com uma pedra entalando sua garganta.
- E se eu quiser que você ganhe?
- Não vou permitir.
- Jason! Que merda! Me apaixonei por você, e agora não posso mais... Voltar atrás! Que droga! Se você morrer, eu vou me matar.
- Não vai. – Jason disse.
- Vou sim.
- Você não me ama tanto assim. Só acha que ama. – ele disse. – Eu sim amo você de uma forma incontrolável.
Ela permaneceu em silêncio, concluindo o que ele tinha dito. Acácia não o amava tanto quanto ele a amava. Talvez o mais odiado ali fosse ele próprio. Jas tentou tirar aqueles pensamentos da mente.
- Eles disseram para que eu e você fossemos para o andar 2 pra nos arrumarmos. Teremos entrevistas especiais em vez de uma com três minutos. Primeiro serão os caras do 1 e assim vai até o 12. Vai demorar um dia inteiro.
- Claro, são quatro tributos de cada Distrito...
- Que tal você ser aquela menina risonha e toda simpática?
- Se pelo menos eu me sentisse uma menina risonha e simpática.
- Acacia...
- O quê?
- Sabe o que eu acabei de lembrar?
- Como posso saber?
- Somos casados, e na Grécia as núpcias não eram de somente uma noite...
- Pare de inventar coisas! – ela riu.
- Não é invenção. A não ser que você não queira...
Acacia sorriu e então beijou Jason com sua fúria.
º º º
- Só vocês? – o estilista perguntou.
- Os outros estão no treino, ainda. – disse Jason.
- E porque vocês não estão vendo o treino deles?
- Deveríamos ver?
- Mas é claro! – o estilista do Distrito 1 exclamou, se juntando á conversa. – Sabe a garotinha que te matou? Então, ela quase morreu! Vem ver, vem ver! – ele puxou Acacia pelo punho.
Eles se sentaram no banco, onde todos os estilistas e mentores estavam, empoleirados e sentados no chão. Acacia se sentou num buraco no tapete, e Jason teve de ficar em pé.
º º º
Treino – Aldeia de Gales
- Você é tão fofo dormindo...! – Bolina riu baixinho.
Darin dormia com a baba escorrendo o canto de sua boca. Bolina limpou o rosto do garoto e riu quando ele tentou afastá-la. Ele dormia enquanto falava, o que era ainda mais empolgante. Bolina adorava assistir aquilo.
- Eu gosto tanto de você...
Acacia ouviu os inúmeros “Own” dos estilistas, e tentou gritar para que todos ficassem em silêncio.
Bolina se deitou ao lado de Darin, e pegou na mão dele.
- Boa noite.
Disse e fechou os olhos. A cena mudou, e de repente eles estavam vendo uma batalha épica entre Jason e Logan. Jason se remexeu, inquieto, mas mesmo assim assistiu. Acacia ficou atenta á todos os lances de Logan ou Jason. Eles eram excelentes espadachins.
- É verdade que uma menina de nove anos matou a Rainha e ainda saiu imune, Jason? – Logan riu gritando, tentando atingir a lateral de Jas.
- Não! – ele gritou, e se defendeu, contraatacando Logan.
- Sim, é verdade. Aquela sua mulherzinha era bem boba, não? Ela nem percebeu que você só queria dar o golpe do baú nela.
- Mentira. – Jason o surpreendeu com um golpe violento e furioso com o cabo da espada e bem no nariz.
Logan cambaleou para trás, mas não se rendeu, ele rolou quando Jason pulou sobre ele, com a espada, e depois ainda tentou atacá-lo com uma mãe no nariz e a outra da espada, o que não saiu muito bem.
Jason riu do péssimo movimento do oponente, e enfiou a espada em seu peito. Ele não caiu e morreu na hora, como Jason esperava. Logan na verdade cerrou os dentes e sem que Jas percebesse, segurou forte o cabo da espada, e com um movimento de segundos, ele cortou o pescoço de Jason.
Acacia tampou os olhos assim que viu a cena. Ela entrou em espécie de tremedeira, e então o ar saiu de seus pulmões, Jas... Ela olhou para o lugar onde ele estava em pé, e então seu ataque passou. Jas estava lá. Ele não tinha morrido. Jason olhou para Acacia, e seus olhos se encontraram, se devorando profundamente. Ele entendeu, e abriu caminho, indo se sentar com Acacia. Ela se afagou em seus braços, e lá ficou sem se mexer uma vez sequer. Jason respirou fundo e acariciou seus cabelos, beijou sua testa e disse que já tinha passado, e que eles tinham de voltar á ver os treinos.
Campo de Concentração – Castelo Romano
- Eu e a Lucy tivemos uma conversa e... – May tentou chamar a atenção de todos. – Eu decidi que temos de fazer uma aliança permanente. Somos perfeitos juntos, eu e a Lucy somos boas arqueiras, a Mandy, o Heikki e o Noah podem ser espadachins e o Simbad e a Lola nossos curandeiros e vigiadores.
- Uma família. – Lucy sussurrou no colo de Noah. – eu filha, May mãe, Noah pai, Mandy tia, Heikki tio...
- Entendi, Lucy. – Noah a interrompeu. – Uma aliança?
- Sim. – Lola disse.
- Ótimo. – concordou Simbad. – Desde que a minha parceira possa vir com a gente.
- A Giovanna?
- Não! A Kaya. – ele disse. – ela é muito inteligente. Sabe fazer armadilhas e sabe fazer armas, o melhor de tudo. Foi ela quem inventou de usar peles de coelho pra nos protegermos do frio.
- Foram vocês que deixaram aquele rastro de sangue de coelho? – Mandy perguntou. – Eu e a May fizemos o mesmo!.
- A Kaya não salvou só você. – May concordou.
- Certo, Kaya. – Heikki disse. – Mais alguém?
- Eu não. – May disse.
- Também não. – Mandy concordou.
- Ótimo, — Noah sorriu. – somos uma guilda, agora.
- Precisamos de um nome.
- Guilda da Família. – Lola sorriu.
- Não. – Lucy disse. – Livres.
- Livres?
- Sim! Livres pra abrir nossas asas, para florescer para...
- Sim. – concordou Simbad. – Livres.
Noah olhou para o ombro de Lucy. A marca. Aquela que a Capital fez nela. Ele fechou os olhos fortemente e então abraçou Lucy.
- Ei, que tal esconde-esconde? – ele propôs.
- Eba! – Simbad e Lucy exclamaram.
- Esconde-esconde? Não acha que estamos um pouco grandinhos demais para competirmos com eles? – Heikki perguntou.
- Deixa de ser bobo. – Lola resmungou. – Eu topo.
- Eu também! – May riu.
- Ótimo, eu não vou ficar sobrando. – Mandy concordou.
- Certo, eu conto. Um... Dois...Três...
Fale com o autor