Notas iniciais
Gente, leiam o capítulo!

Bolina Montenegro

- Você é tão fofo dormindo...! – Bolina sussurrou e riu baixinho, enquanto via Darin dormindo por mais de quarenta minutos. – Eu gosto tanto de você...

Bolina se deitou ao lado de Darin e então pegou sua mão, levando-a para perto de si, e a abraçando carinhosamente.

º º º

- Solte... A... Minha... Mão! – ela acordou com Darin balançando sua mão de um lado para o outro, enquanto ela ainda a segurava.

- Ahn... ? – Bolina limpou a gota de baba que escorria por seu queixo.

Darin a fuzilou com o olhar e ela somente deu de ombros. Os dois se levantaram da cama e então a arrumaram. Foram até o fogão e encontraram o resto da comida que Bolina tinha feito mais tarde, na noite anterior.

- Você ouviu... ? – Darin perguntou, por fim, com as bochechas queimadas.

- Ouvi o que?

- Eu... Ah, deixa quieto.

Bolina queria saber o que era, mas sabia que Darin nunca iria contar a ela. Deu de ombros e então raspou o fundo da panela. Eles comeram e saíram. Tudo estava como sempre, quase ninguém fora de casa, pois era muito de manhã, e a neblina cobria as colinas. Não havia árvore nas proximidades, e dava para ficar sem ver o comprimento da Aldeia, de tantas casas que ali tinham.

- Gales ainda vai prosperar muito. – Darin comentou.

- Esse povo trabalha demais. – Bolina concordou. – Ah, venha, eu encontrei uma nascente que fica na boca de um vulcão adormecido! A água é quentinha!

- É seguro?

- Eu estava lá quando você chegou aqui. – Bolina riu. – Venha. – pegou no punho de Darin e o levou, puxando-o e correndo.

Ela correu rindo, enquanto Darin cambaleava e tentava se equilibrar. Quando chegou perto da floresta, pediu para que ele tirasse seus sapatos, e sentisse as folhas de carvalho se quebrando aos seus pés. E ele adorou a sensação, deixando Bolina simplesmente feliz. Ela prosseguiu, ainda segurando o punho de Darin, e o conduzindo. Não sabia porque, mas ele estava tratando-a muito bem, normalmente. Talvez ele não achasse mais que ela fosse tão... Humana assim.

- Aqui. – ela disse, movendo alguns arbustos e flores. – Eu escondi para que ninguém mais achasse. Pode entrar.

Era uma gruta, onde ele entrou e escorregou, até chegar á uma piscina de água morna. Sua roupa e seus sapatos molharam, porém Darin relaxou muito.

- Nossa,que delícia! – ele exclamou.

- HAHAHA – Bolina escorregou também e caiu fazendo bagunça. – Eu sei!

- Sua doida. – ele revirou os olhos.

Bolina sorriu e então nadou até seu lado, onde ele estava totalmente relaxado. Se sentou na mesma pedra que ele e se relaxou, também.

- Descobri este lugar ontem mesmo. Cai aqui enquanto tentava pegar água.

- Num vulcão.

- Eu pensei que tinha morrido. – Bolina riu. – Mas então eu percebi que em vez de lava, tinha água. E isso foi a melhor descoberta da minha vida.

- E o que você fez aqui?

- Fiquei pensando na minha vida.

- No seu pesadelo, você quis dizer?

- Eu não vejo minha vida como um pesadelo, Darin. – ela o encarou.

- Talvez seja essa a diferença entre mim e você. – ele riu, fechando os olhos e afundando até os ombros.

- Você é negativo demais. – Bolina sorriu. – Isso impede você de ver as coisas boas da sua vida.

- Não há nada bom nela, nem na sua, como consegue não ficar... Traumatizada? Seu pai e seus irmãos te abusavam todos os dias.

- Mas eu sempre encontrava algo belo em cada dia.

- Como o que?

- Como um passarinho cantando na minha direção, e um girassol de costas para o Sol. – ela sorriu. – Coisas assim. E você, também.

- Sou uma coisa pequena.

- Não, uma coisa grande.

- Grandiosamente ridícula. Eu queria tanto ser de outra galáxia!

- O que é galáxia?

- É... onde nós estamos. Onde o mundo está e mais seis planetas. Haviam nove, mas alguns foram destruídos, pois os nossos ancestrais tiveram de mandar lixo para lá, pois no mundo não tinha mais lugar e... Bom, aconteceu uma série de eventos e...

- Fale na minha língua. – Bolina cutucou-o debaixo da água.

- Galáxia é o lugar onde o Sol, os planetas e tudo o que você conhece está. Existem outras novecentos e cinqüenta e uma galáxias.

- Como sabe disso?

- Eu li em uma revista. – Darin deu de ombros.

Bolina novamente se sentiu uma otária por conta da sabedoria de Darin. Então ela fez exatamente o que tinha feito ontem: Fechou os olhos, sorriu para si mesma e então remodelou sua vida. A começar para quando a mãe foi embora. Papai não ficou bravo e agressivo, ele na verdade acolheu Bolina e seus irmãos e eles se cuidaram mutuamente. Então Bolina iria para a biblioteca, e lá encontraria Darin, lendo um livro enorme. Ela iria impedi-lo de estuprar a menina, e iria começar á estudar com ele. Então eles virariam melhores amigos e o pai de Bolina iria adotar Darin, em vez do pai adotivo de Darin ficar com ele. Então eles cresceriam, e seriam melhores irmãos, e então iriam fazer incesto e...

- Bolina, minha pele já está enrugada, vamos?

- O que?

- Eu quero ir embora.

- Mas... Já?

- Estamos aqui á um tempão! – Darin fala.

- Eu nem percebi...

Darin jogou água em sua cara.

- Ei!

- Vê se acorda, Bolina.

- Já percebeu que foi a primeira vez que você falou meu nome completo?

- Ahn... Eu já falei outras vezes.

- Mas não desse jeito!

- Que jeito?

- Assim... Sem brigar comigo.

- Mas eu estou brigando com você. – ele sorriu.

- Não! Não está! Só está querendo me irritar.

- E consegui.

- Você é um idiota.

- Sou mais esperto que você.

- E daí?

- Bolina, vem cá. – ele abriu os braços.

Bolin hesitou, mas nadou até ele, e quando chegou perto, Darin fechou seus braços ao redor dela. Ela tentou não achar que ele fosse matá-la, mas não emitiu mais nada. Ela sentiu-o beijar sua testa, e depois sua pálpebra, e então seu nariz e...

- Você é tomada demais por seus sentimentos. – ele sussurrou.

Bolina abriu os olhos e espirrou água em Darin.

Ele somente riu, e saiu da piscina de água fervente. Ajudou Bolina a sair também, e a apoiou na hora de subir pelo buraco. Bolina o ajudou á sair de lá, e os dois andaram floresta á dentro molhados, e com frio.

º º º

Bolina se deitou na cama. Darin sorriu enquanto entrava no quarto.

- Qual sua nota?

- Noventa e dois. – ele sorriu.

- Ah, eu tirei só quarenta e nove!

- Mesmo assim foi melhor que a nota do Jas e da Acacia.

- Quanto eles tiraram? – Bolina se levantou.

- Por volta de quatro...

- Sério?

- Foi o que sua mentora disse.

- Ela é uma boboca. – Bolina revirou os olhos.

- Então, nós não terminamos aquilo... – o olhar de Darin por trás do óculos sugeria algo muito sapeca.

- Oh, é mesmo... – Bolina jogou os cachos para trás. – E você quer em que posição... ?

- A que você achar melhor...

Ela riu e pegou água no banheiro, com um potinho, forçou Darin a deitar na cama e então se sentou em suas costas, molhou as mãos e começou á massageá-lo.

- Ah, que delícia... – ele suspirou.

- Minha mãe sabia fazer ótimas massagens. Meu pai disse que eu puxei as mãos mágicas dela.

- Realmente... Isso! Isso! Ai, nesse lugar! Ahh...

Bolina riu do jeito estranho e confortável que Darin exclamava todas as vezes que ela acertava algum ponto tenso em seu corpo. Depois daquele treino muito desgastante, todos estavam muito acabados, mas nem todos tinham a favorável nobreza de estar com uma menina mãos-de-fada ao seu lado. Darin pediu para ela passar mais água gelada, e ela assim fez, massageando suas costas e a nuca, ele se arrepiava e relaxava, ela conseguia sentir seus músculos tensos se soltando e relaxando, até que Darin quase não conseguisse se mover, de tanto relaxamento...

Darin se virou e Bolina se deitou ao seu lado. Ficaram em silêncio, até que ela o quebrasse.

- Ninguém precisa de mim.

- Como é?

- Ninguém precisa de mim. Se eu morrer, a maioria vai sorrir. – ela sorriu e olhou nos olhos azuis e pretos de Darin. Ela adorava aquela heterocromia que ele tinha com os olhos negros e aqueles fiozinhos de cinza que pareciam desenhar ondinhas nele.

- Não vou sorrir. – Darin disse.

- Mas também não vai chorar.

Ele não respondeu.

- Sou tão... Inútil! Não fui feita para nada! Só para dar prazer ao meu pai! Que espécie de humana mais indesejável eu sou!

- Não diga isso...

- Mas é a verdade! Nem sei porque aquela Idealizadora me escolheu! Não sou útil para nada, ela devia ter visto minha situação e resolvido me matar de uma vez...

- Tem m motivo. E não era você a garota de bem com a vida?

- Pensei do que você disse. E tem razão. Você sempre tem! Nem sei porque ainda discuto com você...

- Não me trate como se eu fosse um gênio.

- Você é um gênio.

- Não, os gênios são as pessoas que escrevem os livros que eu leio.

Bolina sorriu.

- Eu não iria fazer falta tanto viva como morta. Não faria diferença alguma na vida de ninguém.

- Se eu morresse seria a mesma coisa.

- Não vou lutar para viver.

- O que?

- Quer dizer, vou matar quando preciso, mas... Não quero... Desejar tanto assim a vitória.

- Temos de sair vivos.

- Você tem de sair vivo.

- Não. Um de nós. – Darin negou. – Você me ensinou á não julgar as pessoas tão forte assim.

- E você me ensinou á não odiar a vida tanto assim.

- O que? Mas você não...

- Haha, mas você odeia muito mais a vida do que eu.

- Tem razão.

- Olha, Darin Astaroth dizendo que eu tenho razão.

- Sim, merece um prêmio por ter me feito dizer isso.

- Que tal um beijo, saukerl?

- Não.

- Por favor...!

- Não.

Bolina bufou e cruzou os braços sobre os seios. Ela nunca conseguiria...!

Darin era tão impossível...!

- Ah... É que é um pouco mas complicado do quê você ach... Ahn, não fique assim. Eu gosto de você... — Ele disse, tentando consolar a menina — O máximo que eu consigo gostar de um humano, ao menos — esta parte foi mais para si mesmo do que para a garota. – Você...

- Não... – Bolina pediu.

Darin suspirou e se inclinou. Beijou, seus lábios e voltou rapidamente para sua posição ao lado dela.

Bolina ficou em silêncio. Estátua. Não ouviu os sinos tocando, frio na barriga nem borboletas do estômago como as outras meninas diziam sentir quando beijavam os “caras do meu sonho!”. Ela na verdade só conseguiu sentir o jeito como Darin tentava evitar tocar a boca dela. Isso não a chateou.

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Um Sonho De Bolina

Notas finais
Os cinco foram:
Midnight
Girl On Fire
Giuh
Clove Mellark Payne
MJuh
caiokndlokozito

E o sorteado foi...
CLOVE MELLARK PAYNE
Eu pedi á minha mãe pra falar um número de um á cinco e ela disse três... :3 Pode dizer o que você quer, Clove. E aos outros, parabéns, e vou dedicar o próximo capítulo á vocês. E muito obrigado ao meu nam... Ao meu melhor amigo, por me permitir fazer um momento fofo entre a Bolina e o Darin.