Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
3 Manual de Armas Para Cortar os Membros dos Irmãos
Notas iniciais
Heikki Aaltonen
- AH! – gritou Hei.
Seu pai o colocou novamente a bituca de cigarro no peito do garoto. Heikki tentou levantar, exasperado, mas as cordas amarradas em seus punhos e em seu pescoço não permitiram. Ele sentiu os olhos quentes e já não tinha voz para chorar. Aprendeu com o tempo que quanto mais gritasse e chorasse, mais iria apanhar. Seu pai era o tipo de valentão que só batia enquanto tinha graça. Quanto menos ele ligasse para aquilo, menos o pai iria lhe bater.
Adão Aaltonen começou a enrolar a mão do tecido de sua cinta. Improvisar era sempre o seu forte, e ele adorava seu trabalho nos dias livres. Quando não estava na empresa de laboratórios estudando os peixes e fazendo novas espécies, ele se divertia batendo no filho, por nenhum motivo, aparentemente.
Pai começou a dar murros na boca do estômago de Heikki, enquanto ele deixava seu corpo cair, e ser preso para cima apenas pelas mãos. Aquele era seu quarto, aquela era sua tortura. Até onde sabia, sua mãe estaria vendo ao noticiário do Distrito 4, e seus irmãos estariam de ouvido na porta, prontos para entrar em ação, e ajudar o pai á bater mais ainda nele.
Quando finalmente ele conseguiu ver o pai se afastando, abaixou o pescoço completamente, estava banhado em suor e lágrimas. Sentiu o gosto do sangue num misto de pouco suor e lágrimas doces. Então colocou as mãos em ação, e desamarrou a corda delas, assim como havia feito tantas outras vezes, após os castigos do pai. Heikki se deitou o chão, fraco, e adormeceu. Quando acordou novamente, havia uma poça de baba ao lado de sua cabeça, mas pouco se importou. Se levantou, sentindo todos os músculos reclamando de dor, e caminhou lentamente até o espelho que o pai usava para que o filho visse tudo o que ele fizesse.
Heikki olhou para as novas marcas pretas e parcialmente redondas que estavam distribuídas por seu peito. Desejou pela milésima vez ter força para matar o pai, mas ele não tinha. Ele era apenas um adolescente de doze anos, e logo completaria treze. Já tinha ouvido a mãe dizer em seu décimo segundo aniversário, que talvez eles tivessem sorte e Heikki fosse sorteado, mas assim não foi. Para a infelicidade tanto dos pais, dos irmãos quanto do próprio Heikki.
Suicídio? Sim, Heikki já havia pensado nisso. Mas desse jeito só traria mais alegria á sua família, e não era isso que ele queria. Ele queria vê-los chorar, se derramar em dor e lágrimas. E assim faria, quando fosse mais velho, e tivesse força.
Com esses pensamentos em mente, Heikki se juntou á Gang da escola, onde aprendeu as artes de se virar sozinho. Era incrível, ele pensava. Aos doze anos e meio já havia ganhado 4,5 quilos de músculos, socando árvores e fazendo provas para suportar á dor e ao extremo frio ou calor. Com treze anos já tinha ganhado nove quilos a mais, e seus ombros começaram á se alargar. Com quatorze, ele já estava tão alto quanto o pai, e as meninas já haviam ficado mais interessadas nele, mesmo que Heikki só usasse camisetas de mangas compridas e nunca bermudas, com medo de alguém ver o estrago em seu corpo. Com quinze ele já havia ultrapassado os dois irmãos, e seus aspectos de adolescente já haviam virado lembranças, não possuía espinhas nojentas, e uma leve barba rala estava começando á crescer em seu queixo. Também notou o pelo que se acumulava em seu peito, e como ele escondia as marcas que eram feitas nele. Os pelos das pernas também cresceram de um dia para o outro, assim que ele começou á se ver mais no espelho. Quando se olhava, via um homem de vinte e três anos, com um pouco mais de cabelo do que o normal para um Aaltonen, e com mais de um metro e noventa. Os ombros eram largos e seu peito era grande e amplo, fazendo-o parecer ainda mais forte e durão. Sorriu para si mesmo. Os pelos do braço já estavam fazendo curvas, e sua costeleta estava emendando na barba. O cavanhaque era bem feito por natureza, e quando chegou aos dezesseis anos, estava voltando de uma reunião amistosa da Gang, quando ouviu seus pais conversando na cozinha.
- Ele é um demônio! – a mãe exclamou.
- Se você o tivesse abortado como eu sugeri...!
- Mas você viu todos aqueles bíceps e tríceps, ou... Adão, estou com medo.
- Medo? Aquele idiota é tão fraco e medroso quanto... Quanto um leitão no abatedouro!
- Tem certeza?
- Claro.
- Eu amo você, Adão.
- Eu também te amo, Virnia.
- Vou na padaria.
- Espere, e se aquele nojento te estuprar de novo?
Então era isso, ele não era de fato filho do pai. Heikki teve vontade de destruir aquela casa tijolo por tijolo, mas se conteve. Mais tarde naquela noite, o pai iria arrastá-lo até o quarto da punição, como era chamado entre os moradores da casa, e lá Heikki daria uma lição nele.
Adão apareceu com um instrumento novo de tortura, era um chicote com pedras amarradas na ponta de fitas. Heikki estremesseu somente por ver aquilo nas mãos do pai, mas logo retornou ao seu posto, hoje ele se vingaria. Quando Adão ergueu o braço para dar a chicotada no peito nu de Heikki, o menino-homem segurou seu braço e lhe cotovelou a barriga grande que o pai criava desde que havia conhecido a cerveja. Na mesma noite Heikki matou os pais, decapitando-os e pendurando suas cabeças na parede da porta, como se fosse cabeças de javalis, e um prêmio por caçar os animais. Os irmãos ele cortou os membros enquanto eles estavam vivos.
Os braços cortou com uma serra que estava na garagem, as pernas com a faca de cortas o pão. Tirou os dedos com o cortador de unhas, os pés com alicates para árvores. Os mamilos com uma tesoura, os lábios com um barbeador, e os órgãos genitais com estiletes.
Muito embora Heikki tivesse pensado que iria ficar com a conciência suja, ele não ficou. Na verdade sentiu o mesmo que estivesse fazendo um acerto de contas. Porém, não podia continuar á viver e andar pela luz do Sol. Por isso era chamado de lenda. Uma lenda chamada Drácula. Ele era conhecido como uma lenda pois só era visto de noite, vagando e roubando coisas de pessoas desafortunadas. Alguns o comparavam ao garoto-monstro que era chamado de Arthut sem-mãe. Ele e Arthur dividiam um sentimento em comum, mas que, porém, nunca haviam de fato se encontrado. Heikki abandonou os estudos, e só era visto de meia-noite, quando ia para as reuniões da Gang. Eles estavam tratando Heikki como um verdadeiro matador. Na sua roda, ele era o mais popular, e todos, desde os novatos, queriam ser como ele. E foi a suas atitudes que desencadeou uma série de assassinatos de pais pelo Distrito 4, por um ano inteiro. Ele era aclamado pela sua multidão de meninos órfãos e abandonados. Era tão amado que chegou á ser o braço direito do chefe do bando de ladrões e assassinos.
Heikki se sentia bem com a pessoa fria e cruel que havia se tornado, mas ao mesmo tempo se sentia muito solitário e malvado. Ele era alto odiava, e se amava. Era uma das personalidades mais difíceis da Gang, os garotos para quem tinha chamado de família, sabiam que certas perguntas e assuntos deviam ser evitados, pois Heikki tinha uma mudança de personalidade muito forte. Ele já havia matado três amigos íntimos por causa disso.
Heikki Aaltonen [Tento um orgasmo...]
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