Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
46 Hippies Não Me Dão Mais Medo, Lola.
Notas iniciais
Lola Stonem
Lola sorriu e então abraçou Heikki.
- Você vai cuidar de mim, não? – ele perguntou.
- Claro. – ela respondeu sorridente.
Os dois continuaram á se abraçar, e então Lola beijou Heikki fortemente, batendo seu nariz contra o dele.
- AI! – ela riu.
- Você tem de fazer cálculos melhores quando for me beijar. – Heikki riu.
Lola olhou fixamente para ele. Sim, ela finalmente amava alguém. Ela finalmente tinha alguém para ter nos braços. Lola sorriu, acanhada, e então abraçou Heikki novamente.
- Eu amo você, Heikki. E vou cuidar de você. Não importa quantos braços quebrados você tenha! Não importa o dia, nem a hora. Não importa o quanto eu precise me sacrificar...
- Lola... – Heikki disse suavemente. – Lola... – a voz ficou mais intensa. – Lola. – Lola sorriu. – Lola! Acorde!
º º º
Lola acordou num salto. Estava suando frio, e Heikki estava segurando seus ombros.
- Ahn? – ela perguntou.
- Lola, você estava tendo um pesadelo? – Heikki se sentou na cama da menina.
- Não. Não era um pesadelo. – Lola respondeu, se lembrando do sonho. Que sonho maravilhoso...
- Você estava resmungando um monte de coisas, e eu pensei que você tivesse tendo um pesadelo. Desculpe.
- Tudo bem, Heikki. – Lola sorriu. – Vamos, vamos ver o que se passa na TV Capitalista. – os dois se sentaram um do lado do outro, e Lola ligou a TV. Lá passava algo como uma notícia relativamente importante: Suspeitas de que houvessem rebeldes no Distrito 1 e no 4. Lola se espremeu quando viu sua avó saindo para acudir os feridos na porta de sua casa. Ela quase quis pular na TV para que pudesse ajudar a velha a socorrer tanta gente. A Capital tinha “eliminado” os rebeldes, e tudo estava bem.
- Heikki...
- Sim, é a sua avó.
- Não! Não é isso! Olhe toda essa gente... Quando minha avó atender todos, muitos já terão morrido! Eu deveria estar lá, ajudando-a!
- Não, Lola. Você está aqui, comigo, não lembra? – Heikki respondeu.
Lola olhou para ele, e então o mesmo pensamento voltou á sua cabeça: Finalmente alguém para amar. Chega de ficar pensando em menininhos idiotas da escola, chega de sofrer por paixonites bobas. Ela tinha Heikki ali, e ele gostava dela. Ou... Não... Lola se lembrou que ele não permitiu que ela o beijasse novamente. Lola abraçou os joelhos. Ótimo, então quer dizer que nada passou de uma mera ilusão que ela tivera. Seu sonho tinha sido tão real que Lola realmente acreditou por alguns segundos que tudo entre ela e Heikki estava perfeito. Mas não era bem assim. Lola suspirou, e então sentiu as lágrimas em seus olhos. Ela iria chorar. De novo, por causa de um menino! Mas Heikki não era um menino comum, ele era...
- Por que eu me apaixono tão facilmente? – ela perguntou, apoiando a cabeça no ombro de Heikki.
- Mulheres, a maioria são assim. – ele deu de ombros. – Por que? Algum tributo te chamou a atenção? O cara do 1? Não vá me dizer que aquele idiota...
- Não! Não... – Lola abraçou os joelhos fortemente. – não é ninguém.
- Então por que a pergunta?
- Sei lá. Comecei á pensar no passado, e notei que e me apaixonava muito rápido pelos meninos da escola.
- Hum... Isso é normal. Tanto para os meninos, quanto para as meninas.
- Você se apaixonava muito rapido?
- Eu não ia á escola. Mas tive uma namorada. O nome dela era Serena. Sabe, tipo uma sereia... Ela era linda, maravilhosa. Tinha cabelos loiros e curtos, e olhos redondos e bem grandes, ela usava óculos, mas era sexy. A cor dos olhos dela era... Um castanho vivo, perfeito... Não era escuro e apagado, era castanho bem claro, como café! Ela gostava de passar a mão a minha barba, e nós passeávamos pela praia...
A cada característica que Heikki soltava sobre a tal Serena, Lola sentia uma apunhalada em seu peito. Era tarde demais, ou ela já havia se apaixonado totalmente. As lágrimas caíram silenciosamente dos olhos de Lola.
- ... mas nós tivemos uma briga feia. Muito feia. – Heikki continuou. – Ela queria casar, e eu não queria ficar amarrado com ela. Então a gente rompeu. E eu sofri bastante, mas eu descontava nas pessoas que eu matava. Então eu esqueci ela.
- Os meus olhos são escuros... – Lola sussurrou para si mesma.
- O que?
- Nada. Eu só estava...
- Você está chorando! – Heikki acusou.
Lola colocou as mãos no rosto, e então simplesmente disse que era triste demais ver tantos feridos na TV. Heikki desligou a mesma, e então a cobriu com as cobertas, e se deitou ao seu lado, e então lá dormiu junto com Lola. Um de cada lado. Lola se sentia vazia.
º º º
Quando acordou pela manhã, Lola logo notou todos aqueles homens em seu quarto. Eram os homens de branco que ligavam e desligavam os fios dos tributos no primeiro dia de treinamento. Eles estava colocando algumas coisas nas cadeiras e no guarda-roupa do quarto. Heikki bocejou, e isso chamou a atenção de Lola. Ela se virou para a direção dele, e então viu seus olhos azuis tempestuosos, enquanto discriminava os homens de branco.
- Tenha calma, tenho certeza que eles não vão morder. – Lola posou a mão no pelo do braço de Heikki. Ele suspirou e então foi para o banheiro.
Lola permaneceu na cama. Sentada. Olhando os homens de branco trabalharem, até saírem todos juntos, e três pessoas entrarem. Eles era verdes da cabeça aos pés, e tinha sorrisos enormes na boca. Todos da mesma altura, e com o mesmo estilo de cabelo. Os mesmos sapatos e a mesma roupa.
- Olá!
- Olá!
- Olá!
Disseram em uníssono.
- Eu sou Kala.
- EU sou Kale.
- Eu sou Kali.
- E nós somos gêmeos! – de novo todos juntos.
Lola ficou zonza, mas logo reconheceu que eles TINHAM de ser gêmeos, os três se pareciam demais. Eles pediram para que ela saísse da cama, e então a colocaram sentada em uma das cadeiras. Ela obedeceu, e então eles começaram á falar coisas do tipo: Festa da casa da Dalila! Sabe como o seu vestido vai ser? Quer um ou dois brincos? E outras coisas que confundiram mais ainda Lola. Por fim, ela disse que preferia esperar por Heikki, e todos concordaram juntos.
- Sabe, você é bem bonita, Lola. – Kala sorriu grandemente.
- Sim, muito bonita, Lola. – Kale concordou.
- Muito, muito bonita, Lola. – Kali apoiou.
- Obrigada, meninos. – Lola sentiu o rosto vermelho. Ela nunca recebia elogios, somente elogios dos doentes que ela cuidava.
- Seu cabelo é a parte mais bonita. – Kale comentou.
- Sim, o cabelo tem um caimento muito perfeito. – Kali acrescentou.
- O cabelo é bem avolumado. – Kala disse.
Lola passou a mão por seu cabelo, e respirou fundo.
Ela já sabia o que fazer.
º º º
Pela manhã, os tributos foram examinados, e os produtores pessoais puderam ver os detalhes e a personalidade de cada tributo, incluindo Lola e Heikki. Os dois chamaram muito a atenção dos gêmeos da Capital, e lhe deram várias idéias para roupas. Lola, porém, não se sentiu a vontade com os trigêmeos falando inúmeros benefícios que ela tinha, sendo que Heikki não conseguia citar nem um.
- Acho que tem alguma coisa á ver com os 100 anos de Jogos Vorazes. – Heikki disse, quando eles saíram do quarto.
- Que tal eu cortar meu cabelo? – Lola soltou.
- Cortas seu cabelo?
- É, bem curtinho. Tipo, no pescoço. Ficaria legal, não ficaria? E eu poderia passar bastante lápis, para meu olho ficar mais claro, e usar algumas...
- Lola, para... – Heikki revirou os olhos e a envolveu contra sua vontade. – Você não precisa se parecer com a Serena. Eu nem gosto dela. Você é linda, Lola, do seu jeitinho.
Lola abaixou os olhos. Ela não se sentia linda. Ela se sentia uma hippie idiota. Lola chegou a conclusão de que: Ela não seria mais hippie. Se Heikki não gostava de hippies, ela não seria uma.
- É igual á sua avó, eu não gostava dela, porque ela era hippie, mas quando eu a conheci melhor, percebi que ela era uma coroa muito legal! Igual você, Lola. Você era uma menina bobinha, para mim, mas agora eu sei que você é forte. Você não precisa agradar ninguém, Lola.
“Eu preciso agradar você”
- Vamos tomar o café da manhã, antes que os outros acabem com ele!
Ela somente concordou, sem ânimo.
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