Notas iniciais
Tributa nova! Lyra Vancooper!

Lyra Vancooper

How You Remind Me — Nickelback

Chuta embaixo, vira, golpeia, contra lâmina, bloqueia, bloqueia, corte á esquerda, meio, cabeça, defende, mão, pescoço, e... Morreu.

- Obrigado pela belíssima demonstração, Senhorita Vancooper.

- Que isso, pai. – respondeu Lyra e olhou para os novatos, abrindo um sorriso ao vê-los hipnotizados e atentos á sua lâmina.

- Pode voltar para a sua aula com os mais velhos. – ele disse.

- Tá.

Lyra caminhou calmamente até sua turma, onde seu irmão já estava esperando-a. Lyra tirou os protetores da mão,e deixou a espada de lado.

- Se exibindo de novo?

- Você sabe como é o papai...

- Ele adora a filhinha dele.

- Ah, pare com isso, Helor.

Helor deu de ombros e se virou para ouvir o mentor ensinar á usar uma adagas dupla. Lyra se sentou, tirando as botas e trocando-as por um sapato de corrida. Ela não queria mais lutar, ela queria chamar a atenção. Vamos fazer isso, então.

- Onde você vai? – Helor perguntou.

- Vou pra Booner.

- AH, não, Lyra... Você já deu problemas demais.

- Fique tranqüilo, quatro garotos não vão brigar por minha causa dessa vez.

Helor ergueu uma sobrancelha para a irmã, e ela somente piscou e sorriu.

- Tá, mas se o papai perguntar qualquer coisa eu vou dizer que não sei. – Helor se virou e começou á caminhar em direção ao instrutor, tirando a atenção dele para que Lyra pudesse sair sem ser vista.

Lyra sorriu, esse era o irmão que todo mundo queria. Pegou sua mochila e partiu pela porta da academia do Distrito 4. E deu de cara com Jou.

Ah, não, o Jou não... – pensou.

- E ai, gatinha. – Jou sorriu e tentou passar as mãos pelos braços de Lyra.

- Sai daqui, idiota. – Lyra mandou.

- Você lembra do P-Sherman, não lembra?

- Lembro. – Lyra revirou os olhos. – Com licença.

- Ei, gata, espera. – Jou segurou seu braço.

Lyra perdeu o juízo:

- Me solta, filho de pescador!

Pronto, Jou partiu pra cima dela. Lyra se esquivou do soco forte dele, mas não teve a mesma sorte no segundo soco, que a atingiu no rosto. Lyra sentiu todas as veias de sua face começarem á pulsar (se é que lá havia alguma veia sobrando). Ela cotovelou-o e o socou no nariz. Quem é que dava um tapa no rosto de Lyra Vancooper? Lyra sentiu alguém puxando-a e se sentiu nos ares enquanto P-Sherman á tirava de cima de Jou.

- Ei, garota, calma. – ele disse, prendendo-a.

- Se não me soltar agora o estrago vai ser em você.

Comovido com as palavras dela, P. soltou-a. Ela cuspiu ao lado de Jou e saiu pisando duro. Ela não aturaria idiotas novamente. Namorar ele foi seu pior erro.

Lyra entrou no bar e então se sentou no banco, emburrada, pediu uma cerveja e moça logo á atendeu.

- E ai, Lyra, tudo bem ? – Beto se sentou ao seu lado.

- Cale a boca. – ela resmungou.

- Não está em seu melhor dia, não ?O que foi ? Ganhou mais um fora ?

- EU ODEIO OS HOMENS!

- Ah, eu também. É por isso que eu fico com mulheres. – Beto passou sua mão entre as pernas de Lyra.

- Não vai conseguir sexo grátis hoje. – ela sorriu.

- Tenho que pagar quanto?

- Nem pagando, idiota. Comigo não.

- Vai, Lyra, desencana...

- Não sou prostituta, meu filho. Eu tenho reputação. Não vou dormir com um... Filho de pescador.

- O quê que tem ser filho de pescador? Seu pai nem é tão rico assim.

- Ele tem a maior fábrica de mariscos.

- E se não fossem os pescadores, ele estaria falido.

- Que se dane.

Lyra se levantou, sem fazer questão de pagar pela cerveja. Sabia que Beto pagaria por ela. Ela se encaminhou pela estrada, enquanto deixava o bar para trás. Um bom copo de cerveja, esse era seu calmante.

Lyra viu com o canto do olho algumas meninas de sua classe escolar se jogando para cima dos caras encostado nos carros e nas caminhonetes. Ela riu. Elas sim eram prostitutas baratas. Lyra só dormia com gente digna de seu prazer.

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Lyra Vancooper

Notas finais
Mandem beijos pra Lyra! O próximo é ou da May ou da Bolina. Escolham e votem em qual das duas vcs querem!