Notas iniciais
Capítulo do Darin, fofo, lindo e tudo de bom! Hoje vocês IRÃO ver ele, eu prometo! Mas ele é o MEU nerd, ok, junto com o Asukin(feat. Gordin).

Darin Astaroth

Qual seria o motivo de sua existência? Darin não sabia. Talvez nunca ficasse sabendo, mas que isso o atormentava, sim, atormentava. Darin se sentou ao lado de seu mentor e então debruçou sobre a mesa, mordendo a madeira.

- Que isso, criança? – o mentor perguntou.

- Vontade de morrer. – ele respondeu.

- Como?

- Você não vai entender. – Darin escolheu as palavras certas. – Os seres humanos são...

- Nojentos, terríveis, escrotos...

- Isso. – Darin levantou a cabeça.

- É, eu concordo com você. Assim que você começa á estudar história, percebe isso. Não existe raça pior.

- é, eu penso igual! – Darin se animou como qualquer criança de quatorze anos se animaria. – Você sabe, todos as coisas terríveis, as pessoas não pensam elas simplesmente jogam sua vida fora.

- Sim.

- Eu não sou como as outras pessoas. Eu sou diferente! Mas ninguém entende isso, ninguém pensa como eu! Elas me vêem andando por ai, como uma sombra, mas ninguém sabe o quanto eu penso sobre elas.

- Sim. Eu sei disso.

- O Senhor me acharia louco se eu contasse tudo o que gostaria de colocar na cabeças ocas das pessoas.

- Manipulá-las?

- Seria bom.

- Sim, seria.

Os dois ficaram quietos.

Darin olhou para seu mentor. Um velho de cabelos louros e barba grande. Olhos extremamente escuros, e um nariz de batata. Ele se sentia seu filho, de um modo estranho. Mal o conhecia, mas já havia contado metade de sua vida.

- Sei como se sente, criança. Na sua idade eu matava pessoas por simplesmente nada. E eu adorava vê-las chorar.

- Eu também! Matei um ontem!

O velho abriu um sorriso. – Tomara que você não fique encalhado como eu. Agora estou sozinho, e não tenho ninguém para dividir minhas idéias e pensamentos.

- O que? Mulher? Não, mulheres tem a cabeça ainda mais oca do que o normal. Nunca me casarei.

- Eu tinha a mesma cabeça que você, e olhe no que deu! Sou uma mula ambulante preso á mês pensamentos! Sou sozinho e solitário, mas você é jovem. Ache uma bela dama que tenha paciência para ouvir, e então diga á ela tudo o que sabe, e ela acreditará em você.

- Como pode dizer isso?

- Eu já me apaixonei. Mas ela estava nos Jogos também e morreu. Era do Distrito 8. Tinha longos cabelos trançados em uma escura trança. Olhos grandes e curiosos, e ela sempre estava pronta para ouvir o que eu tinha para dizer. Ela me achava louco, mas confiava me mim. Era incrível.

- E ela morreu.

- Sim. As pessoas incríveis morrem primeiro. É por isso que eu estou vivo até hoje. – o velho riu, e Darin se encolheu. Se debruçando novamente.

- Nunca vou me casar, já disse.

- Claro, claro. Agora, menino, onde está a sua bela companheira?

- Tomando banho. – Darin respondeu sem muito entusiasmo.

- Ah, claro, tomando banho. Eu vou lá, vai que ela precisa de um xampu ou uma toalha...

- Não! Você vai ficar aqui, velho tarado. – Darin cuspiu na cara dele. Pronto, odiava aquele mentor mais do que qualquer outra pessoa. Mesmo que ele entendesse Darin, ainda não passava de um mero humano nojento.

- Mas eu só ia...

- Shiii! Cale a boca, velho imundo. – Darin resmungou, enquanto se levantava e entrava em seu quarto, que dividiria com a entediante Bolina Montenegro. Menina magra, sem graça e com bochechas gordas.

Darin se espreguiçou enquanto escolhia sua cama. Pegou á que estava de frente para a TV e então á ligou em um canal qualquer.

- Ah! Droga, Darin! – ele ouviu Bolina resmungar do banheiro. – Pelo menos avise que está aqui!

- Não preciso.- Darin deu de ombros. – Você deveria estar agradecendo a minha entrada aqui.

- Você é egocêntrico. – ela retrucou, abrindo a porta do guarda-roupas.

- Não sou egocêntrico, sou diferente.

- Está sendo esnobe.

- Esnobe, quem eu? AH, Bolina, eu não tenho um belo físico para ficar exibindo á todo mundo.

- Você tem um par de óculos, isso chama muita atenção.

- Só se for a sua.

- Sim. – ela respondeu.

Darin ergueu uma sobrancelha enquanto dava uma espiada curta em Bolina, enquanto ela vestia sua lingerie, mas logo voltou a atenção para a TV.

- Então, Bolina, gostando do nosso passeio de trem? – ele perguntou.

- Você parecia tão quieto e... obscuro. – ela disse, se virando enquanto amarrava o fecho do sutiã um número acima do que ela deveria usar.

- Eu sou obscuro. Mas não quieto. Se você estiver disposta á me ouvir...

- Ah, pensei que fossem os homens que deveriam ouvir a chatice das conversas femininas.

- Sim, na maioria das vezes. Mas talvez eu tenha algo interessante para falar.

- Talvez?

- Sim. Talvez.

- Certo, Darin Astaroth, me diga essa coisa tão “interessante” – ela fez aspas com os dedos, enquanto colocava a calça do pijama e por fim a regata.

Bolina se sentou no final da cama, e ficou olhando para a TV, enquanto se deitava ao lado das pernas de Darin.

- Você sabia que á muito tempo atrás, perto dos séculos, os negros eram tirados de suas terras natais e vinham para os estados, que hoje é Panem, para trabalhar?

Bolina ergueu uma sobrancelha e se aproximou.

- Verdade? E por que?

- Porque os católicos acreditavam que eles eram uma epidemia com suas crenças e religiões próprias.

- E o que os católicos fizeram?

- Eles batiam nos negros e os fizeram de escravos.

- Tipo... A gente, em Panem?

- Mais ou menos.

- Legal. – Bolina comentou.

Darin se entusiasmou.

- E você sabia que a Segunda Guerra Mundial foi por causa de etnias, também? Foram contra os judeus. E Lutou a Europa, um dos continentes que existia no mundo, antes da Grande Guerra.

- Sim, isso eu sabia.

- Como?

- Minha avó e meu avô são alemães. Eles me contam as histórias de seus ancestrais.

- E você sabia dos holocaustos?

- Não. O que é isso?

- São lugares onde os judeus eram mortos.

- Sério?

- Sim.

- Nossa. Deveria ser bem legal.

- Legal?

- Sim, os judeus eram raças de... Piolhos imundos e nojentos. Uns verdadeiros Saukerls e Saumenchs.

- O que são isso? – Darin se perguntou.

- São xingamentos em alemão.

- Não conheço. E eu sei falar alemão.

- Sabe?

- Sim.

- Legal!

- Seus avós disseram que os judeus não prestavam?

- Sim.

- Bem, é porque eles são alemães, mas é totalmente o contrário.

- Não acho. Os judeus mataram Jesus, eles merecem punição.

- Os judeus não mataram Jesus, foram os romanos.

- Romanos?

- Sim. Eu acho...

- Nem eu sei direito...

Darin e Bolina ficaram quietos.

- Eu sei falar japonês! – o menino soltou.

[O Nerd Lindo Meu e da Bolina!: http://nosgeeks.com.br/wp-content/uploads/2011/11/ator_asa_butterfield.jpg]

Notas finais
Gente, o Darin é só meu! BUahahahahah', e como ele é personagem do Gordin... Aham, Boa Noite.