Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
25 Ombros Para Trás
Notas iniciais
Bolina Montenegro
Bolina se aconchegou no travesseiro macio e nas cobertas quentinhas de sua cama. Ela não tinha isso em casa. A Capital era legal, em uma parte. Mas em outra era terrível. Bolina ouvia somente sua respiração, enquanto tentava dormir. Darin não fazia som nem ruídos. Mas ela sabia que ele estava vivo.
- Darin? – chamou. Mas ele não atendeu.
Bolina simplesmente desistiu e então virou-se de costas para a cama do menino. Abraçou o próprio corpo, e então dormiu.
º º º
- Que maravilha! Que maravilha! – Piper sorria. Piper era o homem da Capital. – quatro tributos fortes! O Distrito 2 vai vencer!
- Só um de nós. – Jas sorriu.
Jas, ou Jason, era o outro tributo do Distrito. Ele parecia carismático á certo ponto, mas se estressava facilmente. Ele tinha 18 anos, e disse que era um bom espadachim. Sua companheira, Acacia Carter, tinha 16, o que fazia dos dois uma dupla forte. Ela também era engraçada e muito amigável. Ela se enturmaria facilmente. Os dois na verdade. Bolina começou á pensar porque a tal Meell do Distrito 1 teria tido a idéia de juntar ela com um anti-social como Darin. Qual seria a razão? Á algum tempo, haviam saído boatos de que Meell estaria comandando uma Revolta secreta no Distrito 1, mas ninguém sabia se era verdade. Será que Meell estaria querendo fazer uma revolta com Tributos injustiçados? Darin era um. Bolina outro. Acacia e Jas eram... Diferentes. Apostava que o Presidente havia escolhido eles pelo motivo de serem excelentes em quase todas as armas. Bolina suspirou. Injustiça.
- E será eu. – Acacia sorriu para todos, tentando soar com seriedade, mas ao mesmo tempo, amistosa.
- Darin também tem muitas chances. – o mentor se intrometeu.
- Darin é introvertido. – Bolina suspirou, se debruçando, do mesmo jeito que Darin estava. – E eu estou odiando-o ao extremo.
- Ora, eu também odeio você, Bolina Montenegro. – Darin lhe deu um sorriso.
Bolina mostrou a língua e então tomou um gole de seu café.
- Logo estaremos na Capital! – Piper estava empolgado. – Lá nós teremos todo o luxo que merecemos. Vocês irão receber tratamentos especiais e cortaram os cabelos, terão estilistas exclusivos e... Ah, claro, como eu poderia esquecer?, vocês irão desfilar!
- Que empolgante. – Bolina riu.
- Não seja irônica. – a mentora entrou no vagão-bar. – Capital odeia ironia. Anda, levante-se, meninas não ficam curvadas. E fique com os ombros para trás. O peito para frente. Não se olha para baixo, isso mostra reverência.
- Devo reverenciar a Capital.
- Nunca. – a mentora trincou os dentes. – Fique ereta e nunca se curve. A Capital não precisa de Tributos fracos. – ela se sentou ao lado de Bolina. – Agora, pare de se sentir á inferior, e trate de colocar esses cachos para trás. Isso. Abra os olhos, seus olhos são grandes, deixe-os á mostra. Tire essa franja da cara, suas bochechas são redondas. E sempre mantenha a postura. Seja educada e vai sobreviver.
- Já escolheu a sua Madgi? – o mentor riu, enquanto se sentava ao lado de Darin. – Eu também.
- Ih, e a gente? – Jas sorriu.
- Nós não precisamos de babás. – Acacia riu enquanto mordia seu pão.
- Os mentores de vocês... São mais... Relaxados. – Mandgi respondeu.
Sua coluna era ereta, os ombros estava para trás e seus cotovelos não relavam na mesa. Ela era uma cópia de uma típica mulher da Capital. Detalhe: Ela era do Distrito 2. O que não era muito diferente. Bolina pensou se tinha sorte: Sua mentora a odiava, estava na cara.
- Me avise quando você terminar o seu café-da-manhã. – Madgi disse. – Irei ver se você é uma mulher completa.
- Eu ainda não menstruei! – Bolina reclamou, fazendo todos voltarem seus olhares para ela. O que a intimidou.
- Nunca se fala disso na mesa! – Madgi fechou a cara. – Eu quis dizer que iria treinar com você. Não que iria ver se havia uma mancha vermelha na sua calcinha.
- Ahn, desculpe. – Bolina abaixou a cabeça.
- Nunca se abaixa os olhos! – ela disse novamente. – O que eu disse? Você tem a cabeça dura, menina. Teimosa como uma mula.
- E você não para de me humilhar! – Bolina rebateu.
- Uma mulher nunca ergue a voz! – Mandgi ergueu sua voz.
- Você está gritando comigo!
Nesse momento todos já estavam com as cabeças de uma para outra, como se estivessem assistindo á um jogo de ping-pong.
- Você está me desrespeitando, Bolina Montenegro!
- Que se dane. – Bolina se levantou, empurrando a cadeira tão forte que acabou caindo, enquanto ela saia batendo o pé.
Madgi olhou em volta e então se levantou, arrastou a cadeira sem fazer ruídos, e foi par ao vagão ao lado.
- Estão ouvindo algum barulho lá? – ela perguntou enquanto passava pela porta. – As vezes eu queria ser do Distrito 1!
º º º
Bolina matou outro carinha do jogo. Darin entrou pela porta. Ela suspirou.
- Fiz besteira.
- Sim. – ele concordou, só.
- Ela vai me proteger na Arena e eu aqui, fazendo ela me odiar. – Bolina jogou o controla para o lado, e Darin o pegou, começando á jogar.
- Ela não te odeia. – o menino disse, sem olhar para ela.
- Ela quer que eu me comporte como se fosse da Capital. Novidade: Eu não sou da Capital. E nunca vou ser.
- Sim, isso é certo. – ele matou um dos carinhas.
- Quer saber, eu vou pedir desculpas.
- O que? E ser fraca? Não, Bolina. Você não pode pedir desculpas. Ela é que tem de te pedir desculpas, está tentando te mudar.
Bolina pensou um momento.
- É, você tem razão. Ela não pode me mudar. – Bolina sorriu e se deitou ao lado de Darin. – Darin, você me acha bonita?
- Sim. – o menino respondeu, sem dar muita importância para a pergunta.
- Hum. – Bolina se segurou. – E você me acha legal?
- Se você quer saber se temos algo em comum a resposta é: Não. Eu não quero ninguém.
- Não era isso. – Mentiu Bolina. – Eu só queria saber. Meu pai não era o tipo de pai que dizia que eu era bonita.
- Mas você é. Aceite. Agora me deixe concentrar no jogo.
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