Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
59 Eu Evolui
Notas iniciais
Anne Agron
Anne cruzou as pernas, enquanto a corte tomava ordem. Eles estavam eufóricos. A princesa iria ser coroada Rainha agora. Anne olhou para se lado. Em pé, no terceiro degrau que levava aos tronos, estava Iago. Ele não tinha aceitado ser Rei junto com Anne, e agora ela teria de cuidar do reino sozinha. Anne se levantou, e se curvou diante das pessoas. Sua mãe, a rainha, se ergueu dentre os degraus e então tirou a coroa de sua cabeça, a mostrou á todos, e então Anne se ajoelhou. Ela colocou a coroa em sua cabeça, e beijou a teste da filha. Anne se levantou e reverenciou á todos.
- Viva a Rainha Anne Agron! – Iago sorriu.
Todos saudaram-na e começaram á rir e conversar tranquilamente. Anne se jogou no trono, que era bem duro, e quase deixou a coroa cair.
- Levanta a cabeça, princesa, se não a coroa cai. – Iago riu, se sentando no trono do lado.
- Esse trono é do meu pai. – Anne o repudiou.
- Eu sou seu pai agora.
- Você deveria ser o meu marido.
- Não, eu cuido de você, eu não dou “filhos” pra você.
- O marido cuida da esposa.
- Pode esquecer esse lance de marido, Anne. – Iago riu. – Vem, eu quero te levar ao templo de Diana.
- Mas não há nenhum templo á Diana aqui.
- Exatamente. – Iago sorriu e então pegou a mão de Anne, a levantando do trono e a levando consigo. Ninguém nem notou os dois saindo furtivamente da festa.
Iago saiu do castelo, e levou Anne até os jardins. Lá ele pulou o muro de pedra e ajudou Anne a pular também, os dois começaram á correr, em direção á Lua, subindo uma colina sem fim. Quando chegaram em cima dela, se deram contra o nada, um abismo profundo, onde só a Lua grandiosa e redonda reinava.
- Um templo perfeito. – Anne sorriu.
- Sim. – Iago bocejou e ergueu os braços, se espreguiçando. Ele passou cuidadosamente o braço sobre os ombros de Anne, sem que ela percebesse.
- Você... Como soube desse lugar?
- Vim aqui depois da nossa briga, lá na casa abandonada.
º º º
Anne se grudou ao peito de Iago, chorando e tentando excluir sua parte evoluída. Ele a abraçou e os dois sentaram na cama. Anne ergueu o rosto, e olhou dentro dos olhos do garoto. Ele somente sorriu e beijou a ponta de seu nariz. Anne sorriu para si mesma. Perdoada. Ela estava perdoada. Ergueu o rosto mais uma vez, e tocou os lábios de Iago, ele se aprofundou mais, e os dois tocaram a alma um do outro.
Anne se virou e puxou Iago lentamente para cima dela, enquanto os dois se deitavam na cama. Iago, que de bobo não tinha nada, passou suas mãos pela cintura de Anne, e a prendeu contra ele, e adentrou com sua língua no paraíso que deveria ser Anne. Ele não conseguiu pensar em mais nada, enquanto a beijava, o desejo subia por sua mente, mas ele sabia se conter.
Anne soltou a boca de Iago, e segurou sua cabeça, e colocando contra seu pescoço. Recebeu beijos delicados e suaves em seu pescoço, enquanto sorria e se arrepiava. Ela adorava ter Iago em seus braços.
- Tire a minha roupa, Iago. – Anne disse.
- Não. – ele respondeu, enquanto beijava seus ombros.
- Não? – Anne abriu os olhos e segurou o rosto de Iago.
- Não. – ele disse, simples. – Eu tenho que tirar sua roupa?
- Tem. Quer dizer, é assim que acontece, normalmente.
- Eu prefiro não ser normal, igual ou repetitivo. Gosto de ser original.
- Mas então por que você ta fazendo tudo isso?
- Como assim?
- Por que você... Ta me beijando e me acariciando?
- Porque... Eu quero fazer carinho em você?
- Mas... Só isso? – Anne ergueu uma sobrancelha.
- Sim, ora, eu posso fazer carinho. Não é só porque eu to te acariciando que eu quero transar com você.
- Não foi isso que eu disse. – Anne alterou a voz, com o rosto queimando. – E você não quer... ?
- Tenho que querer? Sou obrigado agora á querer transar com você, Anne?
- Não! Claro que não! Você está entendendo tudo muito errado... Eu só queria...
- Então o que você queria, Anne?
- Eu... – Anne tentou pensar em algo. – Só...
- Você queria transar sim, agora, se não admite nem isso, então nem sei porque ainda confio tanto em você.
- O que, mas Iago...! – Anne tentou segurá-lo antes que saísse do quarto, mas ele a empurrou, lançando-a na cama, e virou as costas, sem mais, nem menos.
Anne ficou sentada na cama, até recomeçar á chorar. Estava tudo tão perfeito... E a boca grande dela acabou estragando tudo!
º º º
- Quero voltar. – Iago disse. – Para antes, antes da briga.
- Quando a minha boca ainda estava fechada pela sua? – ela olhou para o chão.
- Não.
- ...
- Para quando eu nem existia. Muito menos você. Para quando isso aqui existia. Você sabe que os Idealizadores não criam, ele só fazem replicas. Você já pensou nisso, Anne? Tudo aqui já existiu. Imagina o que as pessoas daquele tempo achavam? Será que eram atormentadas por guerras o tempo todo, ou será que na maior parte do tempo elas ficavam apreciando a Lua, e acreditando em deuses imaginários?
- Eu não sei, Iago. Nunca pensei nisso.
- Nem eu. Minha cabeça sempre fica ocupada cheia de sons, músicas e letras... Eu transformo minha vida em música, eu me acalmo assim. Mas quando eu vim para cá, olhando para a Lua, a única coisa que eu conseguia pensar era em você. No seu sorriso, no jeito em que você ficava brava facilmente. Como era sedutora e irrevogavelmente chamativa e ameaçadora. Eu sabia que você poderia me decapitar quando quisesse. Mas mesmo assim eu ficava mais assombrado com a sua beleza. Isso soa muito...
- Não, é perfeito. Eu não to nem ai se os outros meninos não dizem isso.
- Pensei que você gostasse de como os outros meninos agem.
- Não, os outros meninos só me vêem pelo que eu tenho á oferecer a eles.
- E o que você tem a oferecer á mim?
- O que você quiser. – Anne sorriu, envolvendo Iago. – Poder, luxúria, orgias...
- E se eu quiser você?
- Está dentro do pacote.
- E que pacote é esse?
- O pacote de “Torne-se o Rei de Roma”.
Iago ficou frustrado, mas logo sorriu e então acariciou o rosto de Anne com o seu nariz.
- Tenho medo de dizer que amo você. – ele sussurrou.
- Por quê?
- E se você me morder?
- Ah, mas eu vou te morder sim.
- E se você me prender?
- Eu vou te prender.
- E se você morrer?
- Isso seria um tanto desastroso, mas vou dar minha vida para ficar viva.
Iago sorriu e então segurou firme o rosto de Anne, o trazendo para si, ele a queria, ela o queria. Se houvesse qualquer coisa que o destino pudesse mandar... Parcas malditas, eu diria. Mas como o destino quis sorrir e abraçá-los, o que houve foi um beijo suave, e uma conexão de linhas de vidas diferentes. As parcas uniram a linha de Anne e de Iago, e lá eles duraram para sempre, até que o sempre acabou. Iago sorriu para Anne, e disse o Eu te amo que toda mulher gostaria de ouvir. Se houvessem três bilhões de Iagos do mundo para suprir essa necessidade... Mas Anne era sortuda, somente ela o tinha. Os outros haviam morrido de formas trágicas, dramáticas e dolorosas. Poderíamos contar nos dedos. Dois. Somente dois homens chegaram ao que Iago era hoje. O nome deles era Leo Frangz e Lucca Sant’Dio, ambos perderam suas vidas pelo amor. E agora era a vez de Iago. Mas ele era O Diferente. Se as parcas o encararem assim, talvez sua linha fosse mais longa que o habitual. Mas o que estou falando? Sou um narrador sem vergonha, coragem ou dignidade para dizer isso á uma pessoa como você, que em hipótese alguma poderia dizer que a humanidade está muito longe do que está agora. Dê graças á Deus por Panem não ser sua terra.
º º º
- Mas por que você não quer me ver nua?
- Pra não cair em perdição.
- Perdição?
- Não posso ter relações sexuais antes de me casar. – Iago respondeu. – É a religião da minha mãe. Ela diz que é muito feio as garotas grávidas por ai enquanto os caras só querem saber de molhar o bico e fazer mais filhos com outras.
- Você não irá me deixar se eu ficar grávida.
- Sim. Mas em parte é porque não tenho escolha.
- O que?
- Quer dizer, eu nunca te deixaria criar um filho meu sozinha, mas... Estamos nos Jogos, cá entre nós, eu nunca conseguiria correr de você.
Anne ergueu uma sobrancelha.
- Por favor, não encare isso pelo lago negativo.
- Certo, vou tentar. – ela deu de ombros. – Agora temos de voltar para o castelo.
- Vou poder dormir na cama da Rainha?
- Não. Somente o Rei pode. – Anne o cutucou com o dedo.
- Por que você não, simplesmente, me obriga á casar com você? É mais fácil, não acha?
- Quero que você se case comigo por vontade própria.
- Você não disse isso ao Noah, disse?
- Ahn... Não. Foi totalmente ao contrário.
- Ainda não consigo imaginar você se arrastando e se jogando em cima dele. Nem ao menos se despindo diante dos olhos dele. Como você pôde, Anne?
- Ah... – Anne sentiu sua garganta diminuir. – Eu não sei...
- Não consigo nem mesmo me imaginar com você. Deitado em uma cama real, num colchão real, nu, e com uma princesa real ao meu lado.
- Rainha.
- Pra mim você é uma princesa.
- Rainha são mais fortes e poderosas.
- Eu prefiro você delicada e vulnerável como uma princesa, assim eu te protejo.
- Por que eu só me apaixonei por você depois dos Jogos? Porque não antes? No nosso Distrito? Por que eu só te conheci aqui?
- Assim quis o destino. Cada vez nos massacrando mais.
- Sim. Você tem razão. Eu invejo aqueles pobres pais, que mesmo com seus filhos correndo risco de ir para os Jogos, ainda conseguiram passar por eles, intactos, e agora estão juntos, num lar quente.
- Qualquer um inveja esses danados. Até mesmo os Vitoriosos.
- Quanto mais simples, melhor.
º º º
Anne recebeu seus presentes de coroação, então, como se não bastasse, mais presentes chegam. Sete, ao todo. Com nomes de...
- Heikki, Lola, Mandy, May, Simbad, Lucy e Noah. – Noah cruzou os braços. – Viemos ver a “Rainha”.
- Ora, grande Noah. – Anne riu, deliberadamente. – Perdeu seu trono, você sabe. Não tem mais como recuperar.
- Não vim por causa do trono. Vim aqui buscar meus pertences. – ele disse, e indicou a escada e a porta que os outros deveriam usar. – Anne, minha querida, eu tenho a minha guilda, não preciso de você. Sabe, Roma é grande demais... DESGRAÇADO! FILHO DA PUTA! – Noah revidou em Iago.
- ISSO FOI POR VOCE TER VISTO A MINHA ANNE PELADA! – ele gritou.
- Vai se ferrar, foi ela que tirou a roupa.
Iago se assentou no trono ao lado de Anne.
- Ah, então você conseguiu seduzir um idiota coitado qualquer, não é, Anne, minha querida.
- Não precisei seduzi-lo.
- Ele já veio correndo pros seus braços, não? – Noah riu. – Quando eu...
A porta do castelo se abriu com um barulho ensurdecedor, de novo, e Anne só pôde pensar: Mais presentes?
- Samanta, Esmeria, Darin e Bolina. – uma garota de olhos azuis intensos e cabelos em um tom escuro de loiro disse desleixadamente.
- Bem vindos, blá-blá-blá. – Anne revirou os olhos. – Deixem seus presentes no lado inferior do castelo, obrigada.
- Nós temos de ir pro lado inferior? Nossa presente é um presente. – Sam riu.
- Nós viemos aqui para avisar a Rainha de que uma besta enorme vem vindo na direção do castelo. – Bolina disse.
- E como posso saber se estão falando a verdade? – Anne perguntou, erguendo uma sobrancelha.
- Sou sacerdotisa do templo de Júpiter, e a Esme é do templo de Marte. – Sam disse.
- E por que vieram me avisar? Se não me engano vocês, sacerdotes, me odeiam.
- O nome do monstro é Capitol. E recebemos ordens de unir todos os sobreviventes para a luta contra o Capitol.
Anne ergueu e uniu as sobrancelhas, e então bateu o punho em seu trono.
- Mandem mensageiros por todos os cantos da Roma e chamem todos os tributos ainda vivos. – Anne disse, uma ordem um tanto fraca, porém seus servos obedeceram na hora. – Fiquem, descansem enquanto os outros não chegam. Os quartos naquela escada estão vagos. Cada guilda terá direito á somente um.
- Meu quarto tem espaço para os meus seis oficiais. – Noah deu de ombros e foi para seu quarto.
- Tomara que tenham uma banheira nessa coisa, pois senão... – Esme disse enquanto subia a escada.
Anne suspirou e então olhou para Iago, que sorria.
- Ei, pare de rir de mim! Ser Rainha sozinha dá trabalho!
- É, estou vendo.
- Me ajude, então.
- Não. – Iago riu e se levantou. – A Rainha não quer vir até os meus aposentos e...
- Claro, a Rainha quer.
º º º
- Majestade, os últimos tributos chegaram. – bateram na porta.
Anne puxou seu vestido para cima dos seios e gritou que era para eles esperarem no salão principal. Iago riu da pressa dela, enquanto colocava seus sapatos. Ele nem se eu ao trabalho de fechar a blusa. Ele se levantou e saiu do quarto de Anne, indo para a sala dos tronos e se sentando no do Rei. Ele não era Rei, mas tinha esse privilégio. Anne apareceu, linda como sempre, e mandou os tributos entrarem.
Onze.
A maioria deles era IC.
Esmeria Thompson
Samanta G.
Lola S.
Heikki A.
Noah C.
Lucy S.
Mandy Storn
May S.
Simbad S.
Bolina M.
Darin A.
Raquel Michalek
Tyler Lockwood
Luke B.
Ruan Raimond
Anne fez uma nota mental para se lembrar mais tarde de anotar o nome de todos em um rascunho. A maioria estava sozinho, em nenhum grupo, e o maior grupo era o de Noah. Anne deu armamento á todos, e mandou que esperassem ali mesmo. Todos se sentaram no chão, e começaram á conversar sobre a luta contra o Capitol.
Anne estava olhando em volta quando sentiu seu mato ser puxado. Ela olhou para os pés das escadas e viu uma garotinha loirinha, de olhos azuis gélidos e com uma bandana que cobria quase sua testa inteira. A franja loura caia sobre a mesma.
- O Capitol, ele é um monstro feito pelos ID.
- Sim. – Anne quis ouvir mais.
- Eles são Idealizadores revoltados, você sabe, aqueles que vieram dos distritos e estão aqui na Capital.
- Sim, eu sei.
- O Capitol é um protótipo do que vai acontecer na Arena e fora dela.
- Como chegou á essa conclusão?
- Minha família e eu chegamos á conversar.
- Família?
- Noah, Mandy, May, Simbad, Heikki e Lola.
- Ah, sei, sua família. – Anne riu.
- Nós iremos lutar juntos. – Lucy disse. – E nem isso vai me tirar da batalha. – ela levantou e mostrou a incrível cicatriz ainda aberta em sua testa.
Anne fez um positivo com o dedo e olhou para Iago.
- Ahn, ei pequena, quer ir caçar coelhos comigo? – Iago entendeu o sinal.
- Não. Eu não sou boba, burra ou idiota. – Lucy disse. – Só evolui.
Anne sentiu um aperto em seu peito. Lucy era a prova de que dava para evoluir para melhor.
º º º
Anne foi atingida no peito, mas sua armadura a protegeu, ela mandou uma ordem para que seu exército avançasse, e eles atacaram com clamor.
Noah ergueu sua espada e desferiu três golpes mortíferos da besta.
Lucy e May pegaram arcos e dividiram aljavas cheias de flechas. Bolina e Darin estavam na lateral os dois com espadas e se defendendo enquanto tentavam acertas os flancos da armadura da besta.
Heikki estava atrás, com uma lança em mãos e uma espada na outra. Tomou força e a lançou contra o capacete do Capitol. Lola estava cuidando dos feridos.
Mandy se uniu á Legião, a guilda de Samanta e Esmeria, e juntos eles estavam com escudos e lanças.
Samanta e Esmeria estavam com marchados nas mãos, e atingiam as pernas nuas do Capitol, mas a pele dele era quase impenetrável.
Os outros estavam enfiados na luta, tentando atacar ou se proteger. Quando finalmente venceram, eles se entreolharam, e perguntaram se era somente aquilo.
The Capitol
Notas finais
Como será que eles reagiram... Saiba no próximo caítulo!
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