Notas iniciais
Capítulo super lindo! Se emocionem!

Darin Astaroth

She Will Me Loved — Maroon 5

Darin se levantou e então olhou para Bolina. Ela estava sendo maquiada por uma mulher de cabelos verde esmeralda, e com pele no estilo oncinha. Bolina estava de costas para ele, mas seus cabelos estavam cacheados e soltos, volumosos. Com uma blusa cinza de inverno que era comum usar no Distrito 2, principalmente por mulheres ricas, calça jeans clara e boina rosa.

- Você vai assim? – Darin chamou a atenção de Bolina e da mulher-onça.

- Sim. – ela disse. – Por quê? Não estou bonita?

- Mais ou menos. – As bochechas de Bolina ficaram rapidamente vermelhas e laranjas.

- EU NÃO ESTOU ME VESTINDO PARA VOCÊ! – ela disse e se virou falando para que a mulher-oncinha que continuasse. A outra somente voltou á ajeitar seu cabelo e eu os toques finais do batom nos lábios. – Você dormiu enquanto eles cortavam seu cabelo. – Bolina comentou.

- Um sono muito bom. – Darin se espreguiçou.

- Vamos entrar daqui a pouco. Os caras do nosso Distrito, Acacia e Jason já vão sair do palco, então será nossa vez.

- Algo de mais aconteceu?

- Nada. Só a menininha do 1, ela caiu quando foi sair do palco. Todo mundo ficou rindo dela.

- É só uma garota desastrada. – Darin deu de ombros. – Não sei onde está a graça.

- É que o vestido dela subiu, e deu pra ver a calcinha.

- Hum. – Darin emitiu, com indiferença.

Bolina sorriu e se sentou em seu colo, pousando a cabeça em seu ombro.

- Ei, toma cuidado, viu, daqui a pouco você já fica com liberdade demais... – Darin disse.

- Você é como um irmão, pra mim. Mas um irmão bom.

- Não sou nem um pouco parecido com um irmão.

- Para mim você é.

- Eu te estuprei?

- Não fale assim comigo. – Bolina pediu. – No começo meus irmãos eram obrigados á dormir comigo.

- Admita: você era só uma bonequinha, um brinquedinho dos seus irmãos.

- Do meu pai, não deles. Meus irmãos aprenderam com ele. Aquele canalha... O Devon era muito legal comigo, nós éramos bons amigos. E o Daniel era... Um sonho de fofura, mas foram contaminados pela doença de meu pai. E você quase foi, também. Mas aprendeu á repudiar este ato. Por isso você é melhor que qualquer outro homem, Darin. Você não se vê por vencido pelo sexo grátis.

- Nem quero sexo.

- Exatamente.

Darin observou como Bolina fazia círculos em sua mão utilizando seu dedão. Ele teve um rápido flashback de seu beijo com ela, e então ficou atordoado. Bolina estava em seu colo, aninhada, acariciando-o, e ele simplesmente deixava. Ele estava sendo vencido por ela, ele não podia deixar as rédeas frouxas...! Ele não devia ser “irmão”. Ele era somente um companheiro de Distrito...!

- Você se lembra como foi que estuprou aquela menina?

- O que?

- Quer dizer, você lembra o que sentiu?

- Me senti poderoso. Me senti... Bem forte. Mas depois eu me odiei, e quis me matar.

- Meu pai deveria se sentir assim. Poderoso, forte. Homem.

- Que tal pararmos de pensar em seu pai, e em seu passado.

- Somos feitos de passado. Se formos ver direito, a única coisa que há em nós é passado.

Darin avaliou a frase de Bolina, e notou uma coisa um tanto curiosa: Ela tinha razão.

- Sim.

- O que?

- Sim, é verdade. Somos feitos de passado. Alguns são trevas, outros luz.

- Não sei o que sou.

- Luz, você é luz. – Darin disse.

- E você?

- Isto é óbvio, trevas.

- Eu te ilumino, então. – ela riu.

- Acho que sim.

º º º

- Senhoras e senhores, esses foram Darin Astaroth e Bolina Montenegro!

Darin e Bolina saíram do palco.

A mentora de Bolina os esperava. Ela tinha colocado um salto ainda mais alto do que o do trem, e usava um terno feminino bege. Ele estava totalmente esquisita naquela situação, mas continuava ereta e com a postura certa.

- Muito bom. – ela disse á Bolina.

- Ok. – Bolina respondeu e tentou fugir dali.

- E-ei, mocinha. Quero ter uma conversinha com você. – ela segurou o braço de Bolina e a puxou para algum canto.

Darin deu de ombros e disse á Bolina que sua mentora não iria mordê-la. Ele seguiu, viu seu mentor, ao longe. Ele estava comendo e conversando com uma mulher loura e com um sorriso fenomenal. Darin até sentiu seus velhos instintos voltando, mas logo balançou a cabeça e se lembrou: Ela é uma humana.

º º º

Darin...

Oi.

Estou com medo.

Do que?

Amanhã.

Sim.

São os Jogos... E se... Algo acontecer conosco?

Não vai acontecer nada.

- Você não pode prometer isso. – ela se virou de sua cama, ficando de frente para ele, na escuridão, seus olhos brilhavam.

- Vou tentar prometer.

- Não prometa. E se você me decepcionar?

- Todo mundo se decepciona uma vez na vida.

- Eu já tenho decepções demais. – ficaram em silêncio por minutos intermináveis. – Posso dormir com você, de novo?

- Não.

- Por favor.

- Não.

- E se for a última vez... ?

- Promete nunca mais pedir isso?

- Prometo.

- Então venha.

º º º

Darin abriu os olhos. Bolina tremia em seus braços, ela emitia gemidos e soluços de medo, o suor começava á brotar em sua nuca e em sua testa. Pesadelo, ele não precisava saber mais nada. Ela se mexia e tentava se desvencilhar das cobertas. Darin ponderou em acordar ou não ela, porém, Bolina já tinha acordado quando ele tomou a decisão.

- Ele me matava! Eu morria! – ela disse desesperada.

- Você não morreu, está aqui.

- Mas ele...

- Ele não vai fazer nada. – Darin garantiu. – Confia em mim.

º º º

Ele acordou, e viu o corpo de Bolina adormecido no outro lado da sala. Ela estava babando, e Darin conseguiu caminhar até ela, e limpar sua baba com a camiseta. Ela acordou e então se sentou, coçou os olhos e então sorriu para ele.

- Estamos bem... – ela disse.

- Sim. – Darin olhou em volta.

Aquilo parecia com uma gaiola, ou com uma... Caixa. Sem portas nem janelas, somente paredes brancas, piso branco e um ar que circulava por conta de dois buraquinhos no alto da parede do outro lado da sala. Somente isso. Ele observou a sala. Haviam duas armas em uma mesa que saia da parede, também branca. Eram duas espadas. Duas firmes e fortes, do mesmo cumprimento, largura e qualidade. Só que uma era negra, e a outra branca. Darin caminhou até lá e pegou a preta, levando a branca para Bolina.

- Aqui. – ele disse.

- Obrig... – ela olhou par as costas de Darin.

O garoto se virou no momento certo em que um escorpião se erguia sobre ele.

“Somente o sangue de um poderá alimentar o bicho. Vocês tem duas escolhas: Um se sacrificar, ou lutarem até a morte do bicho.” Eles ouviram.

O escorpião lançou seu espinho venenoso para perfurar o corpo de Darin, e ele foi lançado para o lado, sendo jogado no chão. Bolina gritou de dor, mas se manteve em pé, até o monstro tirar seu espinho de seu corpo, e ela cair para o lado. O escorpião lambeu o sangue que escorria pelo chão branco, fazendo um contraste muito bonito. Darin viu o sangue dela caminhar lentamente, até a língua do bicho, que se alimentava e se aproximava cada vez mais. Darin correu até ele e então bradou sua espada na casca dura dele, que recuou e foi engolido pelo chão. Darin olhou para o corpo inerte de Bolina. Já estava morta. Seu sangue estava por quase todos os lados do chão, por isso ele tomou cuidado e saiu do caminho dele. Olhou novamente para ela.

“Ninguém irá chorar se eu morrer”

Darin não iria chorar, era verdade, mas tinha começado á odiar ainda mais o ser humano, com uma força quase inacreditável.

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Uma História De Amor Melhor Que Crepúsculo

Notas finais
EU fiz um desenho da Lucy! https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/12007_460971223979121_1060401735_n.jpg