Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
67 Depois da Minha Morte
Notas iniciais
Darin Astaroth
She Will Me Loved — Maroon 5
Darin se levantou e então olhou para Bolina. Ela estava sendo maquiada por uma mulher de cabelos verde esmeralda, e com pele no estilo oncinha. Bolina estava de costas para ele, mas seus cabelos estavam cacheados e soltos, volumosos. Com uma blusa cinza de inverno que era comum usar no Distrito 2, principalmente por mulheres ricas, calça jeans clara e boina rosa.
- Você vai assim? – Darin chamou a atenção de Bolina e da mulher-onça.
- Sim. – ela disse. – Por quê? Não estou bonita?
- Mais ou menos. – As bochechas de Bolina ficaram rapidamente vermelhas e laranjas.
- EU NÃO ESTOU ME VESTINDO PARA VOCÊ! – ela disse e se virou falando para que a mulher-oncinha que continuasse. A outra somente voltou á ajeitar seu cabelo e eu os toques finais do batom nos lábios. – Você dormiu enquanto eles cortavam seu cabelo. – Bolina comentou.
- Um sono muito bom. – Darin se espreguiçou.
- Vamos entrar daqui a pouco. Os caras do nosso Distrito, Acacia e Jason já vão sair do palco, então será nossa vez.
- Algo de mais aconteceu?
- Nada. Só a menininha do 1, ela caiu quando foi sair do palco. Todo mundo ficou rindo dela.
- É só uma garota desastrada. – Darin deu de ombros. – Não sei onde está a graça.
- É que o vestido dela subiu, e deu pra ver a calcinha.
- Hum. – Darin emitiu, com indiferença.
Bolina sorriu e se sentou em seu colo, pousando a cabeça em seu ombro.
- Ei, toma cuidado, viu, daqui a pouco você já fica com liberdade demais... – Darin disse.
- Você é como um irmão, pra mim. Mas um irmão bom.
- Não sou nem um pouco parecido com um irmão.
- Para mim você é.
- Eu te estuprei?
- Não fale assim comigo. – Bolina pediu. – No começo meus irmãos eram obrigados á dormir comigo.
- Admita: você era só uma bonequinha, um brinquedinho dos seus irmãos.
- Do meu pai, não deles. Meus irmãos aprenderam com ele. Aquele canalha... O Devon era muito legal comigo, nós éramos bons amigos. E o Daniel era... Um sonho de fofura, mas foram contaminados pela doença de meu pai. E você quase foi, também. Mas aprendeu á repudiar este ato. Por isso você é melhor que qualquer outro homem, Darin. Você não se vê por vencido pelo sexo grátis.
- Nem quero sexo.
- Exatamente.
Darin observou como Bolina fazia círculos em sua mão utilizando seu dedão. Ele teve um rápido flashback de seu beijo com ela, e então ficou atordoado. Bolina estava em seu colo, aninhada, acariciando-o, e ele simplesmente deixava. Ele estava sendo vencido por ela, ele não podia deixar as rédeas frouxas...! Ele não devia ser “irmão”. Ele era somente um companheiro de Distrito...!
- Você se lembra como foi que estuprou aquela menina?
- O que?
- Quer dizer, você lembra o que sentiu?
- Me senti poderoso. Me senti... Bem forte. Mas depois eu me odiei, e quis me matar.
- Meu pai deveria se sentir assim. Poderoso, forte. Homem.
- Que tal pararmos de pensar em seu pai, e em seu passado.
- Somos feitos de passado. Se formos ver direito, a única coisa que há em nós é passado.
Darin avaliou a frase de Bolina, e notou uma coisa um tanto curiosa: Ela tinha razão.
- Sim.
- O que?
- Sim, é verdade. Somos feitos de passado. Alguns são trevas, outros luz.
- Não sei o que sou.
- Luz, você é luz. – Darin disse.
- E você?
- Isto é óbvio, trevas.
- Eu te ilumino, então. – ela riu.
- Acho que sim.
º º º
- Senhoras e senhores, esses foram Darin Astaroth e Bolina Montenegro!
Darin e Bolina saíram do palco.
A mentora de Bolina os esperava. Ela tinha colocado um salto ainda mais alto do que o do trem, e usava um terno feminino bege. Ele estava totalmente esquisita naquela situação, mas continuava ereta e com a postura certa.
- Muito bom. – ela disse á Bolina.
- Ok. – Bolina respondeu e tentou fugir dali.
- E-ei, mocinha. Quero ter uma conversinha com você. – ela segurou o braço de Bolina e a puxou para algum canto.
Darin deu de ombros e disse á Bolina que sua mentora não iria mordê-la. Ele seguiu, viu seu mentor, ao longe. Ele estava comendo e conversando com uma mulher loura e com um sorriso fenomenal. Darin até sentiu seus velhos instintos voltando, mas logo balançou a cabeça e se lembrou: Ela é uma humana.
º º º
Darin...
Oi.
Estou com medo.
Do que?
Amanhã.
Sim.
São os Jogos... E se... Algo acontecer conosco?
Não vai acontecer nada.
- Você não pode prometer isso. – ela se virou de sua cama, ficando de frente para ele, na escuridão, seus olhos brilhavam.
- Vou tentar prometer.
- Não prometa. E se você me decepcionar?
- Todo mundo se decepciona uma vez na vida.
- Eu já tenho decepções demais. – ficaram em silêncio por minutos intermináveis. – Posso dormir com você, de novo?
- Não.
- Por favor.
- Não.
- E se for a última vez... ?
- Promete nunca mais pedir isso?
- Prometo.
- Então venha.
º º º
Darin abriu os olhos. Bolina tremia em seus braços, ela emitia gemidos e soluços de medo, o suor começava á brotar em sua nuca e em sua testa. Pesadelo, ele não precisava saber mais nada. Ela se mexia e tentava se desvencilhar das cobertas. Darin ponderou em acordar ou não ela, porém, Bolina já tinha acordado quando ele tomou a decisão.
- Ele me matava! Eu morria! – ela disse desesperada.
- Você não morreu, está aqui.
- Mas ele...
- Ele não vai fazer nada. – Darin garantiu. – Confia em mim.
º º º
Ele acordou, e viu o corpo de Bolina adormecido no outro lado da sala. Ela estava babando, e Darin conseguiu caminhar até ela, e limpar sua baba com a camiseta. Ela acordou e então se sentou, coçou os olhos e então sorriu para ele.
- Estamos bem... – ela disse.
- Sim. – Darin olhou em volta.
Aquilo parecia com uma gaiola, ou com uma... Caixa. Sem portas nem janelas, somente paredes brancas, piso branco e um ar que circulava por conta de dois buraquinhos no alto da parede do outro lado da sala. Somente isso. Ele observou a sala. Haviam duas armas em uma mesa que saia da parede, também branca. Eram duas espadas. Duas firmes e fortes, do mesmo cumprimento, largura e qualidade. Só que uma era negra, e a outra branca. Darin caminhou até lá e pegou a preta, levando a branca para Bolina.
- Aqui. – ele disse.
- Obrig... – ela olhou par as costas de Darin.
O garoto se virou no momento certo em que um escorpião se erguia sobre ele.
“Somente o sangue de um poderá alimentar o bicho. Vocês tem duas escolhas: Um se sacrificar, ou lutarem até a morte do bicho.” Eles ouviram.
O escorpião lançou seu espinho venenoso para perfurar o corpo de Darin, e ele foi lançado para o lado, sendo jogado no chão. Bolina gritou de dor, mas se manteve em pé, até o monstro tirar seu espinho de seu corpo, e ela cair para o lado. O escorpião lambeu o sangue que escorria pelo chão branco, fazendo um contraste muito bonito. Darin viu o sangue dela caminhar lentamente, até a língua do bicho, que se alimentava e se aproximava cada vez mais. Darin correu até ele e então bradou sua espada na casca dura dele, que recuou e foi engolido pelo chão. Darin olhou para o corpo inerte de Bolina. Já estava morta. Seu sangue estava por quase todos os lados do chão, por isso ele tomou cuidado e saiu do caminho dele. Olhou novamente para ela.
“Ninguém irá chorar se eu morrer”
Darin não iria chorar, era verdade, mas tinha começado á odiar ainda mais o ser humano, com uma força quase inacreditável.
Uma História De Amor Melhor Que Crepúsculo
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