Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
100 Centésima Edição de Jogos Vorazes
Notas iniciais
Nicholas Howard
Nicholas olhou de longe para Janine. Ela parecia estar querendo o melhor lugar para dormir, porém era impossível dormir encostada numa parede. Ele sabia que era impossível se apaixonar por ela, mas iria tentar esquecer Lyra. Aquela menina selvagem por quem ele teve a maior admiração. Lyra dormira com ele antes dos Jogos. Nicholas conseguiam ainda sentir sua respiração ofegante e a sua estranha sensação de satisfação prolongada. Ele gostava de Lyra.
- Olá. – ele ouviu Janine se sentar ao seu lado, e abriu os olhos, saindo de seus devaneios com Lyra.
- Ah, oi. – ele disse, dando espaço á ela. – Não conseguiu dormir, não...
- Sim. – concordou Janine. – Estou com maus pressentimentos.
- Pressentimentos? – Nicholas perguntou.
- Sim. Algo relacionado á vida de todos nós... Acho que... Algo á ver com a Revolta.
- Revolta?
- Sim. Não é mais novidade que os Distritos estejam se rebelando. Você não sabia?
- Não. – Nicholas a encarou. – O que você sabe?
- Não muita coisa, só que...
“Tributos, andem dez passos e entrem na primeira porta que surgir”.
Janine olhou para Nicholas, e segurou seu braço com força.
— É isso, um banquete. – ela sussurrou. – Nicholas, se prepare.
Nicholas sabia do que ela estava falando. Segurou sua espada e colocou nela sua malha de ferro. Seu busto sobressaia na malha, e sua silhueta era perfeita. Oh, Deus, o que era aquilo? Nicholas piscou duas vezes antes de perceber o jeito calmo e meloso como Janine se aproximava dele. Sua mão estava pousada em seu braço, e ele segurava suas costas. Os olhos dela estavam fechados, e logo os seus também se fechariam.
“Sem horas para beijos” eles ouviram. Nicholas abriu um pequeno sorriso, porém Janine foi mais rápida. Ela segurou seu rosto e o impulsionou contra e parede, prendendo-o e o forçando á devolver o beijo na mesma intensidade. Seu corpo roçava o de Janine, porém ele não pensava nisso. Ele pensava em Lyra... Aquela menina ainda vivia dentro de si.
- Vamos embora. – Janine o chamou, puxando-o pelo pulso e andando os dez passos. Uma porta se abriu na frente dos dois, e eles entraram.
º º º
Aliança dos Livres
Noah envolvia a pequena Lucy e a dolorosa Kaya com os dois braços. Ele sorria. As duas louras dormiam profundamente. Noah ergueu os olhos, pousando-os em uma figura no canto, encarando-o duramente.
- Ei, o que foi?
- Nada. – a sombra respondeu.
- Diga, o que foi, Simbad? Não te agrada ver-me com sua menina?
- Ela não é minha menina. – Simbad respondeu, se virando.
Noah abriu um leve sorriso. Eles estavam brigados á quanto tempo? Uns cinco dias? Ele não sabia, porém ficar consolando Kaya já estava fazendo-o ter problemas com a pequena Lucy. A menina tinha um ciúme surpreendente para sua idade. Lola até tinha dito que Lucy iria se tornar sua noiva, de tanto que a menina o agarrava para não ficar perto das outras mulheres, porém Lucy não era deste tipo, respondeu Noah. Lucy não era o seu tipo. Ele gostava de mulheres que se derretiam quando ele cantava um soneto, não mulheres que quisessem saber porque o Sol é redondo, ou porque papai e mamãe morreram. Ou então... O que é fazer amor...
Noah apagou esse pensamento da mente. Às vezes ele queria conseguir deletar algumas lembranças, como a de seus pais, e como a de Lucy. Era impossível não lembrar daquela cena cômica, e daquele ato. Ele sabia que logo um dos dois morreria. Mas tinha convicção de que não seria ele. Era Lucy. Tinha de ser ela.
- Você é um belo pai, sabia... – Lola comentou.
Kaya soltou um bocejo, mas logo voltou á se aconchegar em seu peito. Ele riu e afagou os cabelos louros dela com a barba.
- ... Parece que elas gostam de você.
- É que eu tenho um certo feitiço sobre loiras... – respondeu Noah, convencido.
- Nossa, me desculpa. – Lola sorriu carismática. – Sabe, você será um ótimo pai, um dia. Tem um dom especial, que já vem com você. Além de ter a cara de um pai de cinco filhos...
- Cara de pai de cinco filhos? Como? Eu sou velho?
- Não, mas essa barba sua. Os seus cabelos. E até mesmo o jeito que os seus olhos agem quando está com a Lucy. Tudo isso, você fala tão calmamente com ela como se estivesse dizendo que embaixo de sua cama não tem monstros...
- O que?
- Ah, esqueça o que eu disse. – Lola soltou um sorrisinho. – Estou falando besteiras.
- Não, é legal... – ele disse, tentando achar as palavras certas. – O Heikki também parece muito apaixonado por você.
- É... – Lola concordou com um meneio de cabeça. – Somos um casal muito... espontâneo, eu acho. Minha avó deve estar falando que ele é um vagabundo e que eu não o mereço, haha... – ela riu. – O Distrito 4 estava sendo bombardeado quando vim para os Jogos... Muito tempo já se passou. Meses... Será que...?
- Não podemos pensar o pior. Além disso, tenho certeza que sua avó está na Capital, junto com sua mãe.
- É pouco provável... – Lola respondeu. – Vovó e mamãe brigavam muito. Minha mãe sempre foi meio... Maluca e liberal, sabe... Bom, minha avó também é liberal, mas... Ela tem suas regras tradicionais. E minha mãe era rebelde. Adorava aventura e um bom romance. Numa dessas, ela abandonou o último ano na escola para morar com um rapaz. Os dois adoravam ficar nus no meio do rio. Minha avó dizia que achava um escândalo, aquilo. – Lola abriu um leve sorriso. – Minha mãe engravidou. De mim. Mas o rapaz não quis assumir o bebê. Ele disse que era muito novo e que não era aquilo que ele queria. Mamãe ficou doente, mas logo passou. Ela voltou para a casa de minha avó, e ficou em trégua com ela nos quatro anos seguintes. Porém ela então teve de assumir um trabalho como Idealizadora, na Capital, e minha avó não achava certo aquilo.
- Sua mãe não ganhou os Jogos? – Noah perguntou.
- Não. – Lola sorriu – Muitos acham que sim, mas ela é somente uma... Pessoa de influência no Distrito 4. Ela queria mais liberdade, sem minhas fraldas para trocar, então pegou a primeira oportunidade que viu.
- Ei, isso não é verdade. Eu aposto que sua mãe te ama.
- Se me amasse não teria me deixado com minha avó, teria?
- Isso é coisa que a sua vó colocou na sua cabeça. Eu duvido que seja isso mesmo que tenha acontecido. Mesmo que a sua mãe não te quisesse, ela nunca te abandonaria deste jeito.
- Dizer é fácil, Noah, você não tem uma mãe que te abandonou, um pai que nem quis te conhecer e uma avó hippie...
Noah suspirou.
- Eu tenho coisa bem pior. – ele disse. – Meus pais... Eram no mínimo “felizes”. Era amor á primeira vista, como dizia minha tia. Mas acho que quando minha mãe descobriu que estava grávida não foi tão feliz assim. Ela fugiu quando eu nasci, deixando-me com meu pai, e então meu pai me abandonou. Fui adotado e meu “pai” me dava em troca de dinheiro para homens e mulheres me molestarem, torturarem e estuprarem. Tinha um com bitucas de cigarro. – ele levantou a blusa, mostrando sua barriga manchada pelas cicatrizes. – Bom, eu... Eu fugi, e fui trabalhar numa padaria. Tive de matar um homem. Sou grato por nunca ter conhecido meu pai.
º º º
Acacia Carter
Ela estava sozinha, agora. A carta ainda estava com ela, por isso Acacia se sentia confiante. Ela tinha dito á Ed que não tinha esquecido-o, ela disse para ele não esquecê-la... Seu amor... Acacia queria chorar. Ed ainda lembrava dela, ele ainda a amava!
Acacia perambulou pelo Labirinto sozinha, matou alguns ursos pequenos e uma zebra, que aparentemente não tinha nada de ameaçador. Na verdade ela estava com medo de ter algo guardado para ela no final. Era como os Idealizadores estivesse evitando trazer problemas para ela. Acacia terminou de dar os dez passos e a porta se abriu para ela.
A menina a empurrou e entrou, fechando-a. A porta desapareceu. Ela estava diante de um circulo. Ela fazia parte do circulo. Todos os tributos ainda vivos também estava lá. No meio do circulo havia um altar com mochilas enumeradas. E armas espalhadas por todos os lados. Acacia consegui ver uma mochila com o número dois e inúmeras facas enchendo-a. Ela sabia que aquele matéria era dela. O céu era de pedra, porém, havia uma falha. Uma falha que permitia que o altar fosse iluminado. Acacia quase se esqueceu de tudo quando viu a claridade do dia vindo daquela frecha.
“Tributos da Centésima Edição de Jogos Vorazes!”
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