Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
107 Aquele Idiota Apaixonado...
Notas iniciais
Anne Agron
Iago sorriu para ela e então segurou sua mão beijando seus dedos. Anne abriu um sorriso meio sem graça, e então revidou os beijos um tanto mais revigorados na bochecha do menino. Iago adorava ficar com ela. Ela era a mulher que ele queria para o resto de sua vida. Não precisava de mais nada, somente dela.
O teto de concreto se iluminou, e lá apareceu A Baixada. Eles olharam para as fotos de Darin Astaroth, do Distrito 1; Helena Margurone, do Distrito 7; Bruno Dunga, do Distrito 10. 19 tributos ainda vivos. E eles estavam entre esses. Parecia ter passado mais de meses, e ainda tinham quase vinte tributos ali. A Capital deveria se deleitar daquilo.
- Se caso nós venhamos á ganhar... – Anne começou. O assunto tinha sido interrompido na noite passada (bom, pelo menos eles achavam ter sido a noite, pois não tinham como medir o tempo.)
- Eu não hesitarei em tirar minha vida. – ele a encarou, como havia feito na outra vez. – Anne, eu lutarei para mantê-la viva até a última gota do meu sangue.
- Iago, não jure seu amor antes de entrarmos em perigo. – ela pediu – Você me trata como uma princesa. Uma rainha, talvez.
- Você é uma rainha, se esqueceu, a Rainha de Roma!
Anne corou. Ela simplesmente adorava ter Iago para dizer todas as suas qualidades, mesmo que nada fosse verdade ela ainda se sentia lisonjeada. O simples fato de Iago ignorar seu defeitos já a deixava feliz. Anne não sabia se havia se apaixonado por ele, ou pelo jeito como ele a tratava. Mas, qualquer que fosse a verdade, ela ainda adoraria passar o resto de sua vida com ele.
- É certo que iremos perecer aqui. Pois eu prefiro viver com os ratos do que sem você. – ela disse, ainda insegura se isso era mesmo verdade. Mas pareceu tão natural e sincero dizer aquilo, que ela simplesmente disse.
- Agora sou eu quem peço para não dizer coisas e jurar seu amor por mim. – Iago sustentou seu olhar – Eu a amo com todo meu coração e alma, Anne. Isso é bem mais forte do que você imagina. Talvez você goste de mim de verdade, mas jamais me amara como eu te amo. Já me conformei com este fato.
- Não diga isso! Sou eu quem me sinto ofendida – ela reclamou. – Se caso eu precise provar que o que digo é verdade, então assim o farei.
- Não diga bobagens, Anne, você nunca poderá provar isso.
- Posso, Iago, você não me conhece ainda. Você só conheceu a Anne prostituta, não a Anne de agora. – ela suplicou – Eu quero te mostrar o meu verdadeiro lado.
- Você já me mostrou, e eu adorei ele. – Iago riu – E dou um dó para ele, mas agora eu quero parar de falar sobre isso. Me sinto melancólico demais. Vamos parar de discutir nossa relação problemática e vamos caçar alguns monstros.
“Tributos (...) Dez passos e abram a porta”. Iago encarou Anne.
- É agora. – ele disse para ela. Se levantou e estendeu a mão – Eu vou provar que te amo. Mesmo.
- Não faça isso – ela pediu, certa de que iria dar em confusão.
- E você, seduza muitos caras, ta – ele sorriu frouxo – Mas não dê muita moral...
- Claro, Iago. Eu sou sua agora, esqueceu...
Eles deram as mãos. Anne segurou uma faca e guardou as outras quatro em lugares estratégicos de sua roupa. Iago não tinha uma arma certa. Mas agora estava com uma lança afinadíssima feita totalmente de ferro, inquebrável.
- Vamos – os dois disseram em uníssono e então deram dez passos, e entraram na porta que surgiu diante deles na parede.
º º º
Todos estavam num circulo, e logo Anne notou que Iago tinha sido transportado para um outro circulo, mais longe dela. Vinte e nove tributos mortes. E os que estavam ali eram os melhores. Anne, Iago, Heikki, Lola, May, Mandy, Esmeria, Samanta, Noah, Kaya, Simbad, Nicholas, Lucy, Janine, Acacia e os quatro tributos do 8.
- Tributos! Preparar! – a voz de Griselda soava pelo salão. A luz do Sol fascinava á todos. Talvez fosse a última vez que dezoito ali viam aquela luz tão graciosa e que era de graça... – Já! – o buraco no teto se fechou, deixando-os no escuro total.
No começo foi difícil para Anne ver as figuras, mas logo ela pôde definir que tinha um garoto vindo em sua direção. E ele era alto e forte... Ela sorriu. Era Heikki. Ela esperou até ele estar á cinco metros de distância dela, e então tirou a capa dos ombros, revelando tudo que ela tinha de melhor. Sorriu e piscou para ele, e, embora tivesse ficado atônito e desorientado no começo, ele a atacou com sua espada grossa e pesada. Ela esquivou.
- Ora, isso são modos de um cavalheiro com uma dama... – ela jogou charme com suas vogais muito bem abertas. – Quantos músculos... – ela suspirou – E você vem logo me matar... Por que, oh cavalheiro... Sou tão ingênua, não – ela perguntou, avançando sobre Heikki e beijando-o suavemente. Seus lábios se encaixavam facilmente, e isso facilitou sua investida com a faca em seu abdômen. Heikki não estava totalmente domado, porém estava mais distraído. Ele a empurrou, e limpou a boca com o braço, e lançou um olhar enfurecido para Anne. Ela ergueu uma sobrancelha. Ora, parecia que ele nem se importava com a faca em seu abdômen... Ela cerrou os dentes. Agora tinha de ser pra valer. Lançou mais uma faca na direção dele, que se defendeu com o escudo. A chutou no joelho, quebrando-o, e então a empurrou pro chão, ficando sobre ela e então caindo de mal jeito. Ele erguia a espada, se apoiando com a mão em seu seio esquerdo. Ela reclamou de dor, porém a dor maior foi a da espada aprofundando em seu corpo. Ela gritou, mas quando percebeu que alguma coisa tinha impedido que a lâmina se aprofundasse até seu coração, ela abriu os olhos... Oh, céu, aquele idiota tinha mesmo se enfiado entre ela e Heikki...
- Você não vai matar a minha Anne – Iago usava sua força contra a força de Heikki, forçando-o para o lado.
- Iago, sai daqui! É inútil fazer força contra ele!
- Eu não vou sair até morrer – ele era determinado como uma mula, ela pensou.
Não era de se impressionar que Heikki conseguiu jogar Iago longe, porém Anne aproveitou isso e pegou uma faca do decote da roupa e a fincou em qualquer lugar que pudesse de Heikki, ou seja, sua mão. Ele gemeu de dor, e saiu de cima dela. Anne aproveitou e chutou seu rosto imediatamente, deixando-o desorientado. Ela ergueu o olhar, procurando por Iago, mas estava fraca. Ela sentia o sangue escorrendo seu peito e isso a nauseava. Ela estava quase caindo desacordada, quando Lola lhe terminou com a agonia.
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