Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
23 Anotações de Nicholas Howard
Notas iniciais
Lyra Vancooper
Lyra se encostou no estofado da parede do vagão 4º, junto com Lola Stonem, Heikki Aaltonen e Nicholas Howard, seu companheiro de Distrito. Lyra suspirou, vendo todos comendo o belo bolo que estava no centro da mesa. Cada um com um pedaço gigantesco no prato e olhando para o prato do outro. Lyra bufou. Bando de Pescadores...
- Vamos, guria, coma algo! – Nicholas mandou.
Lyra suspirou e então pegou um pedaço de algo que ela classificou como um bolinho-cupcake. Ela deu uma mordida e achou delicioso, na temperatura certa, nem tão doce, nem tão amargo. Ela simplesmente adorou.
- Isso se chama Dulce, querida. – informou Gansi, seu mentor.
- Obrigada, Gansi.
- Mas é tão doce quanto a nossa Dulce. – ele disse, indicando a mulher que os representava na Capital. – Digo, o doce é bem melhor que ela...
- Vá comer as espinhas de algum... Tucunaré! – ela blasfemou.
- Nunca use o nome do Tucunaré em vão. – disse Lola.
- Ela acredita nisso? – Lyra perguntou, com uma ruga de preocupação por Lola.
- A avó dela é uma hippie. – contou Heikki.
- Ah, entendi. – Lyra respondeu.
Nicholas ainda devorava seu bolo.
- Gente, isso é sério, blasfemar contra os peixes dá cadeia eterna. – Lola disse, seriamente patética (achou Lyra.).
- Cadeia aterna quando? Depois da minha morte? – Lyra riu – Isso é alguma superstição que a Capital inventou.
- Não, é real. Minha avó...
- Ah, cale a boca... “Tudo-Na-Paz”. – Lyra resmungou.
- É, a Lyra tem razão, “Tudo-Na-Paz”, isso é uma superstição boba. – Nicholas finalmente conseguiu mastigar seu pedaço de bolo.
- Cá entre nós, “Tudo-Na-Paz”, nem todo mundo acredita nisso. – Heikki tomou um gole de chá.
- Ah, que bonito, arrumaram de me dar apelidos idiotas. – Lola riu. – Se eu sou a Tudo Na Paz, você é a senhora Eu-Odeio-Minha-Vida, ou, O-Mundo-É-Uma-Droga. Não?
- O mundo não é uma droga. – Lyra se arrumou na cadeira. – As pessoas sobre ele que são.
Lola revirou os olhos e então colocou um pedaço de bolo em sua boca grande. Lyra revirou seus olhos, tentando parecer convincente como Lola, mas ela só conseguiu sentir tontura por fazer aquilo. Heikki parecia um cara calmo e paciente. Além de ter uma altura quase de bater no teto do trem, e um perfil de homem, Lyra não conseguia vê-lo como um “matador”. Nicholas era engraçado e amigável, o que era difícil de se encontrar nos Jogos, mas ele parecia estar de bem com sua vida, e isso não mudaria nada.
- Quer um pouco no meu bolo? – ele perguntou á Lyra, assim que percebeu que ela o estudava.
- Não- ela respondeu, desviando os olhos – Obrigada.
Mais uma coisa para Nicholas anotar em sua mente: Lyra é observadora e calculista. Ela quer me ler do mesmo jeito que estou fazendo agora. Ela é uma oponente digna. E então sorriu para Lyra, e voltou á comer seu bolo.
º º º
No quarto, Lyra tirou seu vestido que ela odiava extremamente (porque era obrigatório meninas usarem vestidos na Colheita?). Ela mal se importou que Nicholas também dormia lá, afinal, não tinha nada para mostrar. E ele também não parecia muito interessando enquanto jogava um jogo de morte na TV. Era como os Jogos, mas em uma guerra militar. Lyra apenas revirou os olhos e se deitou ao lado do garoto.
- Tem dois controles, quer um? – ele perguntou.
- Sim. – ela respondeu, curta.
Nicholas entregou o controle nas mãos de Lyra e ela acabou com ele rapidinho. Lyra adorava qualquer coisa de matar. Se seu pai a visse, ficaria orgulhoso de sua menininha.
- E... Mais uma vez você vence. – Nicholas suspirou e jogou o controle de lado. – Por que você é tão boa assim?
- Meu pai tem um desses no quarto dele. Eu jogava escondida quando ele não estava lá. – Lyra respondeu. – Aceita mais uma rodada?
- Não, obrigado, vou aproveitar e tomar um banho quentinho. – Nicholas se levantou e então ergueu uma sobrancelha. – Espere, você está de lingerie?
- Sim, problema? – Lyra perguntou, pressentindo o começo de uma briga. Ah, como ela adorava uma boa briga!
- Não, nenhum. Só não pensei que uma menina educada e... Formal como você, não ficaria andando por ai seminua.
- Tanto faz. – Lyra respondeu. – Não sou assim tão formal.
Nicholas deu de ombros e entrou no banheiro. Saiu de lá quinze minutos depois, enrolado á uma toalha. Lyra nem se preocupou em se virar quando ele estava se vestindo, a tela da TV e as mortes eram mais interessantes do que uma bunda branca.
Assim que as luzes dos vagões foram desligadas, a TV se autodesligou também. Eles estavam sem eletricidade, que maravilha. Talvez fosse um jeito da Capital obrigá-los á dormir. Nicholas pediu licença para Lyra quando ele quis dormir. Ela somente mudou de cama e ficou na sua, deitada deixando das cobertas, sentindo o calor delas.
- Ei, porque será que eles fizeram duplas de menino e menina? Poderiam ser menino e menino ou menina e menina, não acha? – Nicholas perguntou, cortando o silêncio e o início do sono de Lyra.
- Não sei. Na verdade, acho que eles estão forçando uma espécie de química entre os Tributos. Desde que aqueles dois do 12 ficaram de trela-trela nos jogos, a Capital vem ganhando mais audiência. Eles querem fazer mortes lendárias de amados contra amados. Sabe, essas coisas idiotas.
- Claro, deve ser isso. – Mais uma coisa para Nicholas anotar: Lyra era inteligente e estrategista. Ele deveria tomar cuidado. – Boa noite, Lyra.
- Tá, Nicholas. – Lyra respondeu, não acostumada com um “Boa-Noite” vindo de quem iria matá-la ou tentar dali alguns dias. – Boa noite para você também.
E desde então até o final da noite não ouviu mais barulhos vindos da cama de Nicholas. Ele simplesmente apagou para o mundo. Mas Lyra não conseguiu dormir nem fechar os olhos por mais de cinco segundos. Enquanto ouvia as freadas e as portas do trem se abrindo, ela olhava para a Lua e para as Estrelar, enquanto imaginava em qual Distrito estariam. Não deveriam estar assim tão longe da Capital, agora. Lyra viu o Sol nascendo, e quando finalmente conseguiu dormir, Dulce entrou avisando que os Peixinhos-Dourados deveriam acordar.
Nicholas Howard
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