Notas iniciais
Bom capítulo!

Lucy Sant’Dio

Lucyelle suspirou. Não conseguia dormir. Ela sabia que May estava na vigia, e também sabia que não havia nada á temer, mas... Ela ainda queria estar com Noah, não com May. Tentou puxar a gola da camisa para cima das orelhas. A fogueira que elas tinham feito estava quase apagada, com as cinzas voando e fazendo Lucy espirrar.

- Você quer ficar na vigia primeiro? – perguntou May.

- Não, não precisa. – Lucy tentou esconder o rosto com os ombros.

- Ei, eu sei que você sente falta dele, mas... Olhe, foi justo. Eu também queria a Mandy, mas foi a sorte que decidiu tudo. A Mandy também me queria, mas...

- Não.

- Não o quê?

- A Mandy não te queria. Ela queria o Noah.

- Por quê?

- Pra ficar sozinha com ele. – a menina deu de ombros, se virando na direção de May – Pra aproveitar a deixa. Ou você acha que a Mandy nunca pensou no Noah?

- E-Eu... A Mandy nunca me disse que estava interessada nele.

- Pois ela está. – Lucy disparou – Eu vi como ela sorriu quando viu que ia ficar com o Noah! E ela já me disse isso...

- Por que ela diria isto á você? – May ergueu as sobrancelhas, como se, de repente, pudesse sentir que tinha razão.

- Porque a Mandy me odeia! Ela sempre me viu como... Um tropeço. Mas quando ela descobriu que eu poderia levá-la até o Noah, não hesitou! Eu era um tropeço que iria fazê-la cair nos braços dele... – Lucy cerrou as mãos.

- Falando deste jeito até parece que você “ama” o Noah – May fez aspas com os dedos.

- E amo mesmo. Ele cuidou de mim como um pai, e me deu amor e carinho quando todo mundo pensava que eu era um tropeço! A verdade é que só estou viva até agora por causa do Noah. Vocês nunca teriam me aceitado na Aliança se não fosse por ele.

May não respondeu, o que confirmava as palavras de Lucy. A menina fungou, segurando o choro, e se virou para o outro lado. Repetindo para si mesma “Eu quero dormir, eu quero dormir, eu quero dormir...” e quando conseguiu, afundou num mar de sonhos.

º º º

Lucy colocou o arco no ombro, como sempre fazia. Pegou três flechas e as colocou na corda do arco. A primeira flecha se aprofundou na pele da sereia Negla. A segunda atingiu seu rabo de peixe e a terceira se perdeu na água do pântano.

Haviam se passado quatro meses, sem Noah, sem água e sem comida. Seus ossos quase saiam para fora da pele, de tão magra que ela estava. Seus olhos no rosto fino estavam esbugalhados, e os cabelos lhe batiam nas costas. As marcas das várias batalhas contra monstros estavam rodeadas pela sua pele, e Lucy tinha aprendido á fazer flechas de barro, flechas de pedra, flechas de todos os tipo. Parecia que ninguém estava nem ai para o Labirinto. A Capital não estava se importando com os Tributos. Eles não queria acabar com os jogos rápido.

- Bloqueio! – May tirou Lucy se seus devaneios.

A menina uniu os braços, fazendo seu escudo se unir ao outro escudo que tinham feito da casca de um escorpião gigante. O impacto a jogou na água, que a sugava para baixo. Com muita força, conseguiu se livrar daquela coisa pegajosa, e então pegou uma flecha e a colocou na corda. Algo caiu dentro de seu olho, e ela não conseguiu enxergar direito. Mas acertou a garganta da sereia. May estava fazendo o possível para achar um modo de sair de lá. Lucy sentiu sua energia no fim. Ela estava cansada. Tinha ficado as últimas quinze horas batalhando contra Negla, e ela nunca morria. Era um bicho muito forte. O corpo esverdeado de Negla estava completamente cheio de flechas, e mesmo assim nenhuma gota de sangue havia saído dela. Era impossível, concluiu Lucy. Com um lampejo, viu a sereia se aproximando nas águas, e com o olho esquerdo cego, Lucy não tentou sair do lugar. Foi abatida com força, fúria. Os dentes de Negla tiraram um pedaço enorme do braço direito de Lucy, e ela urrou. Estava abaixo da água, sem oxigênio nos pulmões, quando sua mão tocou algo parecido com escamas, e uma corrente. Ela segurou a corrente, mesmo sem ver o que era, a puxou, retirando da calda de Negla. A sereia explodiu em lodo.

May arrastou Lucy para fora da água, e tentou fazer massagens em seu peito, porém Lucy tinha engolido muita água. Ela pensou ser o fim, quando a menina loura cuspiu a água engolida. May ficou aliviada, e as duas entraram no salão das estátuas.

O salão era rodeado de estátuas, todas de monstros petrificados. May segurou o fôlego. As paredes eram de concreto e o chão de mármore. Havia uma porta no final do salão, e no centro uma estátua muito detalhada de Mandy. Era uma obra prima perfeita. May ficou admirada, quando percebeu o jeito assustado de seus olhos, e o pavor em seus gestos. ERA Mandy... Petrificada.

May correu para o centro do salão, com sue coração saindo pela boca.

- Não, May, espere! – mas era tarde demais.

May tocou na estátua e ela se transformou em uma. Lucy olhou aquilo, mas não com espanto, e sim com dor de cabeça. Como é que May poderia ser tão boba? Ela colocou o arco no ombro, e notou um movimento suspeito. As outras estátuas, de monstros, começaram á se mexer. E a encararam com determinação. Lucy segurou forte a chave na mão. A Sereia Negla estava entre os animais-humanoides. Ela olhou para Lucy, e então curvou sua cabeça. Todos fizeram o mesmo. Lucy andava hesitante, fazendo seus passos ecoarem, enquanto seguia para a porta no final do salão. Todos estavam curvados. Ela empurrou a porta, que se abriu sem fazer barulho. Havia mais um corredor, porém este era completamente forrado á ouro. Brilhava e quase cegava Lucy. Seu olho esquerdo ainda não estava bem, e o braço direito ardia. A mordida da sereia Negla tinha pego bem o ombro da menina.

Quando ela chegou na metade do salão, um monstro saiu de trás de uma coluna de ouro. Seus olhos marejaram e ela teve vontade de gritar e pedir ajuda para Noah. Mas se lembrou de que ele não estava ali. Não tinha estado ali nos últimos quatro meses... Ela continuou á caminhar lentamente, queria não demonstrar medo, porém era evidente que estava se urinando nas calças. Quando o monstro chegou perto dela, seu dedo mindinho era maior que sua altura. Ele era um demônio... Uma espécie de... Desafio final. Era o Capitol, em uma espécie de evolução. Muito mais musculoso, muito maior e muito mais assustador. Ela estava sozinha, lutando contra este monstro. Lucy segurou com mais força e chave, e o Capitol a encarou fixamente, até levantar o pé em sua direção e o abaixar, andando para trás dela. Lucy teve medo, mas ele não a esmagou. Quando parou de andar, ficou em sentido de ataque para a porta do salão, como se estivesse protegendo-a. A menina não entendeu aquilo. Como isso acontecia... ? Ela não ficou ali parada para perguntar, continuou andando e subiu as escadas que levavam até a última porta. Por baixo das frestas da mesma dava para sentir o calor do Sol. Ele respirou fundou e girou a chave e a maçaneta...

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Lucy Sant'Dio

Notas finais
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Eu achei outra: http://img15.imageshack.us/img15/7104/loira.png
Bem menor. E tenho um monstro pra mostrar:
https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/184548_465734453502798_1717279516_n.jpg