Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
114 A Verdade Sobre a Revolta
Notas iniciais
Natália Polônia
- Vamos! Agora! – ela gritou ao motorista do aerodeslizador. – Entre naquela arena!
A arena era sempre no mesmo lugar, mesmo que fosse diferente, ela sempre ocorria no lado oeste de Panem, perto da Capital, mas também perto dos Distritos, mas era invisível á olho nu. Natália quase sentia sua filha correndo para seus braços, a perdoando... Ela cerrou os punhos, jamais deixaria Lola. Nunca mais iria deixá-la. Não importava que serviço teria de fazer na Revolta, Lola era mais importante que tudo.
º º º
André Vieira
- A Nat foi resgatar os tributos – André contou á Denis, quando ele chegou.
- Ela o quê?
- Havia uma brecha no teto do Labirinto. Era uma oportunidade única. Cabia um aerodeslizador ali.
- Não! Não, merda! Por que ela fez algo sem comunicar a Meell ou a mim?
- E você acha que a Srta. Polônia iria avisar alguma coisa? Você conhece ela.
- Merda! Droga! Mas que Po...
- Ei, pare, o que está acontecendo? – André colocou a mão em seu ombro – Você não quer resgatar os tributos... ?
- Não tem como resgatar os tributos! – Denis explodiu de raiva – A Arena não existe! Nunca existiu! Aquela maldita arena, aquele Labirinto era uma fachada! Uma fraude! Os tributos estão sendo mantidos em centros especializados, os treinos! Lembra-se deles? Onde a mente dos tributos trabalhava e eles não?
- Sim, lembro.
- Então, não era um mero treino, era um teste de capacidade! Para que os tributos se acostumassem a ficar naquele aparelho... Eles estão em algum lugar do centro da Capital, não numa arena. É por isso que é tão fácil manipular o tempo lá, é por isso que é tão fácil fazer qualquer coisa. Essa brecha no teto era um teste do Snow, ele queria que nós levássemos um aerodeslizador para lá para tentar salvar os tributos, mas era uma armadilha o tempo todo. Todos esses anos o Presidente Snow tinha feito experiências com os tributos, armazenando a mente deles num computador e depois transformando-os em monstros. Distorcendo a memória deles, para que matassem os outros tributos dos anos seguintes. Você não se lembra daquele ano dos bestantes-lobos? Era especialmente parecidos com os tributos já mortos, pois eram os tributos mortos. Você consegue entender? É tudo muito complexo, eu sei, mas... A Natália nunca vai conseguir salva a filha dela, pois ela não está em uma arena, e sim deitada em uma sala, em uma cadeira, com fios ligados á seu cérebro. – ele ficou sem fôlego.
André digeriu aquelas informações.
- Então... Não há nada que possamos fazer?
- Não. Somente entrar neste lugar onde os tributos estão e então desligar as máquinas. O que é impossível. Não conhecemos bem esse tipo de equipamento. A Capital é mesmo manipuladora. Eles manipularam a gente, eles só queriam ter uma comprovação de que a Revolta iria mesmo acontecer.
- E o que vai acontecer com a Natália?
- Eu... Eu não sei...
- Ela vai morrer?
- É provável, mesmo que não queiramos... Ela foi por vontade própria...
- E como você sabe de tudo isso?
- Eu não te disse dos e-mails anônimos? Há uma pessoa na Capital que está ajudando a Meell a desvendar tudo isso. Nós fomos ao Distrito 1, porém a pessoa não nos encontrou onde disse que estaria. Ele mandou um recado por meio de uma senhora velha. Ele disse que, se queria confiar em nós, nós tínhamos de confiar nele. Eu ainda não sei muito bem se confio, mas... Todas as informações que ele nos deu estavam certas...
André refletiu sobre aquelas respostas. Mas foram interrompidos quando uma Avox resgataa entrou correndo, puxando-os pelos braços.
Ela os levou desesperadamente até o centro de enfermos resgatados. Lá estava Caio, tossindo e cuspindo sangue. Ele estava pálido, e tomava soro na veia. Parecia apodrecido.
- Outro teste. – Denis disse – O anônimo disse isso também, que a Capital estava querendo matar um dos mentores mais suspeitos para ter certeza de que tínhamos um Conselho. Não podemos dar alarde, não podemos nos mostrar abatidos quando o...
- Ele vai morrer? – André segurou forte o seu braço.
- Provavelmente...
- M-Mas... O que é isso? A Capital consegue nos manipular deste jeito, mesmo? Nós estamos servindo de... Joguinho para eles? De novo? Eu não sabia que minha vida estaria em risco!
- Nós sempre soubemos que poderíamos morrer.
- M-Mas... Em combate! Não assim... Servindo de iscas!
- Não há como sabermos se...
- Olha,, eu desisto! Não quero mais saber de Revolta, não quero mais ter acesso á nada! Primeiro é a Nat, depois o Caio...! O que será de nós? Você aceita continuar nessa coisa?
- Sim. – Denis suspirou – Se for preciso, eu morrerei.
- Você não consegue ver o tamanho das suas palavras...? Todos esses anos os únicos que queriam se revoltar eram pessoas dos distritos 1, 2 e 4! Distritos Carreiristas! Eles sempre morriam. O resto dessas pessoas se acomodaram á uma vida tranqüila, pobre, com esses jogos e os jovens morrendo. Eles não ligam para a Revolta! Isso não faz diferença nenhuma. Eles sabem que irão continuar pobres, duros, mortos de fome!
- Não! Nós estamos fazendo isso para mudar este problema!
- Denis, pelo amor de Deus, você não vai conseguir! Uma vez um grande gênio disse que se houvesse uma terceira Guerra Mundial, o mundo iria parar de existir, todos morreriam. Mas conseguimos sobreviver. Mesmo com as dificuldades. E... Bem... Se fizermos uma Quarta Guerra, voce acha que iremos sobreviver? Somos cem mil pessoas no mundo inteiro! Sabe quantas existiam? Mais se te bilhões! Em 2789 bateu o recorde com mais de oitocentos bilhões de pessoas. Noventa e nove por cento morreram na guerra. E você acha que cem mil irão conseguir sobreviver se fizéssemos outra guerra? Encare os fatos, isso não é algo que podemos formular na mente. O Distrito 4 tinha duas mil crianças. Todos morreram. Somente as pessoas que estavam fora do Distrito 4 puderam sobreviver. O Distrito 5 está sendo bombardeado agora, e você acha que irá sobrar alguém? Se aniquilarmos a Capital, um terço da população restante sobre. Ficaremos com menos de cinco mil pessoas. Mas como eu tenho certeza que isso nunca irá acontecer, iremos ficar com no máximo mil pessoas. Você sabe quando é mil pessoas? É mais ou menos a metade da população do Distrito 12, o menor distrito.
Denis queria rebater aquilo, ele não era de aceitar pacificamente os fatos contra ele, mas... Apenas suspirou. O que era aquilo? Onde o mundo tinha ido parar? André tinha razão, se se revoltassem novamente, seria o fim de todos. Não havia final feliz na realidade. Em nenhuma guerra teve final feliz. Então como se revoltar contra a capital sem manter todas as pessoas em perigo de morte? O que fazer? Como fazer? Qual era a resposta que eles procuravam? Quem poderia dá-la? Denis se sentiu uma criança, se afogando em um mar de dúvidas.
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