Your Hunger Games III - Fanfic Interativa
53 É Bom Mesmo, Noah.
Notas iniciais
Noah Christhurt
-E nós invadimos o portão dos fundos, por onde os alimentos entram, enquanto eles se distraem com o portão da frente. – disse o Rei.
- Mas e se já estiverem nos esperando? Temo de causar uma distração mais forte. – Noah interveio.
- O que acha, então? – Logan colocou a mão na cintura. – O que devemos fazer?
- Arqueiros. – disse Noah se lembrando de Lucy mas apagando esse pensamento. Ela estava sozinha, agora, deveria aprender a se virar desse jeito. Ela já devia estar morta, ele riu. – Arqueiros atirando nas laterais. Mirando as janelas das torres.
- Certo. – o Rei Logan avaliou aquela estratégia. – Bom, então catapultas na frente, arqueiros nos lados e... Um grupo de dez homens saqueando a parte inferior. Quando conseguirmos entrar, os arqueiros deixam seus postos e entram conosco. Matamos os guardas dos portões e o abrimos, as catapultas e os lanceiros entram e nós invadimos o Castelo. Os Gregos nunca foram tão bons em guerra. – o Rei riu.
- Eles preferem ficar pintando quadros aos deuses, ou fazendo estátuas de si mesmos nus. – Noah concordou, junto com os outros homens.
- General da Guarda, chame seus melhores homens. Iremos recrutar arqueiros pelo reino, e mandem chamar os recrutas dos campos e dos pastos. Eles tem de entrar em uma luta de verdade para entenderem o que se passa. Até o pôr do Sol eu quero um batalhão inteiro de lanceiros, General. E Noah, vá se abastecer de armas. Eu vou descansar um pouco com a minha filha.
Todos assentiram e então saíram da sala de reunião. Noah foi para seu quarto no Castelo. Ele tinha um quarto á parte pois era o melhor guerreiro de luta e o braço direito do Rei de Roma. Ele sabia que todos já comentavam que era Noah quem se casaria com a filha do Rei, quando ele morresse e deixasse eu trono. O próprio Logan tinha dito isso á ele. Logan Wright, Distrito 11. Sua filha era nada mais, nada menos que Anne Agron. Aquela impostora. Noah colocou a mão nos cabelos ruivos e tentou esquecer sua recaída no primeiro treino. Ele foi até suas armas que eram especialmente dele, e segurou sua espada. Ela era grossa e muito fina, e perfeitamente equilibrada. Ele conseguia dar golpes certeiros, mas o melhor de tudo, a arma permitia ele pegar impulso com uma rapidez tremenda. Noah colocou a bainha e encaixo a espada nela. Colocou seu colete e a armadura, uma malha de aço nas pernas e um escudo nas costas. Guardou algumas facas se caso precisasse, o que nunca era realmente preciso, afinal ele sempre saía com vida.
- Noah... – a voz o tirou de seus pensamentos militares. – Oh, doce Noah...
Ah, não, ela de novo não! Noah adorava quando as mulheres se jogavam para cima dele, quase implorando para que ele transasse com elas, mas Noah definitivamente odiava Anne Agron.
- Ei, Noah... Se preparando para a guerra? Meu pai me mandou aqui especialmente para que eu o tranqüilizasse... – Anne passou os dedos pelos ombros largos de Noah. Ele não ousou olhar para a princesa. – Você é sempre tão... Duro. Imprevisível. Invulnerável... Você não sabe o quanto é difícil para uma mulher quebrar essa barreira em você...
- Anne, é até bem fácil uma mulher me levar para a cama, mas você não é uma delas. Você nem chega á ser uma mulher para mim.
- Oh, que grosseiro. Noah, você sabe que eu sou a futura rainha de Roma, não? Se o Logan morrer em batalha, eu me tornarei dona do trono. E você adoraria governar o exército dele, não... ?
- Eu nunca desejarei a morte de meu amigo só pra ficar com o trono dele.
- E as mulheres? – Anne sorriu. – E as prostitutas? Meu pai tem inúmeros filhos. Mas nenhum deles é um homem. Que má sorte a dele, não? Por isso eu sou a futura herdeira, pois sou a filha pura da realeza. Minha mãe e meu pai são os reis! E você será o meu rei!
- Nunca. – Noah cuspiu as palavras nela.
- Eu ordenarei que você se case comigo, ou então irei condená-lo á morte em praça pública. Cortarei sua cabeça e colocarei á mostra para que todos vejam o impostor que você é.
- Eu não sou impostor. Só não quero me casar com uma princesa tão rabugenta como você.
- Ora, Noah, eu não sou rabugenta... – Anne se colocou na frente de Noah. – Você é que se faz de difícil. Sabe quantos homens gostariam de estar no seu lugar... ? Meu próprio pai diz que é para eu casar com você, que ele abençoará a união.
- As pessoas casam por amor.
- Não, as pessoas casam por carência! Riqueza. Poder. Você não quer poder, Noah? O amor não tem espaço junto com os nobres.
Noah tentou colocar a atenção em sua espada, mas Anne tirou suas mãos do cabo dela e as colocou em seus seios.
- Uma vez, um garoto me disse para eu ser sedutora, que eu iria conseguir que todos beijassem meus pés. Que eu seria tão forte quanto qualquer um. E é verdade, Noah. É verdade sim. Meu próprio pai se rende á mim, sabia? Mas o homem que eu quero é você. E você não me deixa seduzi-lo.
- Eu já conheci mulheres demais para evitar isso.
- Não foi o que aconteceu na neve, não? Você lembra como caiu de joelhos quando eu ordenei? Eu adorei tanto ver você como minha marionete... Ah, você fazia tudo que eu mandava! Mas então você... Colocou aquela espada no peito e pronto! Acabou a diversão...
- Eu me matei?
- Mas é claro! Você acha que iria te matar antes de me divertir com você?
Noah olhou bem dentro dos olhos de Anne, e então a puxou. Ela se assustou, mas logo notou que ele não iria arrancar sua cabeça, muito pelo contrário...
- Eu sabia que você não iria resistir á mim. – Anne riu enquanto Noah tirava seu vestido real.
- Não estou me rendendo á você. Estou me aproveitando de você.
- Você o que... – então os olhos de Anne se arregalaram. – Não! Não toque em mim! – ela se levantou e se arrastou do chão. – Você não vai se aproveitar da princesa!
- Não era a princesa que me queria?
- Eu não quero a sua sanidade. Quero que você fique tão idiota que faça tudo o que eu mandar, como antes.
- Eu não fui fraco, Anne. Eu me matei, não foi? Eu não tinha força para enfiar a faca em você, mas me matei para que você não continuasse com aquilo.
Anne o olhou com repugnância, puxando seu vestido e tentando se cobrir com ele.
- Você me enoja, Noah.
- Não pense que você é muito diferente de mim, Anne. Na verdade, somos bem iguais. Eu adoro ter as mulheres como meus brinquedinhos... – ele lançou um olhar sedutor e mortífero á Anne. Por um momento Noah a viu se desmanchar, mas logo ela se recompôs.
- Não vai dormir comigo, Noah Christhurt.
- Claro que não. O Rei não gostaria de saber que eu dormi com a filha dele e que tirei a... Ou melhor, o Logan já dormiu com você, não é? Você o seduziu e o convenceu á anunciar guerra contra a Grécia! Você sabe que ele iria morrer em confronto, e sabia que você era a próxima na linha do trono. Sua mãe nunca aceitaria governar. E você queria um rei forte e bom para te auxiliar.
- Oh, Noah, pensei que você fosse muito ingênuo, mas vejo que não... – Anne sorriu sedutora.
- Você é ainda mais podre do que eu imaginei, Anne.
- Eu não sou podre, Noah. Só uso do que eu sou melhor. Não sou tão boa com uma espada, como você, nem com um arco, como a pequena Lucy, nem ao menos tão boa com facas, como a Acacia. Mas eu possuo a sedução de nascença. Tenho de aprender á usar essa arma tão mortífera quanto a ponta da sua espada. – Anne ergueu uma sobrancelha.
Noah sabia que o que ela dizia era verdade.
- Saia do meu quarto. – ele mandou.
Anne sorriu e então saiu pela porta, deixando-a aberta. Noah jurou proteger a vida do Rei o quanto pudesse, para que os planos de Anne fossem frustrados. Ele desejou não estar nesse treino tão idiota. Mas estava, e tinha de terminar aquilo. Noah não aceitaria perder novamente para Anne.
º º º
Noah se juntou ao lado do cavalo do rei. O rei cavalgava um cavalo selvagem negro, e Noah um branco criado nos currais. Logan lançou um olhar confiante aos seus guerreiros, e então partiu cavalgando pesadamente. Noah foi atrás, ouvindo o barulho dos cavalos dos outros lanceiros. Os arqueiros já estava escondidos entre a relva do Castelo do Rei da Grécia. Na tarde os romanos tinham saqueado os comerciantes e expulsaram os camponeses, prendendo as mulheres e crianças que serviriam de escravos.
Noah atravessou a vila e então parou com o cavalo em frente ao portão, as catapultas já estavam posicionadas, mas parecia haver uma pequena reunião dentro dos portões do castelo. Entre as grades, ele viu um semi-circulo de pessoas comuns, e então uma mulher com um capuz no rosto, ajoelhada. As pessoas seguravam pedras e o Rei gritou.
- Matemos a assassina da Rainha Nastiáh!
Assassina da Rainha... Noah soube exatamente o que deveria fazer em relação á isso. Qualquer um que matasse os reis ou pelo menos um deles, da Grécia, perecia o respeito romano. Ele fez sinal e as catapultas lançaram as pedras flamejantes no portão. O rei e os outros oito cavaleitores estavam indo para os portões de trás, e os arqueiros atirando nas torres, porém o portão do Castelo se desfez, enquanto as barras se entortavam com as pedras gigantes lançadas, e Noah aproveitou, pulou lá dentro e pegou a mulher, colocou-a em seu cavalo e então saiu cavalgando para o portão do fundo, onde ele o abriu e permitiu a entrada do rei e de seus lanceiros. Todos invadiram e todos começaram á se matar, mas Noah cavalgou para longe com a garota que havia pego.
A colocou na relva e então disse:
- Qualquer uma que mate a rainha da Grécia é uma heroína romana.
- Eu tenho que voltar. – a menina disse e começou á correr e tirar o capuz do rosto. De costas ela parecia com Lucy, e Noah sentiu um aperto no peito. E se Lucy estivesse na Grécia quando os homens levaram as crianças como escravas? Como ela estaria agora? Noah devia parar de se preocupar com ela, afinal Lucy já tinha de se virar sozinha...
- A Juno está no castelo! Ela não fez nada para merecer isso. – a garota com os cabelos loiros e curtos na altura dos ombros começou á correr enquanto caia na relva.
Noah correu atrás dela e a derrubou no chão.
- Olhe para lá. – ele disse, e a menina olhou para o castelo em chamas – Ninguém, nem mesmo o meu rei irá sobreviver. Você tem sorte de estar aqui, garota.
- Mas a Juno... Ela não pode morrer... Noah, como você pode deixar uma menininha indefesa morrer? – ela perguntou.
Noah. Ela sabia seu nome. Ela era loura, e pequena. Parecia ter nove anos, e se importava com os outros com sua própria vida. Noah suspirou. Era obra do destino, com certeza, eles sempre se encontravam uma hora ou outra.
- Lucy, por favor... Ela não é real. Isso é um treino, ela não existe na vida.
- Mas a Juno...
- Ela não irá morrer de verdade e...
- Não! Esperem! – eles ouviram o grito atrás deles.
Noah e Lucy se viraram rapidamente, vendo um grupo de mulheres guerreiras com lanças flechas e espadas apontadas para eles, porém uma menina sem cavalo e sem arma alguma, mas vestida exatamente como as outras estava na frente dos cavalos e com os braços erguidos.
- Eles são meus amigos! – ela gritou. – Não os matem!
- Poupem a menina. – a mulher com pele cobre gritou, e duas outras seguraram Lucy com cordas. – Matem o rapaz.
- Não! Parem de achar que todos os homens não prestam! – A garota que os defendia estava gritando novamente.
- Você só saberá como eles são uma raça imunda quando um se aproveitar e se deitar com você! – a mulher de pele cobre gritou de volta. Assim que ela pousou os olhos em Noah, ele sentiu um terror insuportável atingir seu corpo. Era como se aquela mulher possuísse os olhos de uma cobra... Uma cobra... Que odeia os homens pois um se aproveitou dela... Poseidon ma vez se aproveitou de...
- Não! – Noah se levantou. – Matem essa mulher! Ela é a irmã górgona que Poseidon se deitou.
- Não! – a mulher de pele de cobre rebateu. – Eu nunca... – ela perdeu a fala. – Matem ele AGORA!
As mulheres guerreiras ficaram sem saber o que fazer. Elas sabiam que a líder era meio serpente, mas nunca pensaram que a própria Medusa estivesse lá, com elas. Então a que segurava uma espada gigantesca e possuía uma beleza irracional, ergueu a lâmina e decepou a cabeça da líder, que caiu do cavalo e começou á sangrar verde e gosma.
- Terminei meu trabalho. – ela disse. – H-A-H-A, quem está rindo agora, Atena? Ahn? – ela riu delirada. – Eu matei suas cobrinhas!
Noah segurou o punho da que o defendia.
- Lola. – ele disse, descrente.
- Sem tempo para falar agora, temos de deter os romanos. – ela disse e então montou o cavalo da líder.
- Não, como assim, deter os romanos. Eu sou romano. – Noah interveio.
Uma arqueira armou seu arco rapidamente.
- Mas ele salvou uma grega. – Lola disse e então acenou para que as companheiras fossem para o Castelo.
Assim que ficaram os três tributos á sós, ela disse:
- Você viu o Heikki?
- Não. – Noah respondeu, tirando as cordas dos braços e pernas de Lucy.
- Ah, onde ele está? Que coisa! – Lola pareceu muito impaciente.
- Talvez ele esteja lá em Roma.
- Não. – Lola disse. – Hipólia conhecia todos os romanos, e ela disse que nenhum chamava Heikki e tinha olhos azuis. Não sei o que eu faço. E se ele já morreu?
- Com certeza essa não é a opção que nós... – Noah parou de falar.
- O que foi? – Lola perguntou.
- Shhh.... – Noah pediu, pegou sua espada e...
- Noahhhhhhh!!! – ele olhou para Lucy, que se debatia enquanto Heikki lhe dava uma chave de braço.
- Ei! – Noah baixou a espada e disse indo em direção á eles.
- Solta ela, Heikki. – Lola revirou os olhos.
- O que? Essa pirralha não vai valer pra nada mesmo.
- Solta. Ela. – Noah disse entre os dentes.
- E você vai fazer o que? Sou eu e a Lola contra você.
- Não, sou eu e a Lucy contra vocês. E se não se lembra, nós matamos vocês dois.
Heikki cerrou os punhos, enforcando Lucy mais forte.
- Por favor, Heikki, chega de dar uma de machão. – Lola suspirou.
Heikki pareceu contrariado, mas soltou Lucy, que foi voando e com os braços abertos para o colo de Noah. Ele a pegou e olhou feio para Heikki, que apenas deu de ombros e pegou na cintura de Lola, que por sua vez se fez de difícil para ele.
- Certo uma aliança, então?
- Sim! – Lola exclamou para Noah.
- Não. Só no treino. – Heikki negou.
- Eu vou pra aliança. – Lola empurrou Heikki e segurou o braço de Noah. – Sou ótima em plantas, sei várias espécies que curam em dois segundos.
- Iremos precisar das suas mãos milagrosas. – Noah sorriu, amistoso.
Heikki trincou os dentes e bufou baixo.
- Certo, uma aliança. – ele concordou olhando fixamente para Lola. – Agora solta ele e me abraça.
Lola sorriu e se jogou nos braços de Heikki. Noah riu da cena. Meio minuto atrás Lola estava se moendo de medo do que ou de onde Heikki poderia estar, e agora se fazia de difícil somente para atrair ciúmes. Mulheres, vá entender!
Lucy se grudou em seu pescoço com mais força e disse em seu ouvido:
- Foi bom mesmo ela ter te soltado.
Logan (Rei de Roma)
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