Notas iniciais
Gentee...! Bom capítulo!

Iago Martins

Iago parou. Onde estava, o que fazia ali? Ele se lembrava de estar tocando em um bar da pequena cidade, enquanto homens tomavam seus vinhos, quando tudo começou á estragar sua música e o fogo invadiu o lugar, ele teve de sair, mas foi um dos únicos que conseguiu, pois não estava bêbado.

Ele olhava em volta, homens correndo por todos os lados procurando suas mulheres e filhos, pessoas gritando e correndo para a direção oposta ao do Castelo, chamas devorando casar e bares. Iago tentava achar alguma coisa que fizesse ele entender o que estava acontecendo quando olhou para os cavalos ao longe e viu dois homens segurando fortemente uma jovem, e a tiravam de cima de um cavalo. Eles seguravam seus seios fartos, e isso fez Iago ficar irado de raiva. Ninguém tocava nos seios dela, ninguém! Os cabelos, o jeito desesperado, e a beleza que não poderia ser de mais ninguém... O que ela fazia aqui? Bastou um segundo para o cérebro de Iago assimilar tudo e ele começar á correr contra os camponeses.

- Anne... Anne! Anne! – ele empurrava e derrubava a todos que tentassem passar por ele, Iago só conseguia ver os homens rindo enquanto Anne esperneava e lutava para se desvencilhar.

Ele continuou á correr até toda a sua energia desaparecer, mas ele já estava bem perto dos portões do Castelo, e isso o motivou á seguir em frente. Quando ele pôde fazer contado visual com Anne, foi como se o mundo tivesse parado. Quer dizer, parado para ela. Pois ela parou de se debater e só esperou ele chegar. Iago por sua vez aumentou sua força de determinação e esmurrou a cara do homem que apertava os seios de Anne. O que a segurava ameaçou-o.

- Não ferirá a princesa de Roma! – ele disse. – Eu a protegerei com a minha vida.

- Então morra! – Anne deu uma cotovelada na boca do estômago do homem, fazendo-o se curvar, tomou o violino das mãos de Iago e o quebrou na cabeça do cara.

- Ei, era um bom violino! – Iago reclamou.

Anne o abraçou forte, e Iago sentiu seu corpo amolecer. Mas assumiu uma expressão neutra quando ela o soltou.

- Eu não deveria ter vindo. Eu não deveria estar aqui... – ela disse para si mesma.

- Anne.

- O que?

- Vem comigo.

Ela assentiu inúmeras vezes e então os dois começaram á correr em direção ao mato. A relva os escondeu, e ajudou na fuga. Iago sentia o vento entrar por sua roupa de camponês, e pela primeira vez reparou nas roupas de Anne. Ela vestia um vestido nobre amarelo e com renda branca. Luvas de renda branca e seu cabelo estava preso em um coque no alto da cabeça, fazendo seus ombros ficarem a mostra, e ela parecer mais alta e mais... Peituda.

- Certo, para onde estamos indo? – ela perguntou já sem fôlego.

Iago notou que eles tinham saído dos limites da cidade real, e estavam na floresta que dividia os territórios Romanos saqueados. Haviam algumas casinhas abandonadas ao longe, mas ele sabia que Anne nunca iria conseguir. Ele parou de correr, e então se virou para ela.

- O que está acontecendo? – perguntou.

- Roma está invadindo a Grécia. – ela disse, retomando o fôlego. – Meu pai, o Logan do 11, está na batalha. E eu queria ver ele morrer, mas... Me perdi no meio da luta... Aqueles homens eram guerreiros romanos, mas eles pareciam...

- Eles estavam aproveitando da princesa indefesa estar em perigo.

- Eu sou a futura Rainha deles. Se caso voltarem com vida para Roma, eu irei condená-los á morte!

Iago observou Anne por alguns segundos.

- Você não era assim. – ele disse, por fim.

- O que?

- Quer dizer, você era... Era legal. Não queria vez o sofrimento dos outros. Sabe, a Anne que não sabia manejar armas nem fazer a amigos.

- Essa Anne morreu. – Anne disse decidida e orgulhosa de si mesma. – Você me ajudou, Iago. Eu seduzi um homem pela primeira vez. Eu tive o poder nas minhas mãos! Você não sabe o que é isso, Iago. É... Maravilhoso sentir que vão te obedecer! Eu quero mais disso. E agora estou pronta para matar nos Jogos. – Anne sorriu. – Você me ajudou muito, Iago, obrigada.

- Agora percebo o erro que cometi. – Iago disse, incrédulo, descrente, querendo voltar atrás.

- Como? Você não queria que eu seduzisse eles?

- Não é isso. É que... Você exagerou, Anne. O poder é bom para se proteger. Mas você abusou. Você é o tipo de pessoa que não pode ter poder, se não... é capaz de tirar qualquer um do seu caminho. Até mesmo eu.
— Eu nunca mataria você.

- E se fosse preciso? Para que os outros Carreiristas vissem você como uma menina forte e começassem á te obedecer, hein?

- Não.

- Anne, e se você tivesse de me matar para ocupar o lugar no trono de Roma?

- Eu não...

- Você me mataria. Sim. Pensei que nós tínhamos nos tornado no mínimo pequenos amigos, Anne.

- Você não entende, Iago, você ainda não ficou tempo suficiente com a nova Anne.

- Eu prefiro a Anne morta. A antiga, aquela que eu tive de abraçar para encorajar. Ela sim era legal.

Anne uniu as sobrancelhas. Iago virou as costas e começou á caminhar lentamente sobre a relva, indo em direção as casinhas pobres e humildes no meio do nada. Uma vila conquistada pelos romanos mas que fora esquecida. Que desperdício. Pobres moradores indefesos... Iago podia ver o horror no rosto deles ao ver suas crianças sendo presas, as mulheres estupradas e... Ele tentou não continuar á pensar nisso.

Quando chegou á casa, olhou com o canto do olho para Anne, que ainda estava em estado de choque, parada e imóvel, no meio da relva. Tão linda e ao mesmo tempo tão vulnerável. Anne não sabia, mas Iago a achava bem linda mesmo. Ele sabia que existiam muitas outras garotas bem mais gostosas que ela, mas... Anne era simplesmente linda. Ela suspirou, e então se virou em direção á casa. Iago fingiu estar entrando e não olhou para trás.

A casa era mesmo bem humilde, e os moradores não conseguiram levar nada. Haviam brinquedos e bonecas pelo chão, comida queimada no fogão, poeira e teias de aranha por todos os lados, e algo que parecia um cachimbo de fumo, que um homem deveria estar fazendo para ele próprio. Uma família feliz. Duas menininhas, de idades aproximadas, brincando de castelos, reis e deuses, enquanto esperavam o almoço ficar pronto. Uma mãe sorrindo para as filhas, enquanto temperava a comida. E um pai, voltando do serviço, cansado, fazendo um cachimbo para fumar mais tarde, sentado na cadeira, vendo o Sol se pôr.

Eles tiveram seus planos de almoço e lazer destruídos pelos romanos. Iago suspirou e então foi até o segundo cômodo da casa. Um quarto, com um banheiro pequeno. O quarto estava desarrumado. Havia uma cama para as meninas, e uma cama para os pais. A cama dos pais estava arrumada, mas a cama das meninas estava desarrumada e com bichinhos de pelúcia como ursos e javalis. Iago sentiu uma dor tomar seu peito. Ele não tinha conhecido a família, mas sabia que se tivesse estaria chorando por eles.

- Eu só queria ser forte. – Anne o tirou de seus pensamentos. – Que nem você, confiante e determinada. – ela tinha lágrimas nos olhos, nas bochechas e nos lábios. – Eu nem sei mais se essas lágrimas são verdadeiras, Iago. Acredita?

- Sim.

- Você acredita?

- Elas são verdadeiras, Anne. – Iago sentiu que deveria deixar Anne aprender sua lição, mas não teve como, ele passou o braço por sua cintura, e ela o abraçou. Molhando sua camisa.

Iago sabia que Anne estava arrependida, mas também sabia que nunca mais teria a sua linda e sensível Anne Agron.

Notas finais
Gentee, Jujubas, Rapaduras!
Eu não sei como consigo, mas estamos em 549 reviws T.T O leitor que mandar o 550º irá escrever um capítulo comigo, e entrará na história! T.T Somente o primeiro a comentar a partir de... AGORA!