Notas iniciais
EU amo a Donna!

Yuri Eaghmaoui


– E você é sozinho assim lá no12? – Donna perguntou.

– Não, eu tinha minha irmã, Dasha.

– Mas só ela? Ninguém além dela?

– Porque eu iria querer ter outra pessoa? – perguntei olhando para ela.

– Bom, para... Tirar o estresse dos seus ombros. – Donna colocou uma mecha de cabelo para trás da orelha. – Para te fazer companhia em uma noite fria.

– Não preciso de uma namorada, Donna, eu preciso da minha irmã.

– Você é como uma criança, Yuri. – ela falou. – Diz que não gosta, mas nem experimentou.

– Do que você está falando? Sabia que eu ainda sou uma criança?

– Me experimente, Yuri. Não irá sentir a falta da sua irmã enquanto estiver comigo. – ela garantiu.

– Você é maluca! – falei e apertei o passo.

– Yuri, espere... – ela segurou meu braço com leveza. – Eu gosto de você. Gosto muito. – ela disse, sincera. – Desde quando vi você sendo sorteado. Você não deve ter percebido, pois estava ocupado olhando sua irmã, mas eu perguntava todos os dias para Leo se você tinha melhorado, e fiquei torcendo para a sua nota ser alta. – ela disse. Senti que Donna era uma menina legal. Tinha seu jeito estranho e neurótico de ser, mas ela sempre dizia a verdade, eu conseguia sentir esta aura de bondade nela. Nunca mataria ninguém. Como eu. – Queria uma chance sua. Só uma. Se eu falhar, você pode acabar com a minha troca. – ela disse. – Eu prometo te soltar, se você prometer que vai me dar uma chance.

Olhei bem dentro dos olhos dela. Estavam brilhosos, querendo uma resposta, prontos para chorar a qualquer momento.

– Tudo bem, Donna. – as palavras simplesmente voaram de minha boca, sem permissão.

Donna abriu um sorriso de orelha a orelha que poderíamos ver até de costas. Ela me abraçou, carinhosa, e me deu um beijo na bochecha, que, confesso, me deixou bem acanhado e simplesmente feliz. Nenhuma menina nunca havia me beijado na bochecha, somente Dasha.

Continuamos a caminhar, só que em vez de perguntar se eu estava bem, Donna soltava risinhos e segurava minha mão. – Posso te beija? – pediu, e não esperou por minha resposta, me beijou segurando minhas bochechas, e roçando seu corpo ao meu. Ela estava próxima demais. E isto me custava arrepios.

– Meu Yuri. – ela disse com um sorriso. – Tú não vai me beijar?

– Eu, bem...

Ela sorriu e me beijou novamente, me calando, e abrindo minha boca, e colocando sua língua na minha, e gesticulando com o corpo movimentos dos quais em rendiam não só arrepios, como queimações nas partes baixas. Minha barriga repuxava. Ela tirou de minha cabeça todos os pensamentos, sugou de mim todas as minhas lembranças, e me fez cair em chão. Um chão mole como... Grama. Ela prendeu minha cintura com as pernas, e segurou meu rosto, me beijando novamente, e desta vez eu retribui. Eu não sabia o meu nome, mas sabia que queria beijá-la. Passei minhas mãos por suas pernas, e Donna ofegou.

– Yuri... – ela disse com a voz fina, porém, com energia.

– Donna, venha. – falei e ela abriu os olhos. – Você está quase tirando minha roupa.

Donna olhou para suas mãos no zíper de minha calça jeans, e se recolheu, envergonhada. Ela estava vermelha, e no fundo sorridente.

– Chegamos até a Cornucópia. – falei a ela, apontando meu dedo para o Pequeno Lago a nossa frente. Donna sorriu e bebeu da água do rio. Pegou uma moeda e disse somente para nós dois: — Chuva.

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Notas finais
Mandem reviws please! E recomendem também, estou ansiosa pelo YHG3, mas preciso de recomendações nesta aqui tbm, não;.