Your Hunger Games II - Parte Dois
21 Chuck Amudsen
Notas iniciais
Chuck Amudsen
- Você é muito... Alto. – ele comentou ainda olhando para Camille, que agora vinha devagar para onde nós estávamos.
- Camille, fique atrás de mim. – mandei.
- Ta tudo bem, Charlie. Oi, Miley. – ela sorriu.
- Olá, Camille. – a outra garota saudou.
Ethan fulminou Miley com o olhar, mas ela não se importou. Na verdade, ela começou a conversar com Camille. E as duas se afastaram, deixando que eu e Ethan conversássemos sozinhos.
- Então você também tem o mapa. – ele disse.
- Sim. E você também, pelo que percebi.
- Sim. – ele respondeu. – Olhe, quem vai ganhar isso aqui é eu e a Miley, então você e a Camille já podem passar o mapa para nós.
- Olhe, se você pensa que eu vou mesmo entregar a vida da Camille de bandeja...
- A vida dela? – Ethan sorriu. – Estou falando da sua vida!
- Pouco a importa. – dei de ombros. – Mas fique sabendo que eu e a Camille vamos lutar por...
- Aaah! – ouvimos, e olhamos assustados para onde o grito vinha.
Miley estava com um corte que ia da sobrancelha até seu lábio, estragando sua beleza, e Camille estava suando, e parecia ter sido inforcada.
- Vagabunda! – Miley gritou e chutou o rosto de Camille.
- Charlie! – Camille gritou com sua força.
De repente aqueles não eram meus pés, e aquela não era a minha raiva. Aquele não era o meu orgulho, e aquele não era a minha determinação. Eu simplesmente segurei Miley pelo rosto, e a soquei como pude. Joguei seu corpo para o longe, e me agachei, pegando Camille nos braços, e soprando ar para dentro de seus pulmões.
Camille apontou para cima de meu ombro, onde Ethan já me golpeava com um murro doloroso. Soltei Camille e fui para cima dele. Brigamos feio, mas o grito de Miley foi mais alto.
- Ethan, e peguei o mapa!
No mesmo instante a expressão de Ethan se suavizou, como se ouvir a voz de Miley gritando aquilo fosse o milagre de sua vida. Ele simplesmente soltou meu pescoço, e correu em direção a Miley, pegando seu braço e saindo correndo com ela, para além do Cemitério, e saindo da Floresta frutífera.
- Charlie, pega eles. – Camille disse com a voz fina e doce.
- Não posso deixar você aqui. E além do mais eu decorei a Arena. Sei onde estamos e como chegar onde queremos. Venha, Camille, vamos cuidar de você.
- Eu estou bem. Charlie. – ela disse. – Não precisa se preocupar, eu cortei ela com isto.
Camille me mostrou a pedra que tinha o sangue de Miley. Sorri. Essa era minha Camille. Estava prestes a beijá-la, quando ouvimos o hino da Capital. Como? Ainda não era noite para que passassem os mortos, ou seja, ninguém, mais uma vez. Não sei como a Capital agüentava ficar tanto tempo sem mortes. Ah, acho que eu sei sim como eles agüentavam, Não Perca O Final de 10 Meses de CANOAS DO DISTRITO 4! Era o que mais passava na TV antes dos Jogos. Acho que eles assistem isso e nem ligam mais para os Jogos. Se for assim, melhor.
- Tributos e Tributas! – a voz de Caesar ecoou pela Arena. – Com a dádiva de nossos Idealizadores maravilhosos e muito talentosos, foi concedido a cada Tributa um pedido. Levando em conta que: Não poderão pedir a morte de ninguém, a mudança de alguma regra ou a vitoria. Todas deveram comparecer a Cornucópia que fica a Oeste de todos. Os meninos também estão convidados para o Banquete. – tenho certeza que ele sorriu. – E que a sorte esteja sempre a seu favor! – o hino da Capital terminou.
- Um pedido? – Camille ergueu a sobrancelha. – Qualquer coisa?
- Sim, desde que não fique dentro das regras do Jogo. – falei.
- Nossa, que legal!
- Deve ser.
- Por que será que são somente as meninas?
- Talvez eles queiram ver a mutilação feminina primeiro. Ou simplesmente acabar com as duplas de Distrito. – falei dando de ombros.
- Bom, eu vou lá pedir o meu desejo, e vou voltar sem ligar pra briga.
- E o que você vai pedir?
- Um bebê. – ela falou, calculando minha expressão. — Um bebê meu e do Devon.
O ar saiu de meus pulmões e pareciam não quererem voltar.
- Com o Devon? – perguntei.
- Sim. Se eu estou com você, é melhor ter algo com ele. Ou algo para dar a ele.
- Mas porque não um filho nosso?
- Porque quando a gente ganhar os Jogos, teremos muitos filhos. – ela segurou meu rosto. – Quero um bebê pra, se eu morrer, o Devon saiba que eu o amei.
- E eu? Como eu fico?
- Se eu morrer, você morrerá comigo.
- Por que?
- Porque nenhum de nós agüentará viver sem o outro. – ela beijou minha testa. – Se você morrer, eu morro com você. E eu sei que se eu morrer, você morre comigo.
O ar voltou para mim. Aquilo era verdade. A muito tempo eu já havia esquecido Ypê, e nem ligava mais para o que ela representasse. Mas Camille... Ela era o amor da minha vida. A cada dia, eu aprendia mais sobre ela, e aprendia mais sobre mim mesmo.
- Eu amo.
- O que?
- Mágica.
- Aff, vou tomar banho.
- Tchau, minha bruxinha.
Camille sorriu. Aquilo era a coisa mais idiota que a Capital fazia. Mas agora até que foi legal falar para ela. Pois ela era a minha bruxinha, a minha mágica. A minha ilusão. Cada vez mais ela transformava as lajes em ouro maciço. Parece feitiço.
Minha perdição.
Ma
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