Your Hunger Games II - Parte Dois
22 Lucca Sant'Dio
Notas iniciais
Lucca Sant’Dio.
- Quando a gente vencer, eu ou pintar a casa de branco e as janelas de azul. Vai ter uma cerca branca e muita grama. – disse Selene, sonhadora.
- E o quarto da Lunna? – perguntei.
- Vai ser rosa. – ela respondeu. – Rosa e dourado.
- E a gente vai ter mais filhos?
- Não, só a Lunna. – ela me respondeu. – E quando ela nascer...
- Selene...
- O que? Você é linda demais. – falei. – Como uma mulher tão magnífica como você pode conversar comigo?
- Porque você é tão magnífico quanto eu. – ela respondeu e nos beijamos. – Ah, eu acabei de me lembras, o Jouro pediu pra mim te falar uma coisa.
- Jouro?
- Sim, depois eu explico, ele disse pra gente ir matar todo mundo logo, se não vai ser mais difícil com a minha barriga crescendo. Bobagem, a gente ta bem aqui.
- Não, ele ta certo.
- Não, a gente ao precisa matar agora, é só a gente esperar até o bebê nascer e...
- Selene, não.
- Mas é claro, Lucca, quando a Lunna nascer vai ser bem mais fácil tanto para mim quanto pra você.
- Se a Lunna nascer, nenhum de nós vence! – falei.
- Como?
- São permitidos dois vencedores. – respondi. – Se ela nascer, ou você morre, ou eu. E eu não agüentaria ver você morrer.
- Não, a Lunna não faz parte dos Jogos.
- Desde quando ela estava dentro de mim e foi para você, sim ela já fazia parte dos Jogos. – respondi.
- Não, mas isso é um absurdo. Ela nem foi sorteada!
- Convença os Idealizadores.
- Não, Lucca..
- Selene, por que você acha que até agora eles não moveram um dedo em relação a demora dos Jogos? Eles querem que essa criança nasça, pra no fim acontecer a morte de um dos pais! Eles querem fazer o mesmo que fizeram com os caras do 12.
- Mas...
- Selene, seu pai não pode fazer nada em relação a isso.
- Lucca, eu...
- Eu amo você, Selene.
- Eu também te amo. – ela sussurrou.
- Quero te engravidar mais uma vez, pra quando eu morrer, você tenha um menininho pra se lembrar de mim.
- Lucca... – ela disse com os olhos marejados.
- Eu já aceitei, se devo morrer pela minha família, que assim seja.
º º º
Eu e Selene fizemos amor. Quanta falta eu sentia daquilo. Mas agora eu estava mais maduro, não conseguia simplesmente querer fazer sexo com ela, eu queria era ter ela pelo máximo de tempo possível. Respirava fundo, e me juntava a ela. E ela era com um doce que derretia devagar no final da língua. Doce. Simplesmente doce. E minha. Ah como era minha! Só minha. Pela eternidade.
- Quero que este momento seja eterno. – ela disse enquanto suávamos e gemíamos.
- Vai ser, dentro das nossas lembranças. – respondi e beijei se pescoço.
Passei a língua com seus lábios, e mordi seu queixo. Lambi seu pescoço, e os ombros. Senti seu suor, e isto me excitava mais. Ela gemia quando eu passava por entre seus seios.
Fechei os olhos. Ela também me devorava com seu perfume exótico. Quando uma mulher está fértil ou com desejos, ela evoca um cheiro diferente, que atrai qualquer homem, e isto me deixava louco. Louco de saber que somente eu poderia fazer com que ela soltasse este perfume durante a gravidez.
Senti sua respiração quando seu peito se elevou e bateu no meu, doce e levemente. Me deitei sobre ela, e a tive, como se fosse nosso último contato. Não lembro de dormir, mas lembro de sonhar.
Acordei enquanto Selene chorava.
Me levantei, sobressaltado, e a abracei rapidamente. O que você tinha amor,o que foi? Por que chora? Mas eu não conseguia dizer. Vê-la chorar era como um choque para mim. Eu a abracei sem deixar um milímetro de distância entre mim e ela, e limpei suas lágrimas com meus beijos.
- Selene, o que... ? – não consegui completar a frase.
- Eu sou uma irresponsável! – ela gritou em meio aos soluços.
- O que... ?
- Você não me merece, Lucca!
- Selene, eu não mereço você mesmo, homem nenhum merece. – respondi, e ela parou de chorar por um momento, para me encarar. – Você é uma deusa, homem nenhum merece você.
- Não é disso que estou falando! – ela gritou com os pulmões. – Eu sou uma idiota! Uma irresponsável!
- M-mas... Selene, por que?
- Q-quando eu t-tinha... – ela soluçava – Um g-gato, ele dormia n-na lavad-dora. E eu sempre i-ia levar a r-roupa pra l-lavar, e sempre tir-rava ele de lá. – ela engoliu em seco. – Mas e-eu esquec-ci de olhar e... Eu sou uma irrespinsável, Lucca! Eu sou uma pecadora!
- Selene... Mas... – fiquei sem saber o que responder. – Por que isso, quer dizer, o gato sabia que você não tinha a intensão de machucá-lo.
- Ele morreu, Lucca, morreu! – ela gritou. – Eu não sirvo nem pra cuidar de um gato, imagina uma criança... – ela voltou a soluçar.
A abracei forte. – Selene, você vai ser a melhor mãe do mundo. Nossas filhas irão querer ser iguaiszinhas a você.
- Não. E-elas n-não podem ser i-iguais a m-m-mim.
Tentei a consolar durante a noite toda, mas nada do que eu dissesse a fazia mudar de opinião. Me perguntei umas cem vezes se aquilo era coisa da gravidez, mas não consegui chegar a uma conclusão. Só torcia para que Selene acordasse de bom humor pela manhã.
- Amor? Amor, acorda... — ouvi aquela voz doce e sensível. Abriu um sorriso, mesmo sem ter aberto os olhos. – Amor, você não vai me dar bom dia?
- Bom dia meu jasmin. – a beijei.
- Bom dia, Lucca. – ela sorriu.
Nos encaramos por um indeterminado tempo. As vezes era legal ficar simplesmente olhando para ela. Contemplando-a, e vendo que ela também olhava do mesmo jeito para mim. Tentar contar as íris esverdeadas e azuis de seus olhos, e as diferenciar das alaranjadas. Tentar vez a diferença do tom de seu cabelo, ou contar quantas pequenas sardas haviam em suas bochechas.
- Eu te amo tanto, Selene...
- Eu sei disso. – ela sorriu. – Sei disso quando você me dá bom dia, quando passa a mão na minha barriga, ou quando simplesmente fica olhando para mim, e sorrindo igual um idiota.
- Eu estou sorrindo?
- Do jeito mais engraçado possível. – ela abriu um sorriso gigantesco, demonstrado-o para mim.
- Me desculpe, mas é tanta emoção de ter a deusa da loucura masculina do meu lado que...
- A cale a boca, seu idiota! – ela empurrou meu braço.
- Sabe, Selene. As vezes eu queria só poder te olhar. – comentei. – Ficar sorrindo que nem um idiota para você, e ter você empurrando meu braço. São coisas tão naturais e...
- Mágicas? – ela sugeriu.
- Isso, mágicas. São coisas tão mágicas que eu... Esqueço do tempo.
- Isso é amor. – ela respondeu. – E eu também não vejo o tempo passar quando olho para você, ou quando fazemos amor.
- Fazer amor é diferente. – sorri. – A gente fica ocupado demais pra prestar atenção no tempo.
Selene riu e empurrou meu braço mais uma vez.
- Eu já sei o que vou pedir. – ela disse sorrindo.
- O que?
- Não posso contar, mas promete pra mim que vai confiar?
- Selene, se você dizer que é pra mim enfiar uma espada no meu peito eu enfio. – respondi.
Ela sorriu.
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