Your Hunger Games II - Parte Dois
4 Selene Densverouix
Notas iniciais
Selene Densverouix
Segurei na mão de Lucca o mais forte que consegui. Ele sozinho estava segurando a mim e ao meu filho para que não caíssemos na morte. O penhasco era mais do que grande e largo, e eu não podia olhar para baixo. Quando me atrevi, quase soltei a mão de Lucca. Ele se segurava somente com uma mão numa pedra no alto do penhasco.
- Alcance alguma coisa, Selene! – ele gritou.
Procurei, e me lancei para trás e para frente, até pegar impulso, e cair com os pés na parede da rocha, que na verdade parecia mais uma trilha feita exatamente para quem iria descer aquele precipício. Ainda segurando a mão de Lucca o ajudei a chegar até onde estava, e depois de um abraço grande e um beijo demorado, decidimos prosseguir, quem é que poderia nos dizer o que havia lá embaixo? Era um mistério até um de nós, ou os dois irmos ver.
- Para onde você acha que a gente ta indo? – ele perguntou logo atrás de mim.
- Não sei, mas acho que fomos forçados a vir para cá. Algo me diz que é por aqui mesmo que devemos ir. – respondi.
E sim, eu sentia como se fosse uma intuição que aquele era o lugar que nos levaria a abrigo, ainda mais porque ninguém se atreveria descer aquela parede de rochas como eu e Lucca estávamos fazendo. Todos pensariam que nós havíamos morrido antes que os céus mostrassem o contrário. Assim como sentia que aquele bebê era uma menina. Eu sempre quis ter um menino, mas eu sabia que quem eu carregava era uma menina. Mas não disse nada a Lucca.
Quase cai três vezes, e Lucca me segurou e deu apoio nas três. E quando finalmente chegamos ao fim, ficamos de boca aberta para o que nos esperava. Era o Jardim do Éden. Grama verdinha, flores de ouro, platina e diamantes, o céu tão lindo como nunca, e uma cachoeira que refletia ao Sol e jogava uma nuvem de arco-íris por todo o céu. Algo bateu em minha cabeça, e eu peguei o pequeno pára-quedas que carregava um bilhete. Nem bem chegamos á Arena e já temos presentinhos? Que mimo! Abri o bilhete e li. “Veja além do que você pode ver”, era de Jouro, eu sabia que era. Uma vez ele me fez treinar de olhos vendados para que eu só ouvisse de onde as coisas vinham, e ele sempre repetia “Veja além do que você pode ver, veja o não visível”.
- O que diz? – Lucca perguntou.
- Veja além do que você pode ver. – falei.
- Além do que você pode ver? O que isso quer dizer?
- Não sei, mas é do Jouro, com certeza. – falei e guardei o bilhete no bolso de minha jaqueta cinza e preta. Esse era o uniforme deste ano, uma jaqueta anti-frio cinza e preta, e uma calça quentinha cinza e preta. Uma camiseta de manga 3 por 4 preta e cabelo amarrado em um rabo de cavalo. Os meninos usavam a mesma jaqueta e calça, blusa, mas o tênis deles eram diferentes, eram tênis feitos para a corrida, para andar sobre entulho ou ferro-velho.
- Vamos colher algumas frutas. – ele apontou para algumas árvores frutíferas que produziam alimento em abundância.
- Será que é bom? E se for venenoso? – perguntei.
- Não. Eles não iriam fazer isso. Nos enviaram aqui por algum motivo, não? Não irá ser por causa de uma fruta que iremos morrer. – ele respondeu.
- Tudo bem, você pegou alguma coisa da Cornucópia? – perguntei.
- Não, só isso. – ele e mostrou a espada que estava presa a sua calça. – E você?
- Só essa adaga, e esse cantil. Só cabe um pouco de água, mas acho que é suficiente. – falei. – Você colhe algumas frutas e eu vou pegar a água da nascente na cachoeira, tudo bem?
Lucca assentiu e caminhou em direção as árvores. Andei até a nascente que continha uma água límpida, e afundei o cantil na água. Saiu algumas bolhas, e depois de estar totalmente cheio, eu peguei gravetos que estava ao redor e os amontoei.
- Lucca, venha cá, você sabe fazer aquela coisa com a espada e a pedra?
- Acender uma fogueira, você quis dizer. – ele corrigiu.
- Sim, isso mesmo.
- Posso tentar. – ele deu de ombros.
Tentou cinco vezes antes de respirar fundo e raspar os dois que tamanha força que as faíscas foram para cima de mim, mas ele conseguiu acender a fogueira. Lhe dei um beijo na bochecha como uma recompensa por ter acendido, mas ele me puxou, e meu beijou com mais vontade, segurando meus braços e roçando seu corpo contra o meu. Enrosquei sua língua na minha e passei as mãos pelos músculos de seu abdômen por cima da camisa.
Ele segurou minha cintura e beijou meu pescoço e meus ombros. – Eu te amo, Selene. – sussurrou no meu ouvido.
- Eu te amo mais, Lucca. – sussurrei de volta. – Ei, será que a gente pode transar quando tem um bebê?
- claro que não, a não ser que você queria que o bebê veja um pirulito... – ergui as sobrancelhas, e ele riu.
Lucca voltou a colher as frutas, e voltou com a jaqueta cheias delas, enquanto eu fervia a água. Ele se sentou ao meu lado e me abraçou. Me aninhei nele, e mordi uma maçã. Ele comeu uma mexerica, e guardamos o resto para depois. Nas margens do laguinho, junto a fogueira que agora queimava, o céu se punha e a noite chagava. Iríamos dormir ali mesmo? Estava frio, mas eu tinha Lucca, e ele me tinha, nossos corpos iriam aquecer um ao outro. Me deitei sobre o corpo de Lucca, e fechei os olhos.
- Eu amo você e nossa filha. – ele disse.
- Como sabe que é menina? – perguntei levantando a cabeça.
- Eu só sei. Não consigo explicar. – respondeu.
Sorri. – É exatamente assim que eu me sinto.
Beijei Lucca por mais uma eternidade. Aquilo era bom demais para ser verdade. Eu podia beijá-lo sempre que quisesse, poderia comer quando quisesse, e fazer o que eu quisesse, simplesmente!
Selene Densverouix
Notas finais
#Laura
#Linda
#Lucy
#Lia
#Lunna
Quem acertar ganha uma Amora! Brincadeira! Vai poder escolher quem ficará entre os cinco primeiros! Enton, respondam rápido, pois só é válido para a primeira resposta certa!
#Valendo!
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