Your Hunger Games II - Parte Dois
26 Selene Densverouix
Notas iniciais
Selene Densverouix
- Ao Banquete! – Caesar gritou.
Todas começamos a correr em direção a nossos alvos. Não vi Lia vindo atrás de mim, mas sim Barbará. Oh, certo, a guria altinha queria tentar a sorte comigo, O.K. Peguei os punhos-de-ferro que estavam em meu bolso e os coloquei nas mãos. Lutas corporais, era a arte em que eu era melhor. Lembro de Rubi sempre perder nas lutas, e de Jouro me elogiar bastante. Teve uma época que eu pensei estar apaixonada por ele, mas acho que foi ma fase, ou estava passando tempo demais com ele.
- Selene! – ouvi Lucca. Mas eu já havia me virado para lutar contra Barbara. Ela estava com um arco e flecha em mãos, e mirava bem na mina barriga.
Mudei o caminho de minha corrida e desacelerei rapidamente, chegando ao lado dela e lhe dando um soco no quadril e no maxilar. Barbara caiu no chão e seu arco foi parar longe, me sentei em cima dela e dei séries de golpes no rosto e no pescoço dela, até ouvir um canhão e me certificar de que ela havia morrido.
- Selene! – ouvi Lucca novamente.
Procurei-o com o olhar, ele estava bem atrás de mim. E quando eu digo bem, quer dizer que ele estava quase caindo em cima de mim. E estava lutando contra quem? Lia. Me levantei, trincando os dentes. Como eu a odiava! Puxei Lucca pelo ombro e dei um seco contra o maxilar dela. A chutei na barriga, fazendo-a cambalear. Lucca segurou meu braço, mas eu queria era acabar com a rapa de Lia ali mesmo, era agora. Era hoje que eu iria matá-la!
- Venha Selene! – Lucca gritou.
Me neguei, e voei contra Lia, enquanto ela se chocava contra mim, caímos no chão, lutando uma contra a outra. Lia me esmurrava no peito, enquanto eu lhe quebrava o nariz. Ela tentava sempre bater em minha barriga mas que me mantinha sobre ela, e a imobilizando. Até sentir as mãos de Lucca me tirando de cima dela, e me colocando em seu ombro. Esperneei, e tentei me livrar dele, eu estava conseguindo, eu ia matar ela. Mas Lia já estava com o rosto cheio de sangue, e olhando mortalmente para mim indicando minha morte. Ela voltou para lutar com os outros.
- Ficou louca? – Lucca gritou quando chegamos em nosso esconderijo na cachoeira. – Ela podia ter te matado!
- Eu ia matar ela! – retruquei.
- Ela estava quase tirando a Lunna de dentro de você!
- Eu estava por cima dela, eu estava na vantagem!
- Você tem que saber que a Lia te odeia mais do que tudo, você não irá mais lutar contra ela sozinha. – ele segurou meus ombros.
- Eu não estava sozinha, eu tinha a Lunna. – falei.
- Selene, eu te amo tanto... – Lucca falou. – Não sei o que seria de mim se eu perdesse você e a Lunna.
- Vingaria nossa morte. – respondi.
- E viveria o resto da minha vida me lamentando porque não protegi quem eu amo, e porque o seu orgulho era uma droga.
- Lucca eu também amo você. Mas...
- Mas nada, Selene. Você sabe que aquela Lia tem muitas cartas nas mangas.
- Eu salvei a Lunna. – sussurrei.
Lucca me trouxe para perto de si, e me envolveu com seus braços. – Obrigado. – Ele respondeu. – Mas eu não posso morrer. E se eu morrer, você não pode.
- A Capital queria me enganar. Se eu excluísse a Lunna dos Jogos, eles a tirariam da minha barriga a força. Ela tem que fazer parte dos Jogos. Afinal, foi você mesmo quem disse isso.
- Sim. – ele somente respondeu, sem mais nem menos.
Você poderia pensar que o Lucca é somente um cara por quem sem motivo algum eu me apaixonei e agora temos um bebe entre nós. Mas não. Ele... Foi quem mudou minha vida, sabe, não importa o que aconteça, sei que ele eu nunca mais irei esquecer. Nem mesmo que seja somente um sonho. Meu melhor sonho, eu diria. Cada vez que eu olho pra ele, me sinto a mulher mais sortuda do mundo. Há alguém em Panem que tem o que eu tenho? Espero que não. Mas mesmo que tivesse, não sentiria o mesmo impacto que eu. Lucca uma vez me disse que ele gostava de me olhar e pensar que eu era somente sua. E eu gosto de olhar pra ele, e imaginar a gente daqui trinta ou quarenta anos, fazendo exatamente as mesmas coisas, com nossos dois filhos. Lunna e Lucca Junior, já escolhi os nomes. Eu e Lucca o criaríamos em uma casa branca, de cerca desbotada, e janelas azuis. Teríamos uma vista de campos de flores de platina, e prata. E nós iríamos levá-los a Arena dos Vitoriosos, para treiná-los lá. Jouro iria me ajudar a criar meus filhos, e Rubi criaria os dela. Seríamos uma família feliz. Seríamos.
- Pensando em quê? – ele me cortou os pensamentos.
- Em nós e nosso futuro.
- O que mais você quer que eu explique a você?
- E se nossa vida não for o que planejamos? E se um de nós não voltar? Como iremos lidar com isso, e com as crianças?
- Nós saberemos. Se você, Deus me livre, morrer, eu saberei o que fazer no dia. E se eu morrer, você saberá. É algo natural.
- Como pode dizer algo tão... Simples assim?
- Selene, quando eu fiz amor com você pela primeira vez, eu não sabia de nada, mas me deixei levar. Era como se fosse algo natural para mim. Ou você sabia tudo o que tinha que fazer?
- Só na teoria...
- Exato.
- Seria pecado eu dizer que discordo de você?
- Não. Você não precisa concordar comigo. Não pode. Você tem que ser você mesma. De Lucca já chega eu.
- Eu acho que, se você morrer, eu não terei mais chão para pisar. Não sei o que será das crianças, ou o que dizer a elas no dia do seu velório. Odeio só pensar que terei de te enterrar e deixar você naquele cemitério sujo. É horrível!
- Admito nunca ter pensado nisso antes. – ele respondeu.
- Você não pode morrer, Lucca. Uma criança precisa do pai e da mãe para... Crescer bem.
- Eu não tive meu pai, e mesmo assim sou quem eu sou. Você não gosta?
- Lucca, estou querendo dizer que sua mãe sabia o que fazer. Com certeza ela tinha muita mais... Maturidade do que eu. Sou uma mãe de dezesseis anos. O que eu posso pensar?
- Não pense em nada. Se ficarmos ansiosos será pior tanto pra nós, como pro bebê.
- Lucca...
- Oh, minha Selene, se eu pudesse trocar o mundo por você... Não queria que existisse isso. Se tivéssemos nascido á cem anos atrás, talvez nada disso tivesse acontecido. Talvez fossemos melhores amigos, e talvez você não fosse a filhinha do Prefeito. Talvez nós nem estivéssemos em Panem!
- Talvez a gente não se conhecesse. Talvez a gente estivesse a mais de milhões de quilômetros de distância, talvez a gente não falasse a mesma língua, talvez não fossemos quem somos hoje.
- Em parte você tem razão.
- Me dói isso. Você sabe quanto eu queria que meus filhos não crescessem nesse estado de guerra contra a Capital.
- Quanto menos revolta, melhor será para todos.
- Mas se não houver revolta, não haverá paz no futuro.
- Selene, quer mesmo discutir isto aqui? Nos Jogos?
- Não, acho melhor não.
- Eu também acho.
Respiramos fundo, e ficamos em silêncio por segundos incontáveis.
- Posso te abraçar? – perguntei.
- Você não precisa mais pedir, Selene, somos um do outro, esqueceu?
- Você tem razão. – dei de ombros, e me aninhei em sue peito. – Talvez se pedirmos a Deus, possamos alinhar nossos sonhos, e sonhar com um mundo melhor.
- Não acho que Deus gostaria de nos dar uma dádiva.
Notas finais
Colin Ford: http://25.media.tumblr.com/tumblr_md3n7k6z0r1qbpt2ao1_500.png
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Tony Oller:
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