Your Hunger Games II - Parte Dois
27 Lucca Sant'Dio
Notas iniciais
Lucca Sant’Dio
A chuva caia forte lá fora, e eu sabia que os Idealizadores estavam guardando algo para nós. Mas tentei parar de pensar nisso, e somente fechei os olhos. Tinha que sonhar com coisas boas.
Acordei com a chuva ainda caindo raivosamente. A chuva estava no ápice de qualquer outra tempestade que eu já havia visto. Selene estava dormindo sobre meu peito, e parecia ter bons sonhos. A luz que entrava era estranha, era como se chovesse em um dia de inverno, e o Sol brilhasse lá fora como um dia de verão. Olhei para a porta de nossa caverna, não havia cachoeira alguma mais. A água não saia sobre a boca. Cerrei os olhos e pude ver a Cornucópia do outro lado de uma estrada de gelo. Gelei por completo. Haviam mudado os lugares da Arena.
- Selene, Selene acorde. – a cutuquei.
- Que foi? – ela perguntou.
- Estamos na Cornucópia.
- Como é? – ela se levantou e tirou as próprias conclusões. – É hoje.
- O que é hoje?
- O Jouro me disse, é hoje, é hoje! – ela começou a ficar vermelha e desesperada.
- O que é hoje, o que o Jouro disse pra você?
- Ele disse que o final dos Jogos estava próximo. Vamos Lucca, vamos!
- Ta, mas eu não entendo.
Eu a ajudei a juntas as adagas e facas que possuía, e peguei o meu arco também. Sim, eu havia pegado o arco da Cornucópia enquanto saia correndo com Selene se debatendo em meu ombro.
- Temos que chegar lá antes deles.
- Selene, eu não tenho flechas. – respondi.
Ela me olhou e concluiu que eu não poderia lutar com apenas um arco sem nenhuma flecha ou aljava.
- Pegue umas pedras. – ela deu de ombros. – Finja que são bombas explosivas.
- Não fique longe de mim. – eu a segurei pelo braço.
- Tá, Lucca, eu não vou ficar.
- Prometa.
- Eu prometo.
- Jure.
- Eu juro, Lucca.
- E agora me dê um beijo.
Ela sorriu e se inclinou, dando-me um beijo. – Eu amo você. – ela falou.
Concordei, e saímos da gruta. Estava frio, muito frio. A jaqueta de Selene não a protegia, e a minha eu nem lembrava onde havia colocado. O tempo e a temperatura haviam mudado de repente, sem aviso prévio. Segurei a mão de Selene com força, e a conduzi pela neve que caia junto com as gotas grossas e fortes da chuva. Quando chegamos a Cornucópia.
Olhei em volta, e bem ao lado do meu pé, havia uma aljava cheia de flechas, e uma menina grudada a um arco profissional. Ela estava dormindo com força. Os olhos fechados fortemente. Peguei a aljava dela devagar, e sem mexer muito nela, tirei o arco de sua mão.
- Isso sim é um arco. – falei. – Isso tem uma precisão tremenda. Mata a muitos quilômetros de distância, olhe só.
Mirei para o corpo de outra pessoa dormindo e, tentando ignorar a chuva, puxei a corda.
- Não, Lucca! – Selene tentou impedir, mas eu soltei a corda, e a flecha saiu do arco e fincou no corpo adormecido. – Eles vão acordar! – ela tinha razão, o canhão do tributo morto foi disparado e acordou a todos.
Peguei uma flecha da aljava e atirei na menina assustada perto do meu pé, atirei em outro e em outro, fiquei desesperado, enquanto todos estavam esperando o nada. Então, Caesar falou:
- Parabéns, Finalistas da 76 edição de Jogos Vorazes! Os oito que conseguiram chegar a reta final! Seus parentes e familiares tem um recadinho para vocês!
- Selene, volte, minha filha, ser prefeito e não poder fazer nada em relação a sua vida é... Humilhante. Sua mãe está doente, e Kouro...
- Infelizmente Emily não estará aqui para te receber, Lucca, meu filho. Mas nós iremos acolher você e não será como antes. Você tem um lugar no nosso coração.
- Sua doida! O que faz parada ai! Mata TUDO mulher! Essa é a minha neta! Vamos Lia, vamos! Lute pela nossa raça, lute por quem somos!
- Miley, não esqueça, a Lua nunca será maior que o seu dedo.
- Ethan, pegue uma lança, e volte para mim.
- Donna, você faz falta.
- Charlie,seu tapado, idiota, me trocando por uma menininha de doze anos! Eu sou a sua Ypê, esqueceu?
- A única coisa que eu quero é que você seja feliz, Cami, não importa com quem.
- Vou lhe enviar um tordo, filho.
- Selene Densverouix, Lucca Sant’Dio, Lia Behcker, Miley Diamond, Ethan, Donna Felix, Charles Amudsen, Camille McGrath e Yuri Eaghmaoui. Mas acho que vocês só conseguiram sair daqui, quando o sangue do nono for derramado.
- Sangue do nono? – Selene sussurrou para mim.
- Tem nove aqui, quem morrer agora vai...
Olhei para o lado, e vi Lia atirando uma faca na direção de Selene. Segurei a minha mulher na barriga, e a puxei para trás.
- Lucca, me protege. – Selene pediu com a voz rouca.
Mas eu nem tive tempo de responder, o canhão do nono já havia disparado.
Uma menina mascarada caia nos braços de um garoto de olhos puxados, que estava perplexo. Segurei o corpo de Selene comigo, e não me lembro de mais nada.
- LUCCA! LUCCA! – Selene gritava com a voz rouca.
Tentei me apoiar em algo para levantar, e acabei tocando sua barriga de... oito meses? Como estava grande... Cocei os cabelos e abri os olhos sonolentamente.
- Lucca. – a voz dela veio de encontro com a minha.
- Como é que...
- Você dormiu por oito semanas!
- Oito?
- Sim! Você nem acredita meu desespero, eu pensei que a Capital havia feito algo com você, ou... Ou coisa pior!
- Eu estou aqui, Selene, estou... – meus olhos caíram em sua barriga. Redondamente grande. – Lunna...
- Sim. AH, fique olhando! – ela mandou.
Obedeci. E rapidamente vi uma elevação na parte central, perto do umbigo.
- Ei, eu vi!
- Sim, e olhe de novo.
Novamente, um pouco mais abaixo.
- Haha! Posso colocar a mão? – perguntei.
- Mas é claro! – Selene pegou minha mão e a colocou a baixo de seu umbigo. Como sua pele estava macia e esticada! Branca, muito branca. Como se não saísse no Sol a semanas.
Senti uma leve elevação no ponto onde estava minha mão.
- Eu senti! – falei, superempolgado. – E doi?
- Não. Na verdade é como se estivesse crescendo, e empurrando. É difícil explicar, mas não dói não. Na verdade é a melhor sensação que eu já senti.
(Não liguem para a tatuagem, o Lucca não é tatuado.) Selene, Lucca e Lunna.
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