Your Hunger Games II - Parte Dois
15 Olivia Amber
Notas iniciais
Olivia Amber
A “Abelinha” agora tinha de usar o seu ferrão. Não que meu pai tivesse me dito isso, mas era algo que eu sabia desde sempre. Eu era mortífera, como uma abelha. Mas não como uma abelha solitária que vaga por ai a procura de mel, lógico eu amo mel, mas um enxame de abelhas raivosas querendo usar seu ferrão. Meu pai me apelidou de abelinha sem nem mesmo saber que um dia isso faria sentido. Graciosa, bela, e mortal.
E como toda abelha, eu odeio incêndios. Meus pais morreram em um. A fumaça me enjoa e eu odeio o vermelho do fogo. Viver no Distrito 10 tem suas vantagens. Após a Colheita eu havia voltado para a casa de meus avós com meus dois irmãos. Feliz, pois eu não havia passado pelos Jogos, e não estava a beira da morte. Mas então, quatro dias depois eles chamaram todos os moradores do Distrito 10, e anunciaram que precisariam de uma nova Tributa, pois a sorteada não estava em condições. Quando eu respirei fundo e abri um pequeno sorriso confiante, ele disse Olivia Amber Summer e eu estava morta.
Abelhas em lugares desconhecidos e com eventos extravagantes se sentem perdidas e confusas, e zigue-za-zeiam por ai, procurando algo para pousarem. O mesmo comigo. Como uma abelha, eu não gosto que mexam comigo, odeio pessoas que querem saber da minha vida e procuro ser reservada. Como uma abelha, eu procuro o mel meu, o meu lugar. Como uma abelha, eu pico, e mato se for preciso. Meu ferrão é grande, e não duvide dele.
Não. Viver no Distrito 10 não tem vantagem nenhuma.
- E ai, Amber, pra onde vai agora? – perguntou Chase.
- Bem longe de você. – respondi ríspidas e sem querer prolongar aquela conversa.
- O que você tem? – ele perguntou, me acompanhando.
- Um garoto ridículo na cola. – respondi, outra vez, ríspida.
- Ô garota braba! – ele disse do mesmo jeito que os fazendeiros donos de cabeças de vaca diziam.
Ignorei-o e continuei a caminhar. Tinha de ir para um lugar distante, onde eu pudesse ser uma abelha feliz. Mas com aquele garoto na cola não dava. Respirei fundo e soltei o ar devagar, enquanto Chase falava e tagarelava em meu ouvido. Por que, Deus, tinha que ser eu?
- Cala boca! – gritei para ele, quando perdi a paciência.
Chase passou a ficar quieto desde então, mas eu não me senti culpada. Eu estava feliz por isso. Caminhei por mais três horas antes de desistir de vez em achar um lugar onde desse algum benefício. Me sentei em uma pedra, e afundei as cabeça nas mãos.
- Posso falar agora? – perguntou Chase.
Suspirei alto e respondi. – Pode!
- Eu gostei muito de você.
- E eu odiei você. – respondi.
Ele sorriu e respondeu: — Os opostos se atraem.
Eu queria ter um olhar de raio laiser agora...
Funguei e aceitei que eu teria de ficar com aquele mala até o final dos Jogos. Deitei a cabeça em seu ombro, e fechei os olhos.
- Você ta dando moral pra mim... ? – ele perguntou.
- Não! Pirralho... – suspirei. – Há algo mais confortável por aqui?
- Garanto que não. – ele sorriu, maliciador.
- Af, se enxerga, garoto! – gritei e tirei minha cabeça de seu ombro, deitando no chão.
Chase agachou e disse de uma forma carinhosa: — Posso dormir do seu lado?
- AH, pode! – respondi.
Chase sorriu encabulado, e se deitou tranquilamente ao meu lado. Se aproximou devagar, e colocou a cabeça em meu cotovelo. Apenas suspirei, e deixei o pirralho em paz.
Olivia Amber Summer
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