Notas iniciais
E o próximo é da Camille McGrath, como prometido a allguns leitores!

Lucca Sant’Dio

Beijei a testa de Selene. Ela estava adormecida e meio aos meus braços, a Lua estava lá no alto, e o céu estava negro e com a via Láctea a mostra para nós. Conseguíamos ver Marte, Maré e Moon, daqui. Os três outros planetas do Universo. É legal vê-los a olho nu. Nenhuma noite na Capital eu conseguia ver as estrelas, mas no Distrito 1 e aqui é fácil identificar cada um.

- Lunna, que tal? – Selene sorriu para mim.

- Você faria isso?

- Sim. Você disse que gostava deste nome.

- Mas eu também gostei de Hélena. – Selene se sentou em meu colo e passou os braços pelo meu pescoço.

- Eu gosto mais de Lunna, agora.

- Tem certeza?

- Toda.

- Então vai ser Lunna. – sorri para a minha Selene.

- Eu to tão feliz... – Selene se encostou novamente em meu peito.

- Por que será, em meu amor? – a apertei forte.

- Porque eu amo você.

- Foi uma pergunta retórica. – falei.

- Af, Lucca, estragou o clima!

Selene se levantou de mim e foi olhar o reflexo da Lua na água da cachoeira. Ela era tão linda a luz das estrelas... Os cabelos louros deslumbrando e tirando de cena toda constelação de mais belos brilhos que pudessem existir. Por que tão linda, Deus? Mas ela era minha, e eu não precisava que Deus respondesse. Ele simplesmente estava de parabéns, Selene era a maior obra de arte que ele já fez... E ela é minha. E carrega um filho meu. Tem homem mais sortudo na face da terra?

Selene se ajoelhou e começou a estudar com firmeza o reflexo das ondinhas que a cachoeira fazia no leito do lago. Tão delicada e... Só minha.

- Lucca, venha aqui. – Selene me chamou.

Me juntei a ela na margem do Rio. – Está vendo? Isso aqui na cachoeira. – ela apontou para o reflexo da cachoeira a luz da Lua. Segurei minha Selene e sorri para ela. – Isto é uma caverna por trás da cachoeira. Você conseguiu, Selene, você viu além do que podia ver. – Ela negou com a cabeça e me beijou. – Nós achamos.

Conseguimos andar sobre as pedras molhadas, e não é que a atrás da água que caia da cachoeira havia um buraco enorme e fundo? Onde eu e Selene ficamos observando, até ela pular em mim e me encher de beijos.

- O que foi? – perguntei.

- É só que este é o melhor dia da minha vida! – ela disse enquanto atirava os braços em mim.

- Hoje foi o começo dos Jogos!

- Eu sei! Mas você me protegeu, me salvou da Lia. E eu o amo demais, já escolhemos nome da bebê e... Eu sempre sonhei em morar em outro lugar que não fosse a casa do prefeito, e que fosse um luga original, e olhe onde estou! Moro numa cachoeira! E tudo foi possível graças a você. Eu o amo demais, Lucca, dá pra entender?

- É claro, Selene, eu a amo do mesmo jeitinho. – beijei-a. – Que tal a gente fazer uma fogueira aqui dentro e... Aproveitar o clima das chamas e... Quem sabe, não...

Ela sorriu. – Espere aqui, eu vou tomar banho primeiro!

º º º

Fizemos amor por trinta minutos. Não conseguimos ir além. Selene estava deitada em meus braços, e nós dormíamos no chão da caverna. Mas o hino da Capital nos acordou. Saimos da caverna e vimos os mortos. Dasha morreu hein, isso foi a única morte que realmente me surpreendeu. Alguns segundos depois que os rostos apareceram no céu escuro da noite, outra imagem também apareceu. Era a Cornucópia, e Lia estava lá, cavando um buraco e colocando corpo de Peter dentro dele. Ela jogou a terra novamente e então apagou sua fogueira, deitou na grama, e lá dormiu, quase que se espremendo entre ela mesma e a Cornucópia. Por que a imagem dela? Não sei, mas Selene suspirou e voltou para a entrada da nossa “casa”.

Acho melhor irmos dormir.

Notas finais
Esse é o pior capítulo da Fanfic... 666 ...