Your Hunger Games II - Parte Dois
31 Lucca Sant'Dio
Notas iniciais
Lucca Sant’Dio
- Olhe, Selene, eu achei um bilhete dizendo: Ela precisa de ajuda. – falei. – Sel? Selene!?
Bati na minha própria cabeça, como eu sou burro...! “Ela precisa de ajuda”, quem? A Selene! Arrgg! Corri até a escada de pedra por onde nós subíamos para a Cornucópia. Nem liguei para a terra cheia de hortaliças, comecei a gritar o nome de Selene por todos os lados. Até ouvir o: AHHHH! Que não poderia ser de mais ninguém além da minha Selene. Mas eu não sabia de onde vinha. Eu já estava na Cornucópia, olhando ao redor, e me perdendo mais ainda. Selene precisava de mim, e eu não podia fazer nada. Se ela não fosse tão cabeça dura... Pense Lucca, pense... Algo que mostraria onde Selene estava...
A Cornucópia! Isso! Corri como nunca até a Cornucópia, onde estavam todos as plataformas onde tínhamos começado os Jogos, agora eu entendi por que elas não tinham sido tiradas de lá. Tentei lembrar era o meu, e quando o achei, fiquei em cima dele. A flecha apontava para a Floresta de Sombras. Selene! Eu disse que era perigoso! Corri com todo o meu ser em direção aquele lugar. Atravessei a floresta sem ligar para a névoa, e logo havia um Cemitério, e eu nem liguei se haviam cadáveres espalhados por ele. Quando cheguei no final, vi que aquilo dava para uma Floresta de Avores Frutíferas. Ouvi Selene gemendo de dor, e segui o barulho. Camille estava na sua frente, e as pernas de Selene... Juro que eu odiei ter aquela imagem figurada pelo meus olhos. E quando o bebê saiu... Eu já estava ajoelhado ao lado de Camille. Ela não se importou, me entregou Lunna, que ainda estava ligada a Selene, e não chorava. Ela então amarrou algum tipo de arame no cordão umbilical, e cortou o mais rente possível do útero de Selene, e então puxou a placenta para fora. Mas minha atenção estava voltada para a minha filha, em meus braços. Era ela. Eu sabia que era. E realmente era uma menina. Os cabelos eram como os meus, e os olhos da Selene. Ela era tão... Linda! E os olhinhos estavam semi-abertos, o que não significava que ela estava acordava. Camille pediu Lunna e a enrolou com sua jaqueta, deu dois tapinhas em sua bochecha, fazendo Lunna despertar assustada, e romper em um choro gostoso de se ouvir (sério). Selene começou a rir, e eu me sentei ao seu lado, a abraçando.
- Lucca...? — ela perguntou abrindo o sorriso mais ainda.
- Parabéns, minha linda, parabéns...
Camille começou a raspar uma pedra na outra, até estar bem quente, e então queimou o cordão umbilical que ainda sobrava em Lunna. E assim, me entregou minha filha.
- É bom vocês darem mamá pra ela. — ela comentou.
Entreguei Lunna á Selene, e ela tratou de fazer isso bem rápido. Abracei novamente as duas mulheres mais importantes da minha vida, e beijei a primeira. Respirei fundo. Pronto, eu já podia morrer em paz.
- Não contem ao Charlie, por favor. — Camille começou a se afastar, e então saiu correndo.
- O que fazemos agora? — Selene perguntou.
- Vamos achar uma calça para você.
Ela sorriu e então falou com a voz rouca. — Peça ajuda, Lucca. Use nossos Patrocinadores
Lunna Densverouix
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