Your Hunger Games II - Parte Dois
32 Chuck Amudsen
Notas iniciais
Chuck Amudsen
- Onde você estava, Cami? – perguntei a ela. – Isso nas suas mãos é... Sangue?!
- Calma, eu só estava matando um dos lobos da Lia que conseguiu vir pra cá.
- Tudo bem. Colocou o corpo dele no Cemitério, certo?
- Sim. Pode deixar. – ela limpou as mãos em nossa terceira fonte de água.
Nós havíamos cavado umas treze, já, e todas quase transbordado de água, e isso era bom. Ter água somente para nós. A peguei pela cintura e tentei beijá-la, mas ela fugiu.
- Posso te falar algo, sinceramente? – perguntei.
- Claro.
- Acho que nosso amor é o mais puro e limpo que eu já vi.
- Limpo?
- Se você não quer, eu não fico tipo... Forçando você.
- E você acha que alguém força a mulher a abrir as pernas? Ela só abre se quiser pros vagabundos. Claro, se ela não for estrupada.
- Não estou falando disso, Cami. – soltei-a. – Se você não quer carinho, eu me contenho. Se você não quiser afeto, eu o recolho somente para mim.
- Eu quero carinho, e quero afeto.
- Então me deixe... Me deixe te tocar. Não do jeito que você pensa, mas... De um jeito bom.
- Não sei não. Devon vivia me dizendo que os homens não prestam, e que único que me amaria de verdade seria ele, pois ele era minha família, e ele era meu sangue.
- Não é só porque o Devon disse que ninguém te amaria, que realmente ninguém deve te amar. Eu te amo, Cami.
- Charlie...
- Sabia que só a Ypê me chamava de Charlie?
- E só o Devon me chamava de Cami...
- Antes, quando você me chamava, isso mexia comigo. Mas agora não mexe mais. Eu larguei a Ypê, ela é imatura, e superficial. Você é uma aventura imperdível de labirintos onde eu adoro me perder.
- Ninguém... Ninguém nunca me descreveu assim.
- Sabe, eu costumava ler poemas. Adoro descrever as mulheres como plumas que flutuam no ar, e que nos levam a um mistério incondutível e irreparável de amor.
- Você é fofo.
- Você que é a inspiração. Não me culpe.
Ela sorriu. Eu sabia que mulheres adoravam isto, mas também sabia o que acabara de dizer era verdade. A mais pura verdade. A minha verdade. Eu a amava, e era isso. Sem mais nem menos. Era simplesmente amor.
º º º
- Charlie, esta frio. – ela disse.
- Tudo bem, coloca a sua jaqueta.
- Eu... Um lobo a rasgou.
- Aquele que você matou?
- Sim.
- Tudo bem, fique com a minha.
- Ah, seu indelicado, eu quero teu abraço!
- Ah, nem tinha percebido... Desculpe. Venha cá.
- Adoro essa barbinha que nasce no seu queixo.
- Isso é natural dos homens.
- Eu não sou burra. O Devon tinha o mesmo e eu amava passas a bochecha ai.
- Que tal você passar os seus lábios. – sugeri.
- Seria meio que... Beijar um ralador de queijo, certo?
- Camille...
- Ta, eu to brincando. – ela sorriu.
- Queria que o Devon não existisse. Seria mais fácil pra mim.
- Por que você acha que seria?
- Porque ele não estaria aqui para ficar entre nós dois.
- O Devon não está aqui.
- Mas ele está dentro do seu coração, isso já é bem pior.
- Vocês dois estão dentro do meu coração.
- Como você pode amar duas pessoas?
- O coração de uma mulher é um oceano sem fim.
- Já ouvi isso, não me lembro onde...
- Tributic. O filme lá do Aerodeslizador que começou a desabar do céu.
- Ah, verdade... [NA: Só os Fortes]
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