Notas iniciais
Genteee! Eu vou fazer uma sessão Charlle! Ok. Assim como eu fiz uma sessão de Sathur, em YHG1.

Chuck Amudsen

- Onde você estava, Cami? – perguntei a ela. – Isso nas suas mãos é... Sangue?!

- Calma, eu só estava matando um dos lobos da Lia que conseguiu vir pra cá.

- Tudo bem. Colocou o corpo dele no Cemitério, certo?

- Sim. Pode deixar. – ela limpou as mãos em nossa terceira fonte de água.

Nós havíamos cavado umas treze, já, e todas quase transbordado de água, e isso era bom. Ter água somente para nós. A peguei pela cintura e tentei beijá-la, mas ela fugiu.

- Posso te falar algo, sinceramente? – perguntei.

- Claro.

- Acho que nosso amor é o mais puro e limpo que eu já vi.

- Limpo?

- Se você não quer, eu não fico tipo... Forçando você.

- E você acha que alguém força a mulher a abrir as pernas? Ela só abre se quiser pros vagabundos. Claro, se ela não for estrupada.

- Não estou falando disso, Cami. – soltei-a. – Se você não quer carinho, eu me contenho. Se você não quiser afeto, eu o recolho somente para mim.

- Eu quero carinho, e quero afeto.

- Então me deixe... Me deixe te tocar. Não do jeito que você pensa, mas... De um jeito bom.

- Não sei não. Devon vivia me dizendo que os homens não prestam, e que único que me amaria de verdade seria ele, pois ele era minha família, e ele era meu sangue.

- Não é só porque o Devon disse que ninguém te amaria, que realmente ninguém deve te amar. Eu te amo, Cami.

- Charlie...

- Sabia que só a Ypê me chamava de Charlie?

- E só o Devon me chamava de Cami...

- Antes, quando você me chamava, isso mexia comigo. Mas agora não mexe mais. Eu larguei a Ypê, ela é imatura, e superficial. Você é uma aventura imperdível de labirintos onde eu adoro me perder.

- Ninguém... Ninguém nunca me descreveu assim.

- Sabe, eu costumava ler poemas. Adoro descrever as mulheres como plumas que flutuam no ar, e que nos levam a um mistério incondutível e irreparável de amor.

- Você é fofo.

- Você que é a inspiração. Não me culpe.

Ela sorriu. Eu sabia que mulheres adoravam isto, mas também sabia o que acabara de dizer era verdade. A mais pura verdade. A minha verdade. Eu a amava, e era isso. Sem mais nem menos. Era simplesmente amor.

º º º

- Charlie, esta frio. – ela disse.

- Tudo bem, coloca a sua jaqueta.

- Eu... Um lobo a rasgou.

- Aquele que você matou?

- Sim.

- Tudo bem, fique com a minha.

- Ah, seu indelicado, eu quero teu abraço!

- Ah, nem tinha percebido... Desculpe. Venha cá.

- Adoro essa barbinha que nasce no seu queixo.

- Isso é natural dos homens.

- Eu não sou burra. O Devon tinha o mesmo e eu amava passas a bochecha ai.

- Que tal você passar os seus lábios. – sugeri.

- Seria meio que... Beijar um ralador de queijo, certo?

- Camille...

- Ta, eu to brincando. – ela sorriu.

- Queria que o Devon não existisse. Seria mais fácil pra mim.

- Por que você acha que seria?

- Porque ele não estaria aqui para ficar entre nós dois.

- O Devon não está aqui.

- Mas ele está dentro do seu coração, isso já é bem pior.

- Vocês dois estão dentro do meu coração.

- Como você pode amar duas pessoas?

- O coração de uma mulher é um oceano sem fim.

- Já ouvi isso, não me lembro onde...

- Tributic. O filme lá do Aerodeslizador que começou a desabar do céu.

- Ah, verdade... [NA: Só os Fortes]

Notas finais
Estou triste, só duas leitoras colocaran no favoritos... :(