Your Hunger Games II - Parte Dois
14 Lucca Sant'Dio
Notas iniciais
Lucca Sant’Dio
Sorte que eu havia levado uma faca de prevenção, já na porta de nossa gruta, um garoto estava com um revolver em mãos, não me pergunte como, mas eu fui mais rápido que ele e joguei a faca fincando-a em seu olho esquerdo e o matando instantaneamente. Voltei correndo para dentro, e vi o puro pavor e palidez na face de Selene. A abracei e beijei-a.
- Estou aqui. – falei. – Não morri, estou aqui.
Eu sabia que ela tinha escutado o canhão, e sabia que ela estava com medo de que eu tivesse morrido. Mas eu não a deixaria mãe de um bebê órfão de pai! A abracei com mais força, até não haver mais espaço entre mim e ela. Selene soluçou e retribuiu ao abraço. Nos beijamos por algum tempo, e ela sorriu para mim.
- Era como se eu tivesse escutado o choro dela. – Selene sussurrou.
- Dela, amor? – perguntei.
- Sim, da Lunna. – ela me encarou.
- Ah, claro. Mas como assim, ouvi-la?
- Era como se ela tivesse percebido que pudesse ter te perdido. – ela respondeu séria.
- Selene, eu a amo tanto... – falei.
- Eu o amo também, Lucca. E amo nossa filha.
Me aninhei no corpo curvilíneo de Selene, e acariciei cada centímetro de seu corpo. Ela era inteiramente minha. Só minha. E eu amava essa sensação de posse.
- Sabe, eu andei pensando, — Selene disse ao pé de meu ouvido. – que quando eu estiver com uma barriga maior, será meio desconfortável fazer amor, então a gente poderia aproveitar...
Sorri e assenti. Selene colocou as mãos por cima de meu peito, sobre a camiseta, e eu a tirei do jeito que ela gostava. Selene mordeu os lábios e apontou para seus seios. Assenti, e tirei a camiseta dela do jeitinho que ela gostava, sempre para excitá-la mais. Selene colocou minhas mãos e seus seios, e eu os acariciei, enquanto ela murmurava palavras sujas para mim, excitando-me mais. Quando finalmente arrancamos nossas calças, ela arqueou e gemeu, enquanto falava coisas sujas e de prazer para mim, enquanto eu me deliciava e fazia tudo que ela gostava, e ela retribuía dizendo as coisas que eu gostava de ouvir, enquanto suas mãos se enrolavam em meus cabelos.
Fizemos amor como nunca naquela noite.
Tentei acender a fogueira, sem sucesso. – Tudo bem, — Selene disse com a doçura na voz. – eu prefiro o calor do seu corpo. – sorri e me sentei ao seu lado. Nus, nós dois nos abraçamos e sentimos cada centímetro do corpo do outro tocar a pele. Selene encostou a cabeça em meu peito, e lá adormeceu, enquanto eu contemplava sua beleza. Eu não me cansava de falar que ela era minha, não me cansava de vê-la, de contemplá-la, não me cansava de tê-la somente para mim. Selene era meu vício, era um vício bom e nutritivo. Ela nutria o meu corpo e minha alma.
Eu não sou especial. Não fiz grandes revoluções, nem participei da história do me país. Não sou eterno, e não há estátuas ou monumentos dedicados a minha homenagem. E em breve, meu nome será esquecido. Mas amei uma mulher com todo meu coração e alma, e para mim, isto já basta.
Apoiei minha cabeça na parede de pedra da gruta, e abracei o corpo nu de Selene mais uma vez. Fechei os olhos, e adormeci.
º º º
Acordei com ela desenhando círculos na minha mão com seu dedão. Ela sorriu e me beijou, ao ver meus olhos se abrindo sonolentamente. Ela estava com mal-hálito, era verdade, mas estava radiante, com os cabelos bagunçados, e sem vestimentas. E era minha. Ah! Como era minha! Eu sorria somente de pensar nisto! ELA ERA SOMENTE MINHA. Nenhum homem na face da terra poderia fazer o que eu fazia com ela. Nenhum homem na face da terra a tocaria como eu a tocava. Nenhum homem na face da terra a excitaria somente por passar a mão em seus braços.
- Eu amo você, Selene. – sussurrei.
- Eu também te amo. – ela me beijou novamente, e se deitou em mim, com a cabeça em minha barriga, e as mãos em meu rosto, me aproximando para um encontro entre nossas línguas, que estava virando amigas inseparáveis.
- Não sabe como eu quero ter esta filha com você. – eu falei entre um beijo e outro.
- E não sabe como eu quero gerar esta filha para você. – ela respondeu.
Sorrimos um para o outro, e nos abraçamos.
- Que tal a gente nadar na cachoeira? – Selene sugeriu. Sorri e assenti.
Nos levantamos, de mãos dadas. Ela estava tão linda, a Lua jogando a luz contra seus seios, sua mão entrelaçada a minha, e seu sorriso radiante. Poucas pessoas possuíam isso. Esse sorriso radiante, esta alegria que surge com acontecimentos pequenos, mas que possuem uma grande importância a outras pessoas.
- O que acontece se a gente tem um orgasmo na água? Ele sai flutuando na água? – ela perguntou.
Me senti corado, mas ao mesmo tempo muito a vontade com a pergunta sincera. – Não sei. – respondi, sinceramente. – Você quer descobrir?
Ela bateu em meu peito, e sorriu. – Não, seu pervertido!
Sorri de volta e usando chegamos a porta de nossa caverna, Selene apertou minha mão e contou até três,e nós pulamos na água da cachoeira, e caímos como a água. Não muito alto, mas o suficiente para que Selene se grudasse ao meu corpo. Algo que foi muito agradável, confesso. A abracei e nadei com ela até um lugar mais distante da água que caia da cachoeira, fortemente. E nós nadamos, um ao lado do outro. Hora espirrando água um no outro, hora se abraçando e se beijando até a água começar a invadir nossas bocas. Uma vez, quando Selene quis me “afogar” abaixando minha cabeça, eu mergulhei com os olhos abertos, e pude contemplar seu belo corpo, e suas curvas, mas não falei nada a ela, não sabia como ou o que Selene faria ou reagiria se eu dissesse a ela todas as loucuras de amor que eu faria com ela se me permitisse. No fim, fomos colher algumas frutas, e eu pude finalmente dizer a mim mesmo:Agora sim estamos no Jardim do Éden. Nus. Sem vergonha alguma. E nos amando profundamente.
Selene Densverouix & Lucca Sant'Dio
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