Your Hunger Games II - Parte Dois
25 Chuck Amudsen
Notas iniciais
Chuck Amudsen
- Camille. – ri.
- Você não vai me pegar desta vez! – ela gritou de volta.
- Você que pensa! – corri atrás de Camille.
A derrubei no chão e rimos histericamente. Ela segurou meu rosto e olhou bem dentro dos meus olhos. Ofegávamos. Tentei me desvencilhar dela, mas não consegui. Camille me enfeitiçava com seu olhar.
- Eu amo você. – ela disse.
Meu peito quase explodiu. Eu nunca esperaria ouvir isto dela. Mas ela disse. O que importa é isso. Eu consegui, certo ? Ela... Ela era minha. E o Devon não estava aqui para atrapalhar.
- Eu amo você mais. – respondi.
- Isso eu sei. – ela concordou. – Mas ainda estou aprendendo a te amar.
- Eu ensino você.
- Oh, Charlie...
º º º
Vamos Cami, falta muito para chegarmos até a Cornucópia. Colocamo-nos a caminhar. Vamos, Camille só mais um pouco... Mas Cami parecia morta de tanto andar. A peguei de uma vez e a levei no colo.
- Não precisa tudo isso. – ela falou.
- Você só vai chegar lá se arrastando, se continuar assim. – respondi e ela não reclamou mais.
- Você está se sentindo bem?
- Sim. E você?
- Mais ou menos.
- Hum.
Chegamos a Floresta da Neblina. Minhas panturrilhas estavam reclamando de cansaço. E meus pés tremiam, mas eu não ia deixar as energias de Cami se acabarem antes mesmo dela ir lutar. Apertei o passo e comecei a desviar muito menos dos arbustos do que antes, fazendo-os riscarem cicatrizes finas em minhas pernas. Bermudas as vezes não são muito favoráveis.
- Tem certeza que está tudo bem?
- Sim, Camille, por que não estaria?
- Você está... Muito cansado, olhe eu já estou melhor, já estamos bem perto. – Ela desceu de meu colo e meu deu um beijo nos lábios. – Obrigada, meu cavalheiro.
Continuamos a andar, até sairmos da Floresta, e darmos de cara com a Cornucópia. Atravessamos a ponte que a Capital deveria ter feito com um tronco de árvore caída, sendo que nunca seria capaz uma árvore nascer naquela Floresta de Entulho.
Eu e Camille nos posicionamos em cima de sua plataforma. Nenhuma menina estava com seu parceiro, mas Camille não se intimidou. Ela olhava mortalmente para cada uma das meninas ali. Eu só podia ver o ódio entre Lia e Selene.
º º º
- Ao banquete! – a voz de Caesar falou e uma sirena foi disparada.
Todas as meninas começarama correr umas contra as outras, e a lutarem por suas vidas. Camille se segurou em mim, e eu me segurei nela. Não pertencíamos aquele lugar. Vi Selene lutando contra Barbara.
Camille me puxava pelo braço quando dei conta de mim mesmo. Aquilo era uma a carnificina! Mas que cabeça a minha, claro que era uma carnificina!
- Charlie! Charlie! – Camille gritava tentando me arrastar, mas eu estava espantado com tudo aquilo.
- Charl... – só voltei ao meu consciente quando Camille soltou meu braço bruscamente e não terminou de dizer meu nome. Olhei em sua direção, Miley enforcando, colocando uma faca em seu pescoço.
- Nos encontramos de novo, hein, Camizinha. – ela riu. Estava usando um tampa-olho improvisado.
- Vadi... – Miley apertou mais a garganta de Camille.
Peguei uma pedra ao meu pé, e a levantei na altura da cabeça. Camille estava olhando para meu ato, enquanto Miley nem estava ligando para mim. Ela assentiu tão paralisadamente que alguém que não viveu com ela há meses não perceberia. Segurei a pedra com força, a pedra até um pouco maior que minha mão.
- Pronta para morrer, Camille McGrath? – Miley soltou uma gargalhada louca.
Ouvi um canhão. Entrei em pânico, mas eu via que não era Camille. Senti o suor escorrer meu pescoço. Mais um pouco de força e Camille não conseguiria mais respirar. Tenha calma, Chuck, você não pode errar a cabeça, não pode jogar na Cami... Na Cami não... Nunca. Quando eu soltei a pedra contra a cabeça de Miley, eu só a vi cair desmaiada e cortar só um pouquinho da pele do pescoço de Camille. Por sua vez, Cami voltou a me puxar pelo braço, até sairmos daquele arsenal de morte.
Quando atravessamos o rio a nado, e conseguimos alcançar nossa Floresta de Neblida, Camile me beijou e sussurrou um obrigado para a Panem inteira ouvir. Respirei fundo e a coloquei em minhas costas, já começando a correr sobre os calcanhares para tirá-la de lá. Camille grudou em minhas costas e deitou a cabeça em minha nuca. A senti suspirar, até estar roncando delicadamente como ela fazia quando estava cansada demais. Segurei suas pernas mais firmemente, pois agora era eu quem a estava segurando sobre minhas costas. Mas as mãos de Camille ainda estavam firmes em meu peito, e nós dois íamos kilômetro por quilômetro até chegar ao Cemitério.
Coloquei Camille deitada sobre um dos caixões, e tirei o cabelo de seu rosto, para ver o que havia acontecido a seu pescoço. Ainda estava um pouco avermelhado por causa da pressão, mas nada grave. O risco era fino e o sangue já havia secado. Tirei os cabelos de Camille de seus ombros, e observei seu rosto branco. Ela dormia como... Um anjo. Os cabelos haviam crescido uns cinco centímetros, e agora eles já estavam passando da altura dos cotovelos. Cheio de pontas duplas e oleosidade, e o meu cabelo não estava muito melhor.
- Eu amo você, Camille. – falei para ela. E me sentei ao lado do caixão. Sorri como um bobo, e olhei para o céu. As nuvens eram um rabisco mal feito de branco em um céu cheio de laranja, rosa e vermelho célebre. Minha doce Camille.
- Charlie, acorda. – Camille mexeu em meu ombro. – Está frio aqui.
Abri os olhos. Camille tinha razão, o vento cortava o ambiente, e não dava para saber de que direção ele vinha. Eu sentia algumas gostas de chuva fria sobre meus ombros e minha camiseta. Camille estava usando sua jaqueta, e havia se levantado da tampa do caixão.
- Tudo bem, venha aqui. – falei colocando a mão em suas costas e a aproximando de mim. Ela me abraçou em baixo dos braços, na costela, e pousou seu rosto ali mesmo.
Suspirei, e a segurei no colo, fazendo suas pernas darem a volta em mim. Coloquei os braços abaixo de seu corpo, sem me importar se sua bunda relava ou não em mim, e fui andando com ela. Camille dormiu, mas foi somente um cinco minutos, logo acordou e perguntou se já havíamos atravessado o Cemitério, e sim, havíamos. Na floresta, as árvores estavam seu as folhas, nuas, e sem os frutos. Sorte que eu e Camille havíamos guardado frutas boas para depois. O vento era forte, e a chuva já começava a cair um pouco mais forte. Camille grudou em mim, como se tivesse medo da chuva, e até mesmo eu estava começando a ter, também, do jeito que estava, choveria muito e muito.
- C-Charlie. – os dentes de Camille batiam uns contra os outro, e ela tremia por completo.
- Não se preocupe, vou fazer um abrigo. Mas o problema era que, com aquele vento todo, de fazer os cabelos de Camille voarem para todos os lados, seria impossível fazer um lugar estável.
- Peça alguma a-aos P-P-Patrocinadores, Charlie. – Camille falou.
- O.K. Se eu tenho algum Patrocinador, agora seria uma boa hora para um abrigo quentinha e impermeável contra a água.
- P-Peça por nós.
- Claro, por nós dois. Distrito 9, por favor, não quero morrer congelado.
- C-Charlie, olhe. – Camille apontou.
Havia uma mochila perto da Arvore que era de Laranjeira. Corri até lá contra o vento e a peguei. Dentro havia uma capa para chuva e um saco de dormir para dois. Sorri para Camille e lhe entreguei a capa de chuva enquanto colocava o saco no chão.
- O Distrito 9 nos apóia. – ela sussurrou, fazendo o vento levar suas palavras até mim.
- Sim. Isto é um bom sinal. Entre aqui, Camille, está mais quentinho.
- Ta-ta bom.
Ela entrou no saco de dormir, e pedi licença para entrar também, prendi a capa de chuva no saco e abracei o corpo quente de Camille, ela soluçou, e então riu.
- Sabe o que é melhor ainda?
- O que?
- Poder ficar tão pertinho de você. – ela respondeu.
Sorri e a apertei contra mim.
Camille McGrath & Charlie Amudsen
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