Your Hunger Games II - Parte Dois
2 Camille McGrath
Notas iniciais
Camille McGrath
- Você está linda. – minha estilista elogiou.
- Orga... – chamei. – Eu estou com medo.
- Medo de quê? Não é você a garota que tirou a mesma nota que a menina do 1?- Não é isso. Estou com medo deles... Quererem me apedrejar. – falei sussurrando.
- Camille, não é porque velhas lendas rondam sua família que a Capital irá te matar! Eles adoram isso, é algo que eles têm como... Um passatempo. Investigar sua família para que eles mesmos fiquem sabendo a verdade. Eles não querem nada de você. – ela me garantiu.
- Mas, e se...
- E se sempre ai ser um... E se. Afinal de contas, a vida é repleta de “E se...” não?
- Claro. – concordei com a cabeça baixa.
- Camille, ninguém vai poder vencer você. Você é a verdadeira joia. Agora brilhe.
Assenti e me virei. Subi as escadas dos bastidores e encontrei Charlie arrumando seu terno.Que piada. Minha estilista diz tudo isso e depois faz um vestido roxo e laranja como o céu, cheio de pontas de brilhante, como se fossem estrelas e me diz que eu não sou uma feiticeira. Existe algo mais místico que isso? Eu sou amaldiçoada mesmo...
(https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/557941_560741117278308_1614627484_n.jpg — Jeito do tecido)
- Você está linda. – ouvi novamente.
- Obrigada. – falei emburrada para Charlie.
- Que foi? – perguntou.
- Ah, essa coisa da minha família. Eles tinham que falar justo aqui?
- Duvido que eles estejam lembrados.
- Tomara que você tenha razão.
Recebemos o sinal de que entraríamos em dez segundos, e nos preparamos na porta do estúdio. Segurei a mão de Charlie involuntariamente, e ele me disse mais uma vez que tudo daria certo. Queria acreditar nele. Tinha que acreditar
- Senhoras e senhores! – ouvi Caesar. – Vocês a conhecem como a nossa bruxa feiticeira! Camille McGrath, e seu companheiro Chuck Amudsen!
Olhei para Charlie, segurando a respiração. – Pode deixar. – Ele disse e começou a andar. Somente depois que ele havia puxado minha mão com tudo que eu percebi que ainda a segurava. O segui, e Charlie soltou minha mão, e a usou para dar um tapa violento no rosto de Caesar que estava todo sorridente. – Nunca mais chame ela de bruxa. – ele informou. Caesar assentiu e fingiu que sua bochecha não estava ardida.
- O Distrito 9! – ele saldou, e todos nos cumprimentaram com xingamentos e ruídos de palavrões. – Calminha, pessoal,foi só um acerto de contas! Nada de mais.
- Quer saber, que se dane. – Charlie virou as costas e voltou para os bastidores sem nem olhar para trás.
Caesar me encarou e depois buscou por respostas, mas eu dei de ombros e segui Charlie. Perguntei a todos por onde ele havia se metido, e me indicaram a sala de gravação. Entrei. Todos lá pararam de mexer nos computadores e câmeras e me encararam. – O Charlie, alguém sabe onde ele tá? – um dos funcionários indicou a outra porta, o banheiro. Agradeci e bati duas vezes. – Podem me matar, Capital! – ele gritou de volta. – Sou eu, Charlie, a Camille... – empurrei a porta, mas ela estava trancada. – Deixa eu entrar.
Demorou alguns segundos e eu já estava desistindo de ficar lá esperando ele, quando ouvi a porta ser destrancada, e mexi na maçaneta, e funcionou. Abri a porta somente até o quanto faltava para eu conseguir entrar. E a fechei, trancando-a por dentro.
- Não me pergunte o que foi. – ele já me advertiu.
- Eu não ia perguntar. Ia perguntar se você estava bem. – falei.
- Estou sim. Valeu perguntar. – ele deu de ombros, se sentando na patente. – Ele é um idiota.
- Também acho. – me sentei em sua perna direita. – Mas a gente não precisa ligar pras pessoas idiotas.
- Sabia que só minha namorada tinha liberdade para fazer isso. – ele disse.
- D-desculpa. – pedi.
- Não, tudo bem. Eu não ligo, acho que você é minha melhor amiga, Cami. – me aconcheguei nele e me lembrei de Devon. Eu o amava tanto...
- Você ainda pensa nele? – Charlie perguntou.
- Sim. E você nela?
- Uhum. – ele concordou.
- Acho que é normal quando amamos alguém, não?
- É...
Me inclinei e beijei seus lábios. Estavam quentes e úmidos.
- Por que isso? – perguntou.
- Sei lá. Eu me lembro de Devon quando fico com você.
- E eu da Ypê.
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