Notas iniciais
Gente, não consegui aguentar até os Jogos, vou postar logo a m´sica! Poapsoaposap'

Peter Weelloy

Whistle — Florida

- Idiotas! Idiotas! – Lia gritava.

- Mas você não disse que queria a Dasha no grupo? – perguntei, tentando acalmá-la.

- Dasha é inteligente demais! Não podemos simplesmente achar que ela abandonou o irmão!

- Mas ela atirou uma faca nele.

- Não! Deve ser um truque, essa garota é mais maluca do que eu imaginava.

- Então você acha que ela quer nos manipular ?

- Não é óbvio? — Lia perguntou. – Selene e Lucca foram contra a minha ordem de ignorar a 12! Agora ela está entre nós, temos que tomar cuidado. Quero que você fique atento quanto a ela.

- E você? – perguntei.

- Pode deixar, eu vou falar com a Camille, aquela garota é maluquinha, vai me obedecer.

- E eu?

- Você? Faça o que quiser, não sou obrigada a saber tudo o que você deve fazer!

Pelo reflexo das jóias do lustre vi que eu estava muito vermelho de raiva. Lia sorriu e tratou de sair e fechar a porta atrás de si. Bufei.

- Toc-Toc. – uma idosa entrou – Peter Weellow?

- Weelloy. – corrigi. — Sim?

- Claro, sou Brittania, sua estilista.

- Quantos anos você tem?

- 77, por que?

- Não acha que deveria se aposentar?

Ela ignorou minha pergunta e trouxe um carrinho atrás de si quando entrou em meu Vagão. Nele estavam tecidos de várias cores e um bloco de desenho grande o bastante para caber nele meu braço inteiro. Ela me observou por alguns minuto e depois desenhou alguns rabiscos no bloco e me mostrou. A mesma roupa de sempre, parecendo um gladiador. De dourado.

- O que acha? – perguntou.

- Repetitivo. – respondi.

- Exatamente. – ela concordou. – O que vocês fazem em sue Distrito que seja... Único?

- Nós... Jogamos futebol.

- Futebol? Isso é bom. Que tal o número dois atrás da armadura e na frente?

- Fica mais original. – concordei.

- Ótimo. Até mais, Peter Weellow.

- Weelloy!

- Claro.

Ela guardou o bloco e saiu do meu Vagão, me deixando um pouco sem saber o que fazer. Desnorteado. Sai do Vagão e fui para o refeitório. Um Pacificador fazia uma fila conosco, assim que íamos chegando. Lia segurou meu braço e mordeu o lábio inferior. Ela estava com... Medo? Ignorei e me conduzi para a fila, junto com ela, segurando meu braço. O Pacificador nos colocou como os segundos da fila, assim a fila ia de acordo com o Distrito. Lucca deu um sorriso para mim e nós demos um “toca-aqui”. Lia revirou os olhos e Selene cruzou os braços. Não entendo essas duas. Assim que o Pacificador relou no ombro de Lia, pedindo para ela ficar na minha frente, Lia deu um soco na cara dele, que estava dentro de um capacete branco. Amassou e trincou o vidro, apenas, o Pacificador fez careta para ela e prendeu seus braços para trás.

- Pode segurar isso aqui para mim? – ele pediu.

- Claro.- respondi vendo o desgosto no rosto de Lia.

Assim que a porta do trem se abriu, a luz do Sol e das câmeras me cegou, e a Lucca e Selene também. Eles saíram primeiro. Logo eu e Lia. E acredita que a menina atrás de mim tropeçou no meu pé?

- D-desculpa! – ela pediu.

Miley Diamond. Eu lembro de tê-la visto na reprise da Colheita. Ela era pequenina. Distrito 3, fraca. Iria matá-la facilmente. Mas ignorei aquilo e nem olhei para trás, deixei que ela se desculpasse com o nada. Assim que saímos de perto do Pacificador, que ficava na porta permitindo a passagem dos casais de dois em dois segundos, soltei os punhos de Lia, e ela me agradeceu dando uma cotovelada no estômago. Estávamos passando por dentro de um tubo transparente que nos encaminhava diretamente para a entrada do hotel em que ficaríamos antes de ir para os Jogos. Haviam repórteres e pessoas alucinadas até o teto do tubo, todos amontoados e fazendo coração com a mão. Que idiotas e babacas!

- Acene. – Lia disse e vi que ela sorria e jogava beijos para as pessoas e elas simplesmente começavam a bater no vidro e a fazer barulhos ensurdecedores dentro do tubo. Fiz o mesmo, milhões de pessoas estavam loucas e maravilhadas conosco. Me senti muito bem.

Assim que entramos no hotel, Selene nos olhos torto e se sentou no sofá mais próximo. Lucca deu de ombros e se sentou em seu colo. Lia se sentou longe dos dois pombinhos, e eu segui seu exemplo. Aqueles dois haviam feito muito barulho na noite passada, somos vizinhos de Vagão, ou éramos, e dava pra escutar tudo. Principalmente quando Selene roncava, fazendo eu e Lia rirmos até chorar.

- O que foi? – perguntei a ela. – Você e Selene se amavam.

- Acontece que cada uma aqui tem que proteger um de vocês dois, e não podemos simplesmente... Nos tornarmos amigas.

- Não entendi. Vocês estão protegendo a mim e a Lucca? Não precisamos, sabemos nos virar sozinhos.

- Sim. Sabem sim. Do mesmo jeito que se viraram quando Dasha deu um fora nos dois, ou quando... Opa, esqueci, ela implorou pro Lucca para entrar, não?

- O que está insinuando?

- Até o Lucca conseguiu, e você não! Sabe como é vergonhoso isso?

- Vergonhoso?

- Sim, para mim. Você estraga minha reputação.

- Nossa, desculpa, então.

Falei e me levantei, Lia segurou meu braço. – Ei, sem drama. – Pediu. – Vem cá, me dá uns beijinhos.

Não pude recusar, como sempre acontece. Lucca e Selene estavam quase se engolindo, e eu podia ouvir os gemidos dela quando ele passava as mãos dele... Ah, nem vou comentar! Só sei que Lia me puxou para um canto, onde tinha um sofá mais afastado e nós nos beijamos ali mesmo. Havíamos combinado de atuar como um casal, assim como Selene e Lucca. Mas Lia e eu estávamos em um local mais afastado, ninguém poderia nos ver. Não entendi muito bem, mas Lia somente continuou a me beijar, até que um idoso viesse lhe chamar para ir fazer seu vestido. Tive de ficar sozinho. E acabei percebendo que, se não fosse Lia, eu seria muito sozinho aqui.

Notas finais
Adoro essa música! Espero que gostem tbm, e esse é mais um capítulo e o último de hoje. Beijos, boa noite!